Ha de ser Forte sem Jamais Perder a Docura
Maçã
Fora há lição melhor da minha experiência
Ou talvez o pior...
Agonia e acalento
Com tudo cega subi ao firmamento
Por nada fui perdida, pelas infernais descidas!
Desapareceu
E o meu desejo nem te lia
Ferve-me há mente
Eclode-me no sonhar
E dou te, gosto amargo
E me alimento
E todos os infernos conhecidos
Rogo-te boca maldita
Que tu és
Um doce fim para minha alma perdida...
Tenho em meu caráter um traço predominante que salta aos olhos de quem me conhece há algum tempo: é o conhecimento que tenho de mim mesma. Consigo fiscalizar-me e aos meus atos como se fosse uma estranha. Sou capaz de encarar a Anne de todos os dias sem preconceitos e sem fazer concessões, observando o que nela há de bom e de mau. Essa autocrítica me acompanha sempre, e, cada vez que falo alguma coisa, sei imediatamente se devia ter falado de outra maneira ou se estava bem assim. Há muita coisa que condeno em mim. Seria uma longa lista!
Santo Deus, há tanto o que dizer, mas são palavras vazias e muitas vezes insensatas de alguém que enxerga a autodepreciação do tempo. Eu não consigo expressar a artificialidade que eles querem, e tenho enxergado a vida de uma maneira dolorida. E a quem acredita que eu veja de maneira distorcida, mas eles vivem na distorção e acreditam que o fato de que vivem é o certo e ignoram o que é indiferente ao que pensam. Eu penso em findar tudo, mas o único poder que tenho é de dobrar os joelhos e confiar na sua vontade, ó Pai: viver um dia de cada vez, mesmo enquanto não vivo. Não sei há quanto tempo deixei de ser eu e de suportar coisas que eu não deveria. Minha indignação, o meu tempo e o meu falar não têm muito valor num mundo onde se rotula “resultado” o fruto de tudo — fruto enganoso que leva à indecência e faz a gente perdidamente esquecer do que de fato importa, que é carregar a sua cruz por cada canto deste mundo que criaste com tanto amor. Pai, não deixa o meu ser se corromper para esse mundo, mas faz esse mundo se corromper pelo meu ser — não porque eu sou bom, mas porque tu, ó Pai, és bom —, e que o caminho que eu percorra desmorone, e que meus olhos possam voltar ao seu propósito.
Lutemos com senso crítico para encontrar o verdadeiro inimigo que nos mantém divididos.
Não há sentido em formar ressentidos dentro do nosso círculo.
Sem filtro, transformamos amigos em inimigos — e inimigos em amigos.
Onde há muito subjetivismo, a ordem vira aparência: cumpre-se o ritual da norma, mas o resultado depende do humor, da interpretação e de quem decide, abrindo espaço para o favorecimento em detrimento da regra.
Não há resposta fixa no horizonte,
Nem voz suprema a nos dizer por quê;
A vida nasce breve, quase fonte
Que corre antes que a sede possa crer.
Entre o que fomos ontem e o que afronta
O hoje incerto que insiste em renascer,
Moldamos o sentido que desponta
No gesto simples de ainda escolher.
Não é eterno quem nunca se arrisca,
Nem pleno quem só busca conclusão;
O vivo é chama frágil que se arrisca.
Se há rumo, é feito à mão, não por visão:
A vida vale mais quando se arrisca
A ser pergunta antes de solução.
A ORIGEM DA TUA PRÓPRIA LUZ
Quando o Coração Aprende a Amanhecer
Há caminhos que ninguém pode trilhar por você.
E não é castigo — é bênção.
Porque é nesses caminhos silenciosos que a alma aprende a conversar consigo mesma.
Quando a gente finalmente escuta o próprio coração, percebe que ele sempre tentou avisar:
“Eu também preciso de cuidado.”
O amor próprio não nasce de gritos nem de vitórias grandiosas.
Ele brota devagar, igual grama depois da chuva.
É um carinho que você dá pra si mesmo no dia em que ninguém deu.
É o jeito que você decide se olhar com respeito, mesmo quando o mundo disse que não valia tanto assim.
Quem aprende a se amar, aprende a se erguer.
Você não precisa ser perfeito pra ser digno.
Perfeição é fantasia cansativa.
O que transforma é honestidade interna.
Dizer pra si:
“Tá difícil… mas eu ainda tô aqui. E isso já é vitória.”
O amor próprio é fogo lento.
É o tipo de chama que não invade, não explode — mas ilumina.
Uma luz calma, profunda, que vai ocupando o peito até você perceber que sempre teve um lar dentro de si.
Quem se escolhe primeiro nunca fica por último.
Respeito próprio é o irmão mais velho do amor próprio.
Ele te puxa pelo braço quando você insiste em ficar onde não merece estar.
Ele diz:
“Vamos embora. Não precisa aceitar migalhas. Você é banquete.”
E quando esse respeito vira hábito, a vida começa a te tratar do jeito que você se trata.
A alma não quer aplausos.
A alma quer descanso.
Quer paz deitada no colo do próprio valor.
Quer silêncio que cura.
Quer espaço pra florescer sem pedir permissão.
Quando você aprende a se amar, até o espelho começa a te olhar com mais carinho.
Algumas dores não são inimigas — são professoras.
Elas mostram onde a gente precisa se abraçar mais.
Mostram onde ainda falta luz.
E mostram, principalmente,
que todo ser humano carrega um universo inteiro dentro do peito.
E quando esse universo desperta…
ninguém segura a tua luz.
“Não confunda minha paixão com fraqueza. Há muita força em conter o mundo quando alguém olha para você com desejo.”
O Limiar
Sinto tua falta como quem sente culpa,
não apenas dor.
Há um frio que não vem da ausência,
mas do que eu seria
se cruzasse a linha que me separa de ti.
Compreendi — tarde demais ou cedo demais —
que entre o querer e o tocar
existe um espaço que não me pertence.
O que me atrai não é a vida contigo,
é o risco, a queda,
a vertigem de um amor que cobra tudo.
Nada posso fazer.
Não por fraqueza,
mas porque há desejos que, ao serem atendidos,
destroem o que tocam.
Sou criatura do limiar:
preciso de permissão para entrar,
não na tua casa,
mas na região mais vulnerável da tua alma.
E sei que isso não seria amor.
Seria fome disfarçada de ternura.
Não me salvaria,
não te despertaria —
apenas nos perderia.
Eis o dilema humano:
amar e, ainda assim, escolher não tomar.
Ser condenado a observar,
não por falta de coragem,
mas por excesso de consciência.
Amaldiçoado não por amar demais,
mas por entender o preço do amor.
Há ideias que dão status a quem as defende — palavras ao vento para quem tem vida remediada e vive distante da realidade dos menos favorecidos.
Não há outro Deus que pode salvar se não o Senhor, não há outro debaixo do céu que nós salve e nós ama como nosso Deus Jeová. Bom dia na paz do Senhor.
Olhares
Há olhares que chegam sem aviso
mudam o rumo do dia
Há olhares que nos levam
a lugares onde nunca estivemos
mas que, de algum jeito,
sempre nos esperaram
Há olhares que vão
Mesmo assim ficam
E eu sei
qual ficou.
"Há um nível de sublimação tão profundo em um povo que, mesmo diante da verdade, eles se recusam a acreditar."
— Isaac C. P. Ribeiro
A oligarquia familiar vem se perpetuando no poder político há séculos, isso só acontece no Brasil tupiniquim;
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