Grandes Amigas
nós éramos amigos
por que não poderíamos continuar sendo?
ele me fazia rir,
usava palavras gentis.
por que quando me confessei,
ele nunca mais me quis?
se ele não liga,
por que ele ligou tanto?
cada brecha que eu fechei,
ele mesmo abriu.
se ele não se importa, no entanto,
por que não admite o que sentiu?
fomos pra frente
e esquecemos dois anos em um.
nós éramos amigos.
agora, pessoas comuns.
AMIGOS DAS ANTIGAS
Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.
No terreiro da infância,
Tudo era simplicidade;
Cada amigo era um irmão,
Criado na lealdade.
Não havia interesse,
Só carinho e amizade.
Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.
Era bola, era peteca,
Era pipa pelo céu;
Carrinho de rolimã,
Sonho doce feito mel.
Quem caía logo via
Outro amigo ser fiel.
Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.
Na tarefa da escola,
Sempre havia união;
Um emprestava o caderno,
Outro dava explicação.
Se um não sabia a resposta,
Todos davam solução.
Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.
Também tinha em casa o jeito
De ajudar sem reclamar;
Varria o terreiro cedo,
Ia a água buscar.
Terminada a obrigação,
Já corria pra brincar.
Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.
Nos passeios de domingo,
Cada riso era canção;
Piquenique lá na praia,
Com farofa e emoção.
O mar lavava os pés,
E a amizade o coração.
Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.
Vieram os quinze anos,
Festa, encanto e emoção;
Vestido rodando ao vento,
Brilhava o salão.
Os amigos celebravam
Mais um sonho em construção.
Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.
Depois veio a formatura,
Conquista de cada irmão;
Abraços, fotos e risos,
Misturados à emoção.
O futuro abria portas
Para uma nova estação.
Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.
Cinquenta anos passaram
Como um sopro pelo ar;
Mas as velhas brincadeiras
Ainda fazem gargalhar.
Quando a turma se reencontra,
A infância volta a morar.
Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.
Nem só de festa viveu
Nossa bonita jornada;
Também houve despedidas
Na estrada iluminada.
Alguns partiram primeiro,
Deixando a saudade guardada.
Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.
Cada nome é uma lembrança,
Cada riso uma oração;
Quem partiu vive na história,
Na memória e no coração.
A amizade vence o tempo
E também a separação.
Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.
Se existe riqueza eterna
Que dinheiro não comprou,
É o abraço de um amigo
Que o destino conservou.
Deus abençoe essa amizade
Que o tempo nunca apagou.
Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.
"Amigo(a), amigos(as), é um prazer incomensurável tê-los no nosso "humilde", mas "Poderoso" GRUPO... Espero que vocês fiquem sempre conosco com FÉ... ESPERANÇA... e AMOR! Não desanimem! Não parem! Acreditem, sim, Amanhã será melhor! E não se esqueçam de que DEUS É MUITO BOM PRA NÓS!!"
Sobre a inspiração de amizades fechadas em turmas antigas de bairros:
Turmas de gaslighting amam a música BAD de Michael Jackson, para compensar a incapacidade de reagirem de forma madura ao serem criticados, fazem o bullying grupal, onde deveria existir amizade. Um exemplo claro da falta de cognição dos propensos a Flying Monkeys, ao se inspirarem em letras de músicas para seus rasos ideais.
Em quase toda turma que se conheceu desde a infância, e que não se mudou do bairro:
Essa é a descrição perfeita do que a sociologia e a psicologia chamam de "estagnação em grupo".
Quando um grupo se conhece desde a infância e permanece no mesmo bairro, cria-se uma espécie de cápsula do tempo onde o desenvolvimento emocional muitas vezes para na adolescência.
Nesse cenário, a música "Bad" não é apenas uma trilha sonora; ela é uma ferramenta de regressão.
Por que isso acontece em grupos "de bairro"?
Identidade Coletiva Fossilizada:
O grupo se define pelo que era aos 15 anos. Se naquela época ser "o durão" ou "a popular" funcionava, eles se recusam a abandonar esse papel, mesmo aos 30 ou 40 anos. A maturidade é vista como traição ao grupo.O "Eco" Permanente:
Em bairros onde todos se conhecem, o gaslighting é mais eficaz porque o agressor tem controle sobre a reputação da vítima. Os Flying Monkeys (vizinhos, amigos de escola) reforçam a mentira, porque sua própria vida social depende de estarem do lado "vencedor".
