Ha de ser Forte sem Jamais Perder a Docura
Não há como esquecer da vez
que eu tirei você para dançar.
Não era impossível prever
que a gente iria se [cruzar.
O amor ainda vive no olhar
como composição essencial.
Nome ainda vivo no peito
como bailarina a [sapatear.
Não há como resistir a você
que chegou de vez para ficar.
Não sei como será adiante,
e o quê fazer para te [agradar.
O amor quando chega de vez
é como o vento a refrescar
que acaricia a face
em plena noite de [luar].
A partida nunca existiu,
Em nós sempre um elo há,
Nunca houve despedida,
Comigo para sempre ficará
O teu riso igual o [meu,
- Verdadeiro
Você não me esqueceu,
E nem muito menos [eu.
Te espero inteiro,
No encaixe do nosso beijo,
No laço dos nossos corpos
Realizar todos os sonhos:
- Santos e profanos
Amar você está nos meus planos.
Mergulhados um no olhar do outro,
Não há pecado que nos detenha,
Submergidos um no outro aos poucos,
Não há dogma que nos contenha,
Sabemos bem o que queremos:
juntos somos fogo e a boa lenha...
Não tenho pressa...
Tocando em meus poemas,
Tu me sentes silenciosamente
Na tua pele e ao teu lado;
Fazendo-te renovado sempre
O restante já faz parte do passado,
Eu sei que sou o teu maior presente;
Longe de ser um instante:
Eu sei que sou o teu futuro certo
O restante já não mais te interessa
Eu sei que sou o teu amor seguro.
Não tenho pressa...
Entretidos naquilo que dizem ser jogo,
Não há intenção que não se realize;
O melhor do jogo é violar as regras.
Neste curso não há quem se delicie,
- criamos o nosso próprio fetiche
Sabemos bem para onde ir:
juntos somos o altar e o rito...
Não tenho pressa...
Escrevendo o melhor conto,
- em segredo
Tu segues os meus versos
- eróticos
Ora santos, e ora desalinhados,
Tu me carregas como pupila
E o sorriso de canto...,
Sou a canção que fascina,
O sol da manhãzinha,
E a estrela que tanto admira.
Não há como não cobiçar,
E muito menos não querer;
Ao ver o Sol dançando:
lembrei-me de você.
Não há como não deixar
De um só minuto de te amar,
Da aurora até o amanhecer.
Beijo doce, e imortal,
Trouxe-me um presente
- sem igual
Vendo o auge do passo doble
- mortal
O Sol dando no mar um beijo
- sensual
Acordes da [Tarragona] divinal.
Não há como não se curvar,
Vendo o azul do céu
- beijando -
Sensualmente o mar;
Não há como não querer
- passionalmente
Nessa festa não se misturar.
Para não parar de se
surpreender,
- ela sempre nos amando
A bailarina vida sempre
supreende:
ela sempre acaba nos [beijando
Seja através da balada da
- Catalunha -
- ou, mesmo através das andaluzas
Ela vai bailando, e [coreografando,
O seu passo de amor, coragem e juras,
Com a mesma coragem do Sol [dançando
Sobre as ondas do Mar Mediterrâneo,
Ao som de Paco de Lucia nos [tocando...
O teu pedido para te guardar,
É você que está me guardando,
De todo mal que no mundo há;
E também de todo o desamor.
Guardo, guardo sim...,
Guardo a cor da rosa
- magnífica
Que um dia mandaste para mim.
O teu pedido para guardar,
Transformou-se num desejo,
De colocar-me em letras,
Reunida com as estrelas,
Escrevendo versos a luzir.
Guardo, guardo sim...,
Guardo cada pétala,
Cada intenção atenta,
Longe da cantilena,
Que não me deixa em paz
Para te trazer para mim.
Não há nada que nos detenha,
E muito menos nos impeça...,
Nós somos livres porque cremos,
Nada concorre para a descrença.
O ser humano não tem respeito,
Para violar sempre insiste,
E acaba encontrando um jeito
De fazer o crime perfeito.
Não há nada que nos amordace,
Nem a cauta luz da Ditadura,
Quem ama uma causa enfrenta,
Até a mais dolorosa tortura.
O ser humano não tem cura,
Ele quer sufocar a ternura
A todo preço e custo...,
Ele não presta, é um ser imundo.
