Hipopotamo com Alma de Anjo
Não adianta querer a liberdade se tua alma ainda estiver presa para resolver pendências do passado. A gaiola está semi aberta... e esse redemoinho interno querendo voar dentro de ti está a um passo pra lançar voo...Aguarde!
As vezes o sorriso é sugado pelo suspiro da alma e plasmado num olhar fixo e firme na seriedade da vida.
Meu corpo é preso nas amarras desse chão chamado Terra e sente a densidade do ar, mas minha alma é livre pra voar e sonhar e com meus dedos toco no céu, só assim saio desse lugar.
Aí a alma sai da carcaça do corpo físico e vai espiar o mundo lá fora e quando retorna ao seu envoltório carnal percebe que não passa de um meteoro...A vida é fugaz!
Nosso corpo é uma vela, cuja chama (alma) oscila com as intempéries do tempo (permanência terrena). Portanto, faça acontecer teus planos, antes que o sopro da vida apague a chama de teus sonhos e os sopre ao vento...
“Coloque um sorriso no rosto, converse com a solidão, abrace essa saudade que aperta tua alma, suspire fundo e acaricie a esperança da vida nesse ar que acabas de soltar...
Começa com uma garoa, vem a chuva forte que se transforma no tsunami de outrora arrastando tua alma nessa tempestade de lágrimas agora...
Envelhecer é um processo tão natural, que quando a gente se da conta é o momento que a alma se espreguiça, boceja e desperta.
Gosto de ler as palavras em teu olhar, onde a boca tímida e tremula silencia o que tua alma quer gritar.
A alma às vezes fica tão confusa fazendo círculos ébrios dentro de um labirinto, à procura da saída num invólucro denso chamado corpo.
Nem tudo é vitória e nem tudo é derrota, ainda temos o intervalo pra recarregar a energia da alma que é arma para qualquer adversidade e obstáculo de qualquer inimigo que se atravessar em nosso caminho, cuja jornada é árdua é exaustiva, mas nada que nos impeça de seguir, onde somos os soldados e Deus o comandante dessa batalha que manda seus anjos juntar os espinhos de sangue que lacrimejam de nossos olhos e corpos cansados, mas não vencidos.
Tsunami que adormece em meio à calmaria, ou um oásis que a alma enxerga como miragem num deserto chamado corpo?
