Ha como eu Queria q ela Soubesse
[DIVERSIDADE NA PERCEPÇÃO DAS PAISAGENS]
Há uma paisagem da guerra, da miséria, da fome, do medo, das classes sociais em luta, da religiosidade, do lazer, da tecnologia, da moda, dos estilos arquitetônicos, do controle disciplinar, do poder midiático que se espraia sobre uma região e aí estabelece seu domínio e práticas manipuladoras sobre a população local. Estas diversas paisagens referentes a extratos específicos de problemas, ou a instâncias singulares da realidade, às vezes são perceptíveis espontaneamente, outras vezes não
[extraído de 'História, Espaço, Geografia'. Petrópolis: Editora Vozes, 2017, p.56].
[A PAISAGEM NO ESPAÇO-TEMPO]
Neste momento, contemplo uma paisagem. Há uma pedra no caminho (subitamente me lembro do poema). Ela é antiga como a Terra, mas isso no momento não importa. De qualquer maneira, é bruta, jamais trabalhada pelos homens de qualquer tribo ou civilização, Atraído pelo ruído suave das águas (ou terei imaginado isto?), meu olhar volta-se subitamente para o pequeno rio urbano, canalizado em meados do século XIX. O encanamento, contudo, já era naquele momento a substituição de um outro, construído vinte e oito anos antes (cheguei a ler o documento que registra o primeiro plano de captação, em um velho arquivo público). A atual calha que contém o traçado do rio, para evitar pequenas enchentes nos dias chuvosos, ali está desde meados do século XX, mas sofreu reparos recentes, por causa das olimpíadas de 2016.
O rio tinha seu nome tupi-guarani por causa dos papagaios que nele vinham se alimentar desde os séculos anteriores, mas a poluição das últimas décadas do século XX já os afastou há muito. Todavia, foram substituídos por aquelas garças, de dieta alimentar menos exigente, que vivem em um zoológico mais distante. Há uma árvore, duas, três, e mais, nas suas margens, sendo que cada uma tem uma idade diferente. Cada uma delas canta a sua própria imponência, na minha imaginação. Mas sou despertado deste devaneio por um outro ruído, este de verdade. É um rolar maquinal, que adentra a paisagem sonora como uma dissonância. A muitos e muitos passos do rio, há uma abertura para o chão. O metrô tem 25 anos, mas aquela estação foi agregada há apenas três anos, e agora oferece aos passantes a sua entrada. Entre ela e o rio enfileiram-se edifícios de diversas idades, de cada lado da rua asfaltada (com exceção de um curioso trecho de paralelepípedos, talvez esquecido pelas últimas administrações públicas).
Há também uma casa muito antiga, do início do século passado. Terá sido tombada? Sobrevive. Alguns automóveis, há muito eu não via um opala, movimentam-se discretamente na rua de mão única. Formam um pequeno fluxo. Seguem por ali, em meia velocidade, e logo vão desaparecer sem deixar vestígios. Por enquanto, todavia, fazem parte do acorde visual da paisagem. Registrei tudo, em minhas anotações. Mas agora me dirijo ao Metrô.
Ao entrar naquela estrutura moderna, que por sobre trilhos me conduzirá através de um conduto contemporâneo tão bem incrustado em uma pedra de milhões de anos, anterior ao surgimento da própria vida sobre a Terra, espero chegar em vinte minutos ao centro da cidade. Ali, naquela alternância de avenidas asfaltadas e ruas estreitas, por vezes talhadas em paralelepípedos, novos acordes de espaço-tempo me esperam. Sem ânsia maior de me mostrar a superposição de cidades que escondem e revelam, eles me indagarão, como se ressoassem do fundo de um verso: “Trouxeste a chave”? A todos perguntam a mesma coisa, indiferentes à resposta que lhe derem .
Já me demoro demais. Andar pelo espaço é viajar pelo o tempo. Retorno, será mais seguro, à reflexão histórico-geográfica
[extraído de 'História, Espaço, Geografia'. Petrópolis: Editora Vozes, 2017, p. 59-60]
Na vida há muito mais derrotas do que vitórias, mas os que mais vencem, são os que mais aprendem com as derrotas por compreenderem que é nelas que estão seus grandes estímulos!
Cada encontro na vida é importante para nossa evolução ....
Não há o que temer ,somos todos um em apenas um ser.
Em cada alma há um aprendizado ,um recado deixado ,uma lição . Receba e aceite com amor a sua missão e se prepare para crescer.
Tudo o que emanamos no universo, a natureza do regresso trata de devolver em dobro da proporção oferecida .Então tenha cuidado como o que vai desejar, é para você que vai voltar . Libere o que há de melhor em seu coração e abençoa o seu irmão.
Abra sua percepção para que a luz divina possa brilhar...
Experimente se colocar a disposição para dialogar.....deixe as pessoas saberem que você se importa ,sem esperar nada em troca.
Uma pequena ação pode fazer toda a diferença para alguém que vive na descrença.
Pedir desculpa e dizer que estava errado ,alivia quem esta angustiado se sentindo culpado.
