Hoje me Vi Sozinho

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Hoje é dia dos namorados,
E quantas vezes eu namorei ela...
com seus trejeitos passando pela passarela

Hoje é dia dos namorados,
Quantas vezes a namorei entrando pelo ''busão''
não me cabe na mão !
Mas nosso namoro foi só durante a viagem...
Ou foi só uma viagem , minha.
No ''nosso'' namoro fomos passageiros
ela desceu primeiro .
Logo agora que decidi leva-la a sério...

Mudou sua rotina
E sem saber me tirou dela
Nunca mais eu a vi, enfim ,
se foi ...mas permanece dentro de mim.

Inserida por DMacedo

Hoje eu vou beber todas,
todas as minhas mágoas,
todos os amores que eu deixei pra trás,
ou que me deixaram...

*beba com moderação

Inserida por DMacedo

Aproveitar o hoje, reviver o ontem e acreditar no amanhã é viver consciente de que tudo está conectado e que a cada passo no presente um novo caminho é desenhado.

Inserida por anderson-martins

Seja feliz hoje, pois infelizmente não é possível voltar ao início, e também não podemos deixar algo tão importante para o final.

Inserida por anderson-martins

O que se faz hoje sorrindo, pode ser pago amanhã chorando.

Inserida por anderson-martins

⁠Não faz sentido ser feliz todos os dias, faz sentido ser feliz hoje, porque o hoje se repete todos os dias!

Inserida por anderson-martins

ELA É UM AMOR DE MULHER 18/09/2017

Andei, pelo mundo
e tanto fiz pelo o que sou,
hoje, eu sou aquele miúdo
que por ela se apaixonou.

Ela é a personificação de mulher
a causadora, do indestrutível amor,
dando razão ao ventre que lhe formou
linda e surreal, a detentora do poder.

Bom, é o vento que por cá passou
e ai, menina cresceu e se formou,
mulher, um eclipse de Deusa e humano
aquela que causou em mim todo esse dano.

Meu pequeno relógio saltitante
que só thuc! thuc! thuc!, a cada instante,
mas não por hora ou por segundo
é de felicidade, por fazer parte do teu mundo.

hoje, és uma mãe incrível
que por lá onde vais, o amor transborda
imunda, tal como na minha vida é visível,
já agora, deu arrebento e a família tenho alargada.


Actor: Ezequiel Barros.
Estilo: Indo, vindo e vivendo.

Inserida por EzequielBarros

⁠Até hoje, nunca duvidei que a morte é uma força estranha, ignorante, estúpida, porque se não fosse, quereria ser sempre vida.

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠O que se perde hoje, pode ser encontrado já agora, sem esperar pelo amanhã.

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠Até hoje, ainda não consegui descobrir o mistério do silêncio, do olhar e da fala dos humanos. Só sei dizer, que os únicos seres de sangue quente que conheci ao longo do meu atribulado viver e souberam ler e entender as palavras não ditas pela boca dos meus olhos, foram os cães que tive e amei.

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠A estabilidade da paz no mundo de hoje, é quase como um bolsa de valores.
Agora, em alta; passados milésimos, em baixa profunda.

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠ERA

Como se fosse hoje, minha mãe partiu
Num treze de maio que o Maio sentiu
Como se fosse a mãe dele a fugir
Para outro maio de sentir
Como ele sentiu.
Era Fátima no altar do mundo
Era esse o mundo de minha mãe
Deixando os que amava em horror profundo
E a Fatinha dela, pequenina, também.
Era o desabar de vidas coloridas
Entre flores vivas, vividas
E num relâmpago destruídas
Por um raio de vidas partidas.
Era, como se fosse hoje, treze de um maio
De há quarenta e cinco idos, falidos
Nos gemidos de minha moribunda mãe
Ao ir-se sem o primogénito ver...
Meu Deus, que razão de sofrer !?
Que castigos!
Só depois de tu ires, ó Cristo é que foi a tua mãe!
Eu que tanto queria partir em vez da minha
Choro agora e sempre, pela manhãzinha
A dor que só sente quem a não tem...

