Homem Palavra
Superar é calar a boca do mundo sem precisar dizer uma única palavra, apenas deixando que a solidez dos seus resultados fale por você.
Escrevo-te esta carta à moda antiga, onde cada palavra carrega o peso e o calor de uma alma inteiramente rendida. Quantas tempestades nós já enfrentamos para chegar até aqui? Quantas vezes o mundo tentou nos dizer que era impossível, que deveríamos desistir? Mas o nosso amor nunca foi feito de calmaria; ele foi moldado na superação. Cada obstáculo que cruzou o nosso caminho só serviu de degrau para nos trazer mais perto, provando que o que nos une é mais forte do que qualquer tempestade.Olho para trás e vejo nossas lutas, mas quando olho para você, vejo apenas o meu porto seguro, o meu destino e a minha maior vitória. Há uma cumplicidade sagrada entre nós, um pacto silencioso de quem se entende apenas com o olhar e se apoia no silêncio do abraço. Somos companheiros de jornada, cúmplices de segredos que só o nosso coração conhece, e é essa união inabalável que me dá forças para enfrentar o amanhã. Amar você é uma escolha que eu faço todos os dias, com a intensidade devoradora de um primeiro encontro e a certeza absoluta de quem quer construir uma vida inteira ao seu lado.Você é o meu pensamento mais bonito, a minha poesia mais sincera e o motivo pelo qual eu acredito no impossível. Quando fecho os olhos, já consigo desenhar o nosso futuro: a nossa casa cheia de risos, os dias calmos que virão após tantas batalhas, e as nossas mãos dadas, já cansadas pelo tempo, mas ainda firmes no mesmo propósito. Cada plano meu só faz sentido se tiver o seu sorriso como destino final. Quero planejar cada amanhecer contigo, sabendo que, tijolo por tijolo, estamos erguendo um amanhã indestrutível.Se o mundo não me deixa gritar, deixo aqui gravado, em linhas definitivas, apaixonadas e eternas: eu te amo, hoje, amanhã e por todas as vidas que eu viver.
"A palavra estimulante, doce
e sincera reverbera ao derredor
em etéreo perfume e luz na
jornada da vida que pendurará
na memória pra posteridade aos
que vem na retaguarda como
bússola para melhor caminho
produtivo e felicidade."
0703 📜 "Ah, o AMOR... AMOR é palavra com cinco letras, iniciada por "A" e terminada por "R". Se lida ao contrário, AMOR vira ROMA."
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"Achou esse meu texto óbvio, tolo e piegas? Ora, se existem tantos textos assim na Internet, por que também Eu não posso? Hein?
3061 📜 Palavra de Baixo Calão e Palavrão podem ter o mesmo significado, mas só a segunda conquista (ou atinge) mais fácil qualquer um, letrado ou não!
O mundo e quase tudo que nele existe foi criado pela palavra…
Mas é pela ironia que ele quase sempre subsiste.
Quando a polarização, acompanhando a carruagem, se reinventou, essa corja convenceu parte do povo a se armar a pretexto de segurança para não perceberem que o chicote era a Bíblia mal-intencionada em suas mãos.
Não obstante, essa ironia, demonizaram a mídia só para monopolizar sua atenção.
Hoje elas não têm pauta mais relevante, senão dar palco para o encardido que arregimentou as almas “inocentes” para salvar o país, e nunca mais parou de tentar vendê-lo para se salvar.
O diabo é um gênio!
O mundo e quase tudo que nele existe foi criado pela palavra… Mas é pela ironia que ele quase sempre subsiste.
Antes de ser matéria, quase tudo foi ideia.
Antes de ser gesto, foi intenção.
Antes de ganhar forma, alguém precisou nomear, imaginar, ordenar ou simplesmente dizer: seja.
A palavra tem esse estranho poder de inaugurar realidades.
Com ela fazemos promessas, construímos pontes, declaramos amores, iniciamos guerras, criamos leis e inventamos futuros.
Uma palavra pode levantar alguém do chão ou empurrá-lo ainda mais para dentro de si.
Pode aproximar desconhecidos, separar amigos e transformar um instante em memória.
Mas há algo curioso na condição humana: aquilo que construímos com tanta seriedade, frequentemente só consegue continuar existindo porque aprendemos a rir de sua própria seriedade.
É aí que entra a ironia.
A ironia talvez seja uma das formas mais sofisticadas de lucidez.
Ela nasce quando percebemos que o mundo raramente corresponde ao que dizemos sobre ele.
Falamos em justiça, mas almejamos privilégios.
Pregamos a tolerância, mas escolhemos cuidadosamente aquilo que estamos dispostos a tolerar.
Defendemos a verdade, desde que ela não contrarie aquilo em que já acreditamos.
E seguimos…
Talvez porque a ironia nos permita suportar essa distância entre o que somos e aquilo que gostaríamos de ser.
Rimos de nossas contradições porque, muitas vezes, levá-las inteiramente a sério seria insuportável.
O homem constrói monumentos à eternidade sabendo que morrerá.
Escreve declarações de amor como se o sentimento pudesse vencer o tempo.
Cria regras para organizar o caos e, logo depois, inventa exceções para conseguir viver dentro delas.
Somos criaturas paradoxais: precisamos acreditar nas palavras que criamos, mas também precisamos desconfiar delas.
Porque a palavra constrói, mas pode aprisionar.
Um nome transforma uma coisa em conceito.
Um conceito transforma-se em certeza.
E uma certeza, quando ninguém mais ousa questioná-la, pode se transformar em dogma.
