Hoje a Felicidade Bate em minha Porta
Dei um gole na ignorância, me senti em paz.
Mas era muito seco, nem chegou perto de matar a minha sede. Cansada suficiente para apenas aceitar e morrer seca.
Tentar mais uma seria o correto, é o que todos esperaram. Por que?
Eu certamente aceitei morrer de sede.
Preciso apenas de boas músicas e algum dinheiro para sobrevir, todas essas regras emotivas, para que servem? Vivemos em prol de magoar e sermos magoados, em distintas situações agimos por nós mesmos ou apenas pensando em outro. Cadê o meio termo? Isso tudo me cansa.
Preciso de esperança de dias melhores, mas como eu teria? Olhe a nossa volta, veja nossos governantes. Olha esse país, esse mundo... O que aconteceu?
Aceito morrer de sede.
Minha tormenta não pode ser mensurada, a dor, talvez tão pouco tenha medida. Acredito que o aprendizado, esse, sim, possa ser comparado.
O fardo do talvez já não faz parte da minha vida. Vivo um dia de cada vez, não abrindo mão de fazer valer a pena cada segundo.
Até porque certo e errado são definições extremamente individuais.
Como vale a pena estar fora da minha zona de Conforto... Ah se todos soubessem oque nos aguarda no desconhecido, no inexplorado...
Naquela rua há tanto oque descobrir, desvendo ela, existe uma nova aventura ali.
Reincidente
Ah! Que mania essa minha de idealização.
Como ainda não aprendi que toda espera lançada sobre o outro, resulta em frustração?!
Culpa minha, erro meu. Não, não, não... Você nunca me prometeu! Isso é você, só isso!
Seguirei aqui corrigindo em mim está enorme falha, este repetido crime, que é sonhar que as pessoas possam ser mais do o que de fato já demonstraram.
Aprendi mais uma lição! Quando lhe mostrarem quem são, nada de ilusão.
Bondoso Deus,
Entrego Neste Dia,
Minha Vida,
de
Minha Família,
Continue Cuidando de Nós em Tudo que Estamos Precisando de Sua Proteção.
Meu silêncio vale muito mais do que qualquer palavra minha, pois no meu silêncio o que fala são minhas ações.
Minha Retrospectiva 2022:
Gripe normal, gripe h1n1
sinusite, rinite, bronquite
tosse seca sem fim
Mas continuo firme mesmo assim.😂😂
Os versos transcrevem muito bem o que não posso ou não consigo falar, uma forma que minha alma encontrou para deslizar no ritmo manso das rimas e ser embalada por sua sonoridade.
Arte
indubitavelmente é a base da minha existência ------ costurei-me diversas vezes sob todos os tipos de arte, se hoje escrevo aqui é porque todas as vezes que jurei não aguentar mais, a arte me salvou.
Carta aberta ao meu corpo e a minha mente:
É tudo muito confuso, eu não paro de pensar naquele ser humano como outro qualquer.Pego-me questionando, o que ele tem de tão especial? O que fez meu corpo e minha mente desejar tanto alguém que não conheço? Ele não sai da minha cabeça e o meu coração logo acelera, e ele nem se quer suspeita, porque é insano.
Eu tô lutando contra essa loucura e quanto mais eu luto, mais intenso fica.
Eu sonho com ele, as pessoas falam o nome dele, nas musicas, jornais, filmes, tudo lembra aquele ser humano como outro qualquer, que não é qualquer.
Estou obcecada, amedrontada, cansada, animada, embasbacada, dilacerada e completamemte apaixonada.
Vejo a minha Vida Passar -
Vejo a minha vida passar ...
Vejo cumprir-se o meu destino ...
Vejo a minh'Alma perdida
cheia de penas no caminho!
Alta noite,, horas mortas,
quando não se vê ninguém,
abro livros, fecho portas
e o meu coração também!
