Homem Elegante
Ainda que tenhamos as espadas como augozes desbainhadas,
e homens em trincheiras as escondidas,
Eu terei os meus livros expostos para confrontar,
e uma rosa branca com a minh'alma ofertar.
Cuidado com o orgulho, pois ele cega seu possuidor. O orgulho é como uma venda sobre os olhos da alma, obscurecendo a visão da verdadeira essência da vida. Transforma um rei em animal, como Nabucodonosor, que foi feito pastar como um animal. Podemos ser consumidos pela arrogância, perdendo de vista nossa humanidade e nossa conexão com o divino. Provérbios 29.23 diz: "O orgulho do homem o humilha, mas o de espírito humilde obtém honra."
As mulheres sempre se preocupam com aquilo que os homens esquecem. Já os homens sempre se preocupam com as coisas que as mulheres lembram.
“A sábia natureza jamais duplica o Homem. Ela rompe o elo da moldura com cada nascimento. E deixa somente uma como: -A Perfeição!”
—By Coelhinha
Certa vez um homem olhava para o espelho, então, o reflexo do homem no espelho perguntou:
- Qual a sua desculpa hoje para ser medíocre?
O homem, vendo seu reflexo falar daquela maneira, respondeu:
- Nenhuma.
Então, o reflexo do homem no espelho questionou:
- Então por que você continua sendo medíocre?
O homem respondeu:
- Porque naturalmente eu sou medíocre até os ossos; eu não posso evitar, é da minha natureza.
Então, o reflexo do homem no espelho questionou uma vez mais:
- Você não fará nada para deixar de ser medíocre?
O homem respondeu:
- Sozinho eu não consigo. E o que me assusta, é que eu olho para o espelho, e tudo o que eu vejo é um homem, sozinho. A mediocridade é você, e a causa dela, sou eu mesmo.
O homem é um ser consciente e reflexivo, capaz de perceber o mundo, atribuir significados e transformar tanto a realidade externa quanto sua própria interioridade.
Se o conhecimento da imensidão do universo fosse apresentado a todas as crianças, quiçá a humanidade seria, no futuro, composta por mais homens conhecedores de sua insignificância como negação as suas arrogâncias.
QUEM SOU EU?
Eu olho e não consigo me ver,
eu vejo e não consigo me olhar,
porque o que sou não é o que mostro ser,
não é o que quero que os façam acreditar.
Eu digo o que me dizem,
sem querer entender,
o que resolvo divulgar, apenas pelo prazer
de poder impressionar.
Eu acredito no que me fazem acreditar,
mesmo sem duvidar,
pois o que importa questionar,
se o que eu quero apenas é participar?
Eu absorvo as verdades que chegam,
por meio da minha tela ocular,
pois ela é a janela do mundo,
que me faz enxergar.
Afinal, quem eu sou?
Sou o o homem digital do mundo moderno,
que se apresenta na formal idealizada,
formatada dentro uma realidade fragmentada,
onde nem mesmo eu sei quem sou.
QUIÇÁ!
Se o homem, desde cedo, fosse introduzido
aos conhecimentos acerca da imensidão do universo
e seus mistérios, teríamos mais pessoas conscientes
de sua insignificante dimensão,
que possibilitaria enxergar que não podem ser mais do que são.
O medo do homem
Na sua cegueira contemporânea,
onde os valores foram alterados
o homem se identifica com
o que é errado.
Ser arrogante e intolerante,
passou de repugnante a admirável.
É lamentável o retrocesso,
que somos obrigados acatá-lo
como realidade do homem moderno
que julga o certo como errado
e o errado como algo a ser desejado.
A cada dia que passa
fico mais assustado,
com o que esse homem
seja capaz de fazer
ao resgatar do passado.
Atitudes repugnantes
há tempos superadas.
Assumindo atos condenáveis,
como aceitáveis.
O mundo só será melhor
quando o homem
conseguir enxergar
os outros seres vivos
como um integrante
de um ecosistema
do qual ele faz parte,
portanto, merecedor de respeito.
O homem diante do que
ele não pode explicar
recorre a fé para poder aceitar
a única certeza que ele tem,
mas insiste em refutar.
Nessa introspecção contínua,
ele trava uma luta consigo
para se manter no que chama
de lucidez, sem compreender ainda
o que possa afirmar o que não seja lúcido.
Quando o homem deixar de atribuir
a autoria de todos os fatos a Deus e reconhecer que suas ações são escolhas do seu livre arbítrio, embora na maioria das vezes manipulados por forças externas ao seu ser, poderá ter condições de enxergar que o inferno que estão lhe impondo não é um mal necessário, mas que pode ser transformado.
A negação ao inexplicável
é a forma que o homem encontra
para conseguir
continuar vivendo dentro
de um tênue fio entre a razão e o desatino.
O homem contemporâneo
vive uma realidade de hipocrisia
onde ele próprio cria e recria
a sua maneira hipócrita de viver.
A liberdade que o homem contemporâneo
acredita possuir,
é apenas mais uma ilusão
que o mundo atual constrói
ao longo de sua vida,
para que ele possa ser manipulado,
ao ponto de não perceber
que não detém as diretrizes de sua própria vida.
O homem vive em pleno século XXI
com a mesma incerteza de vida, no amanhã,
como viviam nossos ancestrais primatas,
a diferença está apenas no predador,
pois o atual é o próprio homem.
No desejo insaciável do homem
em querer poder e acumular riqueza
nega a sua própria existência racional,
pois elimina a possibilidade do viver
daqueles que ele acredita existir
somente para lhe servir.
