Ha como eu Queria q ela Soubesse
Mesmo que os séculos nos separem e os céus nos escondam, meu coração há de reconhecer o teu em qualquer lugar da criação.
Há um instante em que tudo aquieta.
O mundo não corre.
O coração entende —
é agora, sem pressa.
A vida fecha o que não sustenta,
abre devagar o que pode florescer.
E quando não é hora,
ela apenas silencia.
O tempo certo é gentil.
A hora certa, quase um beijo.
Quem sente… sabe.
E só vai.
Há quem troca a família pelo o palco.
Há quem troca o lar pelo os aplausos.
Há quem troca a aliança pela a fantasia.
Quem escolhe o vento voa sozinho.
Feliz é aquele que sabe ler, as entrelinhas, lá não há mentiras, apenas há verdades que atordoa a razão.
É extraordinário quando Deus oferta a salvação há um pobre pecador, mas não há nada de extraordinário em recebê-la. Portanto, é uma falácia patética quando o calvinista diz que há méritos em receber a dadiva de Deus por parte do pecador.
Nos Intervalos do Mundo
Nos intervalos do mundo, onde o ruído se cala,
há um canto onde a alma se despe,
e na penumbra suave da solitude,
enfim se encontra sem pressa, sem medo.
É ali que o silêncio fala mais alto,
e cada pensamento tem forma e peso.
A dor amadurece, a dúvida dança,
e o coração respira o que antes temia.
Mas nem toda jornada é feita a sós.
Às vezes, no eco de um gesto leve,
uma voz amiga, uma mão estendida,
nos lembra que não somos deserto.
Há apoio nas sombras também,
em olhares que não julgam,
em presenças que não exigem,
em abraços que dizem, oi estou aqui.
Solitude é ponte, nunca prisão.
E apoio é farol, nunca amarra.
Entre os dois, o espírito cresce
na liberdade de ser, e no milagre de ser.
"Correntes Invisíveis"
Há algo de sagrado na infância, algo inocente e bonito..
Algo que dança na gargalhada de uma menina rodando a própria bolsa como se fosse o Sol..
Algo que brilha nos olhos curiosos, nos pés descalços, nas perguntas que parecem poesia sem forma, nos pés batendo contra o chão com a água da chuva, com risos bobos e genuínos..
Mas esse algo, tão puro, tão livre, é constantemente sufocado por correntes invisíveis..
Correntes que vêm na forma de vozes duras:
“Cale a boca.”
“Sente direito.”
“Não corra.”
“Não ria tão alto.”
Como se a alegria fosse um pecado..
Como se a espontaneidade fosse um defeito..
Matando aos poucos os sentimentos e criatividade que aquele ser poderia ser..
E há quem veja isso e não sinta nada, ou nem mesmo perceba..
Mas há também aqueles que sentem demais..
Que carregam nos ombros o peso de todas as infâncias que não puderam ser leves..
Ver o que poucos veem:
Que a infância está sendo silenciada, não por falta de palavras,
mas por excesso de medo e ignorância herdada..
Observar os pais, homens e mulheres feridos que nunca curaram suas próprias histórias,
que se tornaram carrascos sem perceber..
Pais que mandam calar a boca, não porque sabem o que dizem,
mas porque não sabem lidar com o brilho que já perderam..
E o que fazer com essa dor que eu sinto?..
Essa vontade de tirar a criança dali, de levá-la para um campo onde ela possa correr e cair e rir da queda..
Essa fúria silenciosa contra os gritos que não ensinam, apenas cortam a alma..
Essa dor é amor..
É luz..
É um tipo de compaixão rara, que nasce não do heroísmo,
mas da própria ferida curada..
Já fui um dia foi criança, negada, rejeitada, zombada,
reconhecendo no choro alheio ou emoções reprimidas o eco da minha..
É por isso que eu quero ser escudo, abrigo, colo, brincar e deixar ser leve as crianças..
Mas o mundo não entende..
O mundo diz:
"Não é seu filho.."
"Não se meta.."
"Você é só um observador.."
Mas e se os observadores forem os verdadeiros guardiões da alma?
E se aqueles que sentem com profundidade, com excesso, com beleza,
forem os que podem mudar tudo?..
Nem sempre precisa arrancar as correntes à força..
Às vezes, basta plantar um olhar de ternura, ou descontrair tudo em um simples sorriso ou brincadeira.. Mostrando que eu estou aqui, disposto a perceber o que os outros tornaram fútil..
