Homenagem para meu Irmao de Sangue
Esqueci de dizer que, já não sou o mesmo sem ti. Nem nunca vou ser. Tu chegaste, me mudaste. Tu colocaste a parte boa que tenho em mim. Sem ti, sinto-me vazio. Sem cor. Sem ti, sou um quadro, sem cor, sem piada. Até as pessoas à minha volta dizem que eu mudei..Dizem que sou demasiado frio. Que estou diferente. Ouve, como é que posso voltar a ser o que era sem ti? Tu és a cor. Tu és o que me dá vida. Sem ti. Repara na palavra. Sem ti. Sen ti. Sentido. Contigo fico sem sentido. E é verdade. Eu antes levantava-me demanhã. Só para ir comprar pão. Agora nem saiu do meu quarto. Nem como. Não me apetece fazer nada. Só choro. Lágrimas. Pelo meu rosto seco. Sem ti. Agora não sou nada. Sem ti estou sem vida. Sem piada. Quero-te de volta. Quero ser uma pessoa melhor. Quero vida. Quero-te.
E agora o que queres? Queres que eu faça o quê mais? Que te prove que te amo? Eu amo-te caramba. Não basta? Magoei-te assim tanto? Queres alguém melhor? Encontraste alguém melhor? Alguém que te dê o amor que precisares. Que consiga se preocupar contigo aí. Encontraste? Percebeste que não me amas? Tu ainda me amas? Queres que eu te diga que te quero? Que me mostre arrependido? Queres distância de mim, ainda mais? Porquê. Tu queres um tempo, para ver se mesmo depois eu te quero? Está-me a fazer esperar para isso? Diz o que dentes. Sinceramente eu não te amo para te ver ir com outro. Mas eu te amo para não te deixar ir. Mas é como um pássaro vai de gaiola a gaiola. Se tu não achas a minha gaiola suficiente, tenho de te deixar voar não é. Tu me fazes falta, e muita. Eu queria o meu pássaro de volta.. eu espero o tempo que for preciso eu não deixo nenhum pássaro entrar. Eu sou todo teu. Para sempre.
QUERER SEM PODER
Minh’alma se alegra
Euforia por dentro
Minh’alma se apega
Contagia-se te vendo
Minh’alma se cega
Inebria-se te querendo
Minh’alma não nega
Realizar-se-ia te tendo
Minh’alma se lembra
Tristeza por dentro
Minh’alma se entrega
Te quer não podendo.
LAÇOS DE AMOR
Os laços de amor,
São difíceis de desatar.
Quem de amor brincar
Pode até se machucar.
Ficará então a chorar
A ferida que teima
Em não cicatrizar.
"A democracia se constrói, necessariamente, a partir de uma revolução. E não existe revolução alguma, sem derramamento de lágrimas e sangue".
QUERIA
Queria amá-lo com o suor e o sangue
e moldá-lo na geografia da pele.
Queria amá-lo com o cansaço das mãos
e achá-lo brilhante na curva dos dedos.
Queria amá-lo com meus braços tensos
e prendê-lo na ânsia do meu desejo.
Queria amá-lo de corpo inteiro,
assimilá-lo no destino da noite,
oferecer-lhe o silêncio do gesto,
arrancar-lhe a frieza dos dias,
levá-lo para as águas correntes
e aportá-lo em meu porto e destino.
Queria amá-lo
na carícia dos loucos,
no sonho dos bêbados,
no riso sufocado
e reinventá-lo com os signos do cio
e enlouquecê-lo pela angústia sofrida,
e embebedá-lo na amarga lágrima
e contá-lo que meu corpo é de anjo e volátil.
Queria amá-lo
heróica
e eroticamente.
Perpétua Santiago
A sombra do poder institucional é um véu de sangue inocente, que pende como um crepe fúnebre sobre a história da humanidade, lembrando-nos de que a autoridade e a ordem são frequentemente compradas ao preço da vida e da liberdade.
O trono do poder é um altar onde se sacrificam as vidas inocentes, e o sangue derramado é o óleo que unge os cetros da autoridade, enquanto a história se desenrola como um tapete de mármore, manchado pelas lágrimas e pelo sangue dos oprimidos.
