Ha Menina Apaixonada por Rosa
Há em nós um desejo profundo de sermos vistos, reconhecidos, aceitos. Esse desejo é humano, legítimo, mas quando se transforma em necessidade constante de aprovação, ele nos aprisiona. Passamos a medir cada palavra, cada gesto, como se estivéssemos diante de um tribunal invisível que decide se somos dignos ou não.
E nesse palco, a insegurança veste máscaras. Negamos a fragilidade, fingimos confiança, mas por dentro trememos diante da possibilidade de rejeição. O elogio se torna alimento, a crítica uma ferida aberta. Vivemos como se o valor pessoal fosse um reflexo nos olhos dos outros, esquecendo que o espelho mais verdadeiro está dentro de nós.
A vida, porém, não foi feita para ser vivida em função da plateia. A autenticidade é um ato de coragem: dizer o que pensamos, sentir o que sentimos, mesmo que não agrade a todos. É nesse espaço de verdade que nasce a liberdade.
Quando aprendemos a nos aprovar, a nos acolher com compaixão, descobrimos que não precisamos da permissão alheia para existir. A crítica deixa de ser sentença, o silêncio deixa de ser ameaça, e o elogio passa a ser apenas um presente — não uma necessidade vital.
A maior vitória é perceber que o valor não está em agradar, mas em ser. Ser inteiro, ser imperfeito, ser humano. E nesse reconhecimento, a aprovação externa perde o poder de nos definir.
Tatianne Ernesto S. Passaes
Nos corredores invisíveis do tempo, há portas que nunca abrimos, caminhos que se perderam na poeira das decisões.
Cada escolha é um fio, tecendo destinos possíveis, bordando silêncios e futuros não vividos.
E penso: quem seria eu, se tivesse seguido outra estrela, se tivesse dançado em outra música, se tivesse ousado dizer “sim” quando o medo me ensinou o “não”?
Há um universo onde sou viajante, outro onde sou poeta, outro ainda onde sou apenas sombra do que poderia ter sido.
Mas todos esses eus coexistem, como constelações em um céu secreto, lembrando-me que a vida é feita não só do que escolhi, mas também do que deixei escapar.
E nesse espelho de possibilidades, descubro que o verdadeiro milagre não está em viver todos os mundos, mas em acolher o que sou, sabendo que dentro de mim habitam infinitas versões de mim mesmo.
Há um engano recorrente: acreditar que as próprias dores são montanhas enquanto as dores alheias não passam de colinas. Trata-se de ilusão forjada pelo claustro da mente, que amplia o que arde por dentro e minimiza o incêndio do outro. Cada ser caminha carregando cataclismos invisíveis, e nenhum sofrimento é pequeno para quem o atravessa. Quando essa verdade finalmente se impõe, nasce uma humildade funda: percebe-se que ninguém é o centro da tragédia universal — apenas parte de um coro silencioso que tenta, a seu modo, sobreviver ao labirinto.
Há noites em que o silêncio pesa mais que qualquer palavra, mas é justamente nesse peso que a alma revela sua costura secreta. Nada no ser é inteiro: vive-se de remendos, pontos mal dados, cicatrizes que desejam poesia. E, quando a consciência aceita essa imperfeição como identidade, algo raro acontece — a dor deixa de ser inimiga e passa a ser a parte do ser que mais sabe a verdade sobre ele.
Há um sussurro que só se escuta quando tudo parece perdido: não vem de fora, mas do porão mais antigo da consciência, onde repousa o fragmento que nunca se partiu. Ele diz que o caos é apenas o modo da alma lembrar ao ser que ainda há territórios inexplorados. E, ao atender esse chamado, descobre-se que nenhum desespero é definitivo, porque todo abismo, quando olhado com coragem, revela uma escada esculpida na própria escuridão.
Há momentos em que o mundo parece ruir, mas, na verdade, apenas rearranja as paredes internas para que a alma possa caminhar em novas direções. Nada desaba por acaso: cada rachadura é uma frase que o inconsciente escreve para obrigar o ser a mudar de andar. E quem compreende esse idioma secreto deixa de temer o colapso — passa a tratá-lo como arquitetura do renascimento.
Não há um desejo em nós de querer mudar o mundo, mas requalificar os nossos pensamentos para um Novo Caminho...
Há pessoas que carregam uma doença silenciosa: a mentira. Não sentem dor por mentir, mas causam dor em quem acredita.
FORMIGARRA
Assim, sem alarde
Cantando o labor
Alivia e reforça
Suor há na roça
Exercício da alma
Não reclama e acalma
Suplica mais força
E não menos peso
Pensamento coeso
Sopesa necessidade
Ecoa bondade
Na força e não forca
Trabalha em ti
Conjugando harmonias
Com mais sincronia
Formiga e Cigarra
Trabalho e Fanfarra
Mais úteis que nunca
Sem nenhuma vaidade
Ou graus de importância
Una ambulância
Socorro conjunto
Ao bem da Verdade
Cumplicidade!
No fim da estrada há o terminal de carga e descarga, distribui-se o que acumulou e recolhe-se o que se distribuiu.
O combustível que o faz vivo entra em escassez vagarosamente e...... Não há fortuna que o possa compra-lo.
Há pessoas "tão pobres, tão pobres" que a única coisa que elas sabem contar é dinheiro, esqueceram as histórias, suas e da humanidade.
Não há mandatos nem ordenação na Natureza, tudo é livre, porém tudo segue uma ordem, cumpre uma ação, causa uma reação, suas Leis são naturais e explícitas, aqueles que têm olhos de ver enxergam e cumprem.
Sem os outros somos incapazes de vencermos a nós mesmos, sem troca de Energias não há cura! Os espelhos são necessários para o reflexo e a reflexão.
Deixe a luz do fim do túnel acesa, há outros túneis mais a frente e tem gente vindo aí atrás!!!
A conta é por conta do Criador!!
