Ha mil Razoes para Nao Amar uma Pessoa

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Linguagens do amor

Há várias formas de se expressar
Pra demonstrar o amor pelo outro
A quem nem sabe como começar
E vive com o sorriso no seu rosto.

Quem pensa de outro jeito
Não se importa nem um pouco
Com aquilo que é de direito,
Sendo o melhor para o outro.

Há quem ofereça presentes
A quem muito se quer bem,
Outros demonstram com presença,
É o melhor que a pessoa tem.

Não há nenhum problema nisso
Apenas um compromisso,
Numa demonstração de carinho
Que segue firme seu caminho.

O toque também é importante
Provoca os arrepios marcantes
Valoriza a proximidade dos dois
Num ambiente entre lençóis.

Alguns focam em elogios
Com palavras de afirmação
Trazem paz ao desafio
Fazendo bem ao coração.

Demonstração de amor
Por meio de ações práticas
Dá ao outro o devido valor.
De forma simples e tática,
Se conquista com louvor.

Raimundo Nonato Ferreira
Setembro/2026

"Há Flores em tudo que eu Vejo"


Até na pedra fria mora um ensejo.
O olhar que planta é o que colhe cor,
quem semeia dentro, floresce ao redor.

Há beleza na constância de quem permanece em si mesma,
e há poder em aceitar que algumas pessoas não nasceram para andar ao nosso lado,
mesmo que já tenham
compartilhado passos conosco.

"INTERVALO ENTRE O GRITO E O RISO"


Há dias em que o caos veste perfume
e passa por paz, só pra te confundir..
Você olha o céu, ele tá bonito demais
mas sabe que amanhã chove, e tudo bem.
porque no fim, o que salva não é o sossego,
é o intervalo entre o grito e o riso,
onde a alma respira, meio cansada,
meio viva, totalmente sua.

Gosto dos meus finais, do jeito que os traço, e gosto quando gosto disso!
há beleza no adeus quando sigo meu passo.
Deixo pro último dia, veneta que vem,
“deu na telha”, eu rio.. Loucura faz bem.


Louca?.. Talvez. Mas quem é são de verdade,
se conter o transbordar é negar liberdade?
Encerrar minha participação especial na vida de alguém
é arte que dói, mas que dá no que falar
porque até no adeus, eu sei me reinventar.

Às vezes é preciso se perder no ruído,
pra achar o sentido há tanto perdido.
Entre telas e vozes, distantes,
encontrei no silêncio, o que é importante.

Há vínculos que acabam antes do adeus.
Quando o respeito sai pela porta, o afeto já foi pela janela.

Há propósito em tudo,
até nas pequenas ações.
No ato de respirar fundo
quando algo aborrece tanto
que puxar o ar te realinha,
te devolve ao eixo,
e impede que o erro escape
pela boca.
Respirar, às vezes,
é escolher não ferir.
Nem o outro.
Nem a si mesma.

As pessoas passam quando veem flores.
Param quando há festa, riso fácil, promessas leves.
Mas desviam o olhar diante da cadeira, do silêncio,
do corpo que pede cuidado e não encanto.
Fico.
Não por vocação ao sacrifício,
mas porque amor não negocia presença.
Ser só eu e ela pesa,
não pelo caminho em si,
mas pela constatação de que poucos sabem caminhar
quando o chão exige firmeza.
Aprendi a ser suave sem ser frágil,
a seguir sem plateia,
a entender que quem vai embora
não falhou comigo,
apenas revelou seus limites.
E sigo.
Com menos mãos ao redor,
mas com a consciência limpa
de quem não trocou amor por facilidade.

RESPOSTA:


Sim.
Existe beleza na atividade.
Há beleza em quem continua, mesmo cansado. Em quem trabalha sem aplausos. Em quem constrói aos poucos aquilo que ainda não pode mostrar ao mundo.
A atividade é movimento. E tudo que vive se move.
Uma árvore cresce em silêncio. Um rio segue seu caminho sem pedir licença. Uma pessoa luta todos os dias para manter os sonhos de pé.
Isso também é beleza.
Porque não está apenas no resultado, mas no ato de fazer, tentar, aprender, cair e continuar.
"Existe beleza na atividade, porque é nela que a vida acontece."

"Há batalhas que ninguém viu. Há vitórias que só a alma conhece."

