Ha mil Razoes para Nao Amar uma Pessoa
Segundo dia do ano
A vida volta ao normal
As festas se passaram
Em uma rotina crucial
Há nuvens no infinito
Em um baile bem bonito
Passo-a-passo essencial
Há mais verdade em um buraco aberto em uma rua, do que em todas as bocas que dizem que o prefeito é bom!
(...) todas as árvores são sagradas,
e devem ser preservadas,
há toda uma troca de energias no contado com a força energética contida numa árvore,
quem nunca abraçou uma árvore, encostou sua cabeça sobre seu tronco, está perdendo o colo da mãe natureza.
(...) devemos pensar em enriquecer nossa flora, preservando.
Porque preservando a natureza estaremos preservando a nós próprios, in Orixas e Essencia Divina– by Cris)
A PONTE
William Contraponto
O que há no horizonte
É só uma miragem?
Onde está a ponte
Que deveria ser passagem?'
Trilhar o caminho e achar a travessia
Parece um teste de sabedoria.
Essa paz sentida na imensidão
Ela também nos apavora,
Traz à tona toda motivação
Que a fuga é da margem opressora.
Aquele lugar onde a crescente afonia
Tem como causa a hipocrisia.
Qualquer pessoa que ousa questionar
Povoa a sua própria vastidão ,
Até a tal ponte encontrar
E atingir o abrigo para a expressão.
Muito além daqueles antigos rabiscos
Que ensaiavam sobre sermos nós sem riscos.
Se faltar a coragem de atravessar
Que seja a esperança,
Existe uma música no ar
Nos inspirando segurança.
Após o passo em seguida
O recomeço, uma nova vida.
O que há no horizonte
Não é uma miragem,
Ela é a ponte
Que nos dá a passagem.
Trilhar o caminho e fazer a travessia
É a continuação mais necessária.
Há Outras Flores
Sempre haverá outra flor no caminho
Talvez até sem tanto espinho
Uma que não nos faça sangrar
E seja bálsamo para as dores suavizar.
Nem tudo foi como sonhamos
Ou mesmo segue do jeito que experimentamos
O que foi pode não mais retornar,
É provável que não volte a se manifestar.
Mas, vejamos: como ainda tem estrada
E quantas são as nossas possibilidades
De que a cada nova parada
Surjam flores das mais belas variedades.
Mesmo com as marcas do que foi passado
Seguirmos é o sentido para ter o coração curado
Sendo pelas pétalas que foram conquistadas
Ou pelas próprias, na jornada, acrisoladas.
William Contraponto
Apascente corações com santos conselhos nas angústias e nas tribulações da vida, pois há sempre uma luz que ilumina suas almas na direção da paz e da providência divina.
Há almas contraditórias em suas falas púbicas, uma vez que as suas práticas negam o mérito de suas atitudes pessoais.
Eu respeito sua escolha, mas rejeito sua rejeição
Há apenas uma resposta, a escolha é sua
Está tudo nas suas mãos
Escolha apenas uma das duas: Sim ou sim?
Setembrisse
Há em mim uma agonia abrandada
Um ar indecente, instigante, polêmico
Um cheiro de álamo com ar excêntrico
Quando chega setembro voo aflorada
Pelas alvoradas me repagino matutina
Feito um pássaro da manhã mais libertina
Eu me reapaixono por minha pessoa
Me sinto gaivota sobre o mar que avoa
Então eu me setembro em setembrisse
Feito as águas arroladas em crispadura
Igual Hilda Hilst libertada em amavisse
Me beijo aspirante primaveral
Velejo flutuante além do meu portal
Me oceano e me faço vergéis frutíferos
Me amo tanto em jardins paradisíacos...
Nos desejos é onde libero mea-culpa
Dissicuto minha alma sem culpa d’utopia
Em setembro me primavero liberta
Relembro os ciclos me reitero poeta
Me reciclo em finura me rabisco poesia
Amor e loucura a setembrisse me planta
Ah!... Setembro floreiro que de flor me amanta...
Só há dois caminhos para se ter uma lição:
Errar e aprender com os seus erros ou aprender vendo outros errando.
"Há uma coisa como deixar a humanidade sozinha; nunca houve tal coisa como governar a humanidade [com sucesso]".
As vezes o único desejo é viver sem esperanças, mas há sempre uma imaginação e desejo de que seja real.
Ser amado e amar, encontrado e encontrar, viver e descobrir, partir sem saber se vai voltar, escolher sem saber as consequências. A ambição do futuro, e o sentimento do passado, o sofrimento do presente e a solidão do agora, sucumbindo aos desejos vazios, e preenchendo o que era pra ter amor, com uma dopamina barata, amor vagabundos , e sentimentos falsos enquanto se banha na luxúria no ego e no egoismo.
O Deus da "Graça" é o mesmo da "Lei". Se no velho testamento, há uma ideia que Deus é mau e que no novo testamento é bom, isso não é bem assim. Deus é o mesmo sempre. Deus de modo nenhum tolera o pecado. O salvo tem que morrer para o pecado. Depois que a pessoa é salva, não pode haver uma relação com o pecado.
Deus não tolera o pecado. Portanto muito cuidado. Temos que morrer, pela fé em Jesus Cristo, para o pecado. Se o "grão de trigo, não morrer, não dá fruto". Cristo morreu, pelo pecado humano, nós morremos com ele. Cristo ressuscitou, para nossa justificação, nós ressuscitamos com ele, pela fé.
