Ha mil Razoes para Nao Amar uma Pessoa
A gente não conversa mais,
não há mais risada no ar.
Nosso abraço não fecha mais,
não sei mais como te encontrar.
Nosso beijo não molha mais,
Onde o nosso amor foi parar?
Não importa quão grande sejam os talentos ou os esforços, há coisas que só precisam de seu tempo. É impossível ter um filho em um mês mesmo com nove mulheres grávidas.
O Avulso de Si Mesmo
Há um tipo de exílio que não se faz com fronteiras, mas com espelhos, um tipo de desenraizamento que não ocorre no espaço, mas na alma. O avulso de si mesmo é aquele que, embora habite seu corpo, não mora em sua identidade. Vive como quem assiste à própria vida pela fresta de uma janela, incapaz de cruzar o umbral entre o que é e o que poderia ser.
Neste ser que se desenlaça de si, há um silêncio antigo, como o das bibliotecas abandonadas, onde as palavras não encontram leitores e os significados jazem órfãos de intenção. O avulso de si não é apenas o desajustado, é o desencontrado, não com o mundo, mas com o próprio eixo interno. Sua existência é um poema sem sujeito, uma frase que começa, mas não sabe como se conjugar.
Talvez o avulso seja o herdeiro contemporâneo de Narciso, não mais encantado com a própria imagem, mas cindido por ela. Não se afoga no reflexo, mas naufraga na ausência de reflexo autêntico. Vê-se no espelho e não se reconhece, porque entre o rosto e a essência há agora um abismo escavado por expectativas alheias, performances sociais, simulacros de felicidade.
Ser avulso de si é carregar uma espécie de anemia ontológica. Os dias passam, mas não se enraízam. As decisões são tomadas, mas não se pertencem. Tudo é transitório, inclusive o próprio eu. Vive-se, mas não se habita o verbo viver.
A filosofia existencial nos advertiu que o homem é um projeto, e não uma substância. Sartre nos sussurra que estamos condenados à liberdade, e que o eu não é dado, mas tecido. No entanto, o avulso não é o que não teceu o eu, é o que, ao tecê-lo, perdeu o fio.
Nietzsche falava do eterno retorno como prova da afirmação da vida, mas o avulso de si não suportaria o eterno retorno, pois retornar ao que nunca foi plenamente vivido seria um suplício maior que a morte.
Ser avulso de si é, em última instância, ser órfão do próprio nome. Não no sentido nominal, mas ontológico. Um nome que não reverbera, que não ecoa dentro. Um nome escrito na capa de um livro cuja história nunca foi escrita.
Talvez, no fundo, todo avulso sonhe com a reintegração, com o instante raro em que o pensamento coincide com o gesto, a emoção com o olhar, o silêncio com o significado. Um instante em que o tempo deixa de ser sucessão e torna-se presença.
Enquanto isso não ocorre, resta-lhe o vago, o quase, o entre. Resta-lhe a condição poética e trágica de ser um inquilino do próprio abismo, um ser que caminha por dentro de si como quem atravessa ruínas à procura de uma porta que ainda não foi construída.
E no fundo, talvez, o avulso de si mesmo seja o mais humano dos humanos, pois carrega em si não a resposta, mas a pergunta intacta, e há mais verdade na pergunta que sangra do que na resposta que estanca.
Filósofo Nilo Deyson Monteiro
Você irá sentir as emoções, não há como fugir delas você é um ser humano, entender que vulnerabilidade não é fraqueza, não é nada fácil!
Sentir faz parte de você, o equilíbrio desses sentimentos é o passo que faz a diferença.
Na vida, há duas coisas que jamais se recuperam: a morte e o tempo perdido. Por isso, não desperdice o tempo, viva com plenitude, para que, quando a morte chegar, não lhe reste o anseio pelos momentos que deixaste escapar.
Há quem tenha tudo e não viva. E há quem tenha quase nada e transborde. A vida é alma, não acúmulo.
— Maycon Oliveira
Essa frase foi escrita por Maycon Oliveira – O Escritor Invisível, autor do perfil ‘O_Escritor_Invisivel’ no site Pensador.
@o_escritor_invisivel
Não há relacionamento íntimo sem vulnerabilidade.
Não há mulher mais bela aos olhos de um homem do que aquela que lhe conduz ao céu e ao mesmo tempo lhe oferece paz.
Na família há dificuldades, mas essas dificuldades são superadas com amor. O ódio não supera nenhuma dificuldade. A divisão dos corações não supera nenhuma dificuldade. Só o amor é capaz de superar a dificuldade. Amor é festa, o amor é a alegria, o amor é seguir em frente.
Neste mundo, há coisas que devemos fazer mesmo quando não queremos. Por exemplo, ganhar dinheiro.
A pior tirania é a do Judiciário sem freios, pois diante de seus veredictos não há recurso que salve a justiça.
Graças a Deus, há Deus pra eu dar graças, pois sem Deus, não haveria graça e nem porque dar Graças!
Há silêncios que não são vazios.
São cheios de nomes, de lembranças, de risos antigos que ecoam no peito mesmo quando tudo ao redor parece calado.
A saudade mora nesses silêncios.
Não é grito, não é lamento.
É sussurro.
No casamento verdadeiro, não há perfeição, mas há um pacto silencioso de continuar caminhando juntos, mesmo quando os passos tropeçam.
Há quem se aproxime pelo que você tem, e não pelo que você é. Quando as mãos se esvaziarem, os verdadeiros corações permanecerão.
Quando não há audiência de custódia de quem quer que seja o abusador da lei ou acusado, tudo é falso e podre entre nós.
