Hoje
Hoje para eu levar àquilo que a pessoa diz como verdade é difícil "heim". Pois, a maturidade me ensinou que a verdade está na ação e não na língua; também -, que o ser humano é falho e, sobretudo, hipócrita.
Amor humano?! É, tão somente, de mãe. Por conseguinte, não adianta vir com conversinha fiada; porquanto, como humana, posso até dar sinal de aprovação, contudo pensar: que falsidade é tudo isso!
Nós temos o péssimo hábito de julgar os outros quando estes não se sujeitam a fazer o que vai nos beneficiar. Faça-me um favor? Vai lá e faz tu, folgado!
Hoje eu gritei, e em cada palavra ardente de raiva e ódio, encontrei apenas silêncio e desilusão. No eco das lembranças e promessas quebradas, percebi que uma parte de mim morreu, consumida pela dor, sem jamais entender por que me deixaram gritar.
Hoje Eu Gritei
(Verso 1)
Hoje eu gritei comigo,
a raiva em cada palavra,
ódio como um castigo,
amor que só desaba.
(Verso 2)
Hoje eu gritei com ele,
em desespero e frustração,
por um pouco de atenção,
mas só ouvi silêncio e desilusão.
(Refrão)
Hoje eu gritei com a gente,
promessas que se quebraram,
sonhos que se perderam,
de um "nós" que nunca chegaram.
(Ponte)
Hoje não achei meus sapatos,
não reguei minhas flores,
no espelho não há mais fatos,
a dor me engole em dores.
(Refrão)
Porque me deixaram gritar?
Minhas vozes na tempestade,
cada grito a me cortar,
consumido pela saudade.
(Verso 3)
Hoje eu gritei comigo,
no fim, o grito calou,
morreu uma parte de mim,
que nunca mais encontrou.
(Refrão Final)
Hoje eu gritei com a gente,
promessas que se quebraram,
sonhos que se perderam,
de um "nós" que nunca chegaram.
Por que eu griteei?
Por que eu gritei!
Por que eu griteeeei?
Por que eu gritei!
Por que griiteei?
Por que eu gritei!!!!
Hoje eu gritei,
no fim, o grito me silenciou,
morreu uma parte de mim,
que nunca mais entendeu,
a dor que restou.
O sítio mais puro e mais harmônico para se estar hoje é no teu coração, porque é o recanto mais belo aonde encontro a felicidade.
O ruído dos bairros e aldeias que hoje visitei fustigam a mente, por saber que amanhã aqueles aldeãs continuarão a viver a mesma vida que hoje.
O povo hoje já não reflete com vista no futuro, vergam-se fácil ao populismo equacionado com o sensacionalismo narcisista.
Depois do mundo assistir impávido e sereno a destruição da Líbia e do Iraque, hoje a nossa estupidez intelectual enquanto humanos nos leva a aceitar que seja igualmente destruído Israel.
Hoje o Rwanda não é apenas um mero País africano, pois, tornou-se de forma muito acelerada num verdadeiro tampão para Europa e para os Estados Unidos da América, pelo seu poderio financeiro e desenvolvimento social e político.
A certeza de continuidade do mundo pós-Covid passa hoje, pela troca de vida por vida, que numa linguagem aberta, significa que alguns serão sacrificados para que o mundo continue a existir.
Se ter um cargo político ontem significava honra, hoje ter um cargo político significa tão-somente, viver o problema do povo e, arranjar soluções urgentes para que as famílias tenham a esperança de que o futuro para as suas vidas e dos seus filhos é uma certeza.
O grande desafio que se impõe hoje aos Governos, para além da pretensão de estabilizar a economia dos Estados no pós-covi-19, passa por manter o emprego dos seus concidadãos, pois, sem o qual, a economia baseada na tributação se tornará um fracasso.
Já raia o sol que clama o nascer de um novo dia, a incerteza da vida que se viverá hoje abala o meu coração, talvez por viver fadado sobre o receio deste novo dia, que absorverá com o vento a magia da noite passado vivida entre o desejo e apaixão infinita.
Somos os filhos do Ndongo, que na dura luta travada pela independência da nossa Angola, hoje clamamos pela estabilidade e manutenção deste grande ganho que é a nossa liberdade, por isso, honremos a memória dos nossos heróis tombados em nome desta pátria e de todos os angolanos.
Angola é hoje um País independente, livre das repressões coloniais e capaz de viver sobre direção dos seus filhos, portanto, para que possamos dirigir com firmeza este lindo País, cada um de nós, angolanos ou quem se identifique com esta Pátria, deve ser mentor do progresso e da prosperidade.
A minha pátria nunca se vergará a vontade inconfessa dos oportunistas, por isso, hoje, ao completar o seu quadragésimo quinto aniversário desde que nos tornamos independentes, nos transformou em jóias preciosas para África e para o mundo.
Ontem o abraço era a cura para muitas doenças, incluindo a solidão; hoje o distanciamento físico é tido como o melhor remédio para nos protegermos da COVID, mas, eu vos afago com as minhas simples palavras, para vos dizer que, a cura está na paciência e no cumprimento das regras de biossegurança.
Hoje o distanciamento físico se tornou numa medida aceitável para a nossa protecção, mas, uma coisa é certa, distanciamento sem uma palavra de consolo e conforto, torna-se mais destrutivo que o vírus SARS-COV-2.