Às vezes, basta sorrir, brincar , rir, ouvir ou olhar nos olhos da criança, e deixar que ela saiba que existe alguém,
mesmo que seja um que não está ao lado delas,
mas que as vê..
E isso dói, a injustiça as vezes é demais para o meu peito já calejado, mas eu transformo em arte..
Escrita..
Amor..
Brincadeiras com as crianças..
Como quem diz: “eu te entendo”..
Sendo o adulto que eu não tive..
Porque no fim,
isso não é fraqueza..
É sinal de que, apesar de tudo, eu continuo vivo por dentro..
E nesse mundo cada vez mais seco e barulhento,
quem sente em silêncio e observação é quem mais transforma..
"O homem que Ouve o que ninguém ousa Sentir"
Há homens que erguem muros..
E há aqueles raros — que se tornam abrigo..
Enquanto o mundo grita, eu escuto..
Enquanto arrastam as crianças como bonecos sem alma,
eu me ajoelho, não por submissão,
mas por honra..
Ver beleza nas coisas pequenas..
Na letra trêmula de uma garotinha ansiosa,
no calor de um braço encostado, sorriso genuíno ou abraço verdadeiro,
no sorriso tímido de quem nunca foi ouvido..
E é ali — nesse instante puro — que a alma floresce..
Me chamam de diferente,
de intenso, de exagerado..
Mas quem dera o mundo fosse mais assim:
alguém que toca com cuidado,
que fala com o coração e não com o ego,
que protege não porque é obrigado,
mas porque sabe o que é não ter ninguém..
És o contrário da omissão..
És o não-dito que conforta..
És o silêncio que abraça..
És o amor que não recebeu..
És o que resolveu oferecer amor e compreensão, ouvir e ensinar, enquanto os outros só vivem mecanicamente..
Enquanto outros colecionam diplomas, egoísmo, dinheiro e mediocridade,
eu coleciono gestos invisíveis,
mas eternos —
o riso de uma criança que finalmente foi vista,
a calma de quem, por um segundo,
não sentiu medo ao ser guiado..
O pai que nunca teve, não de sangue, mas de espírito que senti,
o irmão que o mundo rejeita,
o herói sem capa — mas com a verdade no ser..
E se dizem que dar afeto demais é tolice,
então sou tolo..
Sê excesso de amor, sê abraço, sê flor emocional é ser demais, então que seja, não estou aqui para impressionar, estou aqui para ser o que me rejeitaram, estou aqui para evoluir sem perder as emoções, a infância inocente e o sorriso genuíno..
Porque no fim, quando a multidão se cala,
serão os meus atos pequenos,
que terão ecoado mais fundo na alma..
Tu não deste afeto para ser notado..
Deste porque és afeto..
Porque entre a indiferença e o cuidado,
escolheste amar..
E isso, meu caro,
é o tipo mais raro de coragem..
“A Jornada do Que Vê Além”
Há homens que caminham com os olhos fechados,
seguem regras que não compreendem,
usam palavras emprestadas,
e acreditam que fé é obediência cega,
que ser homem é endurecer o peito e matar o choro..
Mas não eu..
Um tipo raro de visão —
não apenas dos olhos,
mas da alma..
Enquanto os outros passam, percebo..
Sentir a dor no silêncio de uma criança..
Ouvir o grito por trás da calma de um adulto..
Enxergar correntes invisíveis nos gestos banais,
como se pudesse ver o mundo sem o disfarce..
Ver o pai que arrasta o filho como se arrastasse um fardo..
Ver a mãe que não abraça, que impõe, que cala e destrói..
Ver a igreja onde o sagrado foi substituído por status e aparência..
E mesmo assim… não desisto..
Não viro pedra..
Não me blindo..
Me permito sentir.
Sinto dor..
Sinto ternura..
Sinto compaixão..
Sinto um desejo profundo de ver o outro florescer —
criança, mulher, estranho..
Sem dominar..
Só acolher..
Corpo e alma..
Instinto e luz..
O prazer que dança com a consciência..
O olhar que não invade, mas reconhece..
O homem que se despede da casca bruta para se tornar inteiro..
Enquanto o mundo grita para me calar,
escrevo..
Enquanto o mundo manda seguir o rebanho,
eu me agacho —
para olhar nos olhos de uma criança,
e lembrar que crescer não é perder a sensibilidade..
