Ha como eu Queria q ela Soubesse
Para Aqueles
Hoje não escrevo para vós,
mas escrevo para aqueles
que, como vós, nunca foram.
Para aqueles que, circunstancialmente,
dormiram profundamente.
Para aqueles que já não podemos abraçar,
para aqueles cujos corações já não batem,
que sozinhos seguiram
e tristes nos deixaram.
Escrevo para aqueles
que pelo amor partiram.
Junto dos templários seguiram.
Mundo vadio,
quantos de nós serão suficientes?
Quantos de nós terás que trincar?
Para aqueles que sempre acreditaram,
mas nunca encontraram.
Para aqueles que,
em direção ao sol, subiram.
Ó mar,
quantos de nós terás que abraçar?
Saudades daqueles
que pelas guerras perdemos.
Descanso para aqueles
que a fome comeu.
Justiça para aqueles
que pelo bem partiram.
Oremos por aqueles
que, perdidos, tiveram que partir.
Saudemos aqueles
que se juntaram às borboletas.
Todos seguimos,
e muitos seguirão.
A melhor forma de seguir
é viver por inteiro.
Ame-se.
Cuide-se.
Seja feliz.
Porque, por vós,
seguimos.
Rivaldo Vaz
A solidão não vai ser preenchida como um copo d’água. Quanto mais você enche seu copo com amigos, mais o copo irá transbordar.
O que adianta encher todo o copo com amizades que você não irá beber?
A maioria das amizades que encherem o seu copo estará suja.
Você ficará frustrado com as amizades sujas e derramará o copo na pia, Mas depois que perceber o que fez, encherá o copo novamente com outra garrafa, para ver se consegue beber uma única gota limpa.
Você enche seu copo e percebe que a amizade está limpa, mas sempre ficará com a seguinte dúvida: “Realmente está limpa?”
E, quando menos percebe, já derramou a amizade novamente.
O pobre e o rico tem o mesmo problema, o dinheiro!
O pobre pensa em como adquirir, o rico em como proteger!
Aquele que tem um porquê para viver pode suportar quase qualquer como.
Nota: Adaptação da máxima de Nietzsche presente na obra "Crepúsculo dos Ídolos".
...MaisTenho tudo que declarei pra mim no silêncio 🤐🪐,mas
não tenho nada do que contei como segredo que ia comprar 🧟♂️
🕳️
Ontem sonhei com algo que jamais me permitiria reconstruir. Desmoronei em silêncio, como se o amanhã fosse apenas uma invenção distante, dessas que a madrugada costuma esquecer.
Diante do mundo, senti aquilo que talvez pudesse ter evitado. E, ainda assim, permaneci ali, levitando entre pequenas pedras e fragmentos de coisas sem nome, enquanto as ondas devolviam à superfície um reflexo quase insano da lua.
Observei, então, cada passo desnecessário da minha própria alma, vagando por lugares que já não reconheço. Havia uma estranha delicadeza naquele vazio, como se a tristeza tivesse aprendido a se vestir de elegância.
E, no fim, restaram apenas memórias leves quase inexistentes de quando éramos felizes, antes que os dias adquirissem compromissos, antes que nossas vidas fossem condenadas às rotinas e o tempo descobrisse uma maneira silenciosa de nos separar.
As folhas caem
Lembro-me do nosso início como me lembro de cada nascer do sol,
Foi tão bom o nosso primeiro encontro na pracinha do Guairáca,
A mistura de desejos, sentimentos e pensamentos foram explosivos, nossos abraços e beijos pareciam estar em outra rotação além do universo,
A tua voz tinha magia, o teu cheiro tinha conexão, os teus olhos tinham domínio,
Quantas alegrias depois disso podemos viver e aplaudir, quantos sonhos e viagens reais ou imaginárias tivemos o prazer de realizar,
Até que,,,
Por obras da vida, do destino ou do que ainda não conseguimos compreender, fomos guiados por ventos diferentes a nos distanciar,
E como numa tarde fria de outono, eu vi as folhas caindo uma a uma, olhei para o céu e não vi o sol pois o tempo já estava nublado com choro de chuva fina,
A noite fria de domingo se aproxima mais uma vez, as folhas continuam a cair, mas a saudade insisti em ficar.
Admitir um defeito já é uma qualidade, assim como ostentar uma qualidade torna-se um defeito.
12/04/26
13 de abril - Dia do Beijo
Ele é como um lampejo
Pode surgir como ensejo
Não deve ser um gracejo
Por vezes como desejo
É o singelo e afetuoso beijo
13/04/26
Os filhos do rei, entretanto, comportam-se como se o trono lhes estivesse destinado para toda a eternidade, como se a majestade fosse patrimônio de família e o poder, uma herança sem termo.
Esquecem-se, porém, de uma verdade tão antiga quanto a própria história: todo reinado tem seu crepúsculo, todo poder conhece o seu ocaso e todo trono, um dia, haverá de ser ocupado por outro.
O tempo não se curva diante de reis, não se intimida diante de poderosos e não poupa aqueles que acreditam ser eternos.
Ser humano…
é sentir a dor do outro como quem escuta a própria alma.
A empatia… é o idioma que une os mundos, a tradução silenciosa entre o que somos… e o que poderíamos ser.
Nenhuma palavra cura mais… do que a escuta.
Porque ouvir… é tocar o invisível com o coração desperto.
