Ha mil Razoes para Nao Amar uma Pessoa
Essa sou eu!
Alguém me disse que eu mimava demais uma aluna de 8 anos, autista.
Respondi: “Você não sabe o quanto é bom mimar e ser mimada!”
Duas semanas depois, lembrei que essa pessoa havia perdido a mãe aos 10 anos e foi viver com parentes.
Pronto. Perdi o chão. Até hoje peço a Deus que me perdoe, caso a tenha feito sofrer…
E pretendo me desculpar com ela pelo que falei.
Entendo que, às vezes, quem critica algo bom é justamente quem nunca pôde vivenciar isso.
E sei que não somos culpados pelo passado,
mas somos responsáveis pelo futuro —
e o futuro é construído agora, no presente,
com boas e novas atitudes.
Não é porque alguém sofreu no passado
que precisa viver eternamente frio, egoísta,
espalhando dor e destruindo sonhos,
preso num ciclo que só se autoflagela.
O segredo de Uma Alma
"...E de quem eu deveria esquecer…
lembrei ainda mais.
A solidão me leva por outros caminhos,
onde só me faz sentir errada.
Não entendo o que o destino está fazendo…
e isso me assusta."
É preciso ser feliz!
Olho para o passado
e vejo tristeza, desprezo e tormento.
E, mais uma vez,
isso me faz sofrer.
É preciso esquecer o passado,
olhar para frente
e viver, simplesmente,
o meu presente.
Esse presente
que não sei ao certo
quanto tempo vai durar,
pois também, um dia, passado se tornará.
Não sei se sonhar é possível.
Não sei que futuro me espera.
Mas sei que, antes de tudo,
é preciso ser feliz!
Saudade x Saudade
Acabei de vê-lo,
mas uma saudade
invade o meu peito…
como se algo fosse
sugado de dentro para fora,
se quebrando em mil pedaços.
Me pergunto
se ele sente o mesmo.
Nem sei se é isso que desejo,
pois não lhe quero mal algum.
E o que sinto agora
é quase inexplicável
de tão dolorido.
Quando estamos por perto,
nos completamos.
A falta dá lugar ao desejo,
e dele nasce o desespero.
Feliz Páscoa!!!
(Somos tudo e nada)
Mais uma data especial para agradecer pela saúde,
pelas pessoas e por cada momento vivido…
por tudo.
É o universo deixando claro o quanto somos frágeis e
o quanto a vida pode ser imprevisível.
O que se quebra é para sempre…
Mas não precisamos colar os pedaços.
Com os cacos, podemos fazer algo novo.
Uma nova amizade, um novo conceito…
A partir de uma mesma pessoa, de uma mesma situação.
Pegar o que for bom:
as experiências, as expectativas, as oportunidades…
E construir, juntos, um novo caminho a seguir.
Não reconstruir — porque buscamos o novo todos os dias.
Recomeçar, também não… começar.
Não “renascer”, e sim nascer.
Nascer a cada dia, depois de cada batalha.
Veja as alegrias do outro,
mas nunca queira estar no mesmo lugar,
porque ninguém sabe o custo de cada sorriso.
Cada um carrega a cruz e os calos que conquistou,
assim como a dor e o peso de suportá-los.
Somos tudo e nada…
Hoje podemos ser tudo,
e amanhã, nada.
O menino e o furacão
Diziam, em silêncio:
"É só uma criança com atraso…
lá no fundo da sala,
com uma folha branca nas mãos."
Eu sei — é o que todos pensam,
mas não dizem.
Estão mais preocupados em embelezar os títulos da deficiência do que em trabalhar,
na prática, a inclusão.
Decoram nomes,
enfeitam diagnósticos,
mas esquecem do essencial:
ver.
Eu nunca tive alunos,
e sim histórias com nome:
Antônio. Bernardo. Daniel. Fernanda. Gabriela…
cada um era único — uma pessoa, uma personalidade, uma habilidade,
mesmo quando o mundo insistia em reduzi-los.
E ele…
O menino da cadeira de rodas,
de movimentos curtos, quase ausentes,
fazia desenhos incríveis que ninguém via —
porque queria a perfeição
e, quando não saía em total sintonia,
por cima do desenho criava um furacão.
Rasgava o próprio céu,
girava sobre o que tinha criado,
cobria tudo —
como se dissesse, sem voz:
“Se não for inteiro, ninguém vai ver.”
E ninguém via mesmo.
Mas eu vi — vi além.
Tentei falar, e ninguém se importou…
Para que dar trabalho,
se ele já estava quieto, ocupado,
com uma folha na mão?
Era apenas um estágio.
E, no fim do dia, havia sempre duas almas frustradas:
A dele —
gritando por reconhecimento.
E a minha —
aprendendo o peso de não ser ouvida.
Aprender é sempre adquirir uma força para outras vitórias, na sucessão interminável da vida.
sfj,reflexões
Cada relacionamento é uma troca de experiências, algumas vezes os consideramos bons, outras más, mas independente disso, sempre são lucrativos, pois sempre aprendemos algo positivo.
Se o povo soubesse o poder que tem nas mãos, acabaria com essa zona na política de uma vez por todas! O problema é que muitos ainda preferem votar por migalhas, vendendo o futuro por um favor momentâneo. Enquanto o povo aceitar ser comprado, esses políticos vão continuar tratando a nossa cidade como se fosse o quintal da casa deles. Acorda, povo! O político tem que ter medo do povo, e não o contrário. Chega de clientelismo e de promessas vazias!
