Ha de ser Forte sem Jamais Perder a Docura
Se tua história teve momentos tristes, não há como mudá-los, mas ainda assim, você pode escrever o seu final.
Acordei diferente, não sou mais o mesmo de ontem.
De pouco em pouco fui me transformando.
Não há mais aquele sorriso fácil na minha face.
Nem tudo que demonstrei até ontem era real e, mesmo assim, segui.
Compreendi que o peso do sonho que carreguei por muito tempo não me valeria a pena, não mesmo!
Vim buscando, estando (eu) mesmo fragilizado, compreendi que, afinal, ninguém será feliz por mim.
A prioridade para minha existência é a paz de espírito, ninguém vai levar minha fé ou tirar-me do caminho.
A tristeza deixei para trás, ficou no passado, fiz a escolha.
Serei absoluto e concreto nas minhas atitudes.
Quero ser a minha própria razão e dar continuidade.
Observe uma gota de chuva no vidro do carro.
Há apenas uma.
Veja-a com atenção.
Tente entendê-la não apenas pela sua visão, de dentro do carro,
mas também pela perspectiva dela —
que te observa estando dentro, e não fora.
Talvez ela esteja vivendo um momento difícil,
sabendo que, quando o carro seguir viagem,
precisará seguir o seu próprio caminho.
Ou talvez compreenda que, se o carro seguir,
ela já terá cumprido a sua missão.
A gota não controla o movimento do carro,
assim como nós não controlamos tudo o que passa por nós.
Ela apenas existe enquanto está ali,
fazendo o que pode.
Cumprir a missão não é permanecer,
mas saber a hora de seguir —
ou de deixar seguir.
Nem toda despedida é fracasso.
Algumas são apenas consciência.
A gota não é fraca por cair.
Ela é inteira por entender o seu tempo.
Porque nem tudo que vai ficar precisa ficar para sempre,
e nem tudo que vai embora perdeu o seu valor.
Só se é melhor em alguma coisa de duas formas, duas porque intimamente há diferenças, um se esforça mais e o outro, trapaceia.
Para adquirir qualquer conhecimento há um tempo. Para todo discernimento há um verdadeiro conhecimento. Para cada um o discernimento depende de verdadeiro conhecimento, e este em seu devido tempo.
Este eu mortal nunca viu a face de Deus, mas Eu o senti muitas e muitas vezes. Há um acontecimento singular em minha existência e acredito sempre ser a Sua presença em ação. Isso ocorre quando uma borboleta me sobrevoa ou simplesmente toca-me. Sempre parece fui livrado de um mau, um mal, ou simplesmente sinto-me sendo agraciado por um bem, um Bem. Obrigado por existir e obrigado por me permitir existir, me livrando do mal, agraciando com o bem e sendo em eu e para eu um constante presente.
Entre o humano e o não humano há apenas isso, a atitude. A diferença entre as atitudes também é simples, ajudar ou não quem as recebe. É por isso que alguns não humanos são mais humanos que outros, pois, existem e fazem humanidade, tirando ela até de onde não parecem ter.
Se há uma palavra que exemplifica bem como podemos exercer o pilar dos mandamentos Daquele que veio como o Filho de Deus, essa palavra é fraternidade. Antes Dele era a essência em ser irmão, mas depois, o real exercício do "Amar ao próximo como à ti mesmo". Que este Natal nos transborde do espírito que leva consigo a arte deste amor.
O ofício do sofrimento
Há quem trabalhe com ferro,
há quem negocie o trigo do dia —
eu assino recibos invisíveis
de uma dor que não tem firma aberta.
Bato ponto no escuro.
Pontual, o peito comparece
antes mesmo de mim.
Ele conhece o caminho.
Minha mesa é feita de memórias,
minha ferramenta, o silêncio.
Com ela aparo excessos de esperança,
lixo fino que insiste em brotar.