A verdadeira humanidade começa… quando o eu se curva diante do nós, reconhecendo… que não existe plenitude sem partilha.
A compaixão é o gesto que transforma o sofrimento em elo, o abismo em ponte, a dor… em comunhão.
Quem se comove diante do outro… já está em oração.
Porque, nesse instante, a alma recorda… que toda vida…
é uma só respiração.
Frutos Humanos
Marco Arawak
Se a gente fosse explicar as pessoas como frutas, ia economizar muita terapia.
Ou pelo menos ia deixar o sofrimento mais organizado por categoria.
A banana é perfeita. Presente, fácil, resolve tudo, não complica.
Ou seja… completamente ignorada.
Porque se não te dá ansiedade, você nem reconhece como interesse.
A maçã é padrãozinho. Bonita, alinhada, parece saudável emocionalmente.
Você morde e descobre que já estava machucada faz três relacionamentos… só bem administrada.
A pera é madura, tranquila, sabe o que quer.
Basicamente tudo que você vive postando que procura…
e tudo que você ignora porque “não sentiu química”.
Química, no seu caso, é trauma com boa comunicação.
A uva é golpe silencioso.
Você pega uma achando que é leve… quando vê já está emocionalmente comprometido com um cacho inteiro de problema que ninguém combinou.
A cereja então… aparece pouco, fala pouco, some do nada.
Você cria uma história inteira.
A pessoa só mandou um “kkkk” e você já estava escolhendo nome de filho.
A manga é intensidade. Chega doce, quente, envolvente.
Você sabe que vai dar trabalho.
Mas vai mesmo assim, com a autoconfiança de quem claramente nunca aprende.
O morango é lindo. Perfeito. Instagramável.
Dura menos que promessa de “vamos ver no que dá”.
A melancia é animada, social, divertida.
Mas na intimidade… às vezes é só água gelada ocupando espaço emocional.
O melão é o primo que ninguém chamou mas apareceu.
Não é ruim… mas você também não lembra por que está ali.
O abacaxi tem fama de difícil que vale a pena.
Na prática, às vezes é só difícil mesmo e você está insistindo porque já investiu tempo demais pra admitir que errou.
O maracujá parece equilibrado. Vibe zen.
Três minutos sem resposta e já está escrevendo um roteiro completo de abandono.
O limão não tem filtro. Fala tudo.
Machuca? Machuca.
Mas pelo menos não te deixa meses tentando entender o que quis dizer com “depois a gente vê”.
O coco é fechado. Muito fechado.
Quando finalmente se abre… você já está emocionalmente em outro estado, com outra pessoa e outro trauma.
O kiwi é o diferentão.
Você julga, ignora… depois descobre que era bom e fica com cara de quem perdeu promoção por preconceito.
A tangerina é envolvente. Cheiro forte, presença marcante.
Mas dá trabalho, faz bagunça e deixa rastro.
Inclusive na sua paz.
A goiaba é sincera. Simples, direta, cheia de caroço.
Não é perfeita… mas também não te faz perder tempo fingindo que é.
A laranja é sociável. Fácil de gostar, fácil de dividir.
Mas sempre tem uma amarga pra te lembrar que você confia demais no básico.
E o abacate…
o abacate não é pra qualquer um.
Tem gente que prova e fala “não tem gosto”.
Claro que não tem… você também não tem maturidade pra sentir.
No fim, ninguém é só uma fruta.
Tem dia que a pessoa está madura, no outro está verde… e ainda assim quer ser tratada como sobremesa premium.
O problema nunca foi o tipo de fruta.
É você ignorar as boas, correr atrás das complicadas e depois abrir o Instagram pra postar “ninguém presta”.
E sejamos sinceros…
você não quer algo diferente.
Você quer o mesmo erro…
só que com uma casca nova pra não parecer repetição.
Como explicar que sou por composta bilhões de vasos sanguíneos individuais, centenas de veias principais, com em média, 86 bilhões de neurônios e ainda me sinto vazia por dentro.
[verso] Vem, vamos seguir em frente, Como as águas de um rio, Que jamais retrocede. Seguindo e deixando um pouquinho de nós pelo caminho, Qual água de um rio, Que encharca as beiras, Hidratando árvores e plantas rasteiras.
[verso] Vem, vamos doando vida Enquanto nos despedimos do lugar original, Nos lançando a imensidão do oceano, De igual modo, Nos arremessando na imensidão do acaso, No porvir onde tantos quantos foram, E não retornaram para nos contar como estão.
[verso] Que a vida intensa em lapsos temporais Momentos únicos que não voltam jamais.
Portanto a vida é Viver intensamente direção ao além.
[verso] Vem, vamos seguir em frente, Como as águas de um rio, Que jamais retrocede. Seguindo e deixando um pouquinho de nós pelo caminho, Qual água de um rio, Que encharca as beiras, Hidratando árvores e plantas rasteiras.
[verso] Vem, vamos doando vida Enquanto nos despedimos do lugar original, Nos lançando a imensidão do oceano, De igual modo, Nos arremessando na imensidão do acaso, No porvir onde tantos quantos foram, E não retornaram para nos contar como estão.
[verso] Que a vida intensa em lapsos temporais Momentos únicos que não voltam jamais.
Portanto a vida é Viver intensamente direção ao além.
"O verdadeiro amor é como uma chama constante, que aquece sem queimar, ilumina sem ofuscar, e perdura além das estações."
Raphael Denizart
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