Hoje Ja Falei Qui Voce e Especial

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De tristeza em decepção, lá vamos nós!

⁠A mente dela bagunçou de tal forma que já não sente-se mal. Morrendo a cada dia, ninguém percebe a gravidade. O pulso enfraquece, o coração tá inflando até que não haja mais motivo pra bater. Suas lágrimas doem, mas silenciosamente na solidão em meio a muitos, orar já não é saída. Talvez silenciar, alzheimezar e esperar a visita que ela tanto almeja, acreditando que no céu tem paz!

Inserida por anaglhyciacarvalho

⁠Minha timidez me impedia de interagir com os colegas da repartição. Parecia que todos já estavam inseridos em grupos ou tinham amizades sólidas formadas. Como eu não sabia me aproximar e quebrar essa barreira, me isolava ficando na praça com um livro como se estivesse em uma leitura envolvente, o que nem sempre era real.

Inserida por maria_beserra

⁠Tem uma coisa que eu já percebi: quando as pessoas não conseguem compreender, definir ou encaixar algo em algum modelo, tendem a chamar aquilo que não entendem de irracional. Como assim só o ser humano é racional? Só o ser humano é humano. Mas racional? Não concordo. Os números irracionais estão aí para provar o seu valor.

Inserida por maria_beserra

⁠Às vezes, a gente só precisa de um olhar… de uma companhia… Isso já é o bastante para encher o coração da gente.

Inserida por maria_beserra

⁠O líder que calcula pouco antes de agir já escolheu fracassar. Planejar até o fim não é opção — é sobrevivência.

Inserida por PhelisthenesdiPietra

⁠Meus pensamentos me levam a lugares onde já estive, só que agora aquela criança que esteve naquele lugar já não e mas tão criança assim. Alguns dias vou visitar esse lugar em meus pensamentos, um dia mas leve outro dia para refletir ou apenas para admirar a beleza que era aquele lugar.

Inserida por SUCHOAS

Já diz, há muito ⁠tempo o, antigo ditado, de que "mineiro come quieto"...
E, descobri que ele come sim quieto e que por isso come duas vezes...
Uma, quando come..., e a outra quando descobrem...!

Inserida por marcelocostapereira

⁠Eu já estou morto.
Ao escrever este poema, sou apenas um cadáver que teima em segurar a caneta.

Não sei o dia, nem a hora de quando eu morri —
talvez na juventude, talvez no primeiro verso, talvez no primeiro amor que não me amou.
E é isso.
Estou morto, e não há mais volta.

Ninguém chorou.
Não houve velório, nem lamentos, nem lápide com meu nome.
Morri e continuei vivo, preso ao corpo como se ele fosse meu.

Sem céu, nem inferno.
Após a morte, só há o hábito de existir,
onde meu cadáver se senta a escrever
como quem cava a própria cova
com uma colher de chá.

Continuei a fazer as coisas de quem vive:
amar sem saber o que é amor, crer sem fé, desejar sem saber por quê.

Morto, mas não suficientemente;
vivo, mas não inteiramente.

Sem saber se invento a vida ou se ela me inventa.

Morri sem testemunhas.
Nenhum mau cheiro, nenhum adeus, nenhum vestígio.
E o pior: nem eu mesmo percebi.

Inserida por GabrieldeArruda

O Mendigo de Si

Tenho um teto — eis a concha,
mas o caracol já partiu.
Quatro paredes me cercam,
mas nenhuma me contém.

Tenho uma cama — é porto,
mas o barco não chega a si.
Meus lençóis envolvem o corpo,
mas a alma foge em segredo.

Tenho amigos — bons, presentes —,
e, ainda assim,
minha solidão fala mais alto
que todas as vozes ao redor.

Tenho família — carinhosa, constante —,
mas algo em mim duvida
do amor que recebo.
Talvez por nunca me sentir digno.

