Ha mil Razoes para Nao Amar uma Pessoa
Há noites como essa
Em que a tristeza bate e a solidão aperta
O tempo não passa, o relógio para
E a angústia no peito jamais se cala
Pensamentos perdidos dentro da mente
Não dá pra medir esse vazio presente
Sono vem, o cansaço é extremo
Mas com a mente a mil eu não adormeço
Coração chora, sangro sem corte
É como sentir aos poucos
Minha alma indo à morte
Dia após dia travo essa batalha
Dia após dia vejo cair as lágrimas
Caio e levanto ciente de que
Amanhã talvez não seja diferente
Mas serei como um leão
Talvez não o mais rápido ou mais forte
Nem o maior em sabedoria e porte
Mas serei aquele que encara a guerra
E jamais dela foge
O que mesmo ferido continua de pé
O que cai, sangra e segue na fé
Venço essa guerra...
Ou sigo lutando até a morte que me espera...
(ÁG)
Não há aquele que não passe por tempos difíceis. A dor e a perda são parte da vida. Não sabemos porque tais coisas coisas acontecem, mas, quando nós convidamos Jesus, como socorro, Ele se faz sempre presente para fazer com que o bem resulte de toda adversidade.
Não há como pedir a direção de Deus se insistimos em caminhar por estradas que Ele já avisou que não levam à vida.
Mas, entre risos e lágrimas, vitórias e vales, há algo que não muda... o Deus que transforma tragédias em triunfo. Ele é o mesmo quando a ponte balança e quando o chão parece firme.
Há dias em que o coração não quer plateia.
Quer apenas o canto mais quieto da alma, aquele onde o barulho do mundo não alcança e onde o sussurro de Deus se faz nítido.
Quando sentir que não há mais forças, lembre-se: Deus nunca te pediu perfeição, apenas perseverança.
“Não sirva café pra quem nunca traz açúcar.”
(Citação anônima)
Há quem goste de aparecer na hora do aroma, mas desaparece quando é hora de adoçar a convivência. São pessoas que chegam, se servem da nossa atenção, se aquecem do nosso carinho e vão embora sem deixar um grãozinho de doçura.
Há dores que a alma não sabe nomear.
Silêncios que doem mais que o choro, despedidas que parecem rasgar o peito em mil fragmentos.
O luto é um desses vales onde até a fé, por um instante, parece perder o caminho de volta para casa.
Diante da dor dos outros, percebi que há respostas que só o pranto revela. Respostas que não vêm em palavras, mas em presenças.
Há perguntas que não enfraquecem a fé. Elas apenas mostram que ela precisa ser mais profunda do que respostas prontas.
Há dores que não chegam para destruir, chegam para revelar o quanto carregávamos peso demais sem perceber.
