Ha mil Razoes para Nao Amar uma Pessoa

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há dias em que eu me convenço de que existe uma conta aberta em meu nome. uma dívida antiga que eu nunca lembro de ter feito, mas que a vida faz questão de cobrar todos os dias.

talvez eu mereça. talvez cada ruína tenha sido construída pelas minhas próprias mãos. eu sempre encontro um jeito de tocar no que amo com tanta força que, sem perceber, também encontro um jeito de quebrar. construo casas para depois assistir ao teto desabar sobre mim. e o pior é que, mesmo conhecendo o roteiro, eu continuo acreditando que dessa vez será diferente.

já tentei me absolver. sentei diante dos meus erros como quem visita um velho amigo, esperando ouvir que tudo ficou para trás. mas eles nunca respondem. apenas me olham em silêncio, como espelhos que insistem em refletir a pior versão de mim.

o que mais me machuca não é perder. é nunca entender a lição. se toda dor existe para ensinar alguma coisa, então por que eu continuo repetindo o mesmo capítulo? quantas tempestades ainda faltam para que o mar finalmente aceite que eu já aprendi a afundar?

carrego um oceano de raiva que nunca encontra a praia. e uma tristeza tão antiga que às vezes parece ter nascido antes de mim. ambas dividem o mesmo peito, disputando espaço com um coração que ainda insiste em acreditar nas pessoas, mesmo depois de colecionar ausências.

eu não queria milagres. nunca quis promessas impossíveis. só queria experimentar, por um instante, a estranha sensação de receber na mesma intensidade em que entrego. descobrir como é estender a mão e encontrar outra vindo na direção contrária, em vez de mais um adeus.

mas existe uma crueldade silenciosa em continuar remando quando a maré parece ter escolhido o lado oposto. você se esforça, sangra as mãos nos remos, perde o fôlego, e ainda assim termina exatamente onde começou. às vezes até mais distante da margem.

e talvez seja isso que mais destrói o gabrieu: não o peso das derrotas, mas a dúvida de não saber se está lutando contra o mundo… ou contra si mesmo.

"Primeiro você acredita que há uma substância inteligente, da qual todas as coisas procedem.
Segundo você acredita que esta substância lhe dá tudo que você deseja.
Terceiro você relaciona-se a ela por um sentimento de gratidão forte e profundo.
Muitas pessoas que vivem corretamente, de uma forma ou de outra, permanecem na pobreza por falta de gratidão.
Recebendo um presente de Deus, cortam os fios que os conectam com Ele, e não tem o reconhecimento. É fácil compreender que quanto mais próximo nós vivemos da fonte das riquezas,
mais riqueza receberemos, e é fácil também compreender que a alma que é
sempre grata vive mais próxima de Deus do que aquela que nunca tem
reconhecimento e gratidão.
Quanto mais gratidão ao supremo nós tivermos em nossas mentes, ao receber as coisas boas, mais coisas nós receberemos, e mais rapidamente virão.
E a razão é simplesmente porque a atitude mental da gratidão coloca a mente em estreita proximidade com a fonte de onde vêm essas bênçãos." (Wallace Wattles)

Entre o laço de sangue e o laço do abraço, há uma grande distância. Tem quem seja pai por condição, obrigação ou educação. Mas o verdadeiro Pai se veste de dedicação. Ele não apenas dá a vida; ele se faz vida na rotina, ensina a voar segurando a mão e se eterniza no peito do filho como sinônimo de amor.⁠

UCRÂNIA
Há nações que morrem duas vezes: uma ao lado dos seus inimigos, outra ao lado dos seus amigos. Havia um terceiro caminho, chamava-se neutralidade, mas ninguém lhes disse.
António da Cunha Duarte Justo

Há muitas princesas no mundo.
Mas à apenas uma,
abri as portas do castelo do meu coração.

