Ha como eu Queria q ela Soubesse

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A mentira mais ingênua e aceita pela sociedade é que há espaço para todo mundo.
A vida é uma seleção, e só garante a vaga quem se prepara buscando por ela.⁠

Não há ideia que nasça no amanhã.
O que chamamos de hoje já foi pensado ontem
e, mesmo assim, chega atrasado.
Arquivamos decisões como quem acredita
que o tempo obedece prazos.
Mas o hoje não executa promessas,
apenas revela o que foi adiado.
Não existe ideia antecipada,
existe coragem ou fuga.
O amanhã não cria —
ele apenas expõe
o que o hoje teve medo de fazer.
Quem vive esperando o momento certo
descobre tarde demais
que o tempo não espera ideias,
apenas passa
e cobra.

As brincadeiras têm limites, e há brincadeiras que doem. Não é uma questão de levar tudo para o coração, mas sim de haver coisas que não se brincam.

⁠⁠Não perca a fé, por mais difícil que seja a travessia.
Há dias que o mar está revolto
Mas virão dias de calmaria.

E quando eles se vão...


Há um instante em que a casa muda de som.
Não é o silêncio das paredes, mas o eco do que fomos juntos.


Os filhos crescem, criam asas, partem.
Deixam o quarto arrumado, a cama feita —
e o coração dos pais desarrumado.


Já não pedem conselhos, já não esperam respostas.
Vivem seus próprios dias, e nós sorrimos, orgulhosos...


Mas por dentro, algo se parte em silêncio.
Ser pai e mãe de filhos adultos é amar sem invadir, é aprender a cuidar de longe, com gestos invisíveis e orações noturnas.


É guardar o cheiro da infância nas lembranças, o riso nos pratos preferidos.
E cada noite, pedir a Deus que os proteja, mesmo sabendo que o tempo agora é deles.


Porque o amor dos pais não se apaga —
apenas aprende a esperar.
Pacientemente.
Em silêncio.


Maxileandro França Lima, 08/10/2025

Apenas postar conquistas dá a impressão de que não há dificuldades ao longo do caminho.

''Não diga,tudo está perdido,pois há um novo começo.''

⁠A vida é uma passarela, há fases distintas, mas a cada passo dado, a gente descobre o que fizemos certo ou não.

Há soberbos que acompanham o estereótipo social na realidade são sombras da ostentação.

O que há de errado com o tempo?


Talvez o erro seja o intento
de não aprendermos, enquanto vivemos,
a contá-lo no convívio, no movimento.
Enquanto ele ecoa, convivemos, às vezes,
sós entre nós mesmos.
E não percebemos que o tempo pode afastar
ou atrair sentimentos.
Bons ou ruins, eles vão e vêm
sem que percebamos.
Ele nos leva por caminhos
e cria atalhos inteiros.
Ele vai passando como quem escorre
entre nossos dedos,
sem aviso às vezes rápido,
às vezes lento, mas sempre indeciso.
Vivemos tudo o que nos permitimos:
com a família, sozinhos ou entre amigos.
Ele corre quando queremos presença,
nos arrasta quando a dor pede licença.
Ele voa quando estamos atrasados,
e para, sem que percebamos,
no sorriso de quem somos apaixonados.
Vinte e quatro horas nos são dadas,
todos os dias, sempre depositadas.
Caem em nossa conta sem permissão,
sem pedido, sem merecimento ou explicação.
Prometemos a nós mesmos
não deixar o tempo passar em vão.
Quando crianças, o tempo era mágico,
e não tentávamos controlá-lo com um celular nas mãos.
Estávamos ocupados colecionando momentos,
dádivas nos dadas pelo próprio tempo,
para que, quando estivermos perdidos,
possamos lembrar… e voltar ilesos.
Há dias em que queremos doar,
nem que seja um fragmento do que nos resta guardar,
quando percebemos que o outro já não terá
o tempo que a vida prometeu entregar.
Então entendemos o inevitável:
o tempo, sim, ele é temporário.
Nascemos, crescemos e morremos
um roteiro que segue fiel itinerário.
Mas como se espera? pergunta o coração.
O tempo do último olhar, da despedida em vão?
Ou o tempo que passa sem quem amamos,
tentando ser inteiros… quando já nos faltamos?