Eu admiro você ,valoriza e ajuda a crescer um ser que pensa não ter valor e não tem nada a oferecer.
Saiba dizer eu preciso de você, para o outro saber que é a hora de ajudar ,sem atrapalhar.
O pensamento cria, o desejo atrai e a fé realiza ..vamos realizar através fé aquilo que muitos ainda acreditam que não existe o BEM VIVER acreditam que a vida é um eterno sofrer...
Escondida dentro de nós há uma força que nos faz prosseguir a cada novo dia, independente das dores, dificuldades ou problemas. Essa força se chama “Deus”!
Não há nada mais belo do que ver a perfeição de Deus em cada pequeno detalhe de suas criações. Isso nos faz enxergar o tamanho de seu amor por nós, fez coisas belas e perfeitas para que seres imperfeitos como nós as desfrutemos...
Não há renovação planetária com nossa participação sem o florescer primeiramente interior do amor próprio, com a dedicação que nossa missão merece.
O dia de amanhã é incerto para todos ,
porém há liberdade em planeja -lo e
dessa forma , não se é surpreendido
ao raiar do dia.
Se nos foi dada a oportunidade de viver
hoje , que seja melhor que ontem .
Eternamente Juntos
Há uma paz...
Há uma
Eterna paz agora!
Antes,
Depois que
Tu foste embora...
Eu remetia em sonhos
Nossas lembranças,
Mas, eu precisava
Colocar para fora…
Primeiro,
Filosofei
Em prosas
Nossos universos!
Agora,
Ascendida
Nossa paz,
Declamarei
Esses versos:
Tu morreste isso eu sei...
Até então, apenas
A toquei abraçando-a,
Sonhando contigo
Pela madrugada…
Eu também sei
Que um dia morrerei…
Por que não,
A abraçando e beijando-a,
Fazendo de ti na vida
Uma amante,
E na morte
Uma eterna
Namorada?!
Jeazi Pinheiro, in “O Último Poema”.
Há dias em que tudo começa a fazer sentido e nós resolvemos abrir os olhos para a verdade: “aqueles que nos querem e que nos amam não nos abandonam”. Por isso, não devemos renunciar a nós mesmos por causa de alguém que decidiu não permanecer, por alguém que escolheu não nos amar...
Quão difícil é caminhar nesta jornada, há dias que nos parecem impossíveis, mas, com a ajuda de Deus, passamos por eles. Imagine se não seria impossível caminharmos sem Deus, privilegiados os que O têm no coração e decidem não abandonar a sua capacidade de acreditar que Ele estará conosco até o nosso último dia, mais do que esperança, isso é ter fé!
Meus amigos, é verdade que dessa falta de firmeza que há no meu comportamento, nasce em mim - não sei se é também por outro motivo, mas é quase sempre por causa da falta de firmeza - uma negligência tão grave e uma demora tão grande na hora de agir, que eu nunca me decido a começar uma coisa ou então, se eu começo, vou me arrastando tanto, que nunca chego ao fim.
Seja diferente.
Onde está preto e branco, procure ser a cor.
Onde há tristeza, leve a felicidade.
Onde há choro, procure levar a alegria.
Onde há guerras, seja a paz.
Em cada dor, uma marca, cada marca uma historia, cada história um aprendizado. De que, não há machucado que não possa ser curado.
HELENA
Há nessa pequena alegria,
Energia pura que irradia,
Luz com pitadas de magia,
Encanto que enlouquece e contagia,
Na aurora do final de cada dia,
A realização do sonho que eu mais pedia.
PEQUENAS COISAS
Não há nada Maior
Do que as pequenas coisas
Um sorriso de mulher escapou dos lábios!
Deslizou suave, entre o medo e o desprezo,
Dando esperanças ao galanteador barato
O café escorreu quente e saboroso
Ao abrigo da chuva torrencial
Como se fosse o último dia, do último dos planetas
A piada velha, que há muito já não se ouvia,
Soou como nova ao som dos violinos
E provocou risos honestos
Tudo isso: cada pequena coisa
Grita que não há nada maior neste mundo
Sob este sol, ou abaixo de qualquer lua
Sim... Não há nada maior
Do que cada pequenina coisa
Celebrações
e pomposos prêmios?
Medalhas de brilho inútil
Ao abrigo das grandes causas?
O tal carro magnífico que transpôs
A festejada e ruidosa linha de chegada?
A ovacionada atriz que distribuía autógrafos?
A mansão comprada, após a venda de muitas almas?
Tudo isso, e todas as coisas “grandes”
Nada significa... E de sua parte
Não há nada maior
Do que o sabor,
Único
E sincero,
Das pequeninas coisas
São elas por quem perguntarão as vozes
Que curiosas te esperam, ao final da vida:
Onde estão elas – as preciosas pequenas coisas?
Onde estão as memórias saborosas, que são só suas?
Tuas medalhas vão para a corrosão da ferrugem
Tuas mansões vão para o lixo dos herdeiros
Mas... onde estão tuas pequenas coisas?
Pobre alma, a que não as tem...
[poema publicado na revista Nós, vol.6, nº2, 2021].
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