Talvez por isso a ironia seja tão necessária.
Ela abre uma pequena fresta na parede das nossas certezas.
Não necessariamente para destruir aquilo que acreditamos, mas para lembrar que nenhuma construção humana deveria ser tão sagrada a ponto de não suportar uma pergunta.
A ironia nos sussurra: olhe novamente.
Olhe para aquilo que você chama de sucesso.
Olhe para aquilo que chama de fracasso.
Olhe para as convicções que herdou e que nunca examinou.
Olhe para as verdades que defende com tanta veemência — e pergunte se ainda acredita nelas ou apenas aprendeu a repeti-las.
Talvez a maturidade esteja justamente nesse movimento: continuar usando a palavra para construir, sem esquecer que toda construção humana é provisória.
Criamos o mundo quando falamos sobre ele.
Mas também podemos recriá-lo quando encontramos novas palavras para aquilo que antes parecia definitivo.
No fim, talvez a existência seja essa curiosa negociação entre a palavra e a ironia.
A palavra diz: “É assim.”
A ironia pergunta:“Será?”
E, entre as duas, nesse pequeno espaço aberto pela dúvida, talvez esteja aquilo que chamamos de liberdade.
Estou no instante que já passou, na palavra que ainda não foi dita, no espaço deixado por minha ausência e na possibilidade de que alguém, um dia, encontre em meus pensamentos um fragmento daquilo que fui.
Bruno Bellotti
HOMENAGEM À ANANINDEUA
LUGAR EM QUE OS CAMINHOS
SEMPRE VÃO DAR NO AMOR.
ESSA PALAVRA TÃO BONITA
EM QUE A VIDA INVENTOU.
A sensação de proximidade
provocada pelo meu beijo
é o povoamento do real desejo,
A palavra me pertence
e a sua recíproca sedutora
intuitivamente me convence,
e vale um livro inteiro:
a poesia é livre e esta mulher
para o seu amor se guarda.
Encontrar a doçura
de Rambutan perfeita
para encontrar a palavra,
o afeto e o quê serena
até descobrir o poema.
Chovendo lentamente
sobre Camboatá-vermelho,
Com a palavra que me rege
a história no final eu escrevo,
Somente diante do Bom Deus
temo, respeito e me ajoelho.
...
A minha poesia
é Camboatá-branco
nas mãos da ventania
se espalhando toda
pelos campos da vida.
...
Tudo em mim tem
algo de Camboatá
com sementes a se espalhar,
Está para nascer quem
tem a coragem de me dominar.
...
Tapirirá florida
que com amor
concede poesia
à minha vista,
Diante sou
muito pequenina
com a minha escrita.
...
Debaixo da Pombeira
absoluta fiz a jura
de ser somente tua,
Se me amares,
retribuirei em dobro,
Algo diz que o sonho
haverá de ser cumprido logo.
...
Do caminho do tempo
sou nômade devota,
Do meu país por dentro
domino cada rota,
Nos braços de novembro
com fascínio me rendo
a floração das Tapirirás
a espera do momento
que está sendo escrito
com tudo àquilo que hei
de declarar no silêncio
que me permita escutar
o seu peito de amor batendo.
O mistério, o sagrado e a profundidade,
todas de minh'alma feminina,
e da palavra perfumada de Guapuriti
carregada de frutos doces e deliciosos,
capturam o inevitável e o atrativo,
que conquistam a tu'aura masculina,
talhada de mistério de anos a fio,
dedicada orbitando ao meu redor,
mesmo que ainda com a vestal
do capricho: é por mim que tens amor.
Convencida de que sou a única
que tem angariado a hipervigilância,
a intimidade profunda,
mesmo que o silêncio e a distância
ainda resistam e se protejam.
sob a tua índole de muralha e fortaleza,
cada uma, entre si, têm se mostrado
totalmente abissais e absolutas;
e não têm, de fato, me convencido.
Sem nenhuma escapatória,
não estás mais livre de cada sinal sensual,
sensível e atentatório sensorial
da minha natureza selvagem e indomável,
porque a nossa essência é a mesma;
e para a tua fome sou a única
que nasceu ser o seu banquete.
De delícia em delícia, buscando
algo que amanse, renda mesmo
que ainda lentamente a sua brava
resistência assim com o meu hálito
fresco e herbal sobre a sua nuca
escrevo o total épico e convicto
- a total captura do seu delíquio.
De emanação em emanação
o inebrio para trazer o langor,
na penumbra da distância
e fazer a rendição recôndita
que roça e sussurra no interstício,
entre o que é ainda feito de veledo
sobre a tua silenciada volúpia,
o prazer em estado de arte que ofereço;
profetizo não haverá outro alguém
que alcance o que enternura com igual
capacidade de fazer do meu jeito,
até quando te coloques em ausência
ou refúgio, seja lá qual for o motivo,
tu me celebrarás satisfeito e convicto,
porque, mais do que nunca, te pertenço.
Quando a palavra me fere
como Jacarandá de espinho
elejo ser porque floresce,
e a indiferença não fenece.
Espargindo flores e carinho
trazendo beleza solene
infinita pelo caminho,
sem nos deixar sozinhos.
Somente me defino sob
a régua da Via Láctea,
nem o bloqueio a Cuba
amordaça a minha fala.
Os Românticos de Cuba
coloquei à meia-luz da sala
para o ambiente preparar
esperando me encontrar.
Existem certas coisas que falo é por pura provocação intelectual, mas tenho a palavra lapidada para cada ocasião.