Quando o amor pede um lugar


Há quem entregue o melhor de si sem medir esforços, sem economizar carinho, sem calcular a intensidade.
Ama com presença, com cuidado, com vontade de construir.
E, ainda assim, guarda no peito um desejo simples:
não ser um segredo.
Não por vaidade, nem por aplausos, mas porque todo amor merece um lugar ao sol.
Há uma paz diferente em saber que alguém não tem medo de caminhar ao seu lado.
No fim, não é sobre aparecer.
É sobre pertencer.
Sobre sentir que o amor, quando é verdadeiro, não precisa se esconder para existir.

•Pessoas•


• Há pessoas que são euforia. Chegam e fazem tudo parecer maior, mais intenso, mais vivo.


•Há pessoas que são tempestades. Nunca passam despercebidas e sempre deixam algo transformado.


•Há pessoas que são fogo. Aquecem, iluminam... ou queimam.


•Há pessoas que são mar. Acalmam num dia, engolem no outro.


•Há pessoas que são primavera. Florescem até nos lugares mais secos.


•Há pessoas que são inverno. Silenciosas, frias por fora, profundas por dentro.


•Há pessoas que são faróis. Não caminham por você, mas mostram o caminho.


•Há pessoas que são labirintos. Quanto mais você tenta entendê-las, mais caminhos aparecem.


•Há pessoas que são euforia. Fazem o coração acelerar antes mesmo de dizer uma palavra.


•Há pessoas que são abrigo. Basta a presença delas para o mundo parecer menos pesado.

A Cor da Pele


A cor da pele nunca foi destino,
apenas o primeiro verso do caminho.
Há quem enxergue fronteiras na superfície,
enquanto a alma desconhece esse artifício.


Minha pele guarda sol, vento e memória,
traz cicatrizes que também contam história.
Não mede caráter, coragem ou fé,
nem diz por onde um coração ficou de pé.


Quem aprende a olhar além da aparência
descobre no outro a própria essência.
Porque o corpo é só o lugar onde a vida mora,
mas o amor é a cor que nunca vai embora.


Lucci Santz

"Há pessoas que atravessam o mundo em busca de um lugar para existir. Eu percebi que o único lugar onde nunca fui abandonada foi dentro das palavras. É por isso que escrevo: porque a poesia acolhe até aquilo que a vida recusou."

"Há caminhos que só revelam a direção depois que deixamos de correr."

"Há pessoas interessadas no que você oferece e poucas interessadas no que você é."

Há pessoas que passam pela nossa vida como o vento. Outras ficam como raízes. A sabedoria está em não insistir no que foi levado, mas em cuidar daquilo que escolheu permanecer.

"Há pessoas que vão embora levando apenas as malas. Outras esquecem um inverno inteiro pendurado no cabide da sala."

CONTO: A Última Batalha dos Heróis


Na cidade de Aurória, ninguém sabia quando os heróis haviam surgido.


Sabiam apenas que, sempre que o medo encontrava um endereço, eles apareciam.


Aurion dominava a luz.


Tempest, os ventos.


Titã possuía a força de uma montanha.


Lince atravessava sombras como quem atravessa uma cortina.


Durante décadas, venceram guerras, monstros e catástrofes.


Até que surgiu um inimigo diferente.


Ele não trazia armas.


Nem exércitos.


Chamava-se Esquecimento.


Por onde passava, as pessoas deixavam de acreditar nos heróis.


Não era magia.


Era indiferença.


Os jornais pararam de escrever.


As crianças deixaram de sonhar.


Os adultos passaram a dizer que heróis nunca existiram.


E, quanto menos eram lembrados, mais fracos se tornavam.


Aurion foi o primeiro a cair.


Sua luz tornou-se apenas um reflexo.


Depois Tempest já não conseguia mover uma folha.


Titã mal conseguia levantar a própria espada.


Restava apenas Lince.


Ela caminhou até o centro da cidade e encontrou uma menina desenhando com giz na calçada.


No desenho havia quatro figuras usando capas.


Lince sorriu.


Perguntou:


— Quem são eles?


A menina respondeu sem levantar a cabeça:


— São os heróis.


Minha avó disse que eles protegem quem ainda acredita.


Naquele instante, uma centelha percorreu o céu.


Aurion voltou a brilhar.


Os ventos obedeceram outra vez a Tempest.


Titã ergueu a espada como se nunca tivesse caído.


O Esquecimento percebeu tarde demais que jamais enfrentava músculos ou poderes.


Enfrentava a memória.


E memória nenhuma pode ser apagada enquanto existir alguém disposto a contá-la.


Quando tudo terminou, os heróis desapareceram novamente.


Mas, desde então, sempre que uma criança desenha uma capa, uma máscara ou um símbolo em uma folha de papel...


Aurória sorri.


Porque sabe que, em algum lugar, um herói acaba de nascer.




Lucci Santz