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠Se eu amanhã não tiver a esperança noutro depois, é sinal que o meu hoje anda de mal comigo e não me dá futuro.

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠CHORO CONVULSO

Velhinha casinha, meu ninho
E chão do meu pão,
Hoje, somente uma visão.
Ai, aquela chorosa ramada
Fresquinha
E também velhinha,
Onde à sombra minha avó catava
Os meus piolhos da miséria
Nos verões de canícula séria
E depois, adormecíamos os dois
De barriga tão vazia
Como quem cava nas hortas
O silêncio das horas mortas.
Hoje, nem telhados e paredes
Ou janelas, nem sequer portas...
A vida, é um circo de redes
E trapézios tão fatais
Onde há luzes e sons e ais,
Mas quando morrem os mortais
Morre tudo como vedes,
Levados num remoinho
Como a velhinha casinha, meu ninho.

(Carlos De Castro, In Poesia Do Meu Chorar, em 21-07-2022)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠TRISTEZA INFINITA

Que triste este sol
Hoje, neste outono.
Vede como chora
Agora,
O vento cerol
Colado a mim como dono.

Que triste é ser tão tristonho,
Como árvore que dá flor
Sem amor,
No outono,
Fadada a não medrar.

Que angústia vai neste olhar
Nesta sempre tristeza minha,
Infinita,
Que mesmo amordaçada grita
Pela liberdade de amar.

(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 28-10-2022)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠C O N V I T E

Apareça, quem de mim gostar
Só hoje, sem choros, à beira do rio,
Porque amanhã cedo, o navio
Parte comigo para outro lugar.
E eu não sei se lá vou chegar.
Pode até o navio ao longe, naufragar.
Ou dar-me vontade de defecar
De pé, em cima das ondas do mar.
Aqui vos deixo o convite.
Depois, não me venham dizer
Por palpite,
Que era melhor eu ser
Sem parecer
O Eu,
Que não o Outro,
Que vos enviou o convite.

(Carlos De Castro, in Há um Livro Por Escrever, em 04-11-2022)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠Durante anos, a minha boca e o meu coração foram amantes inseparáveis.
Hoje, sinto que os dois estão numa fase adiantada de divórcio.

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

IN-FIDELIDADES

⁠Hoje, está sol.
Mas era para estar chuva,
Miudinha,
Chatinha,
De enregelar os ossos.
Mas, também a parra
Nem sempre traz uva,
Por vezes a coragem,
Apesar da aragem,
Não é garra.
Quase sempre, paixão
Traz desilusão,
Riso, dá choro convulsivo
Até em ambiente festivo,
E não há bela sem senão.
Fiel, mesmo é este gato,
O meu Giló,
Gilberto Gil,
Vindo nas águas de um abril,
Que quando sente que estou só,
Sem aparato,
Enrosca-se em mim,
Como que a dizer sim.
Nobre animal,
Adorado pelos egípcios,
Hoje, só considerado em respícios,
Amaldiçoado e tão só.
Adoro, cães.
Como animais que gostam das mães,
Mas sem ele, o meu Giló,
Eu meteria mais dó.

(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 07-03-2023)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

SEM BOLEIA

⁠Até hoje.
Desde que me traçaram o fado
Malfadado,
Nunca pedi boleia a ninguém...

Nem quando na estrada de espinhos
Com os pés descalços sangrando,
Os olhos mártires chorando
Em lágrimas de azevinhos,
Percorri três quartos de uma vida
Com tropa e tudo incluída
Na bagagem vazia, despida
De paz e de pão
No vento suão,
Dorido.

Algozes vieram, torturadores;
Para me meterem mordaça,
Sem contar que a minha raça,
Prefere morrer na praça
Que bajular traidores,
Horrorosos anunciadores
Da desgraça.

E não é que eu, por pirraça,
Fiel sempre à minha ideia,
Já velho, ao ferrugento,
Mas em jeito de chalaça,
Disse ao meu amigo vento:
Sou um homem sem boleia!