É incapaz naturalmente,
Só porque é especialista,
- se acha -
E pensa que é gente;
Sugerindo exterminar
A vida dos saguis
- ferozmente -
Coisa de imprevidente...
Não há alegria
mais encantadora,
De encontrar a
linda surpresa,
- as mais belas flores -
Que deixaste sobre
a minha mesa.
Um gesto tão simples,
tão suave,
Manifestação
de amor,
- cavalheirismo
embelezador
Carinhoso e provocador.
Desses meus
versos femininos,
Que clamam
pela tua presença,
Eternizam-na
com a crença
De ser amada
por você.
A tua alegria
é a minha,
Próxima
e distante,
Mas sempre
próximos
Com a mesma
alegria...
Não há força diante da democracia,
E nada que a supere;
É força magna, é energia,
Voz que não se cala,
- mesmo sob mordaça
A força da democracia é a própria,
Está sacramentada na história.
Sem o povo não está escrita a glória,
Com a alma é que se afugenta,
- espanta
Toda a insana covardia,
Através do sonho de democracia,
Arrebentando toda a mordaça,
Atirando-se os grilhões ao vento,
A democracia virá, é só questão de tempo.
Abro o destino para o deboche
Cair no precipício,
Com a minha poesia respondo o riso
Do totalitarismo,
Rui Barbosa sentou praça
Na democracia,
E dela ninguém me divorcia.
As crianças brincando nas areias,
Na beirinha do mar,
Uma dádiva tão encantadora,
Não há como não admirar...
A vida, as marés e as suas fases,
Tão linda é a alegria,
- e o encanto
Que tu me trazes.
Essa crença enleva a minha fé,
E me dá força para amanhecer,
- resistir
E caminhar e me fortalecer.
Porque mesmo que atentem,
A Natureza mostra a sua força,
Assim aprendi a ser gente,
Com a força da Natureza,
Aprendi a ser valente.
Não há resistência
Que não se dobre
Diante da admiração
De apreciar a beleza
Da Natureza plena
Resistindo o vilipêndio
Com a força da paixão.
O outono anuncia
A forte resistência
O oceano tece
Todos em rede
Simetricamente
Os grãos esculpindo
O chão de areias
Enfeitando o Balneário.
Presenciar a revolução - natural
Faz de mim uma pessoa
- forte-
Ver a Natureza enfrentando
Faz com que eu me fortaleça,
E nada tema
Porque viver sempre vale a pena.
Tenho na memória guardada,
Não há mais como dizer,
Talvez esteja sepultada,
Em terra longínqua,
Hei de um dia te contar,
Fizeram a gente esquecer,
Não é possível sequer falar.
Este poema é impublicável,
Mas é inevitável...
Ele fala de sobrevida,
Ele fala da Morte,
E da vida além da Morte.
Abraçando a lembrança,
Não há mais esperança,
Ylang-ylang é o teu perfume no ar,
Serena musa, não sei onde estás,
Talvez um dia você vai voltar,
Talvez pobre de você,
Algum dia o destino irá mostrar.
Esse poema não presta,
Eu deveria atirá-lo no lixo,
Ele não deu a cara a tapa,
Filho de alma covarde,
É quase uma denúncia...
Os ares e ‘as flores de abril’,
Uma música de Chico Buarque,
A imagem da mulher esfumaçada,
Talvez esteja desfigurada,
Teve a imagem desaparecida,
E alma roubada,
Não quero falar sobre mais nada.
Observo de cima,
Lá do alto dos montes,
Não há tempo que oculte,
- Ninguém que esconda
E ninguém que se esqueça;
Do Bem que fizeste,
Tal como o riacho cortando,
Os montes e prados verdejantes.
Como o Ofício cantado,
Pelos monges entoado,
Não há mal que permaneça,
- Deus sempre vem em socorro
Ele não nega o auxílio;
Ao órfão, à viúva e ao peregrino,
Ele é a Luz que alumia o caminho,
Verdade, Caminho e Vida que nos guiam.
Cada certeza dedicada,
Em prece ofertada,
Deste coração contrito,
- Tenho em ti a minha fortaleza
E cada desvio por ti remido;
A fé de quem carrega o teu perfume,
Embalando a tua misericórdia infinita,
Que és o verdadeiro amor da minha vida.
