Ha como eu Queria q ela Soubesse

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Não sei por que as pessoas questionam a forma como as outras vivem, sem ao menos saberem o que passa dentro de cada uma delas.

Não é estranho como um livro fica mais grosso depois de ser lido várias vezes? Como se cada vez ficasse algo grudado entre suas páginas. Sensações, pensamentos, ruídos, cheiros… E então, quando folheia novamente o livro depois de muitos anos, você descobre a si mesmo ali, um pouco mais novo, um pouco diferente, como se livro tivesse guardado você, como uma flor prensada, estranha e familiar ao mesmo tempo. (No livro Sangue de Tinta)

Incrível como nós podemos olhar para alguém que já quisemos tanto bem e perceber que não sentimos mais nada.
Nem raiva, nem mágoa, nem saudade, nem dor.
Simplesmente nada.
E na minha opinião nada é o melhor sentimento que a gente pode sentir por quem um dia já foi tudo pra gente, mas não soube valorizar.

Quando você abre o livro, é como num teatro: ali está a cortina. Você a arrasta para o lado, e a apresentação começa.

Como nos falta tempo para pensar e ter sossego no pensar!

“Não podemos confundir transparência com desonra, e nem o silêncio como frieza...”

Como é estúpido... uma pessoa não querer escutar a verdade... a ter que enganar a si mesma... por covardia!

Comparo indiretas como cachorros amarados ladrando desesperados, pois quem tem a razão a seu favor fala com palavras límpidas e transparentes

Quem disser que meu sorriso é lindo é por que não me olhou nos olhos e viu como sou por dentro.

ESTAÇÕES DO ANO

Amigos vão e vem, e todos eles são como as estações do ano...

Existem os amigos outono, que são aqueles que fazem as coisas ruins caírem do seu coração como folhas caem da árvore, mais voam de nossas vidas como a brisa do vento.

Existem os amigos verão, que são aqueles que aparecem em nossas vidas trazendo muito brilho, muita vida, mais passageiros feito uma chuva.

Existem os amigos primavera, que nos trazem novas folhas de vida, de beleza, de felicidade, parecida com o nascer de uma flor, mais assim como tal, esse amigo some, como uma flor que foi cortada por um menino bagunceiro.

Existem os amigos inverno, que são frios, mais esquentam nossos corações, como um grande cobertor, mas são cobertores que voam, e sempre nos deixam no alento.

Mais todos estes tipos de amigos, apesar de cada um ser de um jeito, possuem uma similaridade...

Amigos vão e vem, assim como as estações do ano.

A vida de uma pessoa não é o que lhe acontece, mas aquilo que recorda e a maneira como o recorda.

Primavera (Walmir Rocha Palma)

Um rouxinol acorda os outros passarinhos
Como um maestro, ele conduz o seu coral
Pintor de todas as manhãs, o sol morninho
Seduz as flores com seu beijo matinal

Olho que vê tamanho encanto da janela
Não sei se meu ou se o de Deus está em mim
Estou setembro, vinte e um, é primavera!
Meu coração amanheceu feito jardim

Num alegreto inusitado, as borboletas
Vão espalhando grãos de pólen a granel
A terra fértil, mãe feliz, e tudo aceita
Há comunhão nesta estação, entre ela e o céu

Fascínio assim, de flores, já não há quem pinte
Só mesmo o traço inconfundível de Monet
Ou o delírio extasiado de Stravinsky
Para com sons a primavera conceber

Mas que mulher exuberante, a primavera
Ela é a prima mais querida do verão
E embora o outono morra de paixões por ela
É o inverno que ela traz no coração

Obs.: Este poema foi musicado por Rosa Passos.

A vida é como um jogo de xadrez as vezes é preciso mudar as estratégias para vencer o jogo.

Seja Forte:
Não como o mar que tudo destroi,
mas sim, como a rocha que tudo resiste.
E não se esqueça que na arquibancada da vida existe alguém torcendo por você.

E U

Evoluir é como amar... quem erra, aprende, quem acerta, ensina.

Quer um casamento feliz? Aja como se fosse um amigo da sua esposa, não como seu marido.

Deixando-me Ir

Estou me deixando aos poucos,
como quem deixa rastros no caminho,
sinais de uma despedida silenciosa,
sem palavras,
mas com a marca de cada passo dado.

Estou me permitindo, lentamente,
mergulhar no vazio e no silêncio,
como quem vai,
se entregando ao fluxo da vida,
sem resistência,
apenas deixando o que vem me conduzir.

"Como o bem e o mal são termos relativos de uma determinada situação, verdadeiramente, não podemos julgar os atos alheios."

É impressionante como as emoções podem se acirrar sobre uma questão a respeito da qual conhecemos de fato muito pouco.

Indiaroba - fragmentos da nossa história

A história de Indiaroba, como a de muitas cidades, é marcada por uma teia de vivências e transformações que refletem não apenas os acontecimentos, mas também os sentimentos e os desafios enfrentados ao longo dos tempos. Essa terra, entre os rios Sergipe e Real, foi palco de disputas e encontros, onde os povos nativos se uniram aos primeiros colonizadores, dando forma a uma história de resistência, adaptação e sobrevivência.

No início, os franceses, com a ajuda dos indígenas, adentraram as águas do rio Real, ainda em 1575, mas seus vestígios desapareceram como o eco de um tempo que se apaga na memória coletiva. O território, um cruzamento de destinos entre as províncias da Bahia e Sergipe, foi marcado pelas rivalidades entre os capitães-mores, e cada disputa territorial refletia a busca incessante por um lugar de pertencimento. O que se transformou em Indiaroba não nasceu de uma fundação simples, mas de um processo de construção coletiva, onde cada ação, cada decisão, moldava as raízes de uma identidade.

Em 1750, com a chegada dos padres jesuítas e a fundação da capela de Nossa Senhora do Carmo, a cidade começava a se desenhar de forma mais concreta, tornando-se um espaço de fé, tradição e cultura. A disputa pela sua organização administrativa, entre os municípios de Abadia e Santa Luzia, só confirmava a importância de Indiaroba como uma peça central nesse tabuleiro geográfico. Mas, como toda história, a luta pela definição da cidade não seria linear nem simples.

Na virada do século XIX para o XX, um novo marco se desenhou: em 1938, com a emancipação política, a cidade iniciou uma etapa de maior autonomia, e seu crescimento seria impulsionado pela industrialização do camarão e pelo turismo. Sua posição geográfica, entre Sergipe e Bahia, tornou Indiaroba uma porta de entrada para o Estado sergipano, e o que antes parecia uma luta por reconhecimento, agora se tornava uma celebração de suas conquistas e particularidades.

Indiaroba é uma cidade que respira as marcas de sua história — um povo que resistiu ao tempo, que preservou a cultura e que se reinventou. Hoje, a cidade reflete não apenas as lutas e vitórias do passado, mas também a esperança do futuro, com um povo que conhece o valor da sua terra e da sua identidade, buscando preservar o que é mais precioso: suas raízes.

©Jorgeane_borges