Há pessoas que
Há pessoas enganadas por consultas mediúnicas quando sua fé nem sequer move suas mãos para examinar as Escrituras de Deus.
Há pessoas espertas demais em seus ramos de negócio;
ao se contradizerem são convidadas a entrar em um novo negócio: a se retirarem da presença dos astutos.
Não há limites para fazer o bem: olhe ao seu redor e veja que há pessoas necessitadas, aflitas e desamparadas cruzando o seu caminho.
Há pessoas que atraem cargas negativas: são as primeiras a reclamarem quando não conseguem tirar proveito da derrota, da perseguição e do sofrimento.
Há pessoas que tomam decisões erradas, porque concorda com a maioria e a maioria não pergunta qual é a decisão certa.
Há pessoas que decidem dissecar a vida alheia e, depois de algumas descobertas, acabam se dando conta de que não sabem lidar com as “histórias angustiantes” que encontraram. Com isso, aqueles que eram alvo de suas investigações passam, paradoxalmente, a exercer quase o papel de terapeutas dos “estudiosos” e curiosos, conduzindo-os de volta à normalidade de suas próprias vidas.
Há pessoas que são mantidas deliberadamente em ciclos doentios porque ainda são úteis demais para serem libertadas. Permanecem cercadas por quem teria condições de tirá-las dali, mas escolhe não fazê-lo — não por falta de capacidade, mas por conveniência. Enquanto forem úteis, seu sofrimento será tolerado, ignorado e, muitas vezes, silenciosamente alimentado.
Há pessoas que sabem muito bem interpretar o papel de vítimas , enquanto não existe nada de inocência nelas. São as ditas cobras venenosas. Furucuto, 2024.
Há pessoas que se preocupam extremamente com a parte física do corpo.
Há pessoas que se concentram demasiadamente em acumular conhecimento.
Há pessoas que se dedicam efetivamente em ajudar os necessitados.
Há pessoas que seguem, cotidianamente, estudando ou trabalhando, para garantir suas necessidades básicas.
Há pessoas confusas, que não sabem exatamente o que querem fazer na vida.
E acreditem, há pessoas que apenas se empenham, desesperadamente, em ter algo para comer, porque a fome dói.
De algum desses grupos certamente fazemos parte. Qual é o nosso papel diante de tantas diversidades?
Há pessoas que pensam que terapia é para os fracos. Mal sabem o quanto é preciso ser forte para dar início a um processo terapêutico.
Há momentos em que queremos parar; há lugares que queremos estacionar; há pessoas que queremos grudar e há corações que queremos morar.
"Há pessoas que parecem masoquistas emocionais ou são propensas ao autosadismo, porque ainda não aprenderam a se valorizar. Gostam de dar ibope a quem não merece e a quem só as desprezam."
Há Pessoas
Que eu gostaria de rever
e outras das quais
Eu sinto saudade
Há lugares
Onde nunca fui e nunca vou
Outros que conheci
e não quero voltar
Há lugares
Que são muito mais meu lugar
do que este onde eu estou
Existe uma grande diferença
Entre "querer" e "ter vontade"
Assim como
Existem pessoas que "nos suportam"
e outras, que talvez um dia
de nós sintam saudade
Tudo muda com o tempo
Inclusive as pessoas
e aquilo que elas sentem
Algumas mentem pra si mesmas
Tentando ocultar o que é evidente
Se enganam com tanta perfeição
Que chegam a crer ser verdade
a repentina imperfeição
Que enxergam no Mundo
por pura vaidade
Cada pessoa, cada lugar e cada dia
São coisas insubstituíveis
E o tempo é Senhor da razão
Então, melhor esperar que o tempo passe
Aguardar o desenlace
e um dia poder partir
Pra um lugar qualquer
Onde seus gritos
Não mais nos alcancem