Não há nada que me impeça,
E também não me detenha,
Não hei de me curvar,
Diante da voz que querem
Amordaçar, calar e queimar;
- a voz da imprensa
Começa assim:
Primeiro eles se reúnem,
Depois reunidos gritam,
Para a voz tentar abafar,
Partem para chibatar,
Cuspir, bater e pisotear;
Assim desejam a voz calar,
Para o povo se curvar,
Para o povo obedecer,
Para o povo não lutar,
Para a fé do povo se perder.
Não adianta negar,
E muito menos ocultar,
A voz da imprensa,
Eles querem exterminar,
O Governo já deu a sentença:
A IMPRENSA É A OPOSIÇÃO!
Há um horizonte para contemplar,
A vida possui uma ciência própria,
Reluz um brilho que poucos sabem explicar,
Reina um sentimento aqui dentro, não hei de publicar,
Ying-yang não definem a sua trajetória,
- [mística com incomparável história.
Carregas um charme de me fazer suspirar,
Alma mansa de pacificar o tempo,
Reverberação, fruição do bom sentimento
E revelação do amor em carne e músculo,
Lindo crepúsculo, doce de tanto me amar,
Orvalho de amor, coração do tamanho do mar,
Sinto a sua presença no meu coração,
- [anjo por missão, guerreiro por predestinação.
Hei de ganhar o teu corpo, o teu coração,
E bem mais do que os teus instantes,
Reinarei bem mais do que um corriqueiro romance,
Bem sabes e o quanto esse coração bate por ti alucinante,
E que ele escreve versos para te atingir de forma fulminante,
Revisito cada palavra tua, todas as tuas palavras empolgantes,
Tenho impresso no meu corpo mil poemas extasiantes,
-[nunca pensei que fosse desejar alguém
Dono de uma personalidade tão intrigante...
O encontro foi
obra do destino,
- há um carinho
e um caminho
Mesmo que se tente
o descaminho,
- não surgirá o desatino
Temos fé um no outro,
- confio
Por nós vibro,
- escrevo
E nos imagino...
Um sentimento
tão lindo,
- tenho por você
um fascínio
Um amor tão puro,
tão fino
- que nasceu
para ser meu
Venha tomar conta
desse coração
- que é todo teu
Porque ele rima
apaixonado,
- e te quer desacorrentado
Para viver
contigo libertado.
O meu coração nunca
deixou de ser atento,
- espalhei sementes
de ternuras ao vento
Para que eu não me perca
do nosso caminho,
- só as sementes de ternura
marcam com luzes
Para que dos meus olhos
você não se perca,
- e para que não saia da tua cabeça
Porque mesmo que a vida
nos coloque noutros
rastros e direções,
- assim lembraremos
das nossas emoções
E não esqueceremos
que um dia
vivemos a mais especial
de todas as paixões.
Iguais ao balanço do mar,
- o tempo há de nos
aproximar.
Busco por teu amor
Com a firme sabedoria
do tempo,
E na esperança de fazer
que o teu olhar
enxergue a luz
e a minh'alma serena:
Sou mulher,
mar de rosas
e amor,
Queira me
levar contigo
por aonde for.
À minha maneira
carrego a força
Dos poetas no exílio
que têm no amor
o vero farol:
converse mais comigo
como quem anda
de mãos dadas
Na beira do mar...
Talvez eu esteja
te pedindo demais...
Querendo o teu amor
- estou à procura
do teu cais;
- quero receber
o teu amor como
As flores recebem
o carinho do sol.
A tua atenção é
como uma estrela
No céu a brilhar,
- o brilho é tão esplêndido,
Que reflete no mar.
Assim o meu
coração fica
por ti a cintilar.
O meu silêncio
é proposital,
- é sentimental pelo teu
- barulho -
Quero que você se interesse
Por mim mesmo sem nenhum
- orgulho -
Estou aqui a te esperar.
Espero por você
da mesma forma
que um navio fica
aguardando
pelo passageiro
embarcar...
Esta sou eu
a te esperar,
Quero fazer
do teu amor: o meu mar.
Para volveres
os teus olhos,
- intencionalmente, silenciei.
Queres tu o meu amor?
