Ha mil Razoes para Nao Amar uma Pessoa

Cerca de 844265 frases e pensamentos: Ha mil Razoes para Nao Amar uma Pessoa

Se um homem perdeu uma perna ou um olho, ele sabe que perdeu uma perna ou um olho; mas se ele perdeu a ele próprio - o seu eu - ele não sabe, porque ele já não está lá para saber isso.

Bem, é melhor você aprender rápido. Você tem tanto charme quanto uma lesma morta.

(Haymitch Abernathy em Jogos Vorazes)

Sabe, eu conheço um mentiroso quando vejo um porque eu sou uma mentirosa.

Só mais uma conversa com Deus...
Pai, eu sei que errei, sei que sou imperfeita, sei que meus medos, receios e inseguranças muitas vezes faz com que eu cometa mais erros do que cometeria se tivesse uma personalidade mais forte e determinada, sem medo do que poderá acontecer, mas quero lembrar-te que todos erram.
Não posso justificar um erro tão banal mas, eu só considerei o meu raciocínio e não o contexto. Erro. Já disse que amava sem amar, já disse coisas sem sentir, já fingi que me importava, quando o que eu mais queria era proteger meu coração, já menti, já desrespeitei, já falei mais do que devia, não falei o que precisava. Já desconfiei de Ti, já tentei te esconder algo, já machuquei pessoas, mas também já fui machucada, mas tudo o que eu fiz, toda a minha vida está diante de Ti. Pai, mesmo com minhas imperfeições e com tantos pontos à serem melhorados, eu terei a audácia de pedir-lhe algo. Não pra mim, talvez, não diretamente, mas de certa forma é para mim, para a minha paz. À partir de uma decisão tomada, contra o meu desejo, admito, mas uma decisão tomada, peço permissão para seguir em frente. Peço que agora segure minha mão e me ajude a continuar, porque sinceramente, eu não sei fazer isso, dizem que Tu nunca entrega um peso maior do que o que a pessoa pode carregar, tudo bem, então isso quer dizer que eu consigo, mas peço que me ajude a dar os primeiros passos, serão os mais difíceis que eu terei que dar em toda minha vida. Pai, agora de coração pra coração, vem o principal, quero pedir que cuide muito bem dele, quero implorar que tome conta daquele coração, que não deixe-o entregar à pessoas de coração leviano, com maldade, com más intenções. Quero pedir que cuide dele por mim, durante todos os dias, que ajude-o a ter as expectativas profissionais atendidas, que ensine-o que não é necessário tanto quando se tem amor. Vó... quando eu falo com você, eu choro, é inevitável, talvez um dia eu deixe de derramar essas lágrimas, porque sei que você brigará comigo, mas até então, sinto muito... Vó, eu quero e preciso muito de você, junto com nosso Pai, quero que abrace o meu único amor, todas as vezes em que ele se sentir sozinho, quero que dedique à ele, todo o amor que dedicas à mim, que cuide dele como cuidaria, sendo ele, seu neto. Quero que entenda que eu sei que errei muitas vezes, que não sou e nunca serei perfeita, mas que não foi por mal. Quero que me perdoe pelos meus erros, vó, sei que você não ia gostar mas, ainda assim, cuide-o por mim. Não... tenho certeza que não. Assim como você, com todos os defeitos, amou somente um homem e depois dele, nenhum outro foi capaz de entrar na sua vida, permanecerei. Tenho orgulho de você e sinto inveja por saber que o homem que você amou, saiu da sua vida, mas te deixou com herdeiros que te encheram de alegria. Eu não tive essa sorte, foi uma promessa que ele havia feito, mas eu o perdôo. Hoje não ganhei o meu "bom dia", chorei até dormir, chorei ao acordar e chorei ao sentir a falta que ele me faz, me desculpe, mas não vou ser forte para parar de chorar por tão cedo, quando lembro dá saudade, quando dá saudade eu deixo o coração transbordar a tristeza e o vazio que o invade. Diante de tantos pedidos, resumidamente, peço que cuidem muito bem dele, já que eu não poderei fazer parte disso, e que se possível, faça dele eternamente feliz, seja com quem for. Em lágrimas, me despeço, fique com Deus, amém.

⁠Ouvi uma frase que dizia:
“A dor, se bem usada, vira direção.”

Mas que direção?
Tem dor que não aponta pra lugar nenhum.
É só queda.
É só poço.
Um buraco escuro onde tudo ecoa e nada responde.

Você cai.
Debate.
Luta.
Resiste.
Aflige.
E quanto mais se move, mais se afunda.
Como se a dor ganhasse força da sua tentativa de sair.

