Ha mil Razoes para Nao Amar uma Pessoa

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Não há conforto no vazio.
Nada se pode esperar do nada.
Um poço sem fundo não dá água;
um buraco raso não mata a sede.

Sorria sempre pois não há maior tristeza que a tristeza de não saber sorrir!

Não há ato mais irresponsável do que transformar um filho em um eterno dependente e chamar isso de amor. Amor que poupa da disciplina não ama; enfraquece. Amor que livra das consequências não protege; incapacita. Amor que compra silêncio, evita conflitos e remove cada obstáculo não educa; domestica para a dependência. Pais assim não criam homens e mulheres livres, mas adultos que esperam ser sustentados financeiramente, emocionalmente e moralmente por alguém. Quando os pais já não estiverem presentes, esses filhos descobrirão, da forma mais cruel, que ninguém herda competência, caráter, responsabilidade ou maturidade. Tudo aquilo de que foram poupados na infância a vida cobrará na idade adulta, com uma diferença devastadora: a infância admite desculpas; a realidade, não. Educar não é facilitar a vida dos filhos. É impedir que eles se tornem incapazes de viver sem os pais. Quem não compreende essa diferença pode deixar patrimônio, imóveis e dinheiro, mas terá falhado na única herança que realmente importa: formar um ser humano capaz de permanecer de pé quando não houver mais nenhuma mão para segurá-lo.

Há pais que não criam filhos; criam dependentes e chamam isso de amor. Alimentam cada capricho, negociam cada limite, compram cada silêncio, removem cada consequência e, no fim, aplaudem uma obediência que nunca foi virtude, mas conveniência. O que chamam de proteção é, muitas vezes, medo de frustrar; o que chamam de cuidado é incapacidade de educar; o que chamam de amor é apenas a recusa em suportar o desconforto de dizer “não”. Cada responsabilidade assumida no lugar do filho é um pedaço de caráter que deixa de ser construído. Cada dificuldade evitada é uma força que deixa de nascer. Pais que fazem da própria vida um escudo permanente não estão preparando os filhos para o mundo; estão preparando o mundo para carregar filhos que eles mesmos decidiram não formar. A tragédia não começa quando os pais morrem. Ela começa no exato instante em que deixam de educar e passam a servir. Porque o pior abandono não é deixar um filho sozinho; é entregá-lo à vida sem consciência, sem disciplina e sem a capacidade de existir sem depender de alguém.

Há quem pense que pensa, mas apenas reproduz pensamentos que foram plantados em sua mente. Não são donos das próprias ideias; são apenas ecos convencidos de que possuem voz. O verdadeiro pensamento começa quando o ser humano tem coragem de questionar até aquilo que acredita saber. Caso contrário, deixa de ser consciência e torna-se apenas uma repetição ambulante: um papagaio com opinião, mas sem pensamento.

As dificuldades não mudam as pessoas. Apenas retiram as máscaras


Há quem acredite que as dificuldades chegam para destruir. Eu penso diferente.

As dificuldades chegam para revelar.

É na abundância que muitos permanecem ao nosso lado por conveniência. É na escassez que descobrimos quem permanece por convicção.

Enquanto tudo vai bem, quase todos parecem leais, generosos e presentes. Mas basta a tempestade chegar para que a verdade comece a emergir. E a verdade sempre encontra um caminho.

As dificuldades funcionam como um grande filtro da existência. Elas distinguem o passageiro do permanente, o interesse da amizade, a conveniência da fidelidade, o discurso da prática.

É na dor que aprendemos quem realmente está conosco.

É na perda que descobrimos aquilo que realmente possuímos.

É no silêncio que conhecemos quem jamais precisou de palavras para permanecer.

Mas existe uma revelação ainda mais profunda.

As adversidades não revelam apenas os outros.

Elas revelam, sobretudo, quem nós somos.

Poucos percebem que, em muitos momentos, o nosso maior adversário não está do lado de fora.

Está dentro de nós.

É a mente que mente.

É a culpa que paralisa.

