Ha de ser Forte sem Jamais Perder a Docura

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O barco está afundando,
Antes era um avião caindo.
Parece melhor estar no barco,
Mas não quando se está só;
Desesperados, quase sempre estamos sós.

É estranho se desidratar em meio ao oceano.
Beber a água imprópria pode ser pior que esperar,
Só que simplesmente esperar não te tira dali.
Embora a água seja líquida, ao pular, ela é como concreto.

Por vezes, a gente é obrigado a filtrar a própria urina
E encontrar sustento em nós mesmos, por mais repugnante que seja.

Os sentimentos são significativamente influenciados pelas circunstâncias recentes.


Não passam de fotografias de um momento, capturas de uma realidade descontextualizada para quem precisa tomar decisões que mudem o rumo de uma vida.


Não tomem decisões isoladas no tempo. Tragam à memória as narrativas que os trouxeram até aqui, aquilo que o coração de vocês escreveu em seu amor.

A dor é uma constante lembrança de algo que insistimos em querer esquecer: a vida é dura, cíclica, complexa e incerta.

Caminharei por suas flores e espinhos.

A dor está sempre presente. Ainda que algumas coisas melhorem, aparentemente outras permanecerão como estão.

Levo em consideração dados, fatos que sempre acontecem e se repetem. Ainda que eu seja tentado a acreditar de uma maneira diferente.

Por isso, não devo fugir dela. Se está sempre presente, o único caminho é ter que passar por ela, senti-la, sofrê-la.

O ambiente contribui significativamente para a sua atenuação ou aumento.

Só posso ir até onde sei.

Descansar, respirar.

Não vale mais a pena gastar energia mental se eu já entendi como a vida funciona.

Vivemos em busca do inacessível. Somos espectadores de esperanças. Alguns sonhos caminham conosco todos os dias, mas infelizmente não nos é possível acordar.


Somos espectadores de ilusões, vivendo presos a destinos que não escolhemos embarcar.


Narrativas escritas para nunca serem contadas, silêncios mais altos do que aparentam ser. Afetos que caminham mas que nunca chegam ao seu destino.


Uma vida dentro de mim que não pode ser vivida, uma alegria que vai e volta, uma dor que não pode ter um fim, porque nunca teve um verdadeiro começo — só a intenção dele.


Um afeto arriscado demais, mas que continua, em busca do inacessível.


Um passado sempre presente.


Mistura de emoções, uma narrativa envolvente: raiva, alegria, medo, dor, rejeição e aceitação


Oportunidades nem um pouco oportunas, pois já escolhi.


...


Enfim, histórias que só podem existir na ficção do meu coração.


É um lugar onde parte de mim reside, mas não decide. Talvez seja melhor assim.

Parte de nossa identidade reside na relação com o outro, na sua aceitação e feedback emocional positivo.


Quando finalmente agi em direção a isso, pude finalmente ser "curado".


Um passado não mais tão presente.

Estou a uma experiência relacional de distância da mudança de minha crença nuclear.

Penso que os outros vão me julgar, mas na verdade eu já estou me julgando.


O olhar do outro pode ser na verdade o meu olhar.


Do heterossuporte para o autossuporte.


Não busque lá fora o que deve ser encontrado aqui dentro. Não busque se sentir completo nos outros de todas as formas.


O que importa é o que eu penso, o que eu quero, o que eu julgo, e não o outro.


Sair de mim mesmo. Não há outro caminho. O que eu espero de bom, melhora ou mudança não vai me invadir, me atingir.


Preciso ter a experiência para viver melhor, para amar a mim mesmo.


As trocas são fundamentais.


Conversas


Quanto mais experiências, melhor.


Sem rigidez, me expor.


.
..
...


Os sentimentos, pensamentos, reações, sensações que eu tenho é justamente por permanecer sendo quem eu sou.


Se eu mudar, talvez a dor (meus problemas, o que enfrento diariamente) não aconteça mais.

"Toda consciência é consciência de alguma coisa. Não sendo apenas uma consciência cognitiva, mas uma sabedoria organísmica que possui o potencial de nos transformar — se agirmos alinhados com os princípios aprendidos."




"Não sei" indica algo que se está consciente, mas que não quer ou não pode lidar no momento. Não há como não estar consciente de algo.


Tudo está interconectado. Não existe fala solta, sem contexto.


Sempre há uma mensagem por trás, que revela a experiência, as sensações, os pensamentos e comportamentos do sujeito.


É preciso retirar os bloqueios internos que impedem a viabilização do nosso processo terapêutico, o qual só poderá ocorrer seguindo algumas condições. Por isso a importância do AUTOCONHECIMENTO.

Se negligencio minhas experiências, não supro minhas necessidades.


Se não passo pelo "processo de me permitir sentir ou viver algo", adoeço.


Toda emoção busca ser processada. Ela possui um destino. Ela busca ser satisfeita, sentida, vivida, presenciada, compartilhada.


Será que estamos permitindo isso?


É justamente isso que busca o nosso corpo: a autorregulação organísmica.

As pessoas atribuem a fatores externos sua falta de competência ou desconhecimento.