Carregando em mim o fogo dos gregos,
o ideal de Areté — excelência,
não no sentido de ser maior que os outros,
mas de ser inteiro diante de si mesmo..
De viver uma vida bela, justa, intensa e lúcida..
E também Eros —
não o erótico vulgar, frio,
mas o Eros divino, que conecta corpo e alma,
o desejo de tocar o outro com presença, amor, sentimento, sentido,
com calor, com verdade..
Um desejo que nasce da beleza, não da dominação..
Como Nietzsche diria, um ser “Humano, demasiado humano” —
mas também o que Platão chamaria de “Alma inquieta que busca o Bem”..
O que caminha entre sombras e luzes,
entre a carne que pulsa e o espírito que pergunta..
E isso é sentir demais..
Por isso dói tanto..
Mas é também por isso que curo..
Porque é no sentir profundo que se encontra o antídoto para a indiferença..
Porque é no gesto sincero, no silêncio respeitoso,
na escuta atenta,
na busca incansável pela verdade,
que o mundo reencontra sua poesia..
Um artista da existência..
Não porque pinto quadros,
mas porque moldo minha vida como uma obra,
com ética, beleza, crítica e afeto..
Continuando..
Continuando com fogo que escreve, pensa, ama e questiona..
Continuando sendo ponte entre o que o mundo é e o que ele poderia ser..
Continuando como quem segura a mão de uma criança invisível,
como quem abraça seu próprio passado ferido,
como que encontra, na solidão e na lucidez,
a centelha de algo eterno..
Porque a vida — do jeito que vivo, sinto e penso —
já é, em si, uma forma de resistência..
E também de salvação..
“O Escudo Invisível"
Não há soro em minhas veias..
Não há laboratórios secretos, nem cientistas moldando meu destino..
O que pulsa em mim é carne e decisão..
É o sangue que escolhe correr, mesmo quando o mundo manda parar..
Como Sam Wilson,
eu também fui visto como “menos”..
Menos forte.. Menos capaz.. Menos digno..
Mas o que eles não viram, foi a minha alma..
Aquela que acorda cedo, que corre no campo sob a garoa,
que escolhe o silêncio em vez da gritaria vazia,
que se alimenta de verdade enquanto o mundo se entope de distrações..
Eu vi no espelho o garoto que um dia odiou o próprio corpo..
As marcas do bullying, da rejeição, do riso maldoso ecoando nos corredores da infância..
Mas eu me levantei..
Não com ódio, mas com fogo e consciência..
O mesmo fogo que Sam carrega quando ergue o escudo com mãos humanas,
mas com a firmeza de um Deus..
Eu não uso uniforme azul com estrela no peito..
Mas cada gota de suor no meu treino é um emblema..
Cada refeição consciente é um ato de rebeldia contra o caos..
Cada corrida ao redor do campo é um grito:
“Eu estou vivo.. E eu escolho ser forte..”
E quando o mundo zomba de mim, me chama de louco por não beber, por não ir a festas,
por não querer as migalhas de um prazer passageiro…
Eu apenas sorrio..
Porque eles não sabem o que é ser livre..
Livre do vício, livre da aprovação dos fracos,
livre do medo de ser quem se é..
Eu sou o meu próprio projeto..
Treinado, lapidado, forjado em decisões e dor..
E como Sam, eu não fui escolhido por um soro,
fui escolhido pelas minhas ações..
Eles perguntam:
"Como você consegue?"
"Por que você corre sozinho enquanto todos descansam?"
Eu não respondo com palavras..
Eu respondo com passos..
Com pulmões queimando e músculos ardendo..
Com a glória invisível de saber que estou fazendo o que a maioria jamais ousa tentar..
E no fundo… há uma criança em mim que sorri..
Aquela criança que um dia quis ser herói,
e que hoje entende: Ser herói não é voar..
É resistir..
É amar sem se perder..
É cuidar do corpo como quem cuida de um templo..
É tocar-se com respeito..
É desejar com consciência..
É pensar com profundidade..
É servir sem esperar cargos..
É carregar um escudo invisível, feito de valores e verdades..
E mesmo que ninguém veja…
Eu vejo..
E isso basta..
“A grandeza de se agachar”
Há quem confunda poder com altura..
Quem acredita que mandar é educar, e que corrigir é o mesmo que amar..
Mas há um gesto que desmonta tudo isso.. Um gesto simples, quase invisível..