É o orgulho que impede o pedido de ajuda.

É a vitimização que terceiriza responsabilidades.

É o arrependimento que lamenta o passado, mas se recusa a transformar o presente.

Nada aprisiona mais um ser humano do que insistir em responsabilizar o mundo por aquilo que somente ele pode decidir mudar.

A pior prisão não possui grades.

Possui desculpas.

Toda dificuldade nos coloca diante de uma escolha.

Podemos crescer ou endurecer.

Podemos amadurecer ou apenas envelhecer.

Podemos transformar a dor em sabedoria ou em amargura.

A decisão nunca pertence ao problema.

Pertence à consciência.

A vida jamais prometeu facilidade.

Prometeu aprendizado.

Somos eternos aprendizes matriculados na eterna escola da alma, que é a vida.

E talvez uma das disciplinas mais difíceis dessa escola seja aprender a desaprender.

Porque ninguém consegue receber um novo conhecimento mantendo as mãos ocupadas pelas antigas certezas.

Aprender amplia.

Desaprender liberta.

O conhecimento informa.

O discernimento transforma.

A educAÇÃO não tem segredo.

Mas o segredo está na educAÇÃO.

No fim, compreendemos que as dificuldades nunca foram castigos.

Foram professores.

Os problemas nunca foram inimigos.

Foram espelhos.

As perdas nunca foram apenas perdas.

Foram seleções.

E as cicatrizes jamais foram sinais de derrota.

São assinaturas daquilo que Deus permitiu que sobrevivesse dentro de nós.

Por isso, não tema as adversidades.

São elas que retiram as máscaras, revelam os corações, fortalecem o caráter e nos lembram de uma verdade que jamais deveria ser esquecida:

Não é a vida que define quem somos.

São as nossas escolhas diante da vida que definem quem nos tornamos.

Penso, logo resisto.

Carlos Eduardo Balcarse

O peso de saber

Conhecimento não é acúmulo. Há pessoas abarrotadas de informações e vazias de discernimento.

Saber mais não nos torna necessariamente melhores. Torna-nos mais responsáveis pelo que fazemos com aquilo que sabemos.

O conhecimento pode construir ou destruir, libertar ou aprisionar, esclarecer ou apenas sofisticar nossas próprias ilusões. A diferença não está necessariamente no que sabemos, mas na consciência de quem utiliza o saber.

Talvez por isso algumas verdades sejam tão desconfortáveis. Conhecer é também perder determinadas inocências. Depois que enxergamos, já não podemos simplesmente “desenxergar”. Depois que compreendemos, algumas desculpas deixam de existir.

Eis um dos paradoxos do conhecimento: quanto mais consciência adquirimos, menos podemos terceirizar a responsabilidade por nossas escolhas.

Não basta saber.

É preciso discernir.

Saber o quê é conhecimento.
Saber como, quando e por quê é discernimento.
E assumir as consequências daquilo que escolhemos fazer com isso é consciência.

O verdadeiro poder, portanto, não está em saber aquilo que os outros desconhecem.

Está em não ser dominado por aquilo que sabemos.

Porque conhecimento amplia possibilidades.

Consciência reduz desculpas.



Carlos EDUARDO Balcarse

31/09/2026

O discernimento e o crescimento

Crescer não é simplesmente saber mais. Há pessoas repletas de informações e vazias de compreensão.

Informação não é conhecimento. Conhecimento não é consciência. E consciência, sem discernimento, pode continuar sendo apenas a percepção de uma realidade que ainda não aprendemos a compreender.

A mente mente. E o discernimento desmente.

Discernir é desenvolver a capacidade de questionar não apenas aquilo que ouvimos, mas também aquilo que pensamos. É separar fato de interpretação, convicção de condicionamento, prudência de medo, desejo de necessidade e verdade de conveniência.

Talvez amadurecer seja justamente começar a desconfiar das certezas que nunca tivemos coragem de questionar.

