Ha como eu Queria q ela Soubesse

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⁠Se a História tivesse uma finalidade, como seria lamentável o destino daqueles que, como nós, nada fizeram na vida. Mas no meio do absurdo geral, nos erguemos triunfantes, nulidades ineficazes, canalhas orgulhosos de haver tido razão.

Emil Cioran
Silogismos da amargura. Rio de Janeiro: Rocco, 2011.

⁠O segredo de minha adaptação à vida? Mudei de desespero como quem muda de camisa.

Emil Cioran
Silogismos da amargura. Rio de Janeiro: Rocco, 2011.

⁠Se refletirmos sobre como a miséria e os infortúnios são geralmente necessários para a nossa libertação, reconheceremos que deveríamos invejar menos a felicidade do que a desgraça dos nossos semelhantes.

Arthur Schopenhauer
As dores do mundo. São Paulo: Edipro, 2019.

⁠Se encontrarmos em alguém um grande valor real, devemos esconder-lhe a nossa descoberta como se fosse um crime.

Arthur Schopenhauer
As dores do mundo. São Paulo: Edipro, 2019.

⁠Entregue a si mesma, cada vida fica em si mesma, vazia, sem ter o que fazer. E como precisa se preencher com algo, finge frivolamente, dedica-se a ocupações falsas, que nada impõem de íntimo e sincero.

José Ortega y Gasset
A rebelião das massas (1929).

⁠Como é possível viver surdo às derradeiras, às dramáticas perguntas? De onde vem o mundo, para onde vai?

José Ortega y Gasset
O que é Filosofia? (1929).

⁠O homem é definido como um ser pensante, mas suas grandes obras se realizam quando não pensa e não calcula.

O perdão só é possível quando o perdoado se reconhece como não merecedor do perdão que lhe é dado.

Seria possível contar a história das forças armadas no Brasil como a história dos golpes de Estado fracassados ou bem-sucedidos.

Amigos querem saber como vão minhas relações com a inteligência artificial. As melhores possíveis, respondo. Não dou bola para ela nem ela para mim, e somos felizes.

Ruy Castro
Saber o já sabido. Folha de S.Paulo, 5 out. 2025.

Quem pensa que os sonhos, assim como a loucura, são experiências absurdas, sem sentido e desprovidas de coerência, portanto irreais, assume que a realidade é uma experiência racional dotada de existência, unidade e identidade, independentemente do que possamos pensar ou dizer sobre ela. Mas o que dizer quando olhamos para a realidade e experimentamos que ela é absurda, incoerente e destituída de sentido?

Christian Dunker
O sonho como ficção e o despertar do pesadelo. In: C. Beradt. Sonhos no Terceiro Reich: com o que sonhavam os alemães depois da ascensão de Hitler. São Paulo: Três Estrelas, 2017.
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Um dos problemas de se envelhecer é ter de fazer o normal como extraordinário. Por exemplo, levantar os braços, amarrar os sapatos, coçar as costas, abaixar-se e caminhar.

Odiar Deus como consequência de um sofrimento atroz é um puro ato de fé.

Luiz Felipe Pondé
Só os infelizes verão a Deus. Folha de S.Paulo, 4 jan. 2026.

Países como o Brasil, que não têm poderio militar para defender a integridade do seu território, existem por assentimento internacional.

Só os imorais, assim como os neuróticos, verão a Deus.

Luiz Felipe Pondé
Pensando em Nelson Rodrigues, apenas imorais e neuróticos verão a Deus. Folha de S.Paulo, 1 fev. 2026.
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Você sabe que quando os meninos na escola não querem ler poesia, até riem dela, a desprezam como um esporte de maricas, eles não estão totalmente errados.

Charles Bukowski
Sobre a escrita. Rio de Janeiro: HarperCollins Brasil, 2023.

Vivemos em uma época que celebra a liberdade como um dogma inquestionável. A felicidade é vendida como um produto, uma conquista individual, um destino a ser alcançado. No entanto, sob o brilho superficial dessa promessa, opera uma máquina social cruel, individualista e competitiva, que produz não realização, mas uma miséria sutil e generalizada.

⁠Quando as pessoas não tem argumentos elas vão te colocar como louca(o) se contradizer o tempo todo, eu não acredito no que falam sobre mim até pq eu sei quem eu sou. burrice tem limite pra deixar alguém fazer você acreditar no que você não é, ou não fez diante de ti mesmo !!

Teus olhos, que irradiam perante o sol, cintilam e brilham como tesouros perdidos nas profundezas do tempo. Teus cabelos, brasas vivas ao fogo, são a própria luz que rompe a escuridão.


Tu me provocas, tu me atrais.


Ó grande Jardim do Éden, desejo tomar-te para mim, arrancar-te das mãos do destino e guardar-te junto ao meu coração. Deixa-me possuir teu amor; faze de mim aquilo que já me tornaste, pois roubaste meu pobre coração sem sequer tocar nele.


Tuas curvas suaves, quentes ao toque, são caminhos pelos quais meus dedos desejam vagar. Que eu possa percorrê-las até alcançar tua alma. Olha para mim e diz que me desejas. Diz que sou o único. Abraça-me como se o mundo estivesse à beira do fim. Diz que sou especial. Diz que sou teu.


Imploro por amor.


Por amor em teu belo e puro jardim.


Não temo aquilo que os homens chamam de proibido. Pois, assim como Lúcifer caiu dos céus e atravessou os abismos do Inferno, eu cruzaria o Céu, o Purgatório e as profundezas da condenação apenas para alcançar tua luz.


Tu és minha estrela do amanhã, a chama que arde além da redenção, o último brilho que meus olhos desejam contemplar quando todas as outras luzes se apagarem.

Infelicidade Humana
Como a projeção astral de um ser onipotente, a velha filosofia grega já nos dizia: somos seres distintos, egoístas ao ponto de criar deuses à nossa própria imagem. Tudo na tentativa de buscar sentido nesta terra enferma, que nos enlouquece e nos faz delirar. Delírios que nos fazem matar.


Guerras e mais guerras a criar; distúrbios e sangue ao chão. O sangue manchando as nossas mãos, o choro e as lágrimas derramadas pelos nossos antepassados. Por isso a existência dos deuses se faz necessária: somos tão cegos a ponto de nós mesmos nos cegarmos, numa busca desesperada para aplacar a nossa solidão.


O vazio que corrói e aflige o coração. A cura dos enfermos, a cura da alma... afinal, onde está?


Nossa maior dor aguarda à espreita, na nossa própria solidão. Desesperados, que seja a morte a nos amparar. Crescemos, vivemos, perecemos e à terra voltaremos. Com a consciência enfim extinta, restarão apenas as marcas de nós que por aqui deixarmos.


Há vários de mim sobre a mesa em que me sento: o tolo, o velho, o sábio, a criança e os delírios. Não sabemos quanto tempo passaremos com cada um de nós mesmos ao longo da vida que iremos trilhar. Diante desta mesa, só não se sabe o tempo que me restará.