Hoje a Felicidade Bate em minha Porta
Antes eu queria mudar o mundo,
agora entendo que enquanto ele
permanecer igual,
uma porta para o poder permanecera
aberta a todos.
"Meu coração é uma porta giratória que vez ou outra trava me deixando preso, eu fico ali, tentando me livrar dos sentimentos que me impedem de seguir em frente.”
Deito-me sozinho, sinto a nada, todo o nada dentro de mim, me levanto da cama, me sento na porta, sinto o vento dentro de mim, um ar que grita, um ar de fúria e medo, de tristeza, de sonambulismo, de ardência, de calor, me queima, me mata, me deixa aos soluços, me deixa me deixa…
Transitei onde não se pode sentir venustidade,
Cruzei o caminho proibido
Por trás de uma porta
Que nunca se abriu
E aprisionou minha mente
Tornando-me volúvel.
E ainda assim
A nostalgia apoderou-se de mim
E não permitiu que eu me esquecesse.
Meus pensamentos
Cobertos de mágoa
Voam, e são transfigurados
Através dos teus sentimentos,
Destruindo meus sorrisos
E divindo meu corpo em dois
Apenas por querer amar.
Atrás do sofrimento
Não há arco-íris e borboletas
Muito menos mágoa que possa findar.
Talvez me reste alguma coragem
Que me dê coragem para vencer
Ou talvez seja mesmo o fim.
Abriu a porta com olhos imensos e sorriso de saudade.
-Você veio!!! -Exclamou ,antes de se atirar num abraço sem fim.
Porque pegar o telefone e falar a quem se deve é insuportável. Porque bater na porta de quem realmente interessa parece impossível.
A porta
A porta estava quase fechada.
com um cadeado novo, de metal
brilhante, pronto pra envelhecer
e virar história amarga que não
se conta em livros de auto ajuda
Com cuidado você a abriu,
mas não perguntou nada.
Tirou a cortina da frente da janela,
deixou o sol entrar por onde
nunca devia ter saído, e aos poucos
foi ajeitando tudo para que a sala
ficasse apresentável.
Fez sumir a poeira da estante,
colocou uma música pra tocar,
mas não quis cantar ou dançar,
apenas sorriu, como fosse o passado
um bobo diante de tudo
que a vida reservava pro futuro.
Não fez com que sua presença
fosse, em nenhum momento
necessária, e sim desejada.
Um alguém que mostra como é bom
ser livre com hora marcada
para voltar para o café, para a cama,
para o bolo de domingo
ou o beijo de despedida na saída.
E antes que se pudesse saber
qual seria a nova rotina dali,
partiu.
Não disse “já volto”,
mas deixou subentendido
que o tempo é relativo.
Não deixou um bilhete,
e sim um papel em branco.
Não deixou fotos,
mas um porta retrato vazio.
Não deixou quando,
mas quem sabe, um talvez
Só deixou saudade
e a porta aberta.
É fácil dizer não,
É facil fechar a porta, negar apoio
A quem precisa,
É fácil criticar quem erra,
É fácil condenar quem já
Está condenado,
É fácil se esconder
De quem necessita…
Difícil Mesmo é Ajudar,
* Apoiar,
* Incentivar,
* Absolver,
* Acolher
* Amar,
Afaga-me sobre teu prazer
Me entorpece em tuas entranhas
Me mostra a porta do éden,
Onde o teu corpo é a chave
E a fechadura é o nosso encaixe
Me afeta com o teu mal,
O mal de te amar, e de ser amada
Nas eloqüências de noites frias,
E sobre o calor do nossos corpos
Que se tornam a exaltação
Do nosso extasse sobre o outro, eu, você, nós.
Remate penoso!
O conhecimento acaba com o talento e a sensibilidade.A imaginação é a porta para a inexplicável naturalidade.
Todos os dias recolha-te em teu quarto, feche a porta, e converse com seu coração, pergunte sobre qualquer coisa, da mais fútil e passageira, a mais importante e eterna, e não te preocupes com a resposta, se ela virá ou quando virá, mas podes ter a certeza que ela virá, e será verdadeira, pois o coração não mente. Este é o verdadeiro dízimo, e a verdadeira recompensa.
Kairo Nunes 05/06/2009.
Vivia as beiras, da morte ou do abismo, de porta em porta nas consequencias, dias passavam como os segundos, não sei nem se vivia dentro de mim.
Havia um sapateiro que trabalhava à porta de sua casa e estava sempre cantando. Tinha muitos filhos que andavam esparrapados, mas à noite, quando a mulher punha a ceia pobre na mesa, ele tomava a viola e tocava sua cantigas, bem satisfeito.
Diante de sua casa vivia um homem muito rico, que reparava naquela pobreza toda, e um dia mandou dar ou outro um saco de dinheiro, pois deseja ve-lo feliz.
O sapateiro, muito espantado com aquela generosidade, pegou o dinheiro e à noite fechou-se com a mulher no quarto, para contar as moedas. Não tocou viola, e, por fazerem barulho as crianças levando-o a errar na conta, bateu-lhes, e elas abriram numa choradeira, pois nunca tinham apanhado e mesmo a fome não lhe doia tanto.
No quarto outra vez, disse a mulher ao sapateiro:
- Que vamos fazer com tanto dinheiro?
- Enterrá-lo.
- Podemos esquecer onde. É melhor guarda-lo no baú.
- Podemos roubá-lo. O melhor é pô-lo a render.
- Isso é ser agiota e eu não gosto.
- Então reformamos a casa, fazemos de sobrado e eu arranjo uma oficina toda pintada de branco.
- Nada disso. Não gosto do campo.
- Nada disso. Não gosto de campo.
- Pois a melhor coisa é possuir terras. O rsto não passa de vento.
A conversa foi esquentado, palavra puxa palavra,e o homem, exaltando- se dá dois tapas na mulher que desata num berreiro danado.
Durante a noite toda não pregaram o olhos. O vizinho ricaço estava espantado por não ter ouvido as canstigas de costumes, e sim choro de criança e ruídos de briga de adultos.
Finalmente o sapaterio disse à esposa:
- Sabes que mais? Esse maldito dinheiro matou nossa alegria. O melhor é devolve-lo ao vizinho. E tratemos de ficar com nossa pobresa, que enquanto fomos pobres éramos amigos e não havia choros nessa casa.
A mulher ficou muito satisfeita, e no dia seguinte o sapateiro devolveu o dinheiro ao vizinho e voltou a bater suas solas, cantando alegremente, como costume.