Aprendi técnicas:
respirar enquanto pesa,
sorrir enquanto rasga,
responder “tudo bem” com letra legível.
O sofrimento exige método.
Não aceita amadores —
cobra constância,
cobra presença integral.
Nos intervalos, tento descanso,
mas ele confere meus passos
como chefe antigo
que mora dentro da casa.
À noite arquivo o dia
em gavetas que nunca fecham.
O eco continua trabalhando
depois que o corpo desliga.
E ainda assim,
no rodapé de cada jornada,
há uma cláusula pequena:
quem suporta o peso
aprende secretamente
a reconhecer o leve.
Sempre há dois lados.
As repetições só fizeram sentido
quando parei para ver
a violenta, imensa onda —
intragável, de recuo invisível.
Para me ver limitado, sem voz, apenas assistindo.
Abro o notebook, a internet, seus símbolos e portais.
Parece que vivo há dez mil anos.
O banco deixou de ser martírio para os jogadores;
sempre foi uma nave do tempo.
Do banco ouço Chico cantar:
"ai que saudade dos meus doze anos",
"que saudade ingrata..."
A nova casa trouxe-me
quinzenas de sede e fome,
atrozes obstinências.
Mas...
a hora da alegria chega depois do dia mais cansado.
Cansado de quê, exatamente?
Hoje é dia de semana,
mas poderia ser feriado — tanto faz.
Sob um sol mais limpo, banhando tudo de luz,
a vida fica mais agradável
quando descobrimos que não é eterna.
E nada se compara à insustentável leveza da vida
sem a internet.
Augusto
Foi há alguns anos,
numa noite ao pé do lago.
Como sabeis todos, foi lá que encontrei
aquele que sempre soube amar;
vive ainda em meus pensamentos,
e amar-lhe era mais que amar a mim mesmo.
Eu era um jovem moço,
ele, um belo jovem,
nesta cidade ao pé do lago;
mas o nosso amor era mais que amor —
o meu e o dele era carnal,
um amor sagrado e profano.
E foi esta a razão por que, há muitos meses,
nesta cidade ao pé do lago,
à luz do luar eu ainda soube amá-lo;
mas a vida o tirou de mim
para encerrá-lo em meu sepulcro,
nesta cidade ao pé do lago.
E o rosto triste, no reflexo da água,
ainda murmura:
eu te amo…
Sim, foi essa a razão — como sabem todos —
que eu te perdi, Augusto.
Numa quinta-feira gelada,
o vento saiu da nuvem
e matou o amor que um dia soube amar.
Mas o nosso amor não era para sempre,
ridicularizado pelos deuses;
e nem os demônios sob o lago
poderão separar minha alma
da alma de Augusto.
Porque a luz triste do luar
só me traz sonhos
do dia lindo em que soube amá-lo;
e as estrelas na sexta sombria
só me devolvem os olhares
do meu amor que um dia soube amar.
E assim ‘stou deitado toda noite
ao lado do meu sepulcro,
sem Augusto,
no sepulcro ao pé do lago onde nos conhecemos,
ao pé do eterno murmúrio do lago.
Nem todo pensamento merece morada,
nem toda voz merece eco.
Há ideias que são ervas daninhas,
mas há também sementes de fé
esperando apenas um pouco de luz.
Regue aquilo que te aproxima de Deus.
Alimente o que traz paz.
Proteja sua essência com carinho.
Porque o pensamento que você cultiva hoje
é o lugar onde sua vida vai florescer amanhã.
Que a sua mente seja terra fértil de esperança,
e que Deus seja o Jardineiro fiel,
cuidando de cada detalhe com amor. 🌷
- Joelma S Souza
“Quando a dor me faz esquecer de agradecer, a vida me ensina — em silêncio — que há quem lute batalhas ainda mais duras, e isso desperta humildade no coração.”
Eu não temo mudanças. Eu as adoto. Só que há algumas pessoas que adotam as mudanças de forma exagerada...
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