Hoje
Esquece-se de que a classe média brasileira, hoje em dia, é composta por pessoas que eram pobres e que, por sua vez, por meio de políticas públicas, tiveram suas condições de vida melhoradas. A elite brasileira, que veio "de cima para baixo'", jamais reconhecerá a classe média que veio "de baixo para cima". Isso apenas mostra a mesquinhez e a arrogância desses senhores!
Ontem foi passado, hoje é o presente e amanhã será o futuro; do passado lembremo-nos só das coisas boas, o presente vivemos e o futuro a DEUS pertence, mas não devemos esquecer de pensarmos no futuro.
Cada lágrima e fúria têm o nome de um lobo que já tentei expulsar. Hoje, convido-os à mesa do meu interior e sento a mesa com a mão firme de quem aprendeu a ler o rastro da própria alma.
Uso relógio apenas como acessório, depois que a tecnologia chegou. Hoje, o tempo pisca nas telas e some no coração.
Hoje eu sonhei com a reconstrução
Mas tinha algo errado com ela
Ela também tinha sonhado com a reconstrução e, em seu semblante a reconstrução estava destruída.
Obrigado mãe, por não ter desistido do meu estudo, quando eu mesmo quis desistir. Hoje, no futuro, vejo o quanto foi bom ter terminado o curso de inglês.
Pra ser quem eu sou hoje
Eu paguei um preço muito alto
Perdi muitas coisas perdi caminhos perdi pessoas.
Perdi até a mim mesmo!
Mas eu me refiz em silêncio carregando dores que ninguém viu vencendo batalhas que ninguém nunca soube
Então por favor não venha me dizer: Há você não era assim?
Você não sabe o que eu vivi
Cada mudança em mim tem uma cicatriz
Eu não mudei por escolha eu mudei por necessidade
A vida me moldou na marra no impacto na perda.
E hoje eu sou o que restou depois de muito me despedaçar e mesmo assim eu sigo em frente com a cabeça erguida.
Bom dia!
Que hoje a fé seja sua armadura, a esperança sua direção e a paz sua companhia.
Cristo está à frente, abrindo caminhos, trazendo livramentos e derramando bênçãos sem medidas.
O mal não terá poder, porque a luz de Deus sempre vence as trevas.
Levante-se confiante: o amanhã já está escrito em vitória!
Naldha Alves
A pena!
A pena que hoje cumpre não é culpa de ninguém. Quando te deram conselhos, você não quis ouvir.
Agora, atrás das grades, foi que bateu o arrependimento, nesse inferno fedorento.
Você deseja liberdade, mas agora é tarde; está pagando pela sua maldade.
PARECE O ÚLTIMO DIA
Felipe Mateus Alessi, agosto de 2019.
Hoje parece o último dia,
mas aprendi que o fim é só o início visto por dentro.
Acordo não para amar alguém,
mas para ser amor… o que resta quando tudo parte?
Ser descomunal não é fazer o bem sempre,
é fazer o bem mesmo quando o bem não volta.
É tentar ser melhor, não perfeito.
E suportar a dor sem torná-la bandeira.
Quando a prisão é a mente,
não se escapa, se observa.
O vazio é só a casa antes da mobília nova.
Colorir a mente não é negar a sombra,
É atravessar com coragem…
é permitir que o escuro prove o valor da luz.
A felicidade não se escolhe, se compreende, se vive.
Será que dei o melhor de mim?
Talvez dei o que pude.
O resto era defesa, medo de ser comum.
Poderia ter sido diferente,
mas só quem aceita mudar continua sendo.
Ganhar e perder…
os dois mentem, se vistos com pressa.
A vida não é uma disputa,
é um ritmo que se aprende ao tropeçar.
Chuto o balde e descubro:
ele estava quase vazio porque esperava que o mundo o enchesse.
Hoje sei: o destino não é lugar, é presença.
O futuro não é sonho, é direção.
E até a tristeza é um convite para renascer.
Quis não precisar de ninguém,
mas o universo se revela nas relações.
Somos peças de um mesmo organismo,
ninguém evolui sozinho.
Amo porque preciso e preciso porque amo.
Teimoso? Convicto?
Sou ambos.
Há dentro de mim um grito que recusa a mediocridade,
mas agora sei: ser extraordinário
é aceitar a própria humanidade sem máscaras.
Integrar o homem comum,
Não fui escolhido, escolhi permanecer desperto.
Perder ainda me dói,
mas entendo que a vitória não é o resultado:
é a consciência que fica depois do erro.
Deus ainda me habita,
não como consolo, mas como espelho.
A música me equaliza,
porque traduz o indizível,
a vibração entre fé e carne,
entre lágrima e perdão.
Deus (El, YHWH, Adonai, Jeová, Elohim…)
não preciso que me faças vencer,
basta que me mantenhas inteiro.
O livre-arbítrio é o templo imperfeito do amor,
não tem posse, mas tem permissão… a dor vem da liberdade.
E se desejo,
que seja para encontrar as pessoas que amo livres dos grilhões invisíveis.