Até que o corpo cansa.
E a alma… desiste um pouco.
Você não sobe.
Não desce.
Fica.
Boia.
Mas não respira alívio.

Porque a dor ainda está lá.
Não do lado de fora, mas dentro.
Espalhada.
Silenciosa.
Em cada célula que vibra frágil,
como se estivesse cansada de sentir.

Há dores e há a Dor.
Aquela que não se nomeia.
Que atravessa os dias sem pedir licença.
E se instala.
E se mistura ao que você é.

Nesse caminho sem fim,
nesse beco sem saída,
cadê a tal direção?

Se você se perde…
Encontra-se perdido.
E não há rota de retorno.
Você olha pra frente,
mas o fim parece distante demais.
E ainda assim, você o deseja.

Não o fim da vida,
mas o fim da dor.
O fim desse ciclo em espiral.
Daria tudo pra desviar.
Só um pouquinho.
Dar uma pausa na dor,
sentar à beira da alegria por uns instantes.

Mas não dá.
Porque a dor não espera.
Ela é presente.
Constante.
Persistente.

Mas, no fundo…
Bem no fundo,
você ainda sonha:
E se, no meio disso tudo,
a felicidade também estivesse vindo ao seu encontro?

E se ela também estivesse tentando te alcançar,
com a mesma intensidade com que você tenta sobreviver?

E se, numa curva do caminho,
ela estendesse a mão,
te olhasse nos olhos,
e dissesse baixinho:

“É por aqui. Eu te guio.”

Talvez a dor seja o começo.
Talvez a direção não esteja fora,
mas no que ela revela.

Talvez, ao se deixar sentir,
você esteja, sem perceber,
seguindo…

Em direção a si.

O Eco das Memórias


A fotografia é mais do que uma imagem estática. É um fragmento do tempo que ousou permanecer. Guardar uma memória revelada, é eternizar instantes que, de outra forma, escorreriam pelos dedos. Cada fotografia é uma história contada sem palavras, aberta a múltiplas interpretações, capaz de despertar lembranças e sentimentos únicos em quem a observa.


Mas a verdadeira narrativa, aquela que pulsa por trás da imagem, só pode ser desvelada pelo olhar que a capturou. Porque é nesse olhar que vive o instante exato em que a luz, o silêncio e a emoção se encontraram para formar um eco no tempo, um eco que resiste, que fala, que permanece.


Fotografar é mais do que registrar: é transformar momentos em eternidade e silêncios em memórias que nunca se calam.

Anjos e demônios


Dentro de mim, uma assembleia secreta.
Os anjos falam baixo, quase em sussurro, como se não quisessem interromper o ruído dos demônios.
Estes, ao contrário, gritam, esfregam suas verdades ásperas, lembram-me daquilo que eu gostaria de esquecer.


E entre uns e outros, eu.
Um corpo que pulsa, uma mente que hesita.
Ora creio no céu que me habita, ora me afundo na terra escura que me chama pelo nome.


É estranho reconhecer: não sou inteira luz, nem inteira sombra.
Sou essa travessia.
Esse campo de guerra onde o silêncio é mais cortante que o grito.
Onde cada escolha me revela ou me condena.


Mas no fundo — tão fundo que às vezes temo não alcançar — sei que até os demônios carregam um vestígio de inocência, e até os anjos guardam o perigo da vaidade.
Talvez viver seja isso: decifrar o enigma que existe no intervalo entre asas e abismos.

Espontaneidade: A Alma da Imagem


Para uma boa fotografia, o indispensável é o espontâneo.
É nesse momento que a imagem ganha autenticidade e transmite a essência do retratado.


O espontâneo quebra a rigidez da pose, permitindo que expressões verdadeiras, gestos naturais e sentimentos reais sejam capturados. É o que dá leveza, movimento e humanidade à composição, transformando a fotografia em um registro vivo, e não apenas em uma reprodução estética.


Tecnicamente, o olhar do fotógrafo precisa estar atento a esses instantes: a postura descontraída, o brilho nos olhos, a interação natural com o ambiente ou com outras pessoas. Mais do que dominar luz, ângulo e enquadramento, o segredo está em perceber o instante em que a vida acontece diante da lente.


É nessa entrega que mora a espontaneidade, a alma da imagem, aquilo que torna cada fotografia única e inesquecível.




Autoral: Jorgeane Borges

Tempo e Memória em Uma Imagem


A fotografia é uma máquina do tempo silenciosa. Cada clique captura não apenas uma cena, mas a memória de um instante, congelando emoções, gestos e atmosferas que jamais voltam a se repetir.


