Ha de ser Forte sem Jamais Perder a Docura
#NATAL
As estrelas falam para aqueles que se preparam para ouvi-las...
Há rumores por toda parte...
Onde está o Messias ?
Numa gruta...
No bojo de um navio...
Num presépio...
Num presídio...
Na tapera...
Na favela...
No prédio que amanhã será demolido...
O Messias está...
Junto aos enfermos...
Aos desvalidos...
Aos que perderam os sentidos...
Junto aos abandonados...
Apascentando corações cansados...
Estenda sua mão...
Alcance os aflitos...
Veja quantos sofrem com súplicas no olhar...
Para falar do Natal...
Não existem segredos...
Basta olhar para dentro de nós mesmos.
Sandrinho Chic Chic
facebook.com/conservatoria.poemas
#DESPEDIDAS
Em minha alma há algo parado...
Bem lá no fundo...
Longe das vistas dos insensatos...
Vou vivendo...
E já quase não me assombro...
Catando os cacos do caos...
Juntando peso sobre meus ombros...
Ao nunca...
E a toda hora...
Pedindo ao tempo...
Que não maltrate as flores com o soprar do vento...
No silêncio aprendo a poder construir...
E em tudo de bom que eu possa sentir...
Meu coração vai aprendendo a sorrir...
Vou olhando as coisas...
E já vou me despedindo...
Amo em desprendimento...
Pois só aqueles que já perderam...
Conhecem esse sentimento...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
UM #SEGREDO
Eu queria contar-lhe que a vida é também isso:
Não há sossego...
Para quem está cansado de esperar...
Segue até ao fundo de existir...
Faz-se velho...
Esfria-lhe a alma...
Sente a fúria fria do destino...
Sente tudo de todas as maneiras...
Sou o único a bordo do meu barco...
Ao meu redor...
Apenas monstros...
O mais temido veneno é o tempo...
Nascemos carne....
E a cada dia vamos nos transformando em sonhos...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
Em trevas o crepúsculo...
Parece o mundo um túmulo
Não há o estrelado manto...
Restou-me o desencanto...
As flores foram desfolhadas...
Estão perdidas sobre as calçadas...
No extinto e no porvir...
Só ouço suas mentiras e mais nada...
Colho o tédio...
Que já está maduro...
De olhar morto...
Escondido atrás dos óculos escuros...
Horror do mal, do feio em todos os caminhos...
Alma e coração em desalinho...
Arrastando a fraqueza e a simplicidade...
De maneira tão triste e louca, essa dura verdade...
Os ventos adormeceram...
A brisa não me beija mais...
Quero ficar só...
Como nunca estive jamais...
Sandro Paschoal Nogueira
Não há papel que conte a minha vida...
Eu caminho por eles...
Eu sei que há diferenças
E ainda bem que as há...
O meu desejo canta...
Onde estás?
O vento levará os meus sonhos?
A noite cai de bruços...
Como existir esquecimento ?
Mas o que vejo?
A luz escurecer...
A amargura de olhar e não ver...
O ter e o perder...
Vago dia após dia...
Estranha quimera...
Estranhas fantasias?
Quais ruas escutam meus passos?
Quais estradas colhem meu olhar?
Aos solavancos do destino...
Onde estarão aqueles que me embriagam de calafrios?
Os ventos recolheram...
E diante de mim...
Até as estrelas emudeceram...
Em mim a vida força sua invasão...
De onde vem a voz que me rasga por dentro?
Sem luz nem eco...
De onde vem esse aperto no peito?
Entro abandonado...
Nesses muitos corações que encontro desavisados...
Mortos aos caminhos...
Por onde insisto e também sigo...
Não quero ser quem sou...
Sandro Paschoal Nogueira
Há entre as pedras um murmúrio de queixume...
E nada mais se ouve ao longo das ruas...
Ocultos, na agonia das casas, velhas saudades de olhos que fitam o nada...
Apressa-te, amor, que amanhã eu morro...
Destila-se de lágrimas as preces e a profecia...
Do que outrora havia...
Do futuro que se avizinha...
Tremem mãos...
Escondidas nas cortinas...
No abismo do pretérito foram-se os dias...
Caminhantes se vão da terra...
Perdidos na própria sombra...
Levando consigo seus sonhos e histórias...
Deixando para trás...
Apenas algumas lembranças partidas...
Não demores tão longe...
Não se esconda em lugar tão secreto...
Anos após anos...
Seguimos aprendendo mais com os desenganos...
Meu ser traçado pelo som do vento…
Apressa-te, amor, que amanhã eu morro...
Amanhã morro e não te vejo...
Amanhã morro e não te escuto...
Não demores tão longe...
Não se esconda em lugar tão secreto...
Todos passam...
As pedras não...
Queixando-se dias após dias...
Por serem ignoradas...
Dos que ainda ficam de vozes amargas...
Urdindo a grande teia... Sobre nós a vida...
Não demores tão longe amor...
Que amanhã eu morro...
Sandro Paschoal Nogueira
Quem é amado deve...
