Homenagem para meu Irmao de Sangue
Só quero ficar no.meu canto, buscar novamente o encanto, a ilusão da vida em meu ser, preciso sim, voltar a viver.
Vou me despedindo, despindo do meu ser
A cada lapso temporal, desprende fragmentos, sem que possa mensurar. Sim, vou me despindo de meu eu, depreendendo da razão, esvaindo a emoção, até que em dado momento, satisfaça a extinção.
Palavras, deixa-me exprimir, quero esvaziar meu ser, que saturado em ânsia, roga externar. Sabe o quê? Sei lá.
Deixa eu escrever, me distrair com letras garrafais, dar voz ao pensamento, expressar meu sentimento.
Ignores se não curtir, mas deixe meu caminho eu seguir.
Água e pó constitui meu ser, assim também toda espécie animal ou vegetação. Vidas que dó pó vieram, para ele retornarão.
Eu já não me importo com o julgamento de juízes leigos, sou culpado, carrego sobre meu ser a sina do pecado, mas tenho me esforçado, e para me defender, tenho o melhor advogado.
Eu já não me importo com religiosidade, preciso seguir o caminho da verdade, olhar para o porvir e aguardar poder entrar na santa e eternal cidade.
Eu já não me importo com juízos apócrifos, comentários jocosos, palavra maligna, ou gente atroz, preciso ouvir de meu salvador sua mansa e suave voz, receber seu imerecido favor, na manifestação de seu puro amor.
O mal vai ter seu merecido fim, a criação geme e ansia sim, pela manifestação do autor e consumador da noasa fé, Jesus de Nazaré.
Aplainar meu ser, paralelo ao horizonte e voar no imaginário, nesta grande rede do meu eu, viajando no inesperado, nas repentinas do pensar, e sentir o ritmo do pulsar da energia vital de meu coração, que insiste em lutar, desbravando vada instante em meu viver, impulsionando a energia que circula em meu ser.
Descompromissado com meu eu a despir em textos meu. Deixo me levar em palavras sem sentido, e provavelmente com toda intensidade em meu ser, manifestos nos mais complexos sentimentos desconexos da realidade fática que me oprime.
Ando devagar porque estou envelhecendo, e a pressa não me vale de nada. Sim, vagaroso em meu caminho porque para onde estou indo não tenho pressa de chegar. E assim, sigo sempre nessa estrada.
Eu luto para ser campeão, adversário é o meu eu. Há dias que sou vitorioso, em outros derrotado. Sigo em guerra lutando, não posso ficar prostrado.
Assim é a vida no todo, e o importante é ser bom soldado.
Afonsoooo!!!
Sempre que aqui chegava fazia questão de meu nome pronunciar.
Fica agora o ecoar no silencio, nas lembranças a sua voz a me chamar. O carinho e amizade estão registrados nas páginas da memória de meu ser, e por tudo o quanto fizeste por mim sempre grato eu hei de ser.
Um mês se passou e ainda não dá para acreditar, mas aprouve ao Eterno Pai o merecido descanso te proporcionar.Nas mansões celestiais como sempre fervorosamente costumava anunciar.
Como será que está meu creditempo de vida? Não sei, mas certo estou que a qualquer momento seguirei em partida.
Espero cumprir o tempo que me resta fazendo de todos os dias boas e agradáveis despedidas.
Esta é a minha, a nossa momentânea porção nesta vida.
Para onde iremos nada podemos levar, mas para os que aqui ficarem, boas e saudosas lembranças devemos deixar.
Estou em paz, lutei e o que pude eu fiz, sempre tentando de todas as formas fazer o meu povo feliz. Se para muitos errei, mil desculpas quero pedir, nunca foi proposital, meus erros comprova que sou um mero mortal.
Agora é tentar viver o tempo que se chama hoje e agradecer, sim, gratidão por tudo o quanto vivi antes de chegar o meu fim.
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