Ha mil Razoes para Nao Amar uma Pessoa

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Pensar por conta própria é a forma mais alta de coragem. Porque há menos perigo em obedecer, do que em despertar.

Há noites em que sinto a alma caminhar por corredores invisíveis dentro de mim, como se Deus permitisse que certas dores permanecessem apenas para que eu jamais esquecesse a profundidade daquilo que sobrevivi.

Há pessoas que carregam oceanos dentro do peito e, ainda assim, passam pela vida fingindo ser apenas pequenas poças de silêncio.

A alma também adoece de excesso de lucidez. Há verdades profundas demais para serem carregadas sem deixar marcas irreversíveis na forma de enxergar o mundo.

Nem toda profundidade é bonita. Há profundezas que cansam, que isolam e que tornam impossível voltar a habitar superficialidades.

Há um tipo de cansaço existencial que nasce de sentir demais em um mundo treinado para anestesiar emoções.

Há momentos em que a lucidez se torna mais pesada do que a própria tristeza.

Há cicatrizes que se tornaram capítulos indispensáveis da nossa história.

Há um tipo de sabedoria que nasce apenas depois do sofrimento.

Há em mim um homem que sofre em silêncio, observa com profundidade, recorda com saudade e reza com esperança. Talvez seja por isso que minhas palavras nasçam das cicatrizes: porque algumas dores só encontram descanso quando se tornam literatura.


- Tiago Scheimann

Há pessoas que partem da nossa vida, outras permanecem para sempre, mesmo depois de irem embora, assombrando os cômodos vazios da memória.

Há homens que venceram guerras e perderam a si mesmos, a maior batalha da História sempre aconteceu dentro de um peito silencioso.

Há um momento em que o coração deixa de esperar milagres, ainda assim, continua batendo como quem se recusa a abandonar o impossível.

O encontro de almas há quando o sublime sentimento transborda e resgata o seu ser.

⁠"Da Janela, o Silêncio"

Por Prof. Cranon

Há algo de profundamente sagrado nas pausas que a vida oferece.
Um instante onde o tempo não corre — apenas respira.

A caneca fumegante repousa, silenciosa, como quem guarda segredos de manhãs que não precisam ser apressadas. O vapor que se eleva desenha no ar uma dança invisível, quase uma prece efêmera, que se desfaz antes mesmo de ser compreendida.

Sobre o caderno, repousa uma caneta. E, mais do que tinta, ela carrega possibilidades. Palavras ainda não ditas, pensamentos por nascer, universos inteiros à espera de um simples gesto de coragem: escrever-se.

Do lado de fora, a vida segue — árvores, vento, luz, sombras e um verde que não se cansa de existir. O mundo não grita lá fora. Ele sussurra. E é justamente nesse sussurro que a alma encontra abrigo.

A janela, aberta, não é só moldura para o olhar. É também convite. Convite para atravessar as paredes invisíveis do hábito, do barulho interno, das urgências que sequestram nossos dias.

Ali, naquele pedaço de madeira aquecido pelo sol, mora um acordo tácito entre o ser e o estar. O ser que contempla. O estar que se permite.

Perceba: não há ruído. Só o som da respiração, do vento que toca as folhas e, talvez, do próprio pensamento sendo reorganizado em silêncio.

O café esfria, o sol se move, o tempo passa — e, paradoxalmente, tudo permanece.
Porque há momentos em que a vida não exige respostas, nem pressa. Só presença.

E talvez isso seja o suficiente:
Uma caneca, um caderno, uma janela aberta...
E a sutil, mas poderosa, decisão de simplesmente... existir.

Iluminarei os tesouros perdidos, enriquecendo o mundo com o que há de mais puro em meu coração.

Há no silêncio…
um mundo que grita baixinho,
um espaço onde os pensamentos
ecoam mais alto que qualquer voz.
Há no silêncio…
lembranças que voltam sem aviso,
sentimentos que se revelam
quando ninguém mais está por perto.
Há no silêncio…
um refúgio e também um abismo,
onde a gente se encontra
ou se perde dentro de si mesmo.
E às vezes,
é nele que mora a verdade
que o barulho do mundo
não deixa a gente ouvir.

Eu sou o motivo dessa tempestade.


Há lutas que são resultados de nossas escolhas erradas.

⁠Há um universo invisível dentro de cada um de nós.
Somos os únicos responsáveis por fazê-lo florescer.
Um caminho que exige coragem, aceitação e consciência.

Há um vento que sopra de dentro,
quebrando grades invisíveis,
desatando nós antigos
que a alma já não suporta carregar.
Eu caminhei por vales tão escuros,
onde a dor parecia não ter fim,
carreguei silêncios e murmúrios,
mas Deus sussurrava dentro de mim.
Helaine machado