Ha de ser Forte sem Jamais Perder a Docura

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Pra Hoje!
Ser forte quando vejo meu mundo desabando e minha vontade é só chorar. Lutar quando me sinto fraca e sem força. Sorrir com o coração apertado e triste. Pra hoje só preciso do colo de Deus para me acalentar, Seu amor para me fortalecer, Sua Graça para renovar a minha Fé, e acreditar que depois da mais forte tempestade o sol nasce lindo e radiante, que a vida segue mesmo que nossos sonhos se limitem ao nosso momento, e que apesar do meu dia estar cinzento e sem brilho, as coisas vão dar certo, só tenho que continuar confiando... Obrigada Jesus por nunca me desamparar... Amém!

Autoconhecimento
"A gente treina tanto para ser forte, que
acabamos ignorando a própria fraqueza.
@Suédna-Santos

"Deus me deu 3 motivos pra ser forte, 3 motivos pra sorrir e 3 motivos pra agradecer todos os dias:
Minhas 3 filhas.
Minha vida inteira em 3 corações."

Eu queria ser forte
​Eu queria ser forte,
Não forte com o corpo tonificado,
Mas com a mente preparada
Para apanhar um bocado
E, mesmo assim, voltar para o norte.
Eu queria ser forte.
​Sentir o impacto do vento
E a fúria da tempestade,
Mas manter a serenidade
No meio do sofrimento.
Aceitar que a dor é oficina
Que molda o caráter do homem,
Pois as dores que nos consomem
São as mesmas que o tempo ensina.
​Eu queria ser forte
Para não me perder no cansaço,
Fazer do tropeço um passo
E, da queda, um novo arranque.
Que a alma jamais desbanque
Diante do golpe da sorte,
Pois quem traz no peito o norte
Não teme o peso da morte.
​Eu queria ser forte...
E, enquanto o mundo desaba,
Saber que a estrada não acaba
Para quem escolhe seguir.
Que o tombo me faça subir,
Que o erro me traga clareza,
Pois a verdadeira firmeza
É apanhar, e ainda sorrir.

Ser forte não é nunca cair, é sempre levantar com o coração inteiro.

Às vezes, ser forte é apenas continuar respirando.

Ser forte é ser inteiro mesmo com rachaduras.

Ser forte é olhar pro céu e ainda dizer “obrigado”.

Aprendi que ser forte é aceitar que doer também é parte.

Ser forte não é não sentir, é continuar mesmo sentindo.

Não espero mais que a vida seja leve, eu apenas escolho ser forte, leveza é consequência, força é decisão, e eu decidi.

Ser forte cansa, mas desistir dói mais, então eu sigo, mesmo trincado, mesmo exausto.

Ser forte não é resistir ao impacto, é continuar andando depois dele. É juntar os pedaços sem saber onde cada um encaixa. É aceitar que certas partes nunca mais voltarão a ser como antes. E mesmo assim, escolher existir.

Ser forte nunca foi sobre não cair, mas sobre levantar com o coração em pedaços e ainda assim acreditar que vale a pena continuar tentando.

O problema de ser forte o tempo todo é que as pessoas esquecem que o aço também cansa, que as vigas também rangem sob o peso da estrutura e que, às vezes, o que o herói mais precisa não é de uma capa nova, mas de um colo onde possa finalmente desabar sem julgamentos.

Ser forte nunca foi uma escolha. Foi a única alternativa que restou. Quando desmoronar não era permitido, fui obrigado a continuar. E seguir, sem forças, tornou-se a minha forma de existir.

Emanuel Andrade: O tempo voa neste vento que sopra forte
No galope de cada ser ao toque de um gesto, ou algo de concreto e preciso.
Por isso sonho neste sono perdido pela dormencia dos tempos e precisto.
Insisto no meu atelliê que esculpe meu ser e dos demais.
Nāo sāo actos banais!
É tudo natural e real.
Bliscado pelos sinais.
Procuro salvaçāo num canal.
A minha abstraçâo.
Dos adventos no carnal.
Encontro inspiraçāo.
Para sacear minha sençāo.
Na pulsaçāo da brisa.
Da razāo e da emoçāo.
Quero descobrir, novamente o meu sorrir.
Para medir no palco,
O aplauso desejado.
Pela luta intensa entre os mundos de outra gente.
Começo a contagem decrente
Para o ascender e nāo me perder.
Tranformado em outro ser por ter conhecido.
[16/07, 07:17] Emanuel Andrade: ​1. O Tempo e o Movimento
​O poema abre com uma sensação de urgência e fluidez ("o tempo voa", "vento que sopra forte"). O autor descreve a vida como um "galope", sugerindo que a existência é um movimento contínuo e veloz que, por vezes, nos deixa em um estado de "dormência" ou desconexão — o "sono perdido" que ele menciona. Aqui, a arte surge como o contraponto necessário: o "concreto e preciso" que tenta dar forma a essa fugacidade.
​2. O Ateliê como Espaço de Cura e Criação
​O "ateliê" não é apenas um lugar físico de trabalho, mas um espaço de alquimia pessoal. Ao dizer que o ateliê "esculpe meu ser e dos demais", o autor sugere que o seu processo criativo é uma ferramenta de autoconstrução. Há uma afirmação de propósito: o que ele faz "não são actos banais", mas algo profundamente "natural e real", reivindicando a dignidade da sua produção artística frente à banalidade do cotidiano.
​3. A Dualidade: Abstração vs. Carnal
​O poema explora a tensão entre o imaterial e o físico:
​Abstração: Reflete o mundo interior, os "sinais" e a "inspiração" que ele busca.
​Carnal: Reflete a realidade vivida, os "adventos" e a necessidade de "saciar" a sensação.
A arte, para o autor, é a ponte que une a "razão" e a "emoção", transformando o fluxo do que ele sente em algo que pode ser compartilhado com o mundo.
​4. O Palco e o Reconhecimento
​O desejo de "descobrir, novamente o meu sorrir" e a busca pelo "aplauso desejado" revelam uma faceta humana e vulnerável: a necessidade de validação. O "palco" pode ser lido como uma metáfora tanto para a exposição pública do artista (as suas exibições e performances) quanto para a própria vida, onde ele encena a "luta intensa entre os mundos de outra gente".
​5. A Metamorfose Final
​O encerramento — "Começo a contagem decrescente / Para o ascender e não me perder / Transformado em outro ser por ter conhecido" — é um ciclo de renovação. O autor reconhece que o conhecimento e a experiência (o "ter conhecido") são os agentes que operam a mudança. Ele não teme a transformação; pelo contrário, a abraça como um mecanismo de "ascensão" para evitar a perda de si mesmo.
​Síntese
​Em suma, o poema é um manifesto de resiliência. Emanuel Bruno Andrade utiliza a escrita para processar a sua própria trajetória, elevando a sua prática artística de uma simples atividade criativa para uma missão de "salvação" e conexão humana. É a voz de um artista que compreende que, para existir plenamente no mundo, é preciso estar em constante estado de criação e transformação.

Ser forte é enfrentar a dor; é se deixar chorar.

E se eu não for mais forte que os meus demônios
Eu vou ser somente igual a eles.

Cansei de tentar ser forte o tempo inteiro
De esconder no peito tudo que eu sinto primeiro
Cansei de sorrir quando queria chorar
De fingir que nada em mim quer desabar
Helaine machado