Ha como eu Queria q ela Soubesse
Debaixo de um sol que molda o couro e a alma,
Nasce o gigante que o mundo não conheceu.
Não há elmo de viking, nem frio de europeu,
Que vença a fibra de quem planta na calma
E colhe a vida onde o chão parece que morreu.
É um povo arretado, de punho cerrado e forte,
Mas que não usa a força para a destruição.
Se o destino fosse guerra, seria o dono da sorte,
Venceria batalhas, do sul até o norte,
Pois traz o vigor da rocha dentro do coração.
Mas sua maior glória não é o aço ou a espada,
É a humanidade que transborda no olhar.
É o amor que acolhe na beira da estrada,
Mesmo quando a mesa parece minguada,
O nordestino ensina o que é compartilhar.
E quando a seca aperta e a fome vira nó,
Vem o sacrifício que a história não apaga:
Enviaram seus filhos, restando apenas o pó,
Para terras distantes, enfrentando o pior,
Pra que o pão na família nunca fosse uma chaga.
"Tristes partidas", ecos de um cais ou de um chão,
Lágrimas que regam a saudade e a esperança.
Gente que parte levando o sertão na mão,
Trabalhando o dobro por cada irmão,
Com a fé de um velho e o sonho de uma criança.
Nordeste é o brilho de um povo vitorioso,
Que não se curva ao tempo, nem ao esquecimento.
É o amor que vence o destino rigoroso,
E mostra ao mundo um brilho majestoso:
A maior resistência é o sentimento.
Michel Dias
A força de Sansão não estava no "cabelo", mas do segredo no secreto... se não há vida no secreto, haverá morte publicamente.
Há Tempo para o Tempo
Por Danilo Souza Santos
Há tempo para o tempo…
mesmo quando a gente acha
que tudo já passou.
Há tempo no silêncio,
no coração que espera,
no amor que não voltou.
O tempo não se perde,
ele ensina, ele molda,
ele cala e faz crescer.
Às vezes dói por dentro,
mas é no sofrimento
que aprendemos a viver.
Há tempo pra saudade,
pra lembrar de quem partiu,
pra sentir o que ficou.
Mas também há tempo novo,
pra um recomeço leve,
pra outro amor que ainda não chegou.
Não apresse os ponteiros,
nem force o destino a acontecer,
o que é seu vem no momento certo,
sem você precisar correr.
Porque há tempo pra tudo…
até pra se encontrar de novo,
depois de se perder.
Há dor pior do que aquela que não se pode gritar?
Há pior solidão que não encontrar compreensão?
Há pior aflição, quando não tem com quem se compartilhar?
Somos inocentes silenciados
Melhor seria vestir uma camisa de força
Dopar-se, esvanecer-se;
Adormecer!
Descubra o baú de pedras preciosas escondido em seu interior e estará expondo o que há de mais belo em você.
Nossa vida nem sempre é de calmarias. Há momentos de tormentas em nossos mares que poderão nos levar às profundezas de desesperos, fugindo à nossa vigilância.
Há homens que não querem apenas viver no mundo. Querem possuí-lo.
O primeiro erro de quem deseja governar o mundo é não compreender que o mundo não é um trono, é um organismo. Não é um objecto de comando, mas uma soma viva de vontades, culturas, interesses, medos e resistências.
Quem tenta governar tudo, precisa controlar tudo. E para controlar tudo, precisa destruir o que não controla. Assim começam as ruínas. A história ensina que o desejo de domínio absoluto sempre terminou em cinzas.
O mundo não se curva; ele absorve, desgasta e, por fim, derruba. Basta lembrar o colapso do projecto imperial de Adolf Hitler ou o império expansionista de Napoleão Bonaparte ambos tentaram moldar o mundo à sua imagem e encontraram a resistência da própria realidade.
Governar o mundo exige eliminar diferenças. Eliminar diferenças exige violência. Violência constante gera medo. E o medo nunca constrói, apenas adia o colapso. Quem tenta governar tudo acaba por destruir o próprio espaço que deseja comandar. Porque o mundo não é um território. É um equilíbrio frágil.
✍🏻Durante a vida há eventos EVITÁVEIS, por sua conta e risco. Outros INEVITÁVEIS, por conta e risco de terceiros.
😉😔🧿♾️
Há belezas que não foram feitas para serem emolduradas, mas sim vividas e admiradas. Um quadro vivo.
Há momentos na caminhada em que o coração está disposto — mas as mãos estão vazias.