A sede de poder das instituições é um rio que flui invariavelmente através de um leito de sangue inocente, derramado pelas mãos daqueles que se arrogam o direito de governar em nome da ordem e da autoridade.
Eu te trouxe a Flor do Amor.
É presente.
É simples.
É singela homenagem.
Lembrança.
O que seja, contanto que seja
recebida por teu coração
como fluido, excelente
doador de novas energias
e forças do Bem!
Recebe esta flor que vem
do céu. Transparente, bela.
Presente de um coração
que se preocupa contigo
e que está sempre ao teu lado
te indicando o caminho do Bem!
Quer saber quem sou?
Me chamo Amigo.
Anjo de Guarda do teu coração,
que conhece a fundo todas as tuas manias, segredos, baboseiras,
infantilidades, rompantes de generosidade.
Sou quem se preocupa
quando erras, e te mostra
pacientemente, o caminho de volta,
o refazer das coisas
no momento apropriado.
E a flor que te trago é a Flor da Amizade.
Surgida no coração que ama como te amo , como se ama a um filho ou filha.
Como se ama um amigo querido
com o qual me preocupo
e procuro auxiliar.
Recebe então, amigo do peito,
a flor que tem jeito de flor do coração,
pois encontrará dentro dela
um perfume diferente,
um cheirinho de amizade
que encantará teu coração!
HOMENAGEM AO PROFESSOR: A ORIGEM DOS DIAMANTES
Professores são arautos. Portadores que se ocupam em levar mensagens diversas aos receptores que, ao fim, simbolizam a esperança que depositamos em novos e melhores tempos.
Movidos por um altruísmo comum aos grandes personagens da História - que comumente mesclam em sua jornada um misto de idealismo e capacidade de realização -, nosso exército de mestres desbrava fronteiras e adentra aldeias indígenas, comunidades quilombolas, bairros movimentados das metrópoles. Seja nos cursos mais elementares de alfabetização, seja nas universidades mais renomadas do País, sempre há a figura desse lapidador.
Desses homens e mulheres que, cuidadosamente, permitem que pedras brutas se transformem em joias cujo brilho é capaz de iluminar o futuro.
Hoje é Dia do Professor. Data que demanda reflexões sobre o que é realmente essencial no vaivém contínuo do processo ensino-aprendizagem. Momento de observar que, nas últimas décadas, o papel da escola foi ganhando novos contornos. Novas alterações provenientes de métodos educacionais mais modernos. Resultantes tanto da troca ininterrupta de experiências no setor quanto da consciência social em torno da importância da educação. Do ensino de excelência nesta que é a Era da Informação e do Conhecimento. São mudanças que ampliaram sobremaneira os horizontes.
Renovações que tiveram início com passos importantes rumo à democratização da aquisição de conhecimento. Hoje, muitas escolas já estão informatizadas e, portanto, conectadas ao mundo. Exigência de uma época que requer habilidades e talentos cada vez mais diversos, como a fluência em mais de um idioma.
É fato que o mercado de trabalho não tolera amadores. E também é fato que a cobrança sobre a capacidade dos aprendizes recai sobre o professor. Profissional de quem a sociedade exige aprimoramento ininterrupto. Por esse motivo, é importante que os educadores relembrem os modelos referenciais do ensino de qualidade muitas vezes empregado ao longo da História.
É o caso do método utilizado por Aristóteles em seu desejo de formar uma geração de jovens éticos e, portanto, felizes. O liceu do estagirita era um espaço privilegiado em que a virtude e a busca pelo meio termo permeavam as discussões filosóficas entre o educador e seus jovens aprendizes. No mesmo diapasão, o filósofo Pedro Abelardo, nas escolas francesas, desafiava os estudantes a colocar em prática o potencial gigante, mas ainda adormecido, que habitava em cada um.
Mais recentemente, temos o modelo de Dom Bosco, mestre dos salesianos. Verdadeiro professor que exaltava o amor como o único caminho para a educação verdadeiramente completa. Mário Quintana, em outra seara, poetizava: "E no dia em que tratardes um dragão por Joli, ele te seguirá por toda a parte como se fosse um cachorrinho". Por meio dessa metáfora tão bela quanto inusitada, o poeta nos ensina que é possível modificar para melhor os seres considerados mais amedrontadores. Para isso, basta que recebam carinho e atenção como tratamento. Em outros termos: se até um dragão pode ficar dócil, carinhoso, o que dizer de um aluno?