Porque o crescimento verdadeiro exige desconstrução. Algumas vezes, para aprender é preciso primeiro desaprender. Para enxergar diferente, precisamos abandonar a obrigação de continuar olhando da mesma maneira.

O senso comum comumente mente.

E quando apenas repetimos aquilo que todos pensam, corremos o risco de passar a vida reproduzindo pensamentos que nunca foram verdadeiramente nossos.

Por isso, não pense como eu penso. Pense no seu próprio pensamento.

O discernimento não nos ensina o que pensar. Ensina-nos a perceber por que pensamos aquilo que pensamos.

E talvez seja justamente aí que começa o verdadeiro crescimento: quando deixamos de ser conduzidos automaticamente pela própria mente e passamos a assumir conscientemente a autoria das nossas escolhas.

Porque consciência amplia.

Mas é o discernimento que direciona.


Carlos Eduardo Balcarse
02/10/2026

“Há crenças que não escolhemos; apenas chegamos depois que elas já haviam ocupado o lugar.”

“Os anos dizem há quanto tempo existimos. Não necessariamente revelam há quanto tempo começamos a compreender a existência.”

“Há pessoas tão preocupadas em serem VISTAS que já não conseguem VER a si mesmas.”

“Há quem queira mudar o mundo sem mudar; e há quem, quando muda, já não precisa que o mundo mude para começar a mudá-lo.”

“Há prisões que não precisam de grades. Basta convencer o prisioneiro a chamar a cela de verdade.”

Há contradições que não precisam ser eliminadas; precisam ser compreendidas como partes constitutivas da realidade.

⁠Educar é difícil e dá trabalho. Mas não há outro caminho, senão pela Educação.

Mãe

Por que haveria eu de estar alegre neste momento? Não há motivo para tal! Sim não há motivo para eu estar alegre! Pois no mundo em que vivo, agora mesmo, muitos estão chorando; muitos estão sendo vítimas da guerra; muitos sofrem de doenças.

Outros estão a ser executados; E até vai ser transmitido pela televisão a execução; outros estão a passar fome. Em contrapartida outros estão se alegrando, em festas, casamentos. Ninguém se lembra dos que choram. Quando afinal não há motivo, para alegria. O executor que depois de matar o seu próximo, vai dormir em paz na sua cama; vai beijar os seus filhos e a sua esposa! Afinal que razão tem para fazer isto? Não! Nunca há razão para cantar na televisão ou noutro sítio!

Afinal o que é o mundo, senão um mundo de hipocrisia, de falsidade? Por que não haveria eu de chorar? Por tudo isto e por muito mais? Deixai-me com o meu chorar , já que vós vos quereis alegrar, ao verdes tantos a matar! Ao menos que chore eu, por aqueles que um dia disseram "mãe..."! Como também eu!

"Não há um ser humano livre sem antes haver conquistado sua liberdade quando estava preso."

—By Coelhinha

Não adianta reclamar do horizonte quando você passou a vida inteira olhando para o chão. Há mundos que só aparecem quando levantamos os olhos.

Há pessoas que partem, mas não vão embora por inteiro.
Deixam um pouco de si em cada coração que tocaram, em cada gesto que ensinaram, em cada lembrança guardada com carinho.
Você foi exemplo sem precisar ser perfeita, foi abrigo para teus filhos e netos.
Sentiremos sua falta, mas quando a saudade apertar, não lembraremos apenas da sua partida, mas da pessoa forte que você foi e do exemplo que deixou e que o tempo não será capaz de apagar.
Porque algumas pessoas
não permanecem ao nosso lado,
permanecem dentro de nós.
E você permanecerá.
Em nossas histórias, em nossas lembranças, em tudo aquilo que aprendemos com você.
Até que a saudade deixe de doer
e passe a ser apenas a maneira mais bonita de dizer: foi um privilégio ter você em nossas vidas Vó.
Que sua passagem seja tranquila e que você descanse em paz.
Adeus, Vó!

Eu escrevo não porque sou escritora ou poeta, mas porque há sentimentos que só se salvam quando viram poesia.