Homenagem para meu Irmao de Sangue

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Essa noite eu posso ser eu mesmo (yah)
Mas também posso ser tudo que você quiser que eu seja

De repente é noite e você está tão só... O meu dia foi lindo, mas eu sei que o seu te doeu até agora e eu não posso amenizar nada com palavras que pretendam ser abraços porque elas te falariam obviedades sobre tempo, paciência e espera_ quase uma crueldade quando o que a gente quer é uma premonição, uma certeza, alguma frase cheia de sabedoria que norteie nossa vida...

De repente a semana está começando de novo, mas só se passaram alguns dias e todos foram tão abarrotados de ausência e medo e confusão interna, de uma busca quase estéril de se sentir melhor ,de fazer coisas por si mesma....E o buraco insistindo no meio de dentro do corpo, o abismo gelado, o choro engrossado de escuridão e descrença...

E eu te vejo encolhida num canto, o desespero nos olhos, o peito abafado, a vontade do grito e a falta de fôlego...E eu não sei a coisa mais bonita que eu poderia te escrever....Sei que já vi borboletas voarem faltando um pedaço da asa e rosas incríveis desabrocharem num copo com água: e é disso que me nutro pra acreditar que a meteorologia nem sempre está certa e que dias tão cinzentos podem ser prefácios de noites com sol...Sei que se eu estivesse aí,certamente estaríamos juntas no cantinho mais confortável de qualquer lugar escolhido por você e eu te daria um abraço com tanto encaixe e amor que você, por pelo menos alguns minutos, encontraria "um pouquinho de saúde, um descanso na loucura"...

E mesmo que o seu corpo todo doa numa súplica e que “ele” seja toda sua ferida... Meu amor, eu espero ,sinceramente, que o pedacinho que falta na tua asa, não te impeça o vôo...

Canção

Se este meu pensamento,
como é doce e suave,
de alma pudesse vir gritando fora,
mostrando seu tormento
cruel, áspero e grave,
diante de vós só, minha Senhora:
pudera ser que agora
o vosso peito duro
tornara manso e brando.
E eu que sempre ando
pássaro solitário, humilde, escuro,
tornado um cisne puro,
brando e sonoro pelo ar voando,
com canto manifesto
pintara meu tormento e vosso gesto.

Pintara os olhos belos
que trazem nas mininas
o Minino que os seus neles cegou;
e os dourados cabelos
em tranças d'ouro finas
a quem o Sol seus raios abaixou;
a testa que ordenou
Natura tão formosa;
o bem proporcionado
nariz, lindo, afilado,
que a cada parte tem a fresca rosa;
a boca graciosa,
que querê-la louvar é escusado;
enfim, é um tesouro:
os dentes, perlas; as palavras, ouro.

Vira-se claramente,
ó Dama delicada,
que em vós se esmerou mais a Natureza;
e eu, de gente em gente,
trouxera trasladada
em meu tormento vossa gentileza.
Somente a aspereza
de vossa condição,
Senhora, não dissera,
porque se não soubera
que em vós podia haver algum senão.
E se alguém, com razão,
— Porque morres? dissera, respondera:
— Mouro porque é tão bela
que inda não sou para morrer por ela.

E se pola ventura,
Dama, vos ofendesse,
escrevendo de vós o que não sento,
e vossa fermosura
tão baixo não descesse
que a alcançasse um baixo entendimento,
seria o fundamento
daquilo que cantasse todo de puro amor,
porque vosso louvor
em figura de mágoas se mostrasse.
E onde se
julgasse a causa pelo efeito, minha dor
diria ali sem medo:
quem me sentir, verá de quem procedo.

Então amostraria
os olhos saudosos,
o suspirar que a alma traz consigo;
a fingida alegria,
os passos vagarosos,
o falar, o esquecer-me do que digo;
um pelejar comigo,
e logo desculpar-me;
um recear, ousando;
andar meu bem buscando,
e de poder achá-lo acovardar-me;
enfim, averiguar-me
que o fim de tudo quanto estou falando
são lágrimas e amores;
são vossas isenções e minhas dores.

Mas quem terá, Senhora,
palavras com que iguale
com vossa fermosura minha pena;
que, em doce voz, de fora
aquela glória fale
que dentro na minh'alma Amor ordena?
Não pode tão pequena
força de engenho humano
com carga tão pesada,
se não for ajudada
dum piedoso olhar, dum doce engano;
que, fazendo-me o dano
tão deleitoso, e a dor tão moderada,
que, enfim, se convertesse
nos gostos dos louvores que escrevesse.

Canção, não digas mais; e se teus versos
à pena vêm pequenos,
não queiram de ti mais, que dirás menos.

Luís de Camões
Parnaso de Luís de Camões

Meu sonho partiu, foi embora
sem me avisar, sem me comunicar,
só deixou para trás a saudade
que a todo instante vem me abraçar.

Fui um douto em sonhar tantos amores...
Que loucura, meu Deus!
Em expandir-lhe aos pés, pobre insensato,
Todos os sonhos meus!