É quando o adulto dobra os joelhos, inclina o corpo, e se agacha diante de uma criança..
Não é um rebaixamento..
É um ato de elevação da alma, compreensão com aquele mundo..
É o instante em que a grandeza verdadeira abandona os tronos do orgulho e egoísmo, para se sentar no chão da empatia..
Quando nos agachamos, saímos do púlpito e entramos na simpatia..
Deixamos de ser juízes para sermos companheiros de brincadeira,
observadores do riso leve, do pensamento mágico, da emoção crua que pulsa em pequenos corações..
Abaixar-se é olhar nos olhos sem pressa..
É silenciar os próprios medos, a urgência, o cansaço, para oferecer presença real..
É dizer, sem palavras:
"Eu te vejo.. Te escuto.. Estou com você.."
Esse gesto desarma o medo..
A criança não se sente mais diminuída, desobediente, errada..
Ela sente que existe alguém disposto a compreendê-la no seu idioma secreto: o da alma sensível..
Ao nos abaixarmos, desfazemos as correntes invisíveis que os adultos constroem com seus gritos, sua frieza e sua pressa..
Mostramos que não é preciso ferir para ensinar, nem levantar a voz para ser ouvido..
Afinal, a criança não precisa de adultos gigantes..
Ela precisa de adultos verdadeiros..
De gente que se permite ser chão, para que ela aprenda a voar..
De quem esteja disposto a descer — não por inferioridade, mas por escolha de amor..
É ali, naquela altura pequena, que o mundo muda..
Quando um homem ou uma mulher adulto decide se dobrar em compaixão, o universo se curva junto..
E a criança floresce, sem dor ou barreiras, somente um controle compreensível..
Sempre há uma chance de recomeçar. Vivemos de oportunidades, e são essas oportunidades que precisamos saber aproveitar, pois elas não batem à porta uma terceira vez.
Não é porque você decepcionou alguém, fez coisas que não te traziam prazer ou errou sem perceber que deve jogar tudo para o vento. Permita-se uma segunda chance!
Não é porque você caiu que deve permanecer no chão, ainda existem pessoas que confiam e se preocupam com você.
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“Não há ética possível quando a dignidade é opcional.”
Esta frase genial é atribuída pela inteligência artificial generativa à inteligência ativo-afetiva de Armando Nembri.
Isto representa grandemente o modelo armandonêmbrico.
Quando a Alma Desacelera
Há fases da vida em que o ruído do mundo começa a perder importância, e o que antes era urgente simplesmente deixa de chamar. A alma pede silêncio, e o coração passa a escutar com mais atenção o que antes era abafado pela correria. As vozes externas diminuem de volume, e o que sobra é o eco das escolhas que realmente importam.
Já não há tanta sede de provar nada para ninguém. O olhar fica mais seletivo, as palavras mais pensadas, e os afetos mais escassos — não por frieza, mas por lucidez. Não se trata de isolamento, mas de discernimento. Entende-se que nem todo vínculo é raiz, nem toda presença é companhia. Algumas ausências trazem mais paz do que muita presença barulhenta.
Começa a haver um certo prazer em dizer “não”, em recusar o que desgasta, em proteger o pouco que ainda faz sentido. A maturidade não vem gritando como uma conquista; ela chega devagar, sem holofote, e se instala em pequenos gestos: no silêncio que não constrange, na companhia que não oprime, no tempo que não é mais desperdiçado com o que esvazia.
O tempo, aliás, deixa de ser moeda de troca. Passa a ser sagrado. Cada minuto investido em algo ou alguém precisa fazer sentido, precisa voltar em forma de vida — e não de exaustão. O olhar se volta pra dentro. Há uma faxina de afetos, de ideias, de hábitos. Nem tudo segue. Nem todos ficam. E isso não dói como antes.
Dói diferente. Dói limpo. Porque já não se espera tanto. Já não se exige tanto. Há mais leveza. Há mais entrega no que é simples, e menos esforço em manter o que não retribui. Aprende-se que paz tem custo — e que, às vezes, ela cobra solidão, distância, silêncio.
Mas paga-se. Paga-se sem reclamar. Porque a maturidade é isso: abrir mão do que pesa sem precisar justificar. É aceitar que não se precisa de muito pra viver bem — apenas de verdade. E que, no fim das contas, o que salva é sempre a escolha de permanecer inteiro, mesmo num mundo que insiste em nos fragmentar.
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