Estou em uma fase em que as lembranças perderam o brilho e a inspiração se escondeu, mas há esperança de que, com pequenos gestos imaginativos, elas voltem a dançar e iluminar os pensamentos. No momento me dou o direito de plagiar plágio de alguém...

"Há pessoas que olham para uma árvore cortada e enxergam apenas o que foi perdido. Deus, porém, sente o cheiro das águas antes mesmo que os primeiros brotos apareçam. Onde o ser humano vê o fim, Deus continua vendo a possibilidade de um novo começo."
— Fabinho Martins

"Vivemos uma geração acostumada a ter tudo nas mãos porque sempre há alguém para bancar tudo. Por isso, muitos nunca compreenderão o verdadeiro valor do esforço, da responsabilidade e das conquistas alcançadas com o próprio suor."

... e é Natal... mesmo sem você aqui.
Há uma alegria... triste,
há uma paz... inventada,
há uma dor... mascarada,
desmascarada,
escancarada.
Feliz Natal, meu presente de natal!

⁠Há uma necessidade em determinados momentos de dilatarmos a nossa boca e pregarmos contra o erro!


Pois, se nos omitirmos por covardia, o erro será perseverante e prosperará!

Cícero Romão Batista, há 182 anos, permanece como chama viva; fundou uma cidade que, há 115 anos, vem semeando trabalho e esperança ao povo do Nordeste. Apenas a minha Igreja Católica parece não enxergar o milagre que se ergue diante de nós.


Benê Morais⁠

Onde há fome, drogas e corrupção, a independência é apenas uma ilusão.
Bom Dia!


Benê Morais.
⁠

Eu sinto que carrego uma fúria antiga dentro de mim, algo que nasceu há muito tempo e que ninguém percebeu. Começou pequeno, como uma farpa, mas cresceu comigo, torto, pesado, como se tivesse se encaixado no meu peito sem pedir licença. E toda vez que eu falho, essa raiva acorda. É quente, inquieta, lateja na pele e me pergunta, com uma brutalidade que só eu conheço: por que você não foi o bastante? Por que você nunca é?
Eu não tenho resposta. Só sinto o impacto um golpe seco bem no meio do peito, desmontando tudo que eu ainda tentava manter firme.
Às vezes eu queria arrancar essa parte de mim, expulsar essa voz que me mastiga viva cada vez que eu não atinjo o que espero. Eu queria jogar fora essa exigência que me cobra até quando eu tô de joelhos. Mas logo depois da raiva vem a tristeza. Ela chega devagar, quase com carinho, e me abraça um pouco apertado demais. Ela sussurra que sabe, que entende, que tudo que eu queria era ser suficiente. Só isso.
E é nessa hora que eu encolho. Que eu me sinto pequena de novo. Não pequena como uma criança inocente, mas como alguém que aprendeu a diminuir sua própria existência pra não incomodar ninguém com suas falhas. Como se meu erro ocupasse mais espaço do que eu mesma.
Tem uma parte de mim que queria gritar, quebrar tudo, arrancar meu nome das expectativas que eu mesma escrevi. Queria fugir de mim. Mas existe outra parte tão frágil, tão quietinha que só queria um colo em que eu pudesse me largar sem precisar justificar nada. Só queria poder dizer: “eu tô cansada, eu tô machucada, eu não aguento ser forte hoje.”
Eu vivo num território estranho entre a minha raiva e a minha tristeza. A raiva me acusa, a tristeza me acolhe, e eu fico ali no meio, sem saber de qual das duas fugir primeiro. É como se eu estivesse sempre lidando com a dor de não chegar onde eu achei que deveria chegar, e com o luto por não ser a versão de mim que eu imaginava.
E mesmo assim… eu sigo. Eu continuo. Não porque eu me sinto forte, mas porque tem uma parte de mim, pequena, quase imperceptível, mas viva que acredita que existir já deveria ser suficiente. Que talvez um dia eu consiga me olhar com um pouco mais de gentileza. E que, quando esse dia chegar, talvez eu finalmente consiga me perdoar por ser humana.

