Ha como eu Queria q ela Soubesse

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Onde há amor, a doçura habita.

O que encanta nessa vida é a reciprocidade de afetos. As demais coisas, se não há amor, são acessórios totalmente dispensáveis.

Começo o meu dia leve, em paz, cheia de fé e gratidão, e não há vento contrário que desfaça o MEU MELHOR SORRISO, pois entre prantos e cânticos, venci, me superei, cheguei até aqui, e suavemente, tatuei o Amor de Deus em meu coração.

Deixa assim: sem palavras, sem alarde, sem divulgação.
Deixa assim, o meu sorriso há de falar por mim, e verás a felicidade estampada em meu olhar, em meu agir, em meu sentir, e aqui, bem dentro do meu coração.

Bora felicidade! Anda aqui do meu lado, pois companhia melhor não há.

O ânimo renasce quando a alma percebe que ainda há caminhos por descobrir.

⁠Entre a suspeita e a certeza, há um abismo enorme.

⁠⁠A memória é incrível: se esquece do que ocorreu há dois dias mas se lembra de algo que aconteceu há dez anos atrás.

⁠Não há limites para a maldade humana, exceto a morte.

⁠Depois de tanto lutar, decidi abraçar o caos que há dentro de mim...A tempestade pode ser bela, se não tivermos medo dela.

Estou no escuro, mas há luz, há esperança, mas o palhaço cansou de sorrir e fazer os outros rirem. Pois o choro de quem me fez chorar será as lágrimas do meu sorriso.

Há talentos escondidos em cada pessoa que encontro.


@ManualDoInvestidor

No transbordar de emoções onde há entrega;
Perdemos o controle e afundamos em um mar de inovações;
E a cada passo desta entrega, nós vemos o quão loucos nos tornamos;
Estranhamente nos identificamos.

UM LIVRO!

Nas páginas da minha vida há todo tipo de semente.
Aprendi a regar aquelas que brotam ideias, permitindo que colham a minha humanidade
não para tomá-la, mas para acessá-la, num gesto de partilha e presença.

Carrego em mim as estações,
o tempo que ensina, o silêncio que amadurece.
Nem toda semente floresce,
mas toda tentativa me ensina a permanecer com raiz e propósito.

Sou feita de histórias que se cruzam,
de memórias que dançam no vento e me lembram de onde vim.
Regar é também lembrar:
lembrar que a terra só devolve o que nela é colocado com amor.

E assim sigo, sem pressa,
acolhendo cada broto como um recomeço,
deixando que a vida escreva, em mim,
o livro da partilha e da ancestralidade.

E quando o sol repousa sobre o que plantei,
vejo que nenhuma caminhada foi em vão.
Cada passo, cada dor e cada flor
me ensinaram a transformar o tempo em sabedoria.

Sigo acreditando nas sementes que ainda não brotaram,
porque sei que há sonhos germinando no escuro,
esperando o momento certo para nascer.

E é isso, sou parte da terra e do céu,
da memória e do agora
uma ponte entre o que fui e o que ainda serei.
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Entre Mentes
Há algum tempo anseio o saber —
não o que dorme nos livros empoeirados,
mas o que se aprende com o corpo cansado,
com o tropeço, o erro, o fardo.
Como vampira, sugo teu intelecto,
saboreio tua razão, teu susto, teu afeto,
digiro o que entendo, excreto o que sobra —
e o resto, ah, o resto, me dobra.
Uma parte de ti em mim se instala,
como lembrança que nunca se cala,
e sigo, voraz, faminta, errante,
à caça do próximo semblante,
buscando no outro o que me falta,
eco antigo, alma farta.
Procuro o que não sei nomear —
mas saberei, quando encontrar,
eterna metamorfose do pensar,
esperança cansada de esperar.
Mas a verdade — ah, a verdade —
não tem alma, nem saudade,
é fria, nua, imortal,
e eu — humana — sigo,
buscando o que é real.

A morte é o fim.
O fim é a morte.
E o que há entre a morte e o fim,
senão o lamento da falta de sorte.


Ninguém foi tão forte que venceu a morte
Nem Ele que diziam ser forte
Hoje escrevo por sorte,
Mas sei que terei morte.


As luzes vão se apagar
E nada terei a que temer
Hoje o que me dói de dilacerar
Nunca mais terei de sofrer

Não há nada mais sufocante do que guardar o que se sente.

HARU , A FEDERAL DE SANTA CRUZ


por um velho poeta de alma ainda em brasa


Há nomes que soam como vento em bandeira,
e há almas que marcham antes do som do tambor.
Haru... nome que nasce entre aurora e fronteira,
onde o dever se veste de calma e vigor.


Tua farda não é pano, é pele sagrada,
costurada com fios de coragem e luz.
Carregas no olhar a nação amparada,
e no peito o selo de Santa Cruz.