Já Paulo Bonfim, outro artesão da palavra - considerado o príncipe dos poetas brasileiros - diz que a juventude precisa de um tema. Um tema que a torne protagonista. Um tema que a instigue a viver. É como na arte: uma vez sem bons temas, as peças ficam sem sentido, os textos empobrecem, as danças perdem a magia.
Eis aqui nossa homenagem àqueles que são leais à missão de educar. Sábios que não servem a um partido ou a um governo, mas sim à causa nobre da educação. Servem a um sonho. Talvez o mesmo vivenciado por Aristóteles, Abelardo, Dom Bosco: o sonho de lapidar diamantes. Mestres que neste, e em todos os outros dias, acreditam que o esforço do trabalho será recompensado pela magnitude do resultado. Pela beleza rara da joia que começa a tomar forma, sempre, em suas mãos.
Publicado nos jornais Jornal da Tarde Tarde, Diário do Grande ABC, A Tribuna, Correio Popular e Vale Paraibano.
A Flor do Amor
Eu te trouxe a Flor do Amor.
É presente.
É simples.
É singela homenagem.
Lembrança.
O que seja, contanto que seja
recebida por teu coração
como fluido, excelente
doador de novas energias
e forças do Bem!
Recebe esta flor que vem
do céu. Transparente, bela.
Presente de um coração
que se preocupa contigo
e que está sempre ao teu lado
te indicando o caminho do Bem!
Quer saber quem sou?
Me chamo Amigo.
Anjo de Guarda do teu coração,
que conhece a fundo todas as tuas manias, segredos, baboseiras,
infantilidades, rompantes de generosidade.
Sou quem se preocupa
quando erras, e te mostra
pacientemente, o caminho de volta,
o refazer das coisas
no momento apropriado.
E a flor que te trago é a Flor da Amizade.
Surgida no coração que ama como te amo , como se ama a um filho ou filha.
Como se ama um amigo querido
com o qual me preocupo
e procuro auxiliar.
Recebe então, amigo do peito,
a flor que tem jeito de flor do coração,
pois encontrará dentro dela
um perfume diferente,
um cheirinho de amizade
que encantará teu coração!
Queria que o mundo se acabasse em chamas, para eu acender meu último baseado.
Nota: O pensamento costuma ser atribuído a Bob Marley, mas não há fontes que confirmem essa autoria.
... tenho uma coisa apertada aqui no meu peito, um sufoco, uma sede, um peso, não me venha com essa história de atraiçoamos todos os nossos ideais, nunca tive porra de ideal nenhum, só queria era salvar a minha, veja só que coisa mais individualista elitista, capitalista, só queria ser feliz, cara.
Meu negócio agora é sexo e amizade. Acho esse negócio de amor uma coisa muito chata.
Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é.
Sou contra a reserva de mercado. Tem mais é que abrir as portas para a Madonna abrir as pernas.
Eu sou um preguiçoso que trabalha muito.
A força da grana que ergue e destrói coisas belas.
Desde pequeno eu achava que seria célebre.
O tempo não pára e, no entanto, ele nunca envelhece.
É impressionante a força que as coisas parecem ter quando elas precisam acontecer.
Há alguma coisa em mim que não consigo controlar. Nunca dirijo meu carro por cima de uma ponte sem pensar em suicídio. Quero dizer, não fico pensando nisso. Mas passa pela minha cabeça: SUICÍDIO. Como uma luz que pisca. No escuro. Alguma coisa que faz você continuar. Saca? De outra forma, seria apenas loucura. E não é engraçado, colega. E cada vez que escrevo um bom poema, é mais uma muleta que me fazer seguir em frente. Não sei quanto às outras pessoas, mas quando me abaixo para colocar os sapatos de manhã, penso, Deus Todo-Poderoso, o que mais agora? A vida me fode, não nos damos bem. Tenho que comê-la pelas beiradas, não tudo de uma vez só. É como engolir baldes de merda. Não me supreende que os hospícios e as cadeias estejam cheios e que as ruas estejam cheias. Gosto de olhar os meus gatos. Eles me alcamam. Eles me fazem sentir bem. Mas não me coloque em uma sala cheia de humanos. Nunca faça isso comigo. Especialmente numa festa. Não faça isso.