Amar é sentir medo e não fugir.
É cair e continuar vendo beleza no chão.
Nenhum tempo é melhor gasto
do que aquele em que aprendemos a cuidar da união,
mesmo sem retorno.
Escolho sentir, sim,
mas agora sei que o sentir também me escolhe.
Às vezes me destruo, às vezes me integro,
mas já não chuto o balde com raiva:
coloco nele a água que sobrou
e lavo meu rosto para recomeçar.
Hoje os cemitérios recebem toneladas de flores, mas muitos que ali estão, nunca receberam sequer um abraço em vida.
Diga a razão que o tempo da insensatez já passou, e que hoje, é um novo dia para aprender de fato, a viver uma vida plena de alegria e felicidade.
Quero sumir .
Hoje quero sumir
porque a sociedade negocia almas
como moedas de troca.
Até os laços de sangue
enxergam valor apenas na utilidade,
enquanto definhamos lentamente,
com medo da solidão —
até descobrirmos que a solitude
é menos cruel que a companhia vazia.
Hoje quero sumir
porque sinceridade virou risco,
solidariedade virou discurso,
e respeito, uma peça de museu.
No lugar disso,
valores distorcidos governam,
usurpando o que havia de mais puro:
a alma limpa,
a verdade sem cálculo.
Quero sumir
para não testemunhar
os exploradores da fé,
os corruptos de consciência,
os vampiros da inocência
devorando o melhor das pessoas.
A humanidade se corrompe a cada instante,
se autodestrói chamando isso de progresso,
e elimina o simples,
o básico,
o essencial de ser feliz.
Criaram uma manada domesticada,
entorpecida por um sistema
que destrói o intelecto,
atrofia a consciência
e sepulta a justiça e a honestidade.
Hoje quero sumir
porque me sinto um estrangeiro neste mundo,
um erro fora da engrenagem.
Prefiro caminhar só
a viver no meio do caos
que desacredita os afetos
e transforma amizades em personagens.
Percebo que não me encaixo mais.
Vivo em conflito constante
entre o certo e o errado,
entre o bem esquecido
e o mal normalizado,
entre o homem que ainda sente
e o homem sociopata que aprende a sorrir.
Cansei de confrontar
manipuladores da mente,
que usam fragmentos da verdade
para sustentar grandes mentiras.
Hipócritas —
raça de víboras,
túmulos caiados,
limpos por fora,
ocosos por dentro.
O mundo conseguiu me expulsar.
Hoje sou uma alma errante
em meio ao caos,
à discórdia
e à ganância que impera.
E talvez sumir
seja apenas
uma forma silenciosa
de continuar sendo inteiro.
Esse é o grito que muitos retém dentro da sua alma. O medo do despertar e de manter a sua essência.
Atila Negri
My Devil Talk's
Hoje encarei, frente a frente,
aquilo que um dia me chamou de futuro.
Ele chegou antes de mim.
Inteiro. Limpo. Insubmisso.
O café entre nós não era bebida —
era intervalo,
era a distância exata entre quem eu fui
e o que restou de mim.
Acendi um cigarro.
Ele não suportou.
Não o cheiro —
mas o símbolo.
Disse que eu havia aprendido
a conviver com aquilo que antes me destruiria.
Que eu transformei renúncia em hábito
e cansaço em identidade.
Meus silêncios — segundo ele —
não eram profundos.
Eram covardes.
Minhas palavras,
repetições de um homem
que já se traiu tantas vezes
que começou a chamar isso de adaptação.
Ele não tinha pressa de chegar.
Tinha urgência de não se tornar eu.
E isso…
isso foi o que mais doeu.
Porque ali, diante de mim,
não estava alguém que me admirava —
mas alguém que me reconhecia
e recusava.
Olhou minha vida
como se fosse um território negociado,
cada princípio vendido em parcelas silenciosas.
Perguntei, quase implorando sem voz:
— você volta?
Ele sorriu.
Não foi gentileza.
Foi sentença.
O tipo de sorriso
de quem ainda não foi quebrado
o suficiente para aceitar menos do que é.
Pagou o café —
como quem encerra um ciclo
que eu nunca tive coragem de terminar —
e partiu.
Sem peso.
Sem dúvida.
Sem mim.
Na mesa, ficaram vestígios:
uma coragem que eu abandonei cedo demais,
um sonho que eu dobrei para caber no medo,
e uma pergunta —
crua, implacável, irreversível:
— em que momento você decidiu sobreviver
em vez de ser?
Fiquei.
E pela primeira vez,
não havia distração possível.
Apaguei o cigarro.
Mas o que queimava
não estava entre meus dedos.
E então compreendi —
o silêncio não veio me consolar.
Veio me julgar.
Não importa se o fracasso tenha sorrido de mim hoje, pois não desistirei e o sucesso trará o melhor sorriso no amanhã.
Habituei-me de tal maneira às acidezes da vida, que hoje quando me querem dar a cheirar e degustar outras coisas revestidas de doçuras, eu, categoricamente, rejeito-as em nome da minha coerência.