Falta de Novos Inputs:
Sem conviver com pessoas diferentes ou realidades novas, o grupo se fecha em uma câmara de eco. Eles usam referências da cultura pop (como o MJ) de forma distorcida para justificar o bullying, pois não desenvolveram repertório para resolver conflitos de forma adulta.
A anatomia do bullying grupal em círculos antigos nos elementos é disfuncional.
A música e símbolo serve como um "transe" insano, que valida a agressão e dá uma sensação de estilo ao erro.
O líder geralmente é o mais inseguro, que usa o gaslighting para nunca ser questionado.
Os seguidores e pessoas com baixa autonomia cognitiva que preferem praticar injustiça a serem excluídos do grupo de infância, formam a massa do ajuntamento, e a crítica é recebida como uma declaração de guerra, nunca como uma oportunidade de crescimento.
O "Flying Monkey" por conveniência nesses bairros, resulta que o seguidor, muitas vezes sabe que o líder está errado, mas a falta de cognição que se mencionou é, muitas vezes, uma "cegueira seletiva", e opcional.
É mais fácil fingir que a letra da música justifica a atitude do que admitir que o amigo de infância se tornou uma pessoa tóxica.
Eles preferem a "lealdade" cega à integridade moral.O bullying grupal nesses casos é uma tentativa desesperada de manter o controle sobre um território (físico e social), que eles sentem que estão perdendo para quem realmente amadureceu e "saiu" da bolha mental do bairro.
Sir Mário Honorário
Sinto saudade dos corredores da escola, das amizades que pareciam eternas e das conversas que não precisavam chegar a lugar nenhum. Saudade das risadas que nasciam por coisas bobas, das manhãs que pareciam longas e da leveza de não carregar o mundo sobre os ombros. Talvez eu não sinta falta apenas da escola, mas da época em que a felicidade cabia em uma conversa tranquila, uma gargalhada inesperada e algumas horas ao lado de quem fazia tudo parecer mais simples.
Sinto saudade de quando os professores eram quase amigos, quando a sala parecia pequena demais para tantas conversas e os intervalos se estendiam entre risadas e partidas de xadrez. Até das aulas que matávamos para sentar juntos diante do tabuleiro eu sinto falta, e o mais engraçado era ver os professores rindo da nossa ‘rebeldia’, porque, enquanto outros matavam aula para ir embora ou ficar presos ao celular, nós simplesmente fugíamos para um canto para disputar uma partida de xadrez. É estranho sentir saudade até das pequenas transgressões de uma época em que nossos maiores problemas cabiam em um tabuleiro, algumas peças espalhadas e a certeza de que a próxima jogada seria motivo para outra risada.
💕🐶"Cachorro...um anjinho...celestial... canino...fiel...carinhoso...amoroso...amigo sem igual...companheiro...fenomenal...sensacional...au...au...au."🐶💕
O Café das Quintas
Quando a amizade vira caminho
Existem encontros que acontecem por acaso e outros que, com o tempo, parecem ter sido preparados pela própria vida. O Café das Quintas 60+ é um deles. Começou como uma simples reunião entre amigos e acabou se transformando em um espaço de histórias, lembranças, opiniões, brincadeiras e muitas risadas. Ali, cinco homens descobriram que envelhecer pode ser muito mais agradável quando existe uma boa mesa e amigos dispostos a conversar.
A idade não é o que importa. O essencial é o respeito. O grupo é formado por Alfredo, Ângelo, Sveraldo, Valle e Nino: três estão na casa dos sessenta, um na dos setenta e outro na dos oitenta. Há dois engenheiros civis, um advogado, um professor e um administrador. São cinco histórias de vida e cinco maneiras diferentes de enxergar o mundo. Dois têm tendências progressistas e três, tendências conservadoras, mas todos sabem que uma amizade vale muito mais do que uma opinião. Podem discordar, argumentar e até tentar convencer uns aos outros, mas ninguