Histórias
Entre dois mundos
Não sou do tipo “normal”.
Mas eu sempre tive histórias
que não cabem no comum.
Logo depois da adolescência,
vivi algo que nunca esqueci.
Acordei…
ou achei que acordei.
Levantei da cama
e caminhei até a porta do quarto.
Tentei abrir.
Uma vez.
Duas.
Várias…
Nada.
Foi então que, sem entender,
olhei para trás —
e me vi.
Deitada.
Dormindo.
Havia duas de mim no mesmo espaço:
uma presa no corpo,
outra presa no quarto.
Me aproximei devagar…
como quem teme atravessar um espelho.
Tentei me acordar —
toquei, chamei…
mas era como tentar alcançar o vento.
Voltei até a porta.
Insisti mais uma vez.
Nada.
Então desisti.
Voltei para a cama.
Sentei ao meu lado
e, meio irritada, meio rendida, falei:
— Já que não consigo sair…
vou ficar aqui,
esperando você acordar.
E esperei.
Sem saber o que havia lá fora,
sem saber se alguém poderia me ver,
sem saber, sequer,
onde eu realmente estava.
Depois…
acordei.
Como se nada tivesse acontecido.
Mas, aos poucos,
as lembranças foram voltando —
como ecos de um lugar
onde ainda existo.
Nunca entendi
por que fiquei presa naquele dia.
Mas entendi outra coisa:
eu vou.
Vou a lugares,
tempos,
dimensões…
E, às vezes,
nem preciso estar dormindo.
Sempre vivi
entre dois mundos.
E, por muito tempo,
tentei negar isso.
Fingir.
Me encaixar.
Ser outra.
Hoje, não.
Outro dia, disse
a uma das minhas Pessoas Favoritas:
— Eu sou assim.
Ou me aceita…
ou não.
Ela ficou.
E, desde então,
não questiona mais —
admira.
Talvez porque, no fundo,
todo mistério só assuste
até encontrar
quem não tenha medo de olhar.
E eu aprendi:
não existe calmaria
sem a coragem da verdade.🌙
DIA DA MULHER:
Onde o Sentir é Potência🌹
Uma homenagem a quem traduz histórias em sorrisos e transforma lágrimas em vida.
Milhões de emoções vividas que só ela consegue expressar, seja num sorriso solto ou numa lágrima que brota em seu olhar. Só nós, mulheres, conseguimos decifrar cada sentimento contido num sorriso e cada história em uma lágrima que derramamos sem notar...
Lu Lena / 2026
Verde, branco e grená pulsando no peito,
um canto que nasce como vento no Rio,
ecoando histórias de glória e respeito
nas arquibancadas de um sonho antigo.
És mais que um time — és memória viva,
das Laranjeiras brota tua raiz,
cada chute carrega a alma altiva
de quem nunca deixou de ser feliz.
No toque leve, na arte em campo,
há poesia em cada jogada,
como se o futebol fosse um canto
de esperança jamais calada.
Fluminense, chama que não se apaga,
mesmo na dor, insiste em brilhar,
porque quem ama não se entrega —
aprende, luta… e volta a sonhar.
Helaine machado
Até Nós
De cada raiz que se entrelaça,
brotam histórias, vozes, abraços.
Séculos de passos ecoam na terra,
vidas que se somam, nada se encerra.
Pais, avós, bisavós em corrente,
um rio humano que segue fluente.
No sangue, memórias, no olhar, herança,
somos o fruto da longa esperança.
E até nós, vieram milhões,
com sonhos, lutas, canções.
Cada existência deixou um traço,
que hoje floresce em nosso espaço.
Entre minhas historias das noites cariocas, me lembro bem do saudoso amigo o grande cronner Jamelão, como gostava de ser chamado. Sempre ouvia ele a cantar nos fins de noite no antigo Café Nice, na Avenida Rio Branco no centro do RJ. Todo embecado de smoking no ápice da elegância masculina. Conhecido internacionalmente como black-tie que eu falava para ele que era alugado na Casa Rolas que ficava na Avenida Augusto Severo, mas ele sorria e negava, e ele me falava carinhosamente com ar de deboche, sai fora moleque.
Você é feito de sobrevivências. De histórias que poderiam ter te destruído, mas escolheram te construir. Tudo em você é prova viva da sua força.
Não busco ser lembrado pelo que sofri, mas pelo que sobrevivi, minhas histórias têm cortes profundos, mas também têm reviravoltas luminosas, e é isso que me define.
As mágoas antigas têm trilhas que lembram histórias de guerra. Passo com botas e tomo cuidado para não reabrir feridas. Algumas ainda sangram quando piso no lugar errado. Por isso caminho devagar e olho os pés. Aprendi a ser mestre em passos suaves.
A melancolia é o eco das histórias que a nossa alma esqueceu de contar e que agora insistem em sussurrar nas noites vazias, pedindo para serem registradas. Eu sou o escrivão desses fantasmas, o secretário de uma dor que não tem nome mas que exige ser ouvida.
Não é falta de força. É excesso de peso carregado em silêncio. São histórias que ninguém viu, guerras que ninguém nomeou, e ainda assim me cobram como se nada tivesse acontecido.
As marcas que carrego falam de amor resistente, cicatrizes contam histórias que não morreram, o amor que resistiu fez da marca testemunho, minhas marcas mostram coragem e fé.
Pare de ser espectador das histórias dos outros e comece a ser o personagem das suas próprias histórias.
E o ciclo continua... as histórias se repetem...o ator principal?? o mesmo... As atrizes?? mudam a cada 06 meses ou quando ele acha conveniente... Uma hora ele parece o mais mocinho dos mocinhos, mas no fim sempre acaba sendo o vilão.... Pena não enxergar quantas chances de ser feliz ele tá perdendo porque está tendo a chance de ter muitas meninas legais ao seu lado, mas não dá valor... Daqui um tempo ele talvez se apaixone por uma atriz que saiba roubar a cena, que roube-lhe o coração e pise nele sem compaixão, como fizera conosco... Sinceramente ele não merece sentimentos bons de nenhuma de nós, e sinceramente não entendo o que vi pra me apaixonar, hoje mais lúcida vejo como tudo foi igual, como o rosto dele é tão igual, que chega a se perder na multidão, e eu nunca fui boa atriz, sou sempre aquela atriz que se ferra no final por amar demais, acreditar demais, sonhar demais e sofre demais... O lado bom disso tudo?? Ele me mostrou que não sou a única que foi deixada de lado, e que não foram os meus erros que me levaram ao "esquecimento", e isso me tirou um gigantesco peso das costas, e hoje me faz seguir adiante, mais forte, mais decidida, mais leve, mais feliz e mais preparada pra atuar com ATORZINHOS DE QUINTA!!!!
Nunca estou sozinho
Sempre busco comunhão
Lembranças dos que se foram
Histórias de amor, paixão...
Sonho com os que ainda virão
Planejo como sera a nova ilusão
Mesmo quando não estou perto
O que guardei desses momentos me serve de abrigo
Amores, família, amigos...
Todos deixam comigo
Alguma recordação
As lembranças me fazem companhia
Uma vida vivida dia pós dia
Assim é! e não ha nada a fazer
Só podemos tornar este ciclo
O mais puro querer
Viver, sentir, retribuir...
Tirar de tudo: PRAZER!
Saber que nada é de graça
Aprender e agradecer
Me torno companheiro de mim mesmo
Porque aprendi a guardar de cada sentimento um pouco
Para nunca esquecer
O que guardo serve pra mim
Mas sobra aos que buscam abrigo
Um ombro de um amigo
Ou alguém pra se querer.