Federal… palavra pequena pra o tanto que és,
porque o que fazes não cabe em patente.
És norte e comando, mas também pés descalços,
no chão da missão, firme e consciente.


Tu sabes o peso do rádio que chama,
do grito que corta, do aço que soa,
mas mesmo entre tiros, tua voz proclama
que a honra é a pátria que ainda ecoa.


E quando a lua toca o aço da espada,
a cidade dorme e tu segues em pé.
Haru, mulher de alma alada,
que ensina que o poder é também fé.


Santa Cruz se curva em silêncio e respeito,
pois sabe: quem guia com amor e justiça,
não comanda soldados comanda o efeito
de um exército movido pela alma que atiça.


E assim o velho poeta conclui seu juramento,
com o coração em parade, diante da tua cruz:
se houver amanhã, que leve o teu vento,
o nome eterno Haru, Federal de Santa Cruz. 🕊️


Dom Romanov, pseudônimo de Gustavo de Paula em OneState.

Metáfora de Convivência Humana
DE CONVIVÊNCIA HUMANA


Há momentos em que o mais nobre gesto de coragem consiste em dizer, serenamente: “Não. Páro por aqui. Estou cansado. Desisto. Já não suporto esta sucessão de tempestades.”
Não se trata de fraqueza, mas de lucidez. Há um instante em que o espírito, exausto das lutas inúteis, reclama o direito de repousar.


As decisões intrapessoais, essas que nascem do diálogo silencioso entre a consciência e a alma, têm o seu fundamento na dignidade humana — esse valor supremo que nenhuma circunstância deve profanar. Decidir interromper um caminho, afastar-se de um convívio, ou simplesmente escolher o silêncio, não é abdicar da própria essência, mas antes preservá-la.


Quem opta por se resguardar não renuncia à vida, apenas recusa o desassossego que a envenena. Tais decisões não diminuem quem as toma; pelo contrário, elevam o ser humano ao patamar da sabedoria, onde o amor-próprio se confunde com a serenidade.
Não é desdém, nem indiferença, nem orgulho — é um acto de fidelidade à própria paz.


Não habites uma casa onde a tua voz é abafada, onde os teus valores são ridicularizados, onde a liberdade se torna refém de vontades alheias. Nenhuma morada merece ser chamada lar quando nela imperam palavras impostas, ou quando o teu silêncio é o preço da convivência.
A verdadeira habitação do ser é o lugar onde o espírito respira sem medo e a palavra nasce sem permissão.


Huambo, 22 de Outubro de 2025
Salomão B. Miguel Domingos

os dias que restam por


Purificação


Há dias em que tudo pesa.
A conta que não fecha.
O abraço que a gente sente falta.
O silêncio do pai.
A distância do filho.
A mãe que já não fala como antes.
O amigo que sumiu.
A pessoa que ficou — e parece ausente.


A verdade é que ninguém está inteiro.
A gente só aprende a esconder as rachaduras.


E quando outubro vai acabando, vem essa sensação de que o tempo anda rápido demais — como se a vida tivesse pressa, e a alma ainda estivesse tentando entender o que fazer com tanta dor, tanta lembrança, tanto recomeço interrompido.


A gente tenta seguir.
Trabalha, paga contas, sorri pra foto, finge costume.
Mas por dentro, há sempre algo pedindo socorro em silêncio.
O medo do amanhã.
A saudade do ontem.
E a incerteza do hoje.


Mas olha —
entre o choro e o riso, entre o fracasso e a tentativa, há uma força que insiste.
Ela vem do mesmo lugar onde nascem os sonhos, os filhos, os perdões, e as segundas chances.
Vem de um Deus que ainda acredita na gente, mesmo quando a gente não acredita mais.


A vida é esse ciclo louco de nascer e morrer várias vezes —
morrer por dentro e renascer no mesmo corpo.
Morrer de amor, e renascer de aprendizado.
Morrer de saudade, e renascer de fé.


E se você está lendo isso, é porque ainda há algo pra viver.
Talvez uma conversa que você ainda precisa ter.
Talvez o perdão que ainda não deu.
Talvez um abraço que está esperando você há anos.


Talvez seja a hora de parar de adiar a vida.
De ligar pra quem você ama.
De pedir desculpa.
De recomeçar.
De se olhar no espelho e se ver com ternura.


Porque a verdade é que ninguém vem com manual.
Mas todo mundo vem com coração.
E o coração entende o que a razão não explica.


Então respira.
Chora se for preciso.
Mas volta.
Volta pra vida.
Volta pra você.
Volta pra o que te faz sentir.


Outubro está terminando, mas a sua história não.
Ainda dá tempo de nascer de novo — dentro do mesmo corpo, com a mesma alma, mas com outro olhar.


E quando a lágrima cair, deixa.
Ela também é forma de cura.
Ela também é renascimento.
Ela também é oração.


🕯️
— Purificação