E ela, triste mulher, ela tão bela,
Dos seus anos na flor,
Por que havia de sagrar pelos meus sonhos
Um suspiro de amor?

Um beijo — um beijo só! eu não pedia
Senão um beijo seu
E nas horas do amor e do silêncio
Juntá-la ao peito meu!

Foi mais uma ilusão! de minha fronte
Rosa que desbotou
Uma estrela de vida e de futuro
Que riu... e desmaiou!

Meu triste coração, é tempo, dorme,
Dorme no peito meu!
Do último sonho despertei e n’alma
Tudo! tudo morreu!

Meus Deus! por que sonhei e assim por ela
Perdi a noite ardente...
Se devia acordar dessa esperança,
E o sonho era demente?...

Eu nada lhe pedi: ousei apenas
Junto dela, à noitinha,
Nos meus delírios apertar tremendo
A sua mão na minha!

Adeus, pobre mulher! no meu silêncio
Sinto que morrerei...
Se rias desse amor que te votava,
Deus sabe se te amei!

Se te amei! se minha alma só queria
Pela tua viver,
No silêncio do amor e da ventura
Nos teus lábios morrer!

Mas vota ao menos no lembrar saudoso
Um ai ao sonhador...
Deus sabe se te amei!... Não te maldigo,
Maldigo o meu amor!...

Mas não... inda uma vez... Não posso ainda
Dizer o eterno adeus
E a sangue frio renegar dos sonhos
E blasfemar de Deus!

Oh! Fala-me de amor!... — eu quero crer-te
Um momento sequer...
E esperar na ventura e nos amores,
Num olhar de mulher!

Só um olhar por compaixão te peço,
Um olhar.... mas bem lânguido, bem terno...

DEFINE A SUA CIDADE

De dous ff se compõe
esta cidade a meu ver,
um furtar, outro foder.
Recopilou-se o direito,
e quem o recopilou com dous ff o explicou
por estar feito e bem feito:
por bem digesto e colheito,
só com dous ff o expõe,
e assim quem os olhos põe
no trato, que aqui se encerra,
há de dizer que esta terra
De dous ff se compõe.
Se de dous ff composta
está a nossa Bahia,
errada a ortografia
a grande dano está posta:
eu quero fazer aposta,
e quero um tostão perder,
que isso a há de perverter,
se o furtar e o foder bem
não são os ff que tem
Esta cidade a meu ver.
Provo a conjetura já
prontamente com um brinco:
Bahia tem letras cinco
que são BAHIA,
logo ninguém me dirá
que dous ff chega a ter
pois nenhum contém sequer,
salvo se em boa verdade
são os ff da cidade
um furtar, outro foder.

Quando a solidão doeu em mim
Quando o meu passado não passou por mim
Quando eu não soube compreender a vida
Tu vieste compreender por mim

Quando os meus olhos não podiam ver
Tua mão segura me ajudou a andar
Quando eu não tinha mais amor no peito
Teu amor me ajudou a amar...

Se todas as minhas palavras não falaram por mim, então meu silêncio falará...

EDWARD CULLEN

''O sangue constante em meu sonhar
analiso os passos medrosos em amar!
Sempre sinto algo, algo em meu pulsar...
você acelera meu coração, isso...acho que é amar!
Minha carne e meu pensar. Sentes?
Um coração morto e gelado,
poderias bater de novo?
Sua experiência, no meu eu mais profundo...
é a justifica suficiente para criação do meu mundo!
Sei que não posso te amar.
Luto contra meu intenso desejo
O desejo de te dominar, de te amar!
Sou a lua no luar,
você a brisa a soprar!
Sou a lua no céu a tomar,
você o grande fenômeno...
Fenômeno a me tomar: eclipse lunar!
Eu prometo te amar: Bella és meu pensar...
Para sempre sangue, para sempre o luar.
Não posso parar, parar de evitar...
Lutar e lutar para ficar longe de você!
Se houvesse uma única maneira,
de fazer você entender: que vivo por você!
Não consigo deixá-la: te amo Bella!
O mundo ao derredor,
não tem função ao pulsar.
Sem você em meu profundo olhar!
Quando meus braços encontram você,
abraço e sinto o mais profundo do meu mundo!
Pois meu eterno mundo é você!
Algumas coisas não tem fim...
Como meu amor por você.
Sua alma é pra mim...sinto!
Sinto seu poder, seu poder em me vencer!
Seu sangue em beira morte...
É vida pois tu és forte.
Eu pensei que já havia dito...
Pois hoje, Bella, assim repito:
eu não existo num mundo
onde você não condigo ver!
Eu prometo te amar.
Para sempre no nosso sempre e sempre!
Meu coração é igual à águia!
Que espera a tempestade para voar acima!
Mas você me capturou...te amo Bella!!
Querida, não importa o quanto...
o quanto o dia seja perfeito!
Sempre tem um fim, mas sei que meu amor...
Por você, Bella, é amar...amar forever!!!"