(Carlos De Castro, in Há Um Livro Triste Por Escrever, em 15-07-2024)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

As cores de Helena

Hoje recordo o ontem, um dia em que a princípio tudo era normal, tendencioso à mesmice, sem surpresas. Minha rotina estava toda escrita, e pelo que parecia, não havia nada no caminho capaz de transformar aquilo que era tão comum em algo estrondoso.

Fui cortar o cabelo, algo normal de se fazer pelo menos uma vez ao mês. Enquanto esperava, conversava, mexia no telefone, apreciava a vista do chafariz, que por causa da luz solar e das flores à sua volta, parecia colorido.

Sentia que as cores me atraíam mais do que o meu próprio aparelho telefônico. O lugar era simples, não era para chamar tanto assim a minha atenção, mas não conseguia olhar para outro lado, até meu telefone tornou-se desinteressante.

Pedi licença aos que estavam por perto, levantei-me e fui andando em direção ao chafariz, ainda não o tinha visto brilhando, colorido daquele jeito.

De um lado, uma criança andava de bicicleta, nada anormal nisso. Um outro menininho, estava sentado em um banquinho jogando pipoca, as que caíam no chão eram atrativos para os pombos, que se fartavam naquele lugar.

O que ainda não entendia era o reflexo colorido, que me atraiu enquanto eu estava no salão, do outro lado da rua.

Parei no meio da praça. Será que alguém achou estranho? Será que alguém percebeu que procurava por algo?

Só queria entender, discernir aquelas cores, afinal, inicialmente pensei que faziam parte da paisagem fixa do lugar, ou que fosse reflexo da luz solar, mas ainda não havia descoberto, e isto tornara-se um segredo a ser desvendado.

Circulei o chafariz, ainda seguindo as cores, que insistiam em me atrair. O reflexo desapareceu enquanto eu circulava, e à minha direita, um senhor, um velhinho pachorrento ostentava uma cesta colorida sobre o banquinho cinzento da praça.

Admirei a sua solidão , e perguntei-me sobre o quê estaria ele fazendo naquele lugar, naquele dia, naquela hora. É interessante que perguntei a mim mesmo, não a ele.

Um boné com o logotipo de algum posto de combustível, deixava a mostra um pouco de sua grisalhisse, a camisa xadrez, o suspensório, o chapéu, e um livrinho no colo; coisas características de alguém de sua idade, que não era, de acordo com meus conceitos, apropriada para sentar-se em um local daquele à espera de alguém, para um encontro romântico.

Por ter minha curiosidade aguçando a cada observação, sem dizer palavra alguma, sentei-me ao seu lado, ousei sentar no mesmo banquinho; agora éramos três elementos ali: eu, o curioso; o velhinho, o pachorrento e a cesta, a colorida.

-Você deve se perguntar sobre quem é a felizarda que receberá de presente a cesta.- Disse ele, olhando para o chafariz, e enquanto isso, seus olhos distantes, brilhavam.

-É Helena, e ela não está mais aqui. Mas era aqui que vínhamos comemorar o aniversário dela, porque foi aqui que nos conhecemos, e ela gostava de dar pipoca aos pombos. Na cesta, não há flores, só pipoca, e eu as jogarei a eles, do mesmo jeito que Helena fazia, sem pressa, sem a mínima vontade de ir embora; comemorarei o aniversário dela, porque ela se foi, mas está aqui no clima, no ambiente que ela mesmo criou. Eu sei que os pombos sempre chegavam perto de mim por causa dela.

Depois de ter dito isto, abriu a cesta e começou a jogar pipocas, e enquanto jogava, ia falando lentamente sobre a longevidade do relacionamento nascido há tanto tempo, e que, mesmo tendo Helena partido sem se despedir, o relacionamento não havia se consumado. Ele ainda fazia questão de agradá-la, indo aos lugares que ela gostava, e citando sempre

seu nome, e me disse que a todos a quem contava a história, deixava claro sua vontade de reencontrá-la.

Inserida por EvertonArieiro