Quem ama pede...
A lua se insinua...
Entre vielas escuras...
Há fogo que devora...
Que mata e que dá...
Arde a cabeça...
Enquanto o olhar vaga...
Nem entre as estrelas encontras...
O que procuras...
Só porque houve outrora...
No presente indeciso vives agora...
Será que haverá o futuro,
Do que necessitas e sonhas ?
Procura o ar onde a respiração é doce...
E canta para afugentar a tristeza...
Porque és do tamanho que vês...
Porque sentes a falta do que não tens...
Vaga..
Longe de todo céu...
E no inferno onde abitas nada encontra...
O verme da agonia te devora...
Onde estás afinal,
Nessas horas mortas?
O nevoeiro é tão grande...
E o final não encontras...
Sim...
Tu bem sabes...
Tendes total culpa...
Entre o temor e o espanto...
Reconhece o amor perdido...
Peito endurecido...
Por mostrar-se soberbo e presumido...
Feristes e não percebeste o real sentido...
Tendo o teu erro algum desconto...
Saberia que sendo amado deve...
E que amando...
Deveria ter pouco pedido...
Agora buscas a noite escura...
Cujo medo te afigura...
Tão certa desaventura...
De vagas esperanças...
Nem mesmo te ajuda a lua...
Sandro Paschoal Nogueira
Há de viver, pastoreando...
Com coração jovem, ousado e arejado...
À coroa de espinhos dos sentidos...
Onde o luar o banha...
Suavemente ofendido...
No silêncio sob os lábios frios...
Ninguém está a escutar...
O sacro se mistura ao profanos...
O tato que devora, sem dó nem piedade...
No dispersar dos anos...
Perde a consciência...
Sem hora, nem idade...
Na madrugada que ronda...
Sem rumo, sem afronta...
Fatigado de estar, sem força, nem fumo...
Sob tudo que fez, sem glória nem fama,
Do medo que perdeu, sem dor nem chama...
Quando a noite vem...
Com sombras profundas...
Por Deus, pelos Poetas, pelo mundo, clama...
Eu a si pergunta:
-Valeu?
O silêncio responde...
E o eco da voz, sem resposta...
Se desfaz ao vento...
Que o abraça...
Em meio à escuridão...
Sem luz, nem guia...
Busca respostas...
Mas só encontra sombras frias...
Só o eco dos seus passos...
Sem destino, nem meta...
E o vazio que o consome...
Sem paz...
Sem ser clemente...
Para ele, de frente, sorri...
Na solidão da alma...
Onde sombras dançam...
Procura a luz...
Procura colo...
Mas só encontra trevas que o cercam...
E ainda assim, continua buscando...
Um sentido...
Uma razão para viver...
Para sonhar...
Para ofuscar o seu sofrer...
Sandro Paschoal Nogueira
Não há rumor na terra....
O silêncio se abriu...
As feras se aquietaram...
Em direção ao pó os corações jazem nas sombras...
De mãos em arcos os anjos oram...
Onde estão os inocentes?
Aqueles apontados por dedos tortuosos...
Cadê as flores que foram pisoteadas pelos hipócritas?
Onde estão as vozes que foram silenciadas pelas bocas amaldiçoadas?
Ao levantar do vento...
De ser todo só o meu exterior olho e choro...
Mesmo que eu ouça só esse estranho zumbido...
Vendo cair os pássaros...
Em meu coração emudecido grito...
Nas pessoas que passam na rua...
Com elas não me identifico...
E só lamento...
De ver o amor tornar-se perdido..
Cada um perdido no próprio sonho...
Até no sorriso que vem e que vai...
Todo mundo é convicto...
Dos próprios ais...
E eu, que não sou mais do que eles...
Volto a olhar para tudo...
Como antes do amanhecer...
E faço-me, assim crer...
Que bastaria apenas mostrar...
Minha alma num olhar...
Para tudo diferente acontecer...
E o mais estranho do que todas as estranhezas...
É que as cousas sejam realmente o que parecem ser...
Sandro Paschoal Nogueira
Há muitos mistérios no mundo...
Que não nos cabe revelar...
Tormentas que vagam nas ruas...
Sombras frias que pairam no ar...
Espaços sem estrelas...
Ares pesados a girar...
O que vi...
Nessa madrugada fria...
Hoje...
Me é permitido contar...
Sobre casas ...
Sobre coroas de pessoas...
Nos ventos...
No silêncio tenebroso...
Vi chegar...
Sem rosto...
Veio buscar...
Algo estranho...
Muito estranho...
Sem palavras para explicar...
Sei apenas...
O que vi...
Sei apenas que esse pouco posso dizer...
Do pouco que vejo...
O que está para acontecer...
Toda vez que eu vi...
Toda vez que senti...
Toda vez me calei...
Toda vez respeitei...
Toda vez olhos fechei...
Toda vez orei...
Sempre a Deus recorri...
Para alguns pude avisar...
Não quiseram me ouvir...
De nada adiantaria também...