A ignorância é o verdadeiro inimigo, que nos limita a vivermos repetidamente aprisionados aos mesmos problemas.

A complexidade das minhas crenças perpetua-se à medida que não as ressignifico e submeto ao teste da realidade.


Sou um complexo de complexos em um processo de (re) existência constante, um universo que vai além da finitude do corpo.


Um incansável e infinito Devir.

Se me derem o ar da hostilidade, ventania será para fortalecer os meus pulmões.


Se lançarem sobre mim a terra do desprezo, sobre ela caminharei.


Se, como fogo, suas atitudes quiserem me abrasar, meus sonhos às cinzas não se submeterão.


Se me derem águas de ingratidão, por meio delas navegarei até meu porto seguro.


E se não me derem mais NADA, então tudo eu construirei.






Sim, Poeta serei.




...




Se quiserem minha voz silenciar, minh'alma rugirá em resistência.


Sim, em (re) existência lutarei — até que cale a voz de meus opressores e inimigos.




...




E, por fim, se forem insensíveis e indiferentes, então a DIFERENÇA me tornarei. Minha sensibilidade não mais me atrapalhará.


Como águia, meu voo subirei até que não os veja mais por perto.

⁠Gosto do teu cheiro,
da sensação suave que me invade quando me aproximo.
Teu cabelo — tão lindo,
mesmo quando se entrega ao desalinho.

Teu sorriso tem a estranha habilidade
de me quebrar por dentro;
desvio o olhar,
porque tua luz me espanta.

Não sei se te verei amanhã,
mas já me preocupo com a roupa
que vestirei para o encontro.

Escrever te é mais fácil:
tua voz me silencia,
rouba-me a palavra,
obriga-me a tossir para disfarçar
o descompasso do coração.

Eu não sei o que é o amor.
Mas sei, com certeza,
o quanto é bom
estar contigo.

Me encontro em alto mar sem sequer saber nadar, quando o amor não cabe no peito e escorre pelos olhos, transformando cada lágrima em sal que se mistura às ondas. O vento rasga minha pele e a distância ecoa dentro de mim, mas ainda assim, me recuso a desistir. Entre altos e baixos, eu e ela nos perdemos e nos encontramos, como navios à deriva que insistem em cruzar o mesmo horizonte.

Há dias em que o céu se fecha e o mundo parece ruir, quando seu silêncio pesa mais do que qualquer tempestade. Mas então, basta um só olhar dela para que o sol volte a nascer dentro de mim, mesmo que por instantes. O amor que carregamos é feito de cicatrizes e promessas, de gritos e abraços tardios, e por mais que doa, é isso que nos mantém flutuando.

Eu sigo, com o peito cheio de água e esperança, sentindo na pele o peso da minha própria voz cansada, lutando para estar ali, lutando por ela. Porque no fim, mesmo que o mar tente me engolir, é por esse amor que eu escolho continuar respirando...

⁠Talvez eu esteja melhorando de alguma forma, após mais de um ano sem conseguir ou ter vontade de assistir um filme ontem eu assisti, e hoje consegui assistir outro, quando eu digo isso me refiro a simplesmente sentar e assistir sem distrações, sem pensamentos em outra coisa, sem por um breve momento fugir da história e talvez até sentir algo em deteremos dos momentos. Não sei o que isso pode indicar, se estou ficando melhor mentalmente ou esteja quebrando algum trauma que sofri e não sabia, ainda que eu não consiga me expressar ou sentir sentimentos reais, a não ser alguns que eu mesmo inventei ou me forcei sentir. Passei a voltar a fazer coisas sozinho e a me recompensar por isso, coisa que até então nunca havia saído papel, passei a definir metas e a cumpri-las, por mais que pequenas são satisfatórias poder cumprir algo por mim mesmo, ainda tenho medo de certa forma de diversas coisas, porém acreditar em um amanhã melhor está conseguindo me fazer levantar da cama e fazer coisas que antes eram impossíveis, pequenas tarefas diárias como sair e tentar puxar um assunto, sair pra algum lugar sem rumo, visitar lugares que eu desejava, ter momentos meus, ainda que estrema mente monótonos e até então sem graça, me deixam mais vivo? Talvez?

Perdoar é o exercício de fazer doer no outro.

No palco da vida,
quando as cortinas se fecharem de um lado,
todas as coisas nos serão reveladas do outro.
Descobriremos então o que valeu a pena,
mas muito mais, o que não valeu a pena viver,
pois estávamos presos às ilusões do mundo material.
Por isso,
aqueles que mais se entregarem às experiências espirituais,
serão os que menos sofrerão do sentimento
de terem desperdiçado a vida.

É impossível colher algo diferente do que se planta, mesmo que as aparências enganem nossos limitados olhos. A semeadura é nosso arbítrio, a colheita no entanto, obrigatória. Por isso, apuremos nossos corações para que saibamos plantar as melhores sementes e consecutivamente colher os melhores frutos.

Assim como é na abundância que devemos acumular a água para os períodos de seca, é nas épocas de alegria que devemos fortalecer a fé, para que a tenhamos em grande quantidade nos momentos de adversidades.

⁠Só consigo guardar coisas leves,
pois meu coração não suporta pesos.