E é justamente nesses trechos que surgem interpretações apressadas, silêncios mal compreendidos, julgamentos — alguns ditos, outros apenas percebidos — vindos de expectativas que, naquele instante, não conseguimos atender.
Não por negligência.
Não por ausência de amor.
Mas por ausência de recursos — visíveis ou invisíveis — que também nos faltavam.
Poucos percebem que, por trás de uma negativa ou de uma ausência, pode existir uma luta silenciosa. Uma travessia interna onde estamos, nós mesmos, tentando nos sustentar — enquanto a vida ainda nos pede que sejamos sustento para outros.
E assim nasce uma das dores mais sutis da existência:
ser mal interpretado quando, na verdade, se está apenas limitado.
Há uma tendência humana de confundir impossibilidade com indiferença. Mas a consciência — quando bem alinhada — nos sussurra uma verdade que acalma:
nem toda ausência é abandono — às vezes, é apenas falta de condições.
E reconhecer isso não nos diminui — nos humaniza.
Não fomos feitos para sermos resposta a todas as necessidades — nem porto seguro em todas as tempestades. Há dias em que somos abrigo — e há dias em que estamos, nós mesmos, procurando onde repousar.
A maturidade chega quando conseguimos sustentar duas verdades ao mesmo tempo:
o desejo sincero de ajudar — e a honestidade de admitir quando não podemos.
E é nesse equilíbrio que a alma encontra paz — não na aprovação alheia, mas na integridade silenciosa de quem sabe que fez o que era possível dentro do que tinha.
Porque, no fim —
não é a cobrança externa que define quem somos,
mas a verdade com que caminhamos dentro de nós.
— Paulo Tondella ✍🏻
Nas relações não observáveis: há uma dor isenta de ódio, dor que não é lógica, dor que sentimos e na tua beleza há desejamos; até quando a dor será dor? Mesmo quando há saudade, será mesmo dor? Quanto tempo até perceber que há beleza na dor do amor? A dor que é amor, sente saudade e deseja a beleza que há na dor, mas parece, que você menti pra você, e quis esquecer, o que não se esquece; até tentou se curar dessa dor, mas não há dor, há o amor que chamou de dor;
Além de não saber como fazer para a lógica compreender e sem perceber que o amor não leva lógica; vou dizer que a dor sem ódio, não requer cura, mas aceitação e gratidão; se quiser, chore pela saudade, descreva teu amor, mas não trate tua dor, como se fosse ódio; pare o observável; perceba o não observável: deixe florescer a dor que é amor, sinta a saudade; se permita sentir, mesmo que chore, deixe sorrir: é a dor mais bela que você pode sentir; uma dor sendo o amor mais especial dê seu viver.
Eu vivi isso, senti as relações não observáveis e me fiz poeta pelo sentir; eu descrevi meu mais profundo conhecer e vi minha vulnerabilidade em relações não observáveis; onde o amor se mistura na saudade e parece dor, mas não é dor; eu não vi, como tantos tentam ver, eu pude sentir e pude na minha vulnerabilidade: apenas aceitar uma dor que me fez poeta do amor sem dor e me tem saudade que não é ódio: mas apenas amor, por quem não volta mais para mim: e me fez abraçar a gratidão de minha eterna saudade.
"Há dias em que tenho medo do mar, do rio
Outros dias, já sinto vontade de mergulhar
Nadar até às profundezas
E me tornar parte das águas
É como me sinto:
Às vezes, calma
Outra hora, turbulenta
Às vezes, reluzente
E outra hora, tão escura"
No nível mais profundo, não há separação entre você e a experiência que está acontecendo. A ideia de um “eu” separado observando o mundo é útil funcionalmente, mas limitada em termos de percepção. Quando essa separação começa a se dissolver, o que resta é uma experiência mais direta, mais viva e menos fragmentada da realidade.
Há uma armadilha refinada no caminho: a tentativa de usar a prática para se tornar uma versão mais controlada, mais equilibrada ou mais espiritual de si mesmo. Isso ainda é o ego operando em um nível mais sofisticado. A verdadeira transformação começa quando você percebe que não há ninguém ali para ser aprimorado, apenas padrões sendo vistos com lucidez.
Não há transição real entre ignorância e clareza - essa ideia só existe dentro da lógica da mente. O que parece um caminho é apenas o desgaste gradual das ilusões que impedem o reconhecimento imediato do que sempre esteve evidente. Nada novo é alcançado, apenas o falso deixa de se sustentar.
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