Ha mil Razoes para Nao Amar uma Pessoa
Não há mais nada a fazer, a não ser esperar.
Esperar que um dia a vida de uma chance pra gente.
Esperar que amanhã quem sabe a chuva passe.
Mesmo sabendo que talvez não haja essa possibilidade.
E mais uma vez querer não é poder,
e sonhar não passa de pura perca de tempo.
Diante da minha vontade de você
Tudo se torna tão pequeno.
E nesse momento o meu coração chora,
Minha alma entristece, e nada faz sentido.
E somente lembrar-te é oque consola-me querido.
E essa sensação de impotência me maltrata,
bem mais doque a distância que há entre nós.
Mas tudo isso vira nada, basta ouvir a sua voz.
Quando uma mulher gosta mesmo de um homem aguenta tudo, espera o tempo que for preciso, não há nada que não faça para poder ficar com ele.
Caminhos cruzados
Existe uma linha invisivel que une aqueles destinados a se encontrar, não há coincidências na vida, tudo conspira, tudo passa.
Num eterno ciclo, vamos ao abismo da tristeza ao ápice da felicidade.
Perdemos o passado a cada segundo e construimos o futuro sem termos conciência disso.
A distância é apenas um pretexto para que nosso reencontro seja mais aprazível.
Infinitos em Mim
Fecho os olhos e sinto,
dentro de mim, infinitos.
Há uma canção não cantada,
um soneto nunca escrito,
versos que se constroem no silêncio,
frases soltas que bailam no vento.
Uma coreografia à espera da melodia,
uma dança que aguarda nossos passos.
Nem tudo o que carrego em mim me pertence,
não posso guardar—preciso encontrar destinos.
Em mim, carrego também muitas faltas,
daquilo que precisa urgentemente me achar.
Não há possibilidade de ser feliz sem me permitir,
sem me deixar ser—em mim, me encontro.
Respiro fundo, tão fundo,
que me perco na imensidão.
Não compreendo—sou tão pequena, mortal.
Como não transbordar?
Quantos infinitos cabem em mim?
Lembro-me: não sou deste mundo,
apenas passo,
uma estação, um instante.
Mas tenho urgências—
meu tempo escorre entre os dedos,
e cada instante é um reflexo de mim.
E no vazio, cheia de infinitos, sou.
Buscando me permitir ser.
É difícil separar a ficção da invenção, a fantasia da memória. Não há uma linha separando o que você viu do que você sonhou. A imaginação ocupa o espaço da memória.
"Um homem viveu, há dois milênios, no Oriente. E eu não posso olhar para uma ovelha, uma andorinha, um lírio, um campo de trigo, uma vinha, uma montanha, sem pensar nÊle. A beleza da natureza é o carinhoso sorriso de Cristo, mostrado através da matéria [...] A alegria, que era a pequena publicidade do pagão, é o gigantesco segredo do cristão."
Um homem não há de gostar de uma mulher que não pode passar sem ler. E que levanta para escrever. E que deita com lápis e papel debaixo do travesseiro. Por isso é que eu prefiro viver só para o meu ideal.
Mas há momentos em que a gente não precisa de um ombro.E se precisarmos de um abraço,ou uma coisa parecida?Você não pode se limitar a se sentar lá,colocar a vida de todos à sua frente e pensar que o que importa é o amor.Não pode fazer isso.Você tem que fazer as coisas.
Não há uma verdade única. Há uma verdade por dia, ou pior ainda, mais complicado: uma verdade por hora, as vezes até mil verdades num minuto.
Que o Amor Me Reconheça
Há uma parte de mim que se revela apenas para quem sabe ver. Não me entrego facilmente, porque meu amor, minha entrega, é algo que se cultiva com paciência. Não sou para ser admirada à distância ou compreendida apenas pela superfície. Sou feita de camadas, de sensações, de desejos, e só aqueles que têm a coragem de mergulhar nas profundezas de quem sou, poderão encontrar o que é verdadeiramente meu.
Eu espero, sim, mas não de qualquer jeito. Não espero por qualquer um. Espero por aquele que será capaz de enxergar não só o que está à mostra, mas também o que me habita de forma silenciosa, o que guardo para o momento certo. O amor que procuro não é pressa. Ele se faz em detalhes, em toques suaves que não exigem respostas imediatas, mas que se entregam sem medo do tempo.
O que eu quero é alguém que saiba me ver além do que se mostra. Que consiga ler nas entrelinhas e me reconhecer nas minhas pausas, nas minhas hesitações. Que o amor, quando vier, me encontre por inteira — com minhas reservas, meus medos, minhas ansiedades. E que, mesmo assim, ele se faça presente de forma tão profunda que nenhuma insegurança ou distâncias possam abalar.
Eu não sou uma simples entrega. Sou uma promessa, um mistério que só se revela a quem tem a coragem de ver além do que é imediato. Que o amor me reconheça não como um reflexo rápido, mas como algo que vale a pena ser descoberto lentamente, com cada toque, com cada palavra. Eu sou esperada. E, quando ele me encontrar, será como se o tempo finalmente tivesse valido a pena.
O Desejo Como Fome que Não se Mata com Qualquer Alimento
Há uma fome em mim, mas não é qualquer coisa que me sacia. Não é um encontro rápido, um toque sem alma, um beijo sem história. Meu desejo precisa de algo mais. De um cheiro que fique na pele, de um olhar que me atravessa, de uma presença que se faça necessária. Não como um capricho, mas como quem encontra exatamente o que precisa.
Meu corpo chama, mas não para qualquer resposta. Não é urgência vazia, não é sede que se engana com qualquer gole. É fome de verdade, daquelas que só um banquete de alma e pele pode acalmar. Por isso, eu espero. Mesmo que doa, mesmo que arda. Porque quando vier, será entrega, será plenitude, será tudo.
Não há tristeza maior para uma mãe do que presenciar a ingratidão de uma filha ou de um filho. Fazemos tanto por eles, abdicamos de tantas coisas, e parece que, em determinado momento, eles jogam o esforço todo fora, não dão valor nenhum. Estou muito triste.
Há muitas maneiras de matar. Podem enfiar-te uma faca na barriga, arrancar-te o pão, não te curar de uma enfermidade, meter-te numa casa sem condições, torturar-te até a morte por meio de um trabalho, levar-te para a guerra, etc. Somente poucas destas coisas estão proibidas na nossa cidade.