Tecnicamente, o fotógrafo precisa estar atento à composição, à luz e aos detalhes que carregam significado. Mas a verdadeira força da imagem está na capacidade de transmitir história, sentimento e lembrança, conectando o passado ao presente de quem observa.


Ao olhar para uma fotografia, revisitamos momentos que marcaram nossa vida, seja pela beleza, pela emoção ou pelo simples registro do cotidiano. Cada imagem é um portal que nos permite reviver sensações, perceber nuances que passaram despercebidas e sentir a intensidade do instante novamente.


A fotografia, quando feita com sensibilidade, transforma tempo em memória e memória em sentimento, tornando cada registro um legado único da vida que se desenrola diante das lentes.


Espontaneidade: A Alma da Imagem
Autoral: Jorgeane Borges

Hoje resolvi revisitar uma versão de mim que ficou guardada entre anotações antigas.


Abri o bloco de notas sem procurar nada específico e encontrei pensamentos que escrevi há algum tempo. Reflexões sobre espera, propósito, conexões, desejos e sobre a forma como eu enxergava certas escolhas que estava fazendo naquele período da minha vida.


Enquanto lia, percebi que não estava apenas relendo palavras.


Estava reencontrando uma mulher.


Uma mulher que ainda tentava compreender algumas ausências, que fazia perguntas silenciosas a Deus e que buscava permanecer fiel às próprias convicções, mesmo quando elas pareciam caminhar na direção oposta à do mundo.


Foi curioso perceber que o tempo passou, mas muitas daquelas reflexões ainda fazem sentido para mim.


Outras ganharam novos contornos.
Algumas amadureceram junto comigo.


Mas todas carregam a sinceridade de quem estava tentando ouvir a própria alma em meio ao ruído das opiniões, dos conselhos e das expectativas alheias.


Talvez por isso eu tenha decidido publicar este registro.


Não porque eu pense exatamente da mesma forma sobre tudo... más, algumas não mudaram.


Acredito que existe beleza em reconhecer os caminhos que nos trouxeram até aqui.


E, ao reler essas anotações, encontrei algo que continua merecendo espaço: a honestidade com que eu escrevia sobre aquilo que habitava meu coração naquele tempo, e resolvi trazer a luz.


14 de junho de 2026

Uma mulher que chora é poderosa, uma mulher que chora bem e com beleza é onipotente.

É necessário que ao menos uma vez na vida você duvide, tanto quanto possível, de todas as coisas

René Descartes
Princípios da filosofia (1644).

Eu morreria por você
Isso é fácil de dizer
Temos uma lista de pessoas por quem morreríamos
Uma bala por eles, uma bala por vocês
Mas parece que não vejo muitas balas vindo

Nunca ceder ao arrependimento, e sim dizer imediatamente a si próprio: “isto significa juntar uma segunda estupidez à primeira”. Tendo-se feito um mal, cuide-se para fazer um bem.

Precisamos aprender a ver as coisas simples da vida, uma flor, uma borboleta, um alvorecer e um pôr de sol, um canto de um pássaro, o cheiro da terra molhada que a chuva produz, até mesmo o silêncio de uma noite estrelada.
Assim sentiremos a essência universal e ela estará presente em nós. Tornando a beleza das coisas mais viva em nossos corações.
Esteja feliz!

O mundo é uma escola, a vida é nosso professor e a nossa casa é a sala de aula; e cada um de nós está matriculado na sala adequada para o nosso aprendizado e consequente aprimoramento.

Se tu queres uma alma gêmea vá ao cinema assistir Walt Disney do contrário encare a realidade, saia da casca tenha coragem, olhe pra frente e veja alguém que vá te revelar, te expor na intimidade e descubra que não importa os dias bons ou ruins e sim o que fez nestes dias.

A confiança é uma tênue linha que separa a eterna amizade de uma enorme decepção!

