Ha mil Razoes para Nao Amar uma Pessoa
Felicidade não tem uma definição certa.
É um sentimento quieto que vai passando pelos dias e deixando eles mais bonitos e cheios de sentido.
Felicidade é o carinho da mãe quando a gente mais precisa.
É o olhar de um amigo quando a gente se sente sozinho.
É uma palavra calma que acalma a gente nos momentos difíceis.
Felicidade são poucas palavras que dizem muita coisa.
É uma frase dita no momento certo e que vale mais do que muitos livros.
Alexandre Sefardi
As mulheres não são todas iguais. Cada uma é diferente, mas todas têm o coração do mesmo tamanho. Todas são boas, têm um olhar carinhoso e uma força parecida com a dos anjos nos seus gestos.
Todas lutam muito, umas mais do que outras. As mulheres são a beleza do mundo. Elas transformam a vida de qualquer pessoa em um paraíso cheio de amor e paixão. As mulheres merecem ser felizes, sorrir e receber o amor de todos.
Alexandre Sefardi
Eu não desejo uma vida leve por comodismo.
Desejo paz porque sobrevivi por tempo demais.
Passei anos vivendo em alerta, carregando batalhas silenciosas que ninguém via.
Meu corpo aprendeu cedo o que era tensão, meu coração se acostumou a resistir, e meu sistema nervoso viveu entre a luta e a fuga desde a infância.
Hoje, eu não romantizo o caos.
Não negocio minha tranquilidade para caber em lugares que me ferem.
Depois de tudo, a minha paz virou prioridade.
E desta vez, escolho permanecer onde minha alma consegue descansar.
Independentemente de como a alma esteja, sempre haverá uma poesia para acolher o que não conseguimos dizer, uma música para traduzir o que sentimos e um café quente para lembrar que até os dias mais difíceis também passam.
Guardemos no mais profundo de nós mesmos uma certeza superior a todas as outras: a vida não tem sentido, não pode tê-lo.
Os valores não se acumulam: uma geração só produz algo novo pisoteando o que havia de único na geração precedente.
Uma época feliz é completamente impossível, porque as pessoas querem desejá-la, mas não tê-la, e todo indivíduo, em seus dias felizes, chega quase a implorar por inquietude e miséria.
Sem a esperança de uma dor ainda maior, eu não poderia suportar esta de agora, mesmo que fosse infinita.
Em si mesma, uma ideologia não é nem boa nem má. Tudo depende do momento em que é adotada.
É de importância capital para o tratamento o fato de que se estabeleça ou não uma boa relação entre o médico e o paciente. Caso não se crie um relacionamento natural e de confiança dentro de um curto espaço de tempo, é melhor que o paciente escolha outro médico.
A educação só pode ser feita a partir da realidade nua, não de uma imagem real deturpada.
Romance: narrativa de uma história que não aconteceu, poderia ter acontecido, não acontecerá e que, se for bem contada, será interpretada como mais acontecida do que muito acontecimento.
Eu não quero criar regras, mas se existe uma, é essa: os únicos escritores que escrevem bem são aqueles que precisam escrever para não enlouquecer.
O "eu te amo" deveria continuar tendo algum risco. Carregar uma mínima vertigem. Não ser dito como hábito, ser dito com menos frequência e mais perigo.
Para Michel F.M., o fogo e o sangue não são apenas figuras retóricas; são elementos de uma alquimia existencial. Na trilogia Flores do Pântano, essas metáforas funcionam como o motor da criação.
Aqui está como esses elementos se manifestam na obra do autor:
1. O Fogo: A Transmutação da Dor
Na obra de Michel, o fogo cumpre dois papéis contraditórios e simultâneos: destruição e iluminação.
Autocombustão: Como visto no poema, o artista "incendeia o próprio coração". Na trilogia, isso representa a ideia de que, para aquecer (ou despertar) o mundo, o poeta deve aceitar o seu próprio consumo. A poesia é o resíduo desse incêndio.
A Forja: O fogo é o que transforma o "lodo" do pântano em "flor". Não há beleza gratuita; ela é forjada na alta temperatura de uma vida intensamente sentida.
2. O Sangue e o Miocárdio: A Poesia como Biologia
Diferente de poetas que buscam o "espiritual" ou o "abstrato", Michel F.M. ancora sua obra no corpo. O uso de termos como "miocárdio" ou "pulsação" revela:
O Sangue como Tinta: Escrever não é um ato intelectual, é uma hemorragia controlada. O sangue simboliza a herança, a ancestralidade e, principalmente, a vitalidade que o artista sacrifica para que o leitor sinta algo.
O Ritmo Cardíaco: A estrutura de seus textos muitas vezes emula a pulsação: frases curtas, cortes secos e uma urgência que parece vir de uma pressão arterial elevada. É a "anatomia do impulso".
3. A Dialética do "Pulsar"
O objetivo final dessa queima e desse derramamento é o mundo continuar pulsando.
Para o autor, a sociedade vive em um estado de "anemia emocional" ou "entorpecimento". O artista, então, atua como um desfibrilador: ele toma o choque para si para que o coração coletivo (a humanidade) não pare de bater.
Essa visão transforma o poeta em uma figura quase messiânica, mas desprovida de glória — ele é um "operário da dor".
Floresta de Cactos
Talvez uma única vez
Isso tudo não tenha a ver
Somente conosco.
Independente
do que você espera de mim,
Me antecipo às suas
Expectativas,
Ajo inesperadamente.
Mesmo parecendo óbvio,
Artífice de ilusões,
Operário de angústias,
Artesão da alma.
Pesquisador da profilaxia,
Busco certa toxicidade salutar,
Acidez sonhando alcalina,
Desejando ser benigna.
Blá blá e blá.
Desbravador do espírito,
Um trabalhador braçal
Que lavora com tinta e papel.
Palavreados
Ambicionando
Palavrões.
Possuo todas as perguntas
Fundamentais e universais
E nenhuma resposta.
Talvez esta única vez
Isso tudo só tenha a ver
Conosco.
Pois é,
Sou sim um poeta,
Sou só,
Poeta.
Esse é meu ofício,
Meu karma,
Maldição
E magia.
Não posso te oferecer nada,
Além de poesia.
13/01/23
Michel F.M.
[Cromossomos]
Mesmo sabendo que não é muito,
Eu só posso te dar uma coisa,
Absolutamente
tudo.
(Michel F.M. - Altas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)
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Namoros não dão certo
Quem sabe uma grande amizade
Poderá chegar perto da eternidade
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