Choro a dor desta lembrança
dou à Alma o que não tenho
e tiro à Vida confiança!
Esse poço de onde venho
vivo nele desde criança
como um grito que sustenho!
Espiralei com linhas fictícias e imaginárias cores
pensamentos que habitam e distraem a minha mente.
Amanhã quando eu partir, não sinta saudades, se não aproveitou minha companhia enquanto estive aqui. Não chore, se abriu mão de sorrir tantas vezes comigo, mas principalmente não diga que me ama, pois não poderei mais te ouvir.
DIVINA DIABRURA
Quando a noite deita ao meu lado
Brinca na minha aura um menino travesso,
Órfão de ilusões
Desconhece sua origem
E suas únicas palavras...
São piadas sobre meus sentimentos
Mergulha no vasto vão que guardo a sete bocas
Espiona as Inocências de minhas dores
Tomando banho em minhas lágrimas
Não respeita nenhum tempo exigido
Pelo meu espírito
Age como se não fosse ninguém,
Como se não houvesse vida dentro de si
É tão egoísta quanto seus atos
Não se cansa até ouvir um não
A repressão é bálsamo para suas perversidades
Recusa a própria imagem
E assim espera ser tratado pelos outros
Mas dentro de mim, além do vazio
Existe apenas ele
Sendo a negligência de si próprio
Não o amo, muito menos o odeio
Guardo em mim somente por pena
Apesar de tamanha desordem causada por essa peste
Não sinto incômodo
Ele me ajuda
Ocupa o tempo em que a escuridão domina minha mente
Meu sono a chama para brincar de ciranda
Ele é resultado de uma emoção inexistente
Esse menino sente medo da realidade
Assim, fugindo da noite solitária
Que lhe mostra seu reflexo,
Perdoo sem ele me pedir desculpas
Tenho compaixão por cada ferida que contém em sua alma
Pois, esse menino,
Sou eu
LUCIDEZ
Se vivo um sonho, que angústia me pôs a dormir?
Em que martírio descansei minha cabeça?
Qual desamparo me tirou a realidade?
Essas respostas, vejo em teus olhos,
ó Morte súbita.
Morte que rasga a carne da presa,
e come os ossos.
Minhas lágrimas, já não me queima o rosto,
a tristeza não é mais um fato,
o desastre está por vir, e o espero bater em minha porta,
sentado sobre meus próprios desejos.
Enterrei meu passado debaixo da língua,
o cobri com as pedras da minha saliva,
não há quem ache o corpo.
Na minha casa só há culpa nas encanações,
com ela mato a sede,
com ela escovo os dentes,
com ela lavo o rosto
com ela me banho.
Sinto frio, e neste quarto,
só há mentiras para me cobrir de razão.
Meus olhos fendam a aurora da alegria,
minha última felicidade, foi quando me vi sofrer,
já não sofro, pois, eu sou o sofrimento.
Contém um espelho gritando meus medos,
já não consigo me encarar como antes,
perdi-me nas minhas faces.
Meus sonhos são baratas,
e neles, piso,
pois, não os quero em minha companhia.
Sou o mesmo de ontem,
o hoje é uma farsa e o amanhã uma mentira.
A vida é cômica, e eu sou dramático,
por isso ela ri da minha cara,
usa-me como piada,
consegue me transformar em um palhaço,
para que todos os valores possam me humilhar.
Detenho as vontades dos meus sentimentos,
minhas ações contradizem o que falo,
as palavras se molharam nas minhas lágrimas.
A rotina me acorda dos sonhos com uma arma na cabeça.
Despertei.
Já não aceito presentes de um futuro que não ira existir,
pertence ao passado qualquer dor que sinto.
Desordem acumulada em minhas vísceras,
não consigo arrumar a bagunça do meu coração,
o pensar se faz hóspede onde mora minha negligência.
Acordado vejo, escuto, bebo
da minha morte cotidiana,
que me faz refém do mesmo sentir.