A era do conhecimento se transformou em período de desinformação e ódio! Há uma inversão de valores sem precedentes, em que tudo tem preço e nada tem valor!⁠

Há momentos na vida pelos quais temos a sensação de uma derrota ancorada, mas esses momentos também podem servir de inquietação e base para o nosso próprio crescimento futuro se soubermos acompanha-los com o olhar clínico.

"Aqueles Que Permanecem"


Há uma dor que nunca pede para ir embora.
Ela aprende o caminho da alma, faz morada no silêncio e passa a chamar nossas cicatrizes pelo nome.
No início, lutamos contra ela.
Depois, aprendemos que algumas batalhas não existem para serem vencidas, mas para nos ensinar quem continuamos sendo quando tudo o que amávamos nos foi arrancado.
Descobri que a maior solidão não é caminhar sem ninguém ao lado.
É olhar para o próprio coração e não reconhecer quem está refletido nele.
Ainda assim...
Existe algo curioso sobre as pessoas que tocam o fundo.
Elas deixam de procurar a luz porque entendem que a luz nunca esteve acima delas.
Ela sempre existiu, escondida, esperando o instante em que aceitassem atravessar a própria escuridão.
Talvez seja por isso que algumas almas não nasceram para ter uma vida fácil.
Elas nasceram para lembrar ao mundo que a bondade não é a ausência da dor, mas a decisão de não permitir que a dor seja a última palavra.
E quando tudo termina...
Não importa quantas vezes fomos traídos, quantas promessas morreram ou quantas lágrimas ficaram pelo caminho.
Importa apenas que, apesar de tudo, continuamos capazes de estender a mão a alguém perdido.
Porque o verdadeiro milagre nunca foi sobreviver ao sofrimento.
O verdadeiro milagre é que, mesmo depois de conhecer o pior da humanidade, algumas pessoas ainda escolhem amar.


- M.S. Fieri

Há um empate metafísico quanto à realidade do passado. Assumir sua realidade é uma convenção prática inevitável, não um conhecimento. Qualquer tentativa de elevar essa convenção a verdade epistêmica é ilegítima.

Há uma nova anatomia quando⁠ a fala é expressada

Hoje eu entendi algo que nunca havia sentido com tanta clareza.


Há uma dor silenciosa em estender a mão e vê-la permanecer vazia. Há um sentimento difícil de explicar quando o coração deseja ajudar, quando os olhos enxergam uma necessidade, quando a alma se dispõe a caminhar junto, mas a ajuda é recusada.


Não por falta de amor.
Não por falta de disposição.
Não por falta de cuidado.


Simplesmente porque o outro não quer.


E foi nesse momento que percebi uma verdade que, até então, eu apenas conhecia na teoria: o verdadeiro poder da mudança não está nas mãos de quem oferece ajuda, mas nas mãos de quem decide recebê-la.


Podemos aconselhar, insistir, orar, chorar e até carregar no peito a preocupação por alguém. Podemos estar dispostos a fazer tudo. Mas existe uma porta que ninguém pode abrir por outra pessoa.


A porta da decisão.


Hoje senti o peso dessa realidade dentro de mim. Senti a impotência de querer fazer algo e descobrir que nem todo amor é suficiente para mudar alguém. Porque existem batalhas que só começam a ser vencidas quando a própria pessoa decide lutar.


Talvez uma das maiores provas de amor seja justamente entender isso: continuar se importando sem controlar, continuar disponível sem forçar, continuar presente sem invadir.


Porque ajudar é um ato de amor.


Mas aceitar ajuda também é um ato de amor.


Que na maioria das vezes é confundido com escolha apenas.

"Há uma paz imensa em admitir que somos iguais. O peso de "ser melhor" ou o medo de "ser pior" desaparece."