Ha de ser Forte sem Jamais Perder a Docura

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O que há dentro do meu coração eu tenho guardado para quem realmente quer.

Eu não sei o que dizer em momentos como esse.
Quando se perde e está perdido, não há o que dizer.
Apenas lamentamos dentro do nosso silêncio.
Por hora, não crio ilusões sobre a eternidade ou o que vai acontecer em momentos futuros.
Simplesmente sei que vale mais as pequenas conquistas dentro desse curto espaço de tempo que nos foi dado.
Faço de tudo para me apegar a isso, mas nem sempre é possível e isso me leva a aprender, conviver e aceitar algumas coisas que nunca estarão sob meu controle.
Mesmo assim não há plena garantia de vitória ou mesmo da tão sonhada felicidade. Bem como não há garantias de derrota.

Existe um vazio, há tanto tempo em mim, que eu pensei que não fosse ter fim, mas de uns dias pra cá, desde quando te conheci, sinto que algo novo esta nascendo, um coração esta sendo preenchido e logo as feridas caem no esquecimento.

Ter tudo é tão frustrante quanto não ter nada. Se você o tem, não há mais o que ter como aspiração.

Não há nada mais complexo que a simplicidade do óbvio.

Há quem diga que “o que passou, passou”, e que “quem vive de passado é museu”. Uma pessoa, em sã consciência, não teria essa filosofia egoísta e solitária. Nada seria como é, se não fosse o que passou. Cada tropeço, cada pessoa, cada marca fixada na memória serve de alicerce para a construção de uma pessoa. Não damos o verdadeiro valor às coisas que julgamos desnecessárias. Não pensamos que tudo na vida é necessário. Estranhos, conhecidos, família, amigos.
Indiscutivelmente necessários.
Indubitavelmente preciosos.

NEM TUDO QUE BRILHA É SOL

Há dia em que acordamos com os primeiros raios de sol brilhando na janela, os pássaros em um bailado de sons, orvalho brilhando entre as flores. E na solidão do meu carro, em meus próprios pensamentos, entre um semáforo e outro, a espera por um verde brilhante, e por um instante em um desvio de pensamentos, crianças dançando entre os carros, pés descalços, fuligens do asfalto, cabelos embaraçados, rostos miúdos, crianças malabaristas do asfalto, com os olhos brilhando a espera da moeda.

Moeda!

Moeda brilhante que a índia com seu filhinho mendigam na esquina, um indiozinho de pele vermelha, mãos pequenas a espera de algo,

O que!

Nem ele sabe, ah se soubesse que á quinhentos anos sua família já fora dona desta terra chamada Brasil.

Ah, se ele soubesse!

O que o homem fez com o homem, escravizou, matou em nome da fé, tomaram sua vida, seu rio, seu peixe, sua dignidade, em troca de desculpa, lhe ofertou uma homenagem “O dia do Índio”.

Ah! Indiozinho o que fizeram com você, fica ai a espera do brilho da moeda. Moeda que o velho sentado em seu orgulho, cabelos brancos, rugas que lhe revelam a idade, olhos que passam olhos que não querem enxergar, ouvidos que não querem ouvir. Velho, anônimo ao olhar alheio, quantas coisas viveu, quantas coisas estes olhos cansados enxergaram, quantas histórias tem para contar, quantas moedas para levantar-lhe.

Moeda que a mãe tenta ganhar, com seu carrinho de doce, para o leite comprar, e seu filho sustentar.

Leite!

Leite, que os homens com suas fardas azuis autoritárias não a deixam ganhar, com os olhos brilhando, uma lagrima eu vi rolar.

Ah! Mãe como queria te ajudar, mas acovardando-me em meu mundo, de semáforo em semáforo em meus próprios pensamentos.

O brilho do sol vai dando lugar ao brilho da lua, os pássaros fazendo seu último bailado, e eu, no conforto do meu lar, a espera do sol voltar, para minha janela brilhar.

Não há começo, nem fim. Deve-se plantar amor infinito, e sempre com um pé na necessidade de existir o mal. Nem amor puro é saudável. E é isso que faz a existência ser interminável: a busca do equilíbrio.

O amor nunca vem antes, não há oração, coração ou simpatia para que ele se anteceda. Vencer a nós mesmos, vencer a própria pressa, suportar e decifrar o descaso e descanso da hora. Esperar. Esperar como se não tivessemos urgência, esperar como se a espera fosse o último motivo de não ir para frente. O amor nunca vem antes. Nunca antes da paixão, nunca antes da primeira oportunidade para pular do barco, nunca antes de conhecer o outro tão fundo a ponto de desistir. O sentimento seleciona ou anula, e entre um sim ou um não a linha é tão tênue e ao mesmo tempo um enorme abismo. Sim ou não. Uma escolha rende a história de uma vida, ou de duas. Escolher quando a chance de ser escolhido é bem maior. O amor nunca vem antes... sempre virá depois do que pensamos ser amor.

Não há sonhos perdidos. Há sonhos adiados.