Tenho fé — rezo, creio, suplico —,
mas a esperança é fruto
que apodrece na mesa posta.
Acredito em Deus,
mas duvido de mim.

Não me falta coisa alguma.
Falta-me o ser que as coisas têm.
Até o pão que como
tem o gosto de outro pão —
um que ninguém me dá.

Pergunto-me, sem resposta:
se tudo em mim é empréstimo,
quem sou eu quando não peço?

Sou um mendigo de mim,
perdido no que me sobra.
E, se um dia me acharem,
que me devolvam a alma.

Ah, não é ingratidão,
nem demência, nem soberba.
É possuir tudo —
e, no fundo do peito, descobrir
que nada se tem.

Não me falta o pão,
nem o teto, nem o abraço.
Falta-me o gosto de existir.

Tudo me sobra —
e, mesmo assim, falta-me o nome
do que perdi antes de possuir.

Talvez não exista esse “eu”
que espero reencontrar
como quem acha as chaves
no bolso de um casaco antigo.

Inserida por GabrieldeArruda

⁠uma vírgula
já é
isolamento

Inserida por lasana_lukata

⁠Eu já fiz quase tudo de bom e ruím numa só vida.

Inserida por Nelsonvihinda

⁠Todos nós já sonhamos alguma vez na vida, né? Agora vou contar a história de uma espécie diferente de seres que habitam nas mais sóbrias vielas da cidade, onde a luz do sol penetra de uma forma diferente. Sonhadores — eles se intitulam sonhadores.

Esse nosso herói vive muito no mundo dos sonhos, sabe? Como se a realidade fosse cruel demais com tudo que ele já foi ou tentou ser. Não direi que esse nosso herói viveu muito, pois não há nada em sua vivência que nos prenda. Ele é comum: bate seu cartão às 08:00, sai para o almoço e volta pra casa às 18:00. Nada além disso. Mas ele tem uma imaginação fértil, que trabalha incansavelmente criando fantasias para não se chocar com a realidade cruel e solitária.

Em seus devaneios mais duros, passando por ruas ou até mesmo no ônibus, há sempre aquela mulher — a mulher de sua vida — com quem ele nunca trocou uma só palavra, nem ao menos um “bom dia”. Mas em sua mente, eles vivem um conto lindo e fantasioso, onde tudo é perfeito e nada pode tirar essa perfeição. Ele criou isso da forma mais literal possível: com um castelo todo iluminado e um jardim florido, onde ele a segura nos braços e os dois sorriem um para o outro como se tudo fosse perfeito. Sem problemas, sem separações.

Mas, por ventura, esses devaneios de alegria sempre acabam. E a solidão volta.

Pense: estar sozinho não é estar só. Mas não conseguir estar junto — a realidade não se encontrar diante da vida — isso é estar sozinho.
Nosso herói é dessa forma: frio, solitário, pálido e apagado.
Mas quando sonha… ah, sim, aí há vida. Mesmo que seja irreal, ainda é vida.
Aos olhos dele, isso parece ser mágico.

Imagine Platão e seu mundo das sombras, onde sempre tentamos sair em direção à luz e descobrir o que é real.
Com o nosso herói é o contrário: ele prefere o mundo ideal que criou em sua mente — mesmo que tudo acabe com uma voz mais alta o chamando, ou um neném chorando.

Camus já diria que essa forma de viver é um absurdo. E nada é mais contemplador do que entender que a vida é somente a vida — e nada mais. Nada especial. Nada de nada. Só a vida mesmo.
E isso é duro de aceitar.

Mas, para o nosso herói, ele sonha — e deseja continuar sonhando.
Pois ali é onde tudo faz sentido. Onde tudo é calor. Onde há felicidade, mesmo que por algumas horas, até voltar à realidade.

Inserida por gustavo_capistrano

⁠Consegui.

Cheguei à distância onde a visão já não está turva.
Enxergo, enfim, o sentido que antes me escapava.