A hora era aquela...
Que estava a chegar...
Alguns olhares tristes...
Vi se despedir...
Alguns cães a sentem...
Quando se põe a uivar...
Lamento triste...
Nessas ruas...
Madrugadas frias...
Espaços vazios...
Quem vem buscar?
Nada mais posso dizer...
Nada mais posso contar...
Sandro Paschoal Nogueira
#Amor não se mendiga...
#Amizade não se cobra...
#Carinho não se pede...
Guardo silêncio há demasiado tempo...
Do não dito... que deveria ser falado...
Por que me calei até agora?
Não sei explicar...
Por que motivo só agora digo?
O que antes eu deveria falar...
Digo:
Que o ontem não pode ser esquecido...
O amanhã será merecido...
Se o hoje for bem vivido...
Estou farto de esperar que muitos se libertem do silêncio...
O eco é infindável...
Vi brotarem lágrimas felizes...
De milhares de sorrisos vazios...
Estrelas que dos céus caíram...
Transformando noites tristes...
Vi amantes cantarem para a lua...
Fria, distante, nua...
Uma dor, um lamento...
Que faz a gente pensar...
Coração a palpitar...
Ser forte para amar...
Mãos que se encontram...
Beleza maior não há...
Não temo ao implacável tempo...
Não temo o sofrimento...
Nem ao vento do desconhecido que abraça num momento...
Tenho medo da escuridão...
Que a falta da luz esconde...
A verdade...
#Cara #de #mau...
Oposto na vida real...
Poucas palavras e respostas curtas...
Há quem me julga...
Não sei esconder...
Assumo aquilo que sou...
Assumo aquilo que posso...
Não tenho muitos apegos...
Me entrego...
Tento construir minhas próprias verdades...
Deixei de me preocupar com o que os outros acham,
pensam...
Opinão que não me acrescenta...
Há mais sinceridade em rostos sérios...
Do que em sorrisos largos...
Sandro Paschoal Nogueira
— em Conservatória, Rio De Janeiro, Brazil.
Não há mais de voltar...
Vento frio soprou...
Firmamento abriu...
Sob lágrimas do céu...
O poeta partiu...
Vontade do Supremo se fez...
Infinitamente...
Sempre...
Mais uma vez...
Anjos entoam cânticos alegres...
Uma nova estrela no firmamento a despontar...
Mas, para nós que aqui ficamos...
Sobrou pranto a rolar...
É difícil suportar...
A despedida de quem nunca mais voltará...
No contar das horas em que não mais estará...
Ficam as lembranças de quem muito soube amar...
O tempo passa...
E no vazio do peito...
Quando o silêncio muito diz...
Compreendemos que foi feliz...
Partiu amando...como quiz...
Sandro Paschoal Nogueira
#Não #há #um #último #adeus...
Senão aquele que se não diz...
Ou aquele que se quiz...
Quando sopra o vento...
E a quem amamos é levada ao horizonte...
Só nos resta da saudade um alento...
Diante de tal desmonte...
Não levará nada consigo...
A não ser alegrias sentidas...
Lágrimas partidas...
De quem muito lhe amou...
E junto ao Criador...
Dirá que foi feliz na vida...
Aprendi a não dizer adeus...
Para as pessoas que conheci...
Despedida é sempre triste...
Meu coração é assim...
Na distância entre a terra e o céu...
Nesse momento não digo um adeus...
Sobram-me as recordações...
Descanse em paz...
Fique com Deus...
In memorian para #Nelice a quem aprendi a gostar e com ela rimos muito juntos...
Sandro Paschoal Nogueira
Verão
Há sempre, afastada das outras, uma nuvenzinha preguiçosa que ficou sesteando no azul.
Você tem isso agora e isto será toda a sua vida: um agora. Não há nada mais. Não há o ontem, certamente não haverá o amanhã. Quanto tempo terá de viver para aprender? Existe somente o agora, e, se agora é apenas dois dias, então dois dias são a sua vida e tudo o mais será uma proporção disso. É assim que se vive uma vida em dois dias. Será uma boa vida se parar de reclamar e pedir o que nunca terá. Uma boa vida não se mede em períodos bíblicos.
Não há caça como a caça ao homem, e aqueles que caçaram homens armados por tempo suficiente e gostaram, nunca mais se importaram com mais nada depois disso.
Silêncios
Há um silêncio de antes de abrir-se um telegrama urgente
Há um silêncio de um primeiro olhar de desejo
Há um silêncio trêmulo de teias ao apanhar uma mosca
... e o silêncio de uma lápide que ninguém lê.
Nesta data especial!
Acreditamos na renovação do que há de mais humano:
Ternura, afeto, proteção, respeito, generosidade, companheirismo;
Amor, fé, partilha, alegria, fidelidade, compaixão, esperança, paixão. E um
Lar para amarmos e sermos amados.
Não há juiz que não tenha se arrependido de ao menos uma de suas sentenças, assim como não há professor(a) que nunca tenha se arrependido de uma de suas avaliações.
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