A única diferença que há entre a "Graça" e a "Lei", é que na primeira alguém morreu em lugar do homem, na segunda o pecador morria logo se viesse a pecar. Mas em ambos os casos, sempre houve a Graça de Deus manifestada. No velho testamento os que foram salvos, foram salvos pela fé em Deus que justifica o homem. O fim da lei é Cristo. Sempre há uma morte. Que no velho testamento era a de um animal que simbolizava, a morte de Cristo. A realidade porém, encontra-se em Jesus Cristo.
Portanto não pensemos que Deus tolera o pecado. Muito cuidado, pois pode acontecer que alguém se queira arrepender e já não consiga ter arrependimento por causa do coração endurecido.
Quando você for destratado com atitudes e palavras, só há uma saída:
sair em silêncio e nunca mais voltar.
Quanto tempo dura um amor?
Talvez um dia, uma semana, um mês, anos, séculos?
Há quem diga que ele seja eterno
mas, somente enquanto dure
Eu acredito em todas as possibilidades
mas, há aqueles amores que duram uma vida inteira dentro da gente
Mesmo havendo outros "amores"
São aqueles, os quais vão nos acompanhar para sempre
E mesmo tudo der errado, vamos nos lembrar dele dando certo, mesmo q assim não tenha sido
São os nossos amores de alma
Amores os quais nos fazem melhores
Amores que nos deixam muito de si e que também levam muito de nós
Amores que nos modificam como seres humanos
Amores aos quais não sabemos viver sem, mesmo que seja só em lembrança
Amores esses nos quais nos encontramos em verdade
Eu o amei
Foi um amor daquele que nos bambeiam
Que nos fazem satisfeitos em nós mesmos
Eu o amei
E o amando pude sentir meu coração se expandir
Haviam momentos que até doía e parecia querer explodir
Eu o amei
E o amando vou carregar te comigo
Pq já não sou mais minha e sendo assim dou me o direito de ter um pouco de você também para mim
Por favor se cuide, e sendo assim também cuide de nós pois, a muito que deixei de mim aí em você.
A Urna Veio?
Há uma pergunta que se faz sempre que alguém morre. Tão simples, breve, quase automática: “A urna veio?”
À primeira vista, trata-se de uma questão de gestão de tempo: as pessoas precisam livrar-se logo da urna, pois ela pesa na consciência dos que ficam. No fundo, porém, é uma das perguntas mais metafísicas que a linguagem humana já forjou.
Quando alguém morre, algo inusitado sucede: o seu nome passa a ser insuficiente. Aquele que, há horas, era chamado pelo nome próprio — repleto de história, afectos, memórias e conflitos de legitimação — hoje é reduzido a um objeto. Ninguém ousa perguntar por ele ou por ela; pergunta-se pela urna. Pior ainda, pergunta-se se ela veio. O nome cede lugar à coisa.
A morte não sacrifica apenas a vida biológica; ela opera uma transmutação simbólica. O sujeito transforma-se em conteúdo da urna. A pessoa converte-se em recipiente prestes à decomposição. Aquilo que foi presença temida, respeitada, amada ou odiada torna-se restos mortais. A linguagem segue com fidelidade fria esse processo: deixa de nomear identidades de excitação e passa a rotular objetos de repulsa. São poucos os que se aproximam da urna, ainda mais quando ela contém restos mortais em avançado estado de decomposição. Até os perfumes teimam em desempenhar o seu papel com zelo.
Esse desvio de eixo gravitacional não é um acidente aristotélico. É a revelação do quanto nos é difícil lidar com a substância finita. Dizer “a urna veio” é mais consolador e aconchegante do que dizer o nome daquele que já se tornou autenticamente mudo. A urna veio — eis um termo técnico que nos protege do abismo existencial. É uma forma de anestesia simbólica. A sociedade precisa refinar a absurdidade da morte para continuar a funcionar; do contrário, ela se tornaria tão insuportável quanto a pedra de Sísifo.
Mas há algo de profundamente angustiante nisso. Durante toda a vida, lutamos para afirmar quem somos, para deixar marcas, para sermos reconhecidos como seres singulares. No fim, essa singularidade dissolve-se numa designação coletiva. A urna é sempre igual, apesar de conter restos mortais de seres irrepetíveis. A morte, nesse sentido, nivela desigualdades que nem a Declaração Universal dos Direitos Humanos consegue suprimir: ela é radicalmente igualadora.
A pergunta “A urna veio?” diz mais do que se imagina. Ela diz que o corpo (matéria) derrotou o nome (ideia); que a ciência da vida (biologia) venceu a ciência das vivências (biografia); que a história pessoal foi brutalmente encerrada e substituída por um banho colectivo. O ser humano deixa de ser projecto — como diria Heidegger — e passa a ser coisa disponível, transportável, administrável.
No entanto, algo permanece. Mesmo quando dizemos “urna”, sabemos que ali está alguém. Só que é um alguém que já não responde. Há quem responda por ele lá fora. A linguagem tenta coisificá-lo, mas a memória insiste em humanizá-lo. Em surdina, o nome continua a ecoar na mente dos seus. É assim que nasce o luto: no intervalo entre o objeto dito (urna) e a pessoa lembrada (nome).
Por isso a pergunta incomoda tanto, talvez. Porque ela expõe, sem disfarces, o absurdo da condição humana: não é apenas o corpo que apodrece; é também a forma como o mundo nos nomeia quando já não temos possibilidade de responder. E quando o nome se revela insuficiente, resta a urna.
A morte, afinal, não é apenas o fim da vida. Nem é o início da briga pelo espólio.
É o começo do momento em que o humano deixa de ser chamado e passa a ser levado.