Manifesto: Quero o meu lado mulherzinha de volta
(ou em outras palavras: até que ponto a gente sabe administrar o rebolado?)
Primeiramente devo dizer: a culpa não é de ninguém. Não me atirem pedras nem queimem meus sutiãs, que me são tão raros, caros e meus. Ando pensando muito sobre a questão ying/yang na sociedade e dentro de nós (minha monografia foi sobre a revolução feminina e a repercussão na publicidade atual) e o que eu vejo não são mulheres independentes e felizes com seus novos papéis, nem homens satisfeitos com um ter-que-ser que não combina com seus antigos moldes. O que enxergo são homens e mulheres perdidos e insatisfeitos, loucos por colo e amor, loucos por si só e loucos de saudade. Sim, loucos de saudade. Eu quero ser mulher de novo, estou cansada de virar homem tantas vezes por dia, tendo que resolver a vida e o mundo. Tenho que trabalhar, pagar contas, impostos, saber tudo sobre contabilidade, escrever, recitar Vinicius, ter uma bunda dura, um cabelo macio, quinhentos e cinqüenta e cinco cheiros gostosos pelo corpo, pés e mãos bem-feitos, saber o que está passando no cinema, ler de Sartre a Vogue, ajudar família, amigos, colocar os quadros novos na parede, responder e-mails, saber se o chassi do carro foi adulterado (!?) e estar linda e com a pele fresca quando aquela pessoa que você joga charme há meses te chamar pra sair. Ok, você toma banho em segundos, reclama com sua mãe pelo telefone enquanto decide o que vestir (a eterna dúvida do primeiro encontro) e tenta se focalizar em ser mulher. Apenas mulher. (Mesmo que tenha um bilhete em cima da mesa dizendo para entrar em contato com o contador com a máxima urgência). Máxima urgência? E o interfone toca e você está com duas blusas na mão, nenhum sapato no pé e uma interrogação bem no meio da maquiagem. O espelho não mente: você está ligeiramente linda, confusa e cansada. Mas pega a bolsa e vai... (Afinal, arriscar é viver!). No elevador você pensa, enquanto dá o ar da graça com o eterno blush (amigo de todos os posts e horas): o mundo está invertido ou será que sou eu? E você não encontra respostas mas encontra o cara. Parado. Mudo. Com um olhar bonito e alguma expressão que você não entende. Aí te vem a mesma imagem de minutos atrás: olha o ponto de interrogação bem no meio da cara dele... O cara não sabe o que fazer. Não sabe se abre a porta do carro, se escolhe o restaurante, se te beija, se te come ou manda embrulhar, se leva flores no dia seguinte, se conversa sobre poesia, sobre filhos ou musculação, tudo porque está na dúvida se você vai achar lindo ou vai rir na cara dele. Tudo porque ele está perdido, mas... Caramba! Você também está. Não sabe se ele tem a mente aberta igual aparenta ou se é mais careta que seu pai. E ninguém se percebe. O cara te acha inteligente, gostosa, divertida e acha que você é moderna demais pra gostar de uma mensagem fofa no dia seguinte. Meninos, é mentira. A gente gosta. Tem gente que pode não gostar, mas eu gosto. Vivemos num momento de transição e conflitos, fica difícil entender. Nada mais normal. Eu, por exemplo, trabalho, tenho minha casa, sou forte por acaso mas tenho meu lado mulherzinha que não me deixa. Sou emotiva, sensível, choro à toa, rodo a baiana, mas espero o telefone tocar, tenho meus nhem-nhem-nhens e estou cansada. Cansada de ser racional. Cansada de tomar iniciativa, cansada de ser homem em cima do salto 15. Por isso, em nome do meu equilíbrio, da falsa modernidade e dessa bagunça que virou um simples abrir ou fechar de portas, eu me atrevo a dizer: toda mulher tem seu lado mulherzinha. Rapazes, sejam fortes e persistentes! Nós somos complicadas mas contamos com vocês!
Nota: Texto publicado por Fernanda Mello no seu site oficial a 26 de julho de 2006. Atribuído, por vezes de forma errônea a Martha Medeiros.
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