Há muita semelhança entre uma partida de futebol e a vida: Tem o início e tem o fim. Tem grandes e pequenas jogadas, lançamentos, dribles, fintas, chutes pra dentro, bolas pra fora, tem gol, tem pênalti, defesas, faltas e sentenças. Tem mentiras e enganações. Tem alegria, tem choro, tem ódio, glória e derrota. Tem o intervalo, a mudança de campo e tem o reinício. Tem dança, beijo e abraço. E ainda tem a compensação!

Não vou viver, como alguém
Que só espera um novo amor
Há outras coisas
No caminho a onde eu vou...

As vezes ando só
Trocando passos
Com a solidão
Momentos que são meus
E que não abro mão...

Já sei olhar o rio
Por onde a vida passa
Sem me precipitar
E nem perder a hora
Escuto no silêncio
Que há em mim e basta
Outro tempo começou
Prá mim agora...

Vou deixar a rua me levar
Ver a cidade se acender
A lua vai banhar esse lugar
E eu vou lembrar você...

É!
Mas tenho ainda
Muita coisa pra arrumar
Promessas que me fiz
E que ainda não cumpri
Palavras me aguardam
O tempo exato prá falar
Coisas minhas, talvez
Você nem queira ouvir...

Já sei olhar o rio
Pr'onde a vida passa
Sem me precipitar
E nem perder a hora
Escuto no silêncio
Que há em mim e basta
Outro tempo começou
Prá mim agora....

Vou deixar a rua me levar
Ver a cidade se acender
(Se acender!)
A lua vai banhar esse lugar
E eu vou lembrar você...

Vou deixar a rua me levar
Ver a cidade se acender
(Se acender!) (Se acender!)
A lua vai banhar esse lugar
E eu vou lembrar você...

Obrigado, pais! Não há dinheiro que pague o exemplo, nem presentes que comprem um berço! Obrigado pelo maior tesouro que me dão todos os dias!

Vou centralizar minha energia
no meu melhor,
porque eu sou o melhor.
Se eu erro, não há problema-
isso é supernatural.
O importante é que estou
caminhando para essa
situação melhor, sempre.
E, com certeza, vou
agarrar todas as chances
que me ajudam
em minha realização pessoal.

Há os que dizem que ninguém é insubstituível.
Que quando chega, a morte nos apaga e apaga
nossos rastros mais cedo ou mais tarde.
Nossa condição de ser insubstituível prevalece
por pouco tempo e nos tornamos apenas
reproduções de som e imagem,
ou palavras mortas sobre o papel ou sobre a pedra,
nos livros de história, nos museus.
Quando desaparecemos, o que fazíamos poderá
ser feito por outros, o que dizíamos poderá
ser dito por outros.
Pronto, tudo resolvido.
A vida continua, o mundo continua a girar.
Verdade?
Mentira.

Não há dois dias iguais.
Um sucede o outro, mas não o substitui.
Porque cada dia é único.
Assim como na sinfonia, onde uma nota sucede
outra, mas não a substitui, sempre seremos
sucedidos nunca substituídos.
Porque nossa vida é única.
Porque cada pessoa é única.
Porque tudo o que geramos revela a nossa autoria,
como se fosse assim uma especie de marca.
Indelével, singular.
Um filho, um livro, um quadro, uma idéia,
um sentimento, uma palavra.

"Cada um de nós pode ser insubstituível.
Ser insubstituível, sim, por que não?
Um ser insubstituível não por arrogância,
nem por posses, nem por dotes físicos ou intelectuais.
Ser um insubstituível ser, simplesmente pelas emoções
criadas e pelos valores agregados em sua volta.
Ser um insubstituível seja pela renúncia à mediocridade,
pela fuga do vazio, pelo abandono da irrelevância.
Poderíamos ser todos insubstituíveis seres,
pela energia positiva que transmitimos às outras pessoas,
pela vibração produzida por nossos sentimentos,
pelos nossos exemplos e atitudes, pelo nosso esforço
admirável de passar por esta vida deixando marcas de
excelência, como se fossem rastros de luz.
Sejamos todos insubstituiveis.
Eu para você e você para mim.
Uns para os outros.
Cada um para todos

Ninguém está só

sempre há um caminho para se caminhar
sempre há um pôr-do-sol para se ver
e um luar para não se esquecer...
sempre há palavras novas para ouvir
músicas para se descobrir
emoções e momentos para se viver...
há sempre um dia novo para amanhecer
uma nova estrela que pode nascer..

Há um grande dia

Um dos primeiros sentimentos encontrados
Do que vai da vida à morte
Tão depreciado
Mas é o mais importante para este poeta
Neste dia não estarei entre vocês
Mas meu coração vai estar
Grande São Paulo sofrerá minha ira
Mas neste dia
De grande amizade desejo e maior benção do ano

Em um coração onde somente o “eu” habita, não há lugar para se preocupar com os outros.

Quando tudo se torna relativo, não há princípios prontos e acabados, mas construídos diariamente a partir das experiências pessoais. E isso é preocupante e muito perigoso. O homem está tentando reescrever os preceitos divinos e adaptá-los consoante seus próprios interesses.

Há locais e eventos onde não vou mais espontaneamente. Festas infantis e enterros são dois exemplos!