Há momentos na vida em que tudo parece árido: os afetos se retraem, as respostas não chegam e o silêncio pesa mais do que o ruído. Chamamos esses períodos de “deserto”, como se fossem castigos ou abandonos. No entanto, o deserto não é um lugar de morada, mas de travessia. Ele existe para ser atravessado, não para nos aprisionar.

No deserto, o supérfluo cai. O excesso se dissolve, as ilusões se queimam sob o sol inclemente, e resta apenas o essencial. É ali que aprendemos a escutar a própria consciência, a reconhecer limites, a perceber que a força não nasce do conforto, mas da necessidade de seguir adiante mesmo com poucos recursos. A escassez educa o olhar e afina o espírito.

Toda travessia transforma. Quem entra no deserto não sai o mesmo, porque o caminho ensina aquilo que a abundância não ensina: paciência, humildade e confiança. O deserto obriga a caminhar com atenção, passo a passo, lembrando que cada avanço, por menor que pareça, já é um sinal de vida e resistência.

Por isso, quando o sofrimento se fizer presente, não o tome como destino final. Ele é passagem, não residência. Permanecer no deserto é desistir do horizonte; atravessá-lo é afirmar que há um depois, que há terra fértil além da aridez. A fé, a esperança e a coragem são como bússolas silenciosas que apontam para a saída, mesmo quando os olhos ainda não a veem.

Assim, lembre-se: o deserto não define quem você é, apenas revela quem você pode se tornar. Ele não anuncia o fim, mas prepara o recomeço. Caminhe. O oásis existe, e a travessia, por mais dura que seja, sempre conduz a um novo amanhecer.

Há uma dignidade silenciosa em não reagir a tudo. O ser que amadurece percebe que responder a cada provocação é ainda estar preso ao jogo do outro. A verdadeira força não se manifesta no confronto constante, mas na capacidade de escolher onde a energia deve permanecer — e onde o silêncio já é resposta suficiente.

Há quem tema o vazio sem perceber que é nele que a alma respira. O excesso de ruído serve apenas para ocultar a ausência de escuta. Quando o silêncio deixa de assustar, o ser descobre que não estava só — apenas distraído de si.

Perpetuar o sofrimento sofrido,
no próximo,
é uma das maiores expressões do militarismo.
Há quem o negue,
mas o exerça em sua plenitude."

Há escolhas que parecem pequenas, mas decidem destinos inteiros. Não pelo que produzem fora, e sim pelo que autorizam dentro. Cada vez que a consciência se trai para evitar desconforto, algo se estreita; cada vez que sustenta a verdade apesar do custo, algo se expande. Viver, no fundo, é negociar diariamente com aquilo que não aceita ser corrompido.

Há quem passe a vida inteira tentando ser entendido e, por isso mesmo, nunca se compreende. O silêncio que nasce da lucidez não é fuga: é seleção. Quando a consciência amadurece, escolhe menos palavras não por pobreza interior, mas porque já sabe onde a fala não alcança.

Há forças que só se revelam quando o chão cede. Enquanto tudo sustenta, o ser dorme; quando falta apoio, desperta. Não é a estabilidade que forma caráter, mas a queda que obriga a escolher entre endurecer por medo ou aprofundar-se por coragem.

Há pessoas que confundem intensidade com profundidade e barulho com presença. O ser atento aprende cedo que o essencial não grita: sustenta. Tudo o que é verdadeiro dispensa alarde, porque sabe que o que tem raiz não precisa convencer — apenas existir.

Há pessoas que querem respostas prontas para perguntas que exigem transformação. O mundo não se explica a quem não aceita mudar de lugar interior. Por isso, certas verdades só aparecem quando a antiga versão do ser já não serve mais.

Cuidar da mente pode ser interessante, creia! Não há nada mais prazeroso.