Ha como eu Queria q ela Soubesse
Começar é fácil. Permanecer é prova de fogo.
Há muitos que começam com paixão,
mas poucos que continuam com convicção.
Há muitos que sabem o caminho certo,
A trilha estreita, o passo mais perto.
Mas ao verem a cruz, recuam devagar,
Pois seguir Jesus é morrer pra reinar.
Não é falta de luz, nem de direção,
É medo da poda, do quebrantamento, da renúncia em ação.
Pois o caminho certo esmaga o orgulho,
E o ego não gosta de perder seu murro.
Na casa de Deus, não há trono de orgulho,
Nem espaço para máscara ou barulho.
A voz que agrada ao Senhor é singela,
É a do arrependido que entra… e sai com a alma bela.
Pois se o Céu celebra o arrependido,
Quem é você pra ficar ofendido?
Há um espírito sutil e perigoso,
Com aparência de santo e piedoso,
Mas por dentro é trono falso, é vaidade:
Rejeita o caído, nega a verdade.
Se esquece do Filho Pródigo voltando,
Enquanto o irmão mais velho vai murmurando.
Reclama da festa, recusa o perdão,
Mas o Pai diz: “Esse é meu filho do coração.”
Máscaras do apresentável
Há sempre uma oportunidade, um convite à observância do nosso homem interior, pois se o deixarmos ao tempo, o tempo o tornará estranho até mesmo para nós.
Quem não molda seu interior acaba se acostumando às máscaras do apresentável, passando a viver em uma constante emulação do subjetivo, ou seja, uma intimidade oportunista e concomitantemente contraditória.
Fragmento III – Quimérica desigualdade
Há certa semelhança entre a igualdade oferecida pela lei, a proposta pelo racismo e a que é esperada pela sociedade. Talvez a percepção oferecida pela lógica substantiva, da ética valorativa, não contemple o propósito da reciprocidade em uma relação social.
Assim, a desigualdade é mais um reflexo quimérico e sistemático, refletido por qualquer modelo de coletividade, gerando toda forma atrofiada de ética, moral civilizatória e percepção sensorial do mundo externo, destoante de qualquer equilíbrio.
Nella città III - A cor da carne
Há dores que nascem antes do grito.
Não do corpo, oráculo por vezes calado,
nem da alma, que cedo se curva ao pranto.
Mas da identidade, lançada à sombra, à face do repúdio,
antes mesmo de saber-se ser.
Nasce, então, a dor sem nome,
antes que a luz do mundo pudesse tocar a pele — nua.
É o peso de um tom que destoa,
aviltado pela violência do olhar.
A cor da carne, que não é da alma,
não é identidade,
mas adorno passageiro —
incompreendido por olhos de cárcere,
que desferem o açoite mudo da ignorância,
a face vertida.
Vê:
a cor sublinha o corpo,
e não pede perdão pelo que é.
Aqueles que esperam que a cor se renda
não entendem o enigma da pele — nua,
que nenhuma voz pode enunciar.
Vis-à-vis com os vis
Há homens que da violência trazem a chaga, porque lhes feriu primeiro a carne e a alma; há homens que da violência fazem casa, porque nela se assentam, dela se servem e por ela se governam; e há homens violentos, mais vis que desgraçados, porque, conhecendo o fel da dor, não o abominam: dão-no a beber ao próximo.
Que culpa há em ser ferido? Nenhuma. Que desgraça há em morar na ferida? Grande. Mas que baixeza é ter sofrido o golpe e, podendo quebrar-lhe o ferro, escolher brandi-lo contra outro!
Saulo Nascimentto
Não há nada mais injusto que a ingratidão enraizada num coração injusto. Gratidão não se dá, se doa.
"Não há diferença entre homens e mulheres quando o assunto envolve sentimentos. Somos seres humanos."
Quando te fecharem uma porta, independente da intenção, estão dando-lhe a oportunidade de ver que há outras portas abertas e, lhe tornando capaz de vencer todos os novos obstáculos.
Há três momentos bem comum em que a maioria das pessoas voltam a ser elas mesmas: fúria, embriaguez ou quando acha que o fone de ouvido do outro está no máximo!
Se alguém te tratar mal, basta lembrar que há algo errado com essa pessoa, não com você, quando sou alvo de olhares compassivos ou excluído em conversas, tento resistir ao impulso de me culpar,
lembrando que a crueldade alheia reflete a limitação interior deles, não meu valor, essa mentalidade me fortalece em momentos de rejeição, ainda que seja difícil impedir que a mágoa me consuma antes dessa lembrança vir à tona.
Há dias em que o cansaço pesa tanto… que desistir parece um alívio, um oásis no deserto da dor. A luta contra a depressão, contra a dor crônica, me empurra para esse abismo de querer parar… Mas então… me agarro a um fio de fé, um sopro mínimo de esperança… E decido: viver só mais um dia.
Apenas… mais um.
Pela singularidade que certos sentimentos transcendentais carregam, há um instante de suspensão do tempo quando nos encontramos na presença de quem verdadeiramente amamos.
O tempo é um mestre tardio, só entrega respostas quando já não há perguntas, cura quando a dor já foi assimilada e oferece lições quando já não há mais como aplicá-las. Sua sabedoria chega sempre depois da necessidade.
A PROCURA
Procuro você
Não há encontro
Existe uma variedade de crianças:
Irrequietas, quietas, travessas, malcriadas, comportadas.
Onde está você?
Em que ponto do passado encontrá-lo?
Vasculho o prédio:
Por baixo da mesa, das cadeiras,
No pátio, diretoria, no lixo.
Não o encontro!
Vou à Bahia, de Mucuri ao Ibó.
Vasculho Itabuna, Vitória da Conquista, Ibirapitanga...
Perdeu-se!
Não foi a morte que o levou
Foi a vida!
Junho/ 1974
PALAVRAS... LAVRAS
(Essencial é ver; ser, basta!)
Não há palavras! Há.
Esperar?
Não há por quê. Para quê?
Silêncio...
Tristeza...
Invisibilidade!
Não sou.
Sou?
Ser!
Essência,
Basta?
Que bosta!
Universo
Terra/ mar/ ar...
Misture tudo!
Nada?
Vazio!
Dez/ 2017
Não se engane bom só há um que é Deus, então reveja seus passos, quem não procura honra a Deus não serve pra caminhar ao teu lado.
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