Hoje o Tempo Voa Amor
''E que dia você volta ? Eu sei que pássaro voa, mas às vezes a gente tem que prendê-lo numa gaiola, que é pra perceber a exuberâncioa das suas plumas. Às vezes temos que cortar as asas, que é pra não perdê-lo. Mas pássaro, bonito de verdade, nunca é nosso.. é sempre de olhares alheios. Sempre de outras pessoas. E quando menos esperamos, está ele, o pássaro bonito, indo embora de novo. Mas o que é bom e sincero fica com toda força. Fica com um gás de explosão. Volta, novamente, e trás todo o seu sorriso. Toda sua cor, sua tinta, sua expressão. Porque é disso que a gente precisa.''
(Volta)
As gaiolas se abriram e voam os pássaros, voa à vida. Falham as bombas e pombas de branco se pintam. O mundo esquece seu eixo, gira em toda direção e, pira, sem nenhum desleixo, sem a menor ambição.
Poesia e vida
A poesia escorre
Como água na cachoeira
Voa, cai e morre
Os olhos vêem a torre
Se esquecem da poeira
Uma perna corre
Na vida corriqueira
Perto da lareira
Escrevo um porre
Comovido por cegueira
''Voa, voa lindamente como um condor. Corra até o infinito, mostre o vigor de seus passos.. Não o faça embalde..''
Voa pombinha mensageira no meio da escuridão. Leve este recado para minha paixão: Te amo te amo,de coração.. Volte logo e salva-me da solidão!...
O romântico aproveita a vida cada dia, não fica reclamando à toa, todo dia. Ele levanta e voa nas asas da poesia.
Beija-flor do meu jardim, faça um favor pra mim, voa o céu sem fim, vai levar um beijinho para o meu benzinho, que está longe de mim.
Bolha de sabão
Ó bolha de sabão
Que levada foste pelo ar,
Em ti voa um coração
Que não sabe amar!
Procuro luz às escuras,
O que quero e não tenho:
Arestas das minhas curas
Limadas ao meu tamanho!
O vento que atraiçoa
Tão abatida e vã espera
Faz-me ser fria pessoa,
Ser quem não era!
Já não tenho restos
De força nas algibeiras,
P’ra entoar protestos
A esperas solteiras!
Ó bolha de sabão
Que não paras de voar,
Que posso fazer senão
Contra o vento, remar?
Luis Mateus