O tapete, antes um caos de fios partidos, hoje revela seu desenho.
Entrelaçado de dores, linhas cortadas, cores que sangraram dos meus dedos.
Mas está completo. Está no chão.
E ali, eu coloquei o ponto final.

Agora vejo:
Cada dor foi um traço.
Cada perda, um nó.
Cada esforço, uma cor.

⁠Logo após assistir a um vídeo de dez minutos sobre física quântica, ele já tinha certeza: Einstein exagerava.
Era um dom, dizia — o dom da compreensão instantânea. Um parágrafo lido bastava para corrigir livros inteiros. Uma thread no Twitter e já desmentia um doutorado. Um tutorial no YouTube e se sentia capacitado para opinar sobre geopolítica, economia e, com mais ênfase, sobre qualquer jogo online.
Curiosamente, quanto mais ele aprendia, menos certezas tinha. Quando resolveu ler um livro inteiro, teve dúvidas. No segundo, começou a questionar suas primeiras convicções. No terceiro, percebeu que havia um oceano de coisas que não sabia sequer nomear.
Mas a essa altura, a confiança já havia murchado. Os discursos categóricos deram lugar a perguntas. O tom seguro, à cautela. Agora, antes de dar uma opinião, ele escuta. Antes de apontar erros, consulta. Antes de afirmar, pensa.
E descobriu que esse é o verdadeiro sinal de inteligência: perceber o quanto ainda se ignora.
Porque o ignorante absoluto, ao menos, sabe que está perdido. Mas o perigo mora no meio do caminho — naquele estágio em que se sabe pouco, mas se acredita saber tudo. É ali que nasce o especialista de WhatsApp, o gênio do grupo de jogo, o sábio de primeira aula.
Efeito Dunning-Kruger - Felipe Menegate Nascimento

Inserida por felipe_menegate

⁠A humanidade já está no fundo do poço e mesmo assim está se afogando na água.

Inserida por adrianobezerra

⁠Ah, eu agradeço pela ignorância que eu tenho sobre as coisas que eu não sei. Porque pelas que eu já sei, já me torturar o suficiente.

Inserida por NicassioCGuimaraes

⁠O café esfria na xícara, enquanto o coração aquece com memórias de um lar que já não existe.
(LilloDahlan)

Inserida por LilloDahlan

⁠"Um dos livros da Bíblia que mais me marcou — e que já li mais de uma vez, até perdi a conta — é Apocalipse.
Muita gente o vê apenas como o livro do fim, mas para mim ele também fala de esperança.
Ele revela que, mesmo quando tudo parece estar chegando ao limite, Deus ainda tem planos.
Apocalipse nos lembra que os salvos serão levados para morar com o Pai, por toda a eternidade.
Isso é maravilhoso. É o que todo cristão anseia após essa jornada terrena.
É uma verdade profunda, que dá ânimo para os dias difíceis.
Saber que esta vida não é o fim — mas apenas o começo da eternidade com o nosso Criador — é algo que sustenta, consola e transforma."

Inserida por Shadrachserra

⁠me desculpe

confesso que já errei tanto
que nunca me canso
de pedir desculpas.
e até tento, ser melhor.

sem suor, sem batimentos acelerados
só meu corpo exausto
fadigado
como um louco apaixonado.

e sem querer te magoei
mas como toda desculpa.
admito minha culpa
sedento por acertar
com medo de tentar.

e prometo um pedido melhor
mesmo sem poder cumprir
enquanto meu peito arde
não de saudade mas de falta de coragem.

sem estar ai
ainda que seja tarde
te dedico a verdade
que meu orgulho não permite errar
mas errei.
ao ponto de esquecer
como pedir desculpas
enquanto tento não te perder.

15/6/25

Inserida por onirico

⁠Mas o seu jeito de me olhar, a fala mansa, meio rouca, foi me deixando quase louca. Já não podia mais pensar. Eu me dei toda para você.

Maria Bethânia

Nota: Trecho da música Cheiro de amor.

Inserida por pensador