Ha mil Razoes para Nao Amar uma Pessoa
Eu sei que as aflições e tribulações
Que passo aqui
Jamais vão se comparar com a Glória que há
De se revelar
Acima de toda tristeza e toda solidão
Há um Nome, o Nome de Jesus
Acima de toda doença e quando não há solução
Há um Nome, o Nome de Jesus
Sobre este lugar, declaro Jesus
O ambiente é transformado, mortos são ressuscitados
Eu declaro Jesus e já posso ver
O milagre acontecendo, salvação e avivamento
Há os que ganham tudo dos pais e os que sonham em dar tudo aos pais. Ambos são filhos, ambos são pais!
Enquanto há pobres desejando tudo que o dinheiro pode comprar, há ricos desejando coisas que dinheiro nenhum compra.
Ninguém é alegre ou triste o tempo todo.
Há os que fingem ser feliz o tempo todo, por puro prazer em enganar a tristeza.
Há, sim, um jeito de nos defendermos da “injusta agressão” recorrendo aos livros: mirando direitinho em nossa consciência e disparando Rajadas deles, recheadas de incentivos em nossas crianças.
Os entulhos que ainda há em mim, me demandam tanto, que nem sobra tempo, nem vontade para me incomodar com os pecadinhos de ninguém.
Há, sim, um jeito de nos defender das ameaças criminosas com livros: sacando-os e disparando rajadas de incentivo em nossas crianças.
Há tanto espertalhão caminhando com as pernas do outro, que se o mundo terminar em barranco, haverá confusão generalizada na fila do inferno.
Palavras escritas são formadas pelo Universo infinito que há dentro de cada ser, como forma de se expressar. Quando se ler, você aprende a interpretar a vida, a vida que você não viveu, mas que pôde sentir.
Bosch e eu: entre a crítica e a ferida colonial
De todos os artistas europeus, há apenas um que ainda me atravessa: Hieronymus Bosch. Ele me coloniza — não pela forma, não pela técnica, mas pela crítica feroz que carrega. Bosch é o único colonizador que ainda habita meus delírios, talvez porque a acidez do seu olhar sobre o mundo medieval encontre eco no que eu também preciso denunciar.
Ele pintava o colapso moral da Europa — os vícios, o poder podre, a queda da alma. Eu pinto outro colapso: o da terra invadida, dos corpos silenciados, da memória arrancada pela violência da incursão portuguesa.
Se Bosch mostrava o inferno como consequência do pecado, eu mostro que o inferno chegou com as caravelas. Não há punição futura — o castigo já está aqui: na monocultura do eucalipto, na esterilização do solo, na morte do camponês brasileiro , no apagamento dos povos indígenas.
Há em nós uma fúria semelhante, mas nossos mundos são outros. Ele critica o homem que se perde da alma. Eu denuncio o sistema que rouba a alma dos povos. Bosch pinta o desejo que conduz à danação. Eu pinto a resistência que surge depois do desastre.
E, mesmo assim, ele me coloniza. Como assombro. Como espelho invertido. Às vezes penso que sua crítica me provocou antes mesmo de eu saber meu nome. Ele habita uma parte do meu gesto. Um inimigo íntimo. Uma fagulha que queima, e que às vezes me ajuda a incendiar o que precisa cair.
Há um momento em que você luta e sofre tanto por alguém e por tanto tempo que você desiste;primeiro você para de lutar porque percebe que além de estar lutando em vão você está lutando sozinha embora a esperança de um milagre permaneça.Aí então você se cansa de esperar e tenta retomar sua vida como antes de conhecê-lo e se confunde por não lembrar mais como era.E finalmente você atira sua vida ao vento e diz “faça o que quiser com ela”.Depois disso você não mais se responsabiliza por seus atos.