O meu coração
é misterioso,
- o coração é um oceano...
Não adianta eu
te explicar;
Quando o tempo der
o sinal e alumiar,
Tenho fé que você
há de se atentar!
Amar com a liberdade
de um peixe
Nadando no mar
- não será demais -
Fazer do teu corpo
a rota para alcançar
- o mar do teu amor -
que hei de não
mais largar;
- e que sempre
encontrarei mais
um e outros motivos
para amar e navegar;
- o teu amor é o meu mar.
Você me deu o seu coração,
E eu não vou devolver.
É de invejar o giramundo:
O quê não há de se perder,
Tenho uma constelação.
Levitando até as estrelas,
'Desabitantes' deste mundo,
Romanceando grandezas,
E habitantes inteiros de nós;
Somos duas naturezas - dois sóis.
Nessa delícia pressentida,
Ousadamente tocada,
Faz do meu coração, a tua morada;
O teu corpo vaporoso,
Faz de mim comprometida,
E de minh'alma apaixonada.
Há uma redescoberta,
Uma verdade que quer:
Amar demais esta mulher,
Esta é a certeza concreta
que me faz esperar,
o teu [bem-me-quer].
Desafiando as horas rebenqueadas,
- nada -
Mas nada mesmo há de deter
Os meus desejos dos teus
Sabores que carregam a essência
Do melhor de todos os amores.
Nada há de fazer que as nossas
Vontades se tornem alquebradas,
Somos duas almas mais do que livres
Que se entregaram apaixonadas...
Não precisamos de elementos,
- nem poéticos e nem exóticos.
Guardamos em nós os licores,
E os perfumes mais eróticos...
Com fidedignidade aos consentimentos
- nossos -
Assim faremos de tudo
- e muito mais -
Para preservar o amor espiritual
Aqui terreno;
Carrego você pleno e segura
Estou do nosso infinito sereno.
Da lingerie púrpura ao véu
- escarlate,
Há um pensamento e um segredo
Que em breve eu hei de revelar-te:
Porque exclusivamente foi você
Que me atiçaste com o teu fogo alto,
Já nem sei se o que estou escrevendo
É um poema ou mesmo um salmo.
O importante será que debruçada
Sobre ti farei o santo e o profano;
- e entre nós não haverá nenhuma dúvida
- e nenhum engano.
Como um arvoredo, tu me proteges,
O nosso arvoredo está repleto de frutos,
Não há mais segredos entre nós dois;
Os teus afetos foram me entregues,
Quero que com o teu amor me leves.
O teu escudo e o teu broquel
- são asas -
concedidas pelo Pai do Céu;
Tenho por ti a infinita
Ternura, todo o afeto e mel
Que cabem em versos celestiais,
O amor nos faz especiais.
O teu beijo é de afeto,
E o meu beijo é devotado,
Na verdade, somos ávidos
Para provar a boa
Loucura do bom requebrado.
Os beijos e os afetos
Estão sendo levados
Pela noite santificada
E pelo amor;
O coração vibra a pequena serenata
- anunciada -
Guardo para ti a minh'alma - enamorada.
Quando o assunto é amor
não há absinto que não
se torne poção mágica,
não há seda que não vire
doce toque de fada,
é a poesia que se curva,
reverenciada - e se alarga.
A poesia nos dá a liberdade
de sentir duas vezes:
sinto-me livre
para amar por mim e por ti,
e transformando o amor
dos outros em prosa e versos
de eternidade - pura imensidade.
Quando o assunto é amor
não há desalento ao vento
que não vire poema,
o amor alenta - serena,
é na sua companhia que se abre
em nós o arco-íris,
o amor é o dono do tempo
que cura as cicatrizes.
A poesia acerta o passo,
ela desaparece com as marcas,
faz de nós um só ser, reaviva
a chama das nossas inocências
apaixonadas - crentes e alumiadas.
Quando o assunto é amor,
ele é o próprio sagrado que fez
de mim um bicho agarrado desse
amor apaixonado;
amo você por cada graça e fenda,
e por causa desse teu jeito
de amar faz a cada dia
com que eu aprenda amar mais à você
do que a mim mesma,
aceno para que venhas todo dia,
e me surpreenda sempre
e carinhosamente para perto de ti.
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