Ha mil Razoes para Nao Amar uma Pessoa

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A cada dia uma nova perspectiva.
Nada é definitivo.

Nessa canção,
o meu pranto dói como cachoeira descendo penhascos abaixo...
É uma dor sentida não só na carne...

Dói também os ossos, os pensamentos e até aquela lesão que ja foi curada à décadas, dói.

Dói aqui, dói alí, dói o juízo, os pés e mesmo estando no mais lindo paraíso, eu sinto ele doer.

Dói e, como dói pra valer.
E explicar as dores desses prantos, nem outra melodia explicaria.
São lacunas na alma que as vezes, eu até me espanto.


R.M

Berço
Recordo: um largo verde e uma igrejinha,
Um sino, um rio, Um pontilhão e um carro
De três juntas bovinas que ia e vinha
Rinchando alegre, carregando barro.

Havia a escola, que era azul e tinha
Um mestre mau, de assustador pigarro...
(Meu Deus que é isto? que emoção a minha
Quando estas cousas tão singelas narro?)

Seu Alexandre, um bom velhinho rico
Que hospedara a Princesa; o tico-tico
Que me acordava de manhã, e a serra ...

Com o seu nome de amor: Boa Esperança,
Eis tudo quanto guardo na lembrança
Da minha pobre e pequenina terra!


Bernardino da Costa Lopes poeta parnasiano, conhecido como precursor do Simbolismo no Brasil.

1859-01-15 Rio de Janeiro
1916-08-18 Rio de Janeiro

"Muitas pessoas nunca abrirão uma Bíblia, mas elas lerão a sua vida todos os dias. Seja o Evangelho que elas precisam ler."


- Dr. Diogo Sena

"O corpo sem Deus é uma máquina em busca de combustível; a alma sem Deus é um abismo tentando se preencher com o que é raso."


-Dr. Diogo Sena

Num dia de sol, num parque em flor,

Cercado por risos, calor e amor,

Uma garota de alma tão pura,

Viu algo no chão que pedia ternura.



Um corvo caído, sujo e ferido,

De olhar apagado, peito oprimido.

Os outros diziam: “Não toque, não veja,

Ele vai te ferir, trazer só peleja.”



“Esse corvo é livre, não sabe ficar,

Mesmo se curado, vai te abandonar.

Leva doenças, te fere em vão,

Não merece abrigo, nem teu coração.”



Mas ela, teimosa, quis insistir,

Achou que amor pudesse redimir.

Cuidou com carinho, limpou sua dor,

Mesmo sendo arranhada sem pudor.



Com dedos sangrando, ainda assim sorria,

Mesmo quando a alma já não resistia.

Ignorou alertas, deixou-se doer,

Acreditou que amor pudesse o corvo deter.



E então, num dia tão claro quanto o primeiro,

O corvo se ergueu, virou passageiro.

Abriu suas asas, cortou o céu,

Sem olhar pra trás, sem um gesto fiel.



Não foi por maldade ou falta de afeto,

Mas o corvo é assim — livre, inquieto.

A garota ficou, com o peito em pedaços,

Percebeu que amor demais também deixa espaços.

Vislumbre um novo tempo, uma narrativa inédita e confie na tessitura dos seus sonhos, no seu labor e na sua resiliência.

O tempo,
que um dia foi quente
como o abraço de uma mãe,
aprendeu a ser frio —
uma noite de inverno
sem estrelas para guiar.

Sempre soube:
não existe para sempre.
Mas não imaginei
que o fim chegaria tão cedo,
nem que a solidão
soubesse meu nome
tão rapidamente.

Era o mesmo lugar,
a mesma paisagem,
mas o mundo muda
quando as estações mudam
e as pessoas também.

O que antes era riso
agora pesa no peito,
memória que fere,
sorriso que dói.

Disseram que
o “felizes para sempre” acaba.
Eu ouvi,
mas não acreditei.

O frio tocou meu rosto
como um despertar brusco,
um tapa da realidade.

Acabou.
De verdade.
E só então entendi:
promessas sem ação
são vazias,
e ninguém vence
uma guerra
lutando sozinho por amor.

“Os normais esperam uma compensação do mundo; os anormais mudam o mundo.”

Quando estou sem ti, é como se estivesse sem uma parte de mim. 🧠🤪

Arte no Brasil ainda rima com abandono, uma rima pouco poética mas uma triste realidade.

A vida é uma grande festa ou se vai como palhaço ou como convidado.

Haverá um dia que uma santa padroeira do Brasil, na maior população católica do mundo , será negra por etnia e vida, não mais uma imagem da virgem branca escurecida pelo agir do tempo que esteve em esquecimento, perdida e submersa. Afinal com o avançar dos anos, o próprio povo vai aprender que somos todos bem mais amulatados, pardos e negros, do que brancos.

Nada na verdadeira soberania de uma nação livre, justifica a perversa politica publica da desigualdade, da mais ignorância e da deseducação.

Vivo sem medo da solidão, afinal sou uma excelente companhia para mim mesmo.

⁠Com advento da internet e das mídias digitais por uma esquizofrenia coletiva entre a dor e o medo temos bem mais a construção de personagens belos e sedutores do que seres humanos com personalidades generosas e saudáveis.

⁠Todo aquele que migra o curso de uma antiga amizade pela coloração esportiva, politica, religiosa, filosófica e comportamental, é por si só um " idiota contemporâneo " que passa pela vida mas sem ter aprendido a viver.

⁠Uma das grandes lições que aprendi na vida, desde pequeno, foi me ensinado, pelas amigas negras lavadeiras que moravam nas Casas de Cômodos, num dos muitos, familiares subúrbios cariocas. A lição é bem simples e sigo ela, até hoje. A lição é sempre cultivar um bom e habilidoso mentiroso de bom coração, em sua vida. Por que qualquer sonho, grande ou pequeno sem uma boa dose de mentira, fica incompleto. De certa forma, deixa de ser um sonho e passa ser um objetivo a ser alcançado numa esperançosa racional previsibilidade. Até o nome, desta faculdade, ficou sem graça. Prefiro os sonhos com boas mentiras.

⁠O passado é imutável mas no futuro temos uma boa chance, se iniciarmos em adotar mudanças, a partir de hoje.

A Justiça Social é o mínimo que se espera de uma sociedade tecnológica civilizada no século XXI.