Ha de ser Forte sem Jamais Perder a Docura

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Quando o Mar é Você


Há dias em que não é o mundo que me engole — sou eu que me afundo em mim.
A superfície parece perto, mas é como vidro: vejo o sol lá em cima, sinto o calor à distância, e ainda assim não consigo atravessar.


Seria simples nadar, se o peso não estivesse costurado nos meus ossos.
Seria fácil pedir socorro, se a voz não se dissolvesse antes de chegar à boca.
E assim fico, boiando no sal da minha própria tristeza,
enquanto os outros, da praia, acenam como se fosse só mais um mergulho.


Dizem para nadar até a areia, mas não sabem que a areia já não existe para mim.
Que a ideia de “voltar” é tão distante quanto um porto que nunca conheci.
O mar é fundo, frio, e tem o mesmo nome que eu.


E no silêncio submerso, percebo:
às vezes não é que a gente queira se perder.
É que o cansaço de tentar se salvar
parece mais letal do que simplesmente deixar-se afundar.

⁠Aqueles que se conhecem há décadas podem se tornar estranhos em um dia. Nós nos encontramos por acaso e podemos nos separar por acaso. Se gostarmos um do outro, continuaremos a nos encontrar; se não o fizermos, então nos separaremos. Não há banquete no mundo que não termine...

Se você não está construindo um futuro, é porque você não acredita que há um futuro.
(Vee)

Se há um livro que você quer ler, mas não foi escrito ainda, então você deve escrevê-lo.

Toni Morrison

Nota: A citação acima foi dita durante um discurso no encontro anual do Ohio Arts Council, em 1981, e foi posteriormente publicada no jornal "The Cincinnati Enquirer".

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Não há paz sem ter havido guerra. Não há vitória sem luta. Não se conquistam louros sem se ter lutado e vencido. Paz é a companheira ideal da criatura. Mas dificilmente é conquistada, porque queremos possuí-la sem merecê-la. Não há guerra mais nobre e edificante do que a que se trava para obtenção da paz interna, da única e verdadeira paz. A paciência de se estudar a si mesmo, a vigilância constante, o cuidado com os menores gestos, palavras, pensamentos são o que pouco fazemos, por isso somos levados a trancos e barrancos, pelas estradas obscuras e inseguras da vida.

Não há homem justo sobre a terra que faça o bem e não peque.

Porque sem medo não há coragem.

Há Uma Grande Chance De Você Não Gosta De Mim , Ha Uma Chance Maior De Eu Não Da A Minima Pra Isso :)

Há metáforas que são mais reais do que gente que anda nas ruas...

Armadilhas

Vamos combinar que muitas vezes não há mistério algum, vilão algum, nenhuma influência sobrenatural, questão de sorte. A gente sabe que se tocar naquele fio desencapado é choque garantido, como da última vez, mas a gente toca. A gente sabe que certos adubos são infalíveis para fazer a nossa dor crescer, mas a gente aduba. A gente sabe os tons emocionais que desarmonizam a pintura da tela de cada dia, mas a gente escolhe exatamente esses para pintar, mesmo dispondo de outros tantos na nossa caixa de lápis de cor. A gente sabe a medida do tempero e a desmedida, como sabe o sabor resultante de cada uma. Por histórico, a gente sabe a resposta muito antes de refazer a pergunta, mas a gente refaz.

Vamos combinar que muitas vezes não há nada de tão imprevisível, de tão inimaginável, muito menos entrelinhas, muito menos mau-olhado. A gente sabe, por memória das andanças, para onde a estrada de certos gestos nos leva, mas a gente segue. A gente sabe no que dá mexer em casa de marimbondo, mas a gente mexe. A gente sabe que não vai receber o que espera, mas a gente oferta sempre pela penúltima vez. A gente sabe que algumas praias são traiçoeiras, que não sabemos sequer nadar direito, que o afogamento é a coisa mais provável de todas, mas a gente mergulha. A gente sabe que a realidade, por mais dura que seja, precisa ser encarada com os olhos mais abertos do mundo, mas a gente inventa todo jeito que pode para desviar o olhar.