Uma carta sem segredos

Tenho diante de mim o pulsar sereno de convicções adquiridas. Pudera eu comunicá-las com a mesma serenidade com que pulsam.
Sinto-me no direito de poder dizer. Tens o direito de não considerá-las.
Acredito que viver o conflito consiste em ter nas mãos metade da mudança. Eu sei que mudança de comportamento não se quantifica, mas percebe-se pelo instaurar sereno da paz em nós. É isso que queremos, é isso o que buscamos.
O que importa não fugir, e assumir o autoconhecimento como investimento necessário, afinal tu serás o companheiro que terás de aturar a vida toda. O que és, o que podes, o que não podes e o que deves serão a pauta na qual a vida se inscreverá. Os sonhos e as realidades deverão ser desvendados e, aos poucos, terás de possuir a síntese das duas instâncias. Sonhar sempre, mas o sonho possível, aquele que se percebe brotar da realidade, existencial pousada sobre as mãos.
O que tens hoje nas mãos? O que te é possível? Certamente é o que precisas para a luta que hoje tens de travar. Penso que a ansiedade que existe em ti tem sua raiz no discurso da falta. Buscas o preenchimento de um mundo de ausências que se estabeleceu ao longo de tua vida. Por vezes são ausências rasas, facilmente preenchidas. Uma canção, um encontro com os amigos, mas por vezes elasse configuram e assumem forma de abismo e, nesse momento, não há metáfora alguma que as possa preencher. Aí nasce a saturação. Nada basta, nada explica, nada fala e nada o satisfaz.
Acredito muito no que podes, mas também acredito no que não podes. Uma realidade não anula a outra; apenas traça o perfil de tua verdade, mostra o que és.
Sei o quanto te custa conviver com isso, afinal viveste muito tempo sob o peso da exigência e da cruel comparação aos outros. E por mais verdadeiro que seja o amor que te dedicaram, no fundo, lá onde pulsa a tua solidão ônica, esse amor nunca bastou. Daí nasce a falta, a ausência e a necessidade do discurso metafórico que tanto utilizas.
Metáfora é o requinte com que vestimos a realidade. Ela é o disfarce do real, mostrado, expulso, mas sem revelar. É a luta para que o simples seja maquiado e não seja revelado em seu despojamento. Com a metáfora, nós tentamos nos livrar do desconserto da nudez.
Não há nenhum problema em revestir a vida de metáforas. São elas que nos salvam da mesmice, que dão cor aos nossos dias. Sem elas, a realidade nos esmagaria com seus fardos. Mas há que se cuidar de um detalhe. Não é justo tornar a vida uma metáfora.
Por isso, não temas o momento do despojamento. Compreenderás, com ele, que a vida é só o que temos. Só ela realmente importa. Mesmo porque sem ela nada será possível. Todos os outros desdobramentos se darão se a vida ainda estiver em nós. Crava os olhos na tua pequenez e descubra o quanto ela é grandiosa. És muito mesmo no pouco. O espírito de onipotência não nos faz melhores, apenas mais pesados. Ele nos conduz a um capo de possibilidades e depois nos abandona!
Identificas-te com o “menino abandonado” e por isso pedes o amor de domínio. Inconscientemente te entregas ao domínio dos afetos. Tens necessidade do aconchego e da segurança de outra vontade. Não precisa ser assim. Resguardar a liberdade, ainda que amarrado pelo amor, é um direito a que nunca podemos renunciar.
Aqui mora o conflito do amor possessivo. As pessoas nos tratam de acordo com o que autorizamos. Se inconscientemente pedes o domínio, ele se dará. Mas sei que estás incomodado com as amarras afetivas em que te encontras. Vives o fastio da dependência. Que bom. A saturação pode ser a porta por onde nos chegam grandes mudanças. A crise sempre resguarda a possibilidade de uma grande conquista. O caminho da mudança está diante de ti. Terás primeiramente de proclamar tua liberdade, para que alguém te ame sem te aprisionar.
Essa proclamação não é grito que se aprende da noite para o dia, mas cedo ou tarde terá de começar. Não poderás fugira vida toda. É uma questão de sobrevivência. Aquilo de que foges hoje, amanhã terás de temer ainda mais. Quanto mais adiares a luta, tanto mais frágil te sentirás!

A comunhão que o coração de Deus nos inspira torna-nos participantes de outras histórias. Não estamos sós. Em algum lugar, um coração sofre semelhante angústia. E busca e deseja o aprimoramento do modo de ser e estar no mundo.
Sei que queres o aprimoramento do teu ser. Primeiros passos já foram dados. Hoje és mais livre do que foste ontem, afinal o querer é a primeira configuração do realizar. Ele é essência do ato de ser livre, e por meio dele nos inserimos na dinâmica da vida. Quem não alimenta o seu querer, mesmo que ainda respire, pode se considerar morto.
Mais vivo do que nunca vou ficando por aqui. Desculpe-me ter invadido a tua casa. Não sei se cheguei em boa hora!
Desconsidera tudo o que julgar desnecessário. Falar sozinho é sempre um risco, afinal as intervenções alteram e purificam os pontos de vista e as compreensões.
Tens agora em tuas mãos um discurso ou uma pregação – como diria um outro amigo meu –, mas eu te asseguro que é um prosear bem-intencionado, fruto de um coração irmão que no silêncio da prece luta contigo!

Fica, ó brisa fica pois talvez quem sabe
O inesperado faça uma surpresa
E traga alguém que queira te escutar