-Ao som de THOUSAND YEARS (CRISTINA PERRI)

⁠" 100 tentantivas são cansativas
ops gostava de uma menina
Derrepente meu sangue ferveu quente
Fênomeno borboletas
Bruxaria cai em brisas
Seus risos tornaram-se melodias
Calafrio em um esforço perdido...e agora em desenhos esbouço seu sorriso."

Sangue igual ao meu, uma pessoa importante que Deus me deu o prazer de compartilhar uma vida até meus últimos dias, seja de tristeza ou alegria, que dure pra sempre esse amor, de irmão, ou seja, qual for, o importante é que nunca vou deixar de senti-lo!

Para minha irmã, Débora Caleffi de Almeida

Você sabe que eu daria cada gota de sangue,cada órgão do meu corpo pra te fazer feliz!

Inserida por Fullhet

meu soro, minha vida
sem flor eu não vivo
é o sangue que corre na alma
sem Deus eu nem chego a existir
e num breve sumir
vou para outro lugar
aprender a amar
sem cobrança
sem direção
a emoção vai no coracao
só assim, eu saio do lugar!!!

Inserida por fernanda_de_paula_1

Jogando fora
um travesseiro
com marcas de:
suor do meu esforço
lágrimas de sangue
e sonhos perdidos!

Inserida por fernanda_de_paula_1

Meu sangue vale menos do que o sangue de quem sofre mais do que eu.

Inserida por Althielis

⁠jogando fora
um travesseiro
com marcas de:
suor do meu esforço
lágrimas de sangue
e sonhos perdidos!!!
Fernanda de Paula
Instagram: fernanda.depaula.56679
Novo Instagram: mentepoetica2020

Inserida por fernanda_de_paula_1

por debaixo desta areia
ficará meu sangue
e o suor de uma vida inteira
por debaixo desta areia
ficará o meu corpo
que usei nesta encarnação
por debaixo desta areia
ficará minh'alma e por cima
um castelo efêmero construirão
por debaixo desta areia
cessará meu rastro de
sofrimento e tristeza
por cima desta areia
restará a coroa de flores
da rainha da natureza
do amor e da proeza
que eu fazia enquanto desfilava
e velas, e choro, e lágrimas
memórias vivas e a lembrança
que deixei, quando por aqui passei
e por cima do meu sangue
despejarão um caminhão de areia
pra estancar a minha perda de vida
enquanto eu sangrava pelas feridas
abertas, que ela me fazia o favor de deixar
e o meu sangue se misturava com a areia
tingindo-a da cor da minha vida
eu vivia correndo e sorrindo de alegria
agora vivo em meu castelo
dos sonhos no céu estrelado
iluminando a areia suja de sangue coagulado
por causa do meu amor despejado
antes de partir pro lado de lá!!!

Inserida por fernanda_de_paula_1

Para que chance se você já tem o meu órgão muscular que bombeia sangue ao longo do corpo através do sistema vascular.

Inserida por SamuelSous

⁠PERDIÇÃO

Meu pai de sangue:
Como se chapa a massa na parede
A de cimento, barro e areias
Como tu fazes com tanta arte?
E meu pai de sangue, respondia sempre:
Oh, tira isso das tuas ideias...
Já me está na massa do sangue e do ser
À parte,
À custa de tantas tareias para aprender.
E eu insistia com meu pai de sangue:
Qual o teu segredo
Daqueles tetos de gesso
Tão belos e singelos
Feitos por tuas mãos ressequidas?
E meu pai de sangue, já irado, respondia sempre:
Oh, isso foi sinal de aprender noutras vidas,
Umas a medo e outras por ser travesso
Revesso
Como tu, retrato do meu segredo...

Nunca mais entrei em bravatas
Chatas
De perguntar a meu pai
Que já lá vai
O porquê de ser artista daquele dom então,
Porque sei que me diria:
Nasceste para ser trolha, um dia
Como eu, sem mais tretas.

Porém, escolheste as letras
Malditas dos poetas
Que te levam à perdição!

(Carlos De Castro, in Minas da Minhoteira, 01-07-2022)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

DIZ-ME NUM VÓMITO

Diz-me, porque estás triste ?
Amor rebelde, sem meu coração
Do sangue que pedias
Com a tua espada em riste,
Nessa mão,
Tremulando
Velhinha de emoção
Como a minha ficando
Apalpando o que não existe.

Diz-me, porque estás triste ?
Assombramento meu,
Sempre ao cimo da minha cama
De penas,
Tão apenas
Nas noites claras de breu,
Quando eu tinha medo de mim
Ao subir as escadas da cama musical
De bacanais infernal,
Que dizem ser ruim,
Até a do Orfeu.

Maldito seja eu
E quem me desafia
Em euforia,
Nesta noite tão só, tão fria,
Em que vou, sem vir
Mais que tempo de ir
Sem pena
Nem pensar
De voltar.

Diz-me, porque estás triste?...

(Carlos De Castro, " in Portugal Sem Censura, No Brasil, Sim", Em 06-09-2022)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro