Ha de ser Forte sem Jamais Perder a Docura

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Há situações na vida em que somos obrigados a aceitá-las e botar todas as mágoas e frustrações goela abaixo. A lenta digestão delas creio eu que são uma espécie de remédio para alma, e quando elas saírem, bom, aí serão só fezes mesmo!

“Se há hegemonia, há estupidez e ignorância.”

Enquanto há folego "Lute do seu jeito, lute por você, lute pela sua vida, pelo que você tem direito e pelas pessoas à quem você ama, mas não faça mal à alguém"

Folheando aquele antigo álbum de fotos que carregam mais do que somente imagens, lá, há uma vida vivida de forma tão única e linda que ofusca o agora. Deve ser por isso que quase não há quem pouco lembre e muito age, sempre terá aquele dia onde tudo dirá para você amar, viver e continuar; mas os restos dos dias continuam os mesmos: cinzas, frios e com o odor envelhecido do meu antigo perfume favorito, aquele que espirro pela casa para tentar me recordar por que ainda vivo.

Em falar em perfume, ainda me volta a memoria o cheiro que reverberava pelo ar na primeira vez em que te vi. O doce de seu sorriso imbuído no agridoce de seu perfume, a lembrança, ironicamente, ficando cada dia mais amarga e dolorida, trazendo consigo a verdade a qual tanto tento me esquivar, o som que tanto finjo não escutar, e a vida que invento para não admitir a que ficou para trás.

A bicicleta
Há uma bicicleta parada no final da rua.
Para estar ali, deveria haver uma razão, um motivo, uma formalidade.
Enquanto houver silêncio, nada investigamos. Há uma denúncia medrosa que não se cumpre. Há uma realidade crua, que não se aquece...
Há uma bicicleta parada no final da rua. Tudo está escuro. O dono não aparece e a finalidade de estar ali, pode se dissolver em apuros.
Se há tortura, intramuros, a realidade que dorme nua se corrompe, e a inocência que se cumpre calada, desamanhece.

Não há problema nenhum em buscar um propósito.
Mas a vida; ela é feita para viver!

Não se pode deixar abater quando não há quem seja abatido.

Se há belas flores no caminho, a beleza está em você.
Se os pássaros e borboletas te encantam no caminho, o encanto está em você.

Há beleza em todas as coisas, e não apenas nas nossas preferências.

Há um estágio do Amor em que as preferências desaparecem.

Inovação de verdade só acontece quando há inclusão. Sem isso, ela não passa de uma invenção.

Ah! O que há de sentir?!


É este amarelo que não cabe nos olhos e transborda,


uma febre de girassóis golpeando o peito até que ele se abra.


Não é o ar que entra, é a própria luz que nos invade,


com o peso de mil borboletas em pânico dentro das veias.


Sentir é o fim da distância.


É ver a flor e não saber onde termina o perfume e onde começa o seu fôlego.


É esta urgência de ser tudo ao mesmo tempo:


a pétala que cai, a asa que hesita, o sol que devora o horizonte.


Há um incêndio silencioso nas cores.


O mundo brilha com uma crueldade bela,


e nós, náufragos dessa claridade,


sentimos o universo pulsar sob a pele como um coração alheio.


O que há de sentir?! Tudo.


O espanto de estar vivo enquanto o tempo desmorona,


e a glória de ser apenas este instante,


dourado,


frágil,


absoluto.

Há coisas que Deus abomina e entre elas está a língua mentirosa a *testemunha falsa* e *quem semeia contenda entre irmãos*


A calúnia não é apenas uma injustiça humana. É uma afronta espiritual.
E quem vive disso, não herda o Reino de Deus.


Você pode até tentar manchar minha imagem.
Pode inventar histórias, distorcer fatos, espalhar mentiras.
Mas eu não preciso me defender com gritos.
Porque a verdade tem voz própria.
E Deus é meu juiz.


Jesus já nos alertou:
_"Bem-aventurados sois vós quando vos injuriarem, e perseguirem, e, mentindo, disserem todo o mal contra vós, por minha causa. Alegrai-vos e exultai, porque grande é o vosso galardão nos céus."_ (Mateus 5:11-12)


Não é sobre vingança.
É sobre permanecer firme.
É sobre usar a língua para *edificar*, não para destruir.
É sobre não retribuir mal com mal, mas deixar que Deus cuide do que é Dele.


Eu não sou obrigado a aceitar o que me fere.
Não sou obrigado a corresponder ao que não me faz bem.
E não sou obrigado a carregar rótulos que não me pertencem.


A mentira pode correr solta por um tempo.
Mas a verdade…
Ela sempre chega.
E quando chegar, vai calar.

Porque há quem vista a capa da justiça,
mas esconda intenções tortas por trás de palavras doces.
Há quem fale de lealdade,
mas negocie valores quando ninguém está olhando.


Na real.

Quando o medo sou eu


Às vezes, o coração dispara sem aviso. Não há perigo aparente, mas o corpo reage como se estivesse cercado.
É como se o mundo inteiro apertasse os ombros, como se o ar ficasse mais denso, como se cada pensamento virasse um grito dentro da cabeça.


São os picos de ansiedade ,FG1essas ondas que vêm sem pedir licença, que tomam conta do corpo e da mente. Nessas horas, tudo parece demais: as cobranças, as expectativas, os olhares, até o silêncio. A pressão se acumula como se eu tivesse que ser forte o tempo todo, como se falhar fosse o fim do mundo.


E o mais assustador é quando o medo não está lá fora. Está dentro. Quando começo a temer a mim mesmo meus impulsos, meus pensamentos, minha incapacidade de controlar o que sinto. Quando me olho no espelho e não reconheço quem está ali. Quando me pergunto: “E se eu não aguentar? E se eu fizer algo que não consigo desfazer?”


Mas mesmo nesses momentos escuros, há uma parte de mim que resiste. Que sussurra, mesmo que fraco “Você já passou por isso antes. Você não é o que sente agora. Isso vai passar.” E passa. Sempre passa. Não sem dor, não sem luta, mas passa.


Falar sobre isso não é fraqueza. É coragem. É admitir que ser humano é, às vezes, ser vulnerável. E que tudo bem ter medo até de si mesmo desde que a gente não se perca nesse medo. Porque há força em reconhecer a própria dor. E há esperança em continuar, mesmo tremendo.


Evans Araújo

Ainda Acredito


Eu ainda acredito no amor.
Acredito em relações sinceras, onde há parceria, verdade e lealdade.
Mesmo quando o mundo parece desacreditar, mesmo quando as pessoas ao redor zombam da esperança, eu sigo acreditando.


Me entristece quando alguém próximo, alguém que eu confiava, olha pra mim e diz:
“Tu é muito boboca, um iludido.”
Mas eu não sou isso.
Eu apenas carrego dentro de mim uma fé genuína nas conexões humanas.
Não é ilusão é essência.


O mais trágico?
Foi ela quem disse.
Ela, que em suas falhas internas, projetou em mim aquilo que talvez estivesse sufocado dentro do próprio peito.
Medos.
Traumas.
Feridas que nunca cicatrizaram.
E de certa forma pessoas assim bloqueiam e são bloqueadas delas masmas .


Às vezes, quem mais nos fere é quem mais precisa de cura.
E eu, mesmo machucado, sigo tentando entender.
Porque amar não é ser fraco.
É ter coragem de sentir, mesmo quando o outro não sabe lidar com o que sente.


Fatos reais pensamentos expostos.

Não há caminho fácil, mas a perseverança é o único mapa que nos leva aonde desejamos.

A felicidade pra mim está em alguns instantes da vida, não há sentido na felicidade depois da morte. Pois se até nas maiores esperanças existe a dúvida, então logo só basta acreditar no que é vivido, no que é mais coerente possível.

A escassez das mãos é apenas o reflexo do deserto que se plantou na alma; pois não há maior miséria do que a ignorância, esse solo seco onde a inteligência se recusa a florescer. Quem não cultiva a luz do saber, condena o próprio mundo à sombra da carência.

Há segredos que só o silêncio revela.

Flávia Abib