Vamos combinar que muitas vezes não há segredo algum, inimigo algum, interrogação alguma, nenhuma entidade obsessora além da nossa autosabotagem. A gente sabe que esticar a corda costuma encolher o coração, mas a gente estica. A gente sabe que nos trechos de inverno é necessário se agasalhar, mas a gente se expõe à friagem. A gente sabe que não pode mudar ninguém, que só podemos promover mudanças na nossa própria vida, mas a gente age como se esquecesse completamente dessa percepção tão sincera. A gente lembra os lugares de dor mais aguda onde já esteve e como foi difícil sair deles, mas, diante de circunstâncias de cheiro familiar, a gente teima em não aceitar o óbvio, em não se render ao fluxo, em não respeitar o próprio cansaço.

...

Sem confiança não há liderança.

Sem prazer não há vida; A luta pelo prazer é a luta pela vida.

É óbvio que há exceções, mas suspeito que para a maioria das pessoas o principal motivo de se agarrarem a religião não seja o fato de ela oferecer consolo, e sim o de elas terem sido iludidas por nosso sistema educacional e não se darem conta de que podem não acreditar.

“Não há alegria no trabalho. Não há felicidade, exceto na percepção de que temos feito alguma coisa”.

Há duas espécies de livros: uns que os leitores esgotam, outros que esgotam os leitores.

Mario Quintana
Caderno H. Rio de Janeiro: Objetiva, 2013.

Não há nada mais enganador que um sorriso. E ninguém sabe melhor disso do que quem se esconde atrás dele.

Não há competição, de qualquer forma
Você está abaixo do meu destino.

Há dois tipos de pessoas: as que fazem as coisas e as que ficam com os louros. Procure ficar no primeiro grupo: há menos competição lá.

Dwight Morrow
NICOLSON, Harold. Dwight Morrow by Harold Nicolson. Nova York: Arno Press, 1935.

Nota: A citação também foi proferida por Indira Gandhi e publicada em 1959 e 1965. Ela ajudou a popularizá-la, mas o conselho veio de seu avô, Motilal Nehru. Como Indira nasceu em 1917, não se sabe quando ela recebeu o conselho do avô. Já a biografia de Dwight Morrow, publicada em 1935, afirmou que ele escreveu esse pensamento em uma carta para o filho, por isso acredita-se que ele seja o autor.

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Conexão além de Mim

Há algo que me chama,
não é o eco de meus próprios passos,
mas o suspiro de algo que está distante,
como um farol que pisca no horizonte,
sussurrando meu nome,
não em palavras, mas em silêncio.

Carrego, talvez, o peso de um abraço
que ainda não sei dar.
E no meu peito, um campo vasto,
um vazio que pulsa, não como falta,
mas como uma promessa que ainda não se cumpriu.

Eu me entrego ao que não vejo,
à dança que não sei se já começamos,
mas sinto os seus ritmos chegando
como uma maré que inevitavelmente alcança
a terra seca da minha alma.

E no infinito do que sou,
surgem novas camadas,
como ecos que se multiplicam,
onde cada um é um mundo,
onde cada um é um ponto de partida
para algo mais vasto.

Em cada respiração, encontro um fragmento,
um universo que se expande dentro de mim,
tão grande quanto o que está por vir,
tão pequeno quanto o que já me pertence.

Há infinitos em tudo que toco,
em tudo que olho, em tudo que sinto.
E talvez, seja isso:
o movimento incessante de encontrar e ser encontrada
no eco de todos os universos que criamos juntos.

⁠Infinitos em Mim

Fecho os olhos e sinto,
dentro de mim, infinitos.
Há uma canção não cantada,
um soneto nunca escrito,
versos que se constroem no silêncio,
frases soltas que bailam no vento.

Uma coreografia à espera da melodia,
uma dança que aguarda nossos passos.

Nem tudo o que carrego em mim me pertence,
não posso guardar—preciso encontrar destinos.
Em mim, carrego também muitas faltas,
daquilo que precisa urgentemente me achar.

Não há possibilidade de ser feliz sem me permitir,
sem me deixar ser—em mim, me encontro.

Respiro fundo, tão fundo,
que me perco na imensidão.
Não compreendo—sou tão pequena, mortal.
Como não transbordar?
Quantos infinitos cabem em mim?

Lembro-me: não sou deste mundo,
apenas passo,
uma estação, um instante.
Mas tenho urgências—
meu tempo escorre entre os dedos,
e cada instante é um reflexo de mim.

E no vazio, cheia de infinitos, sou.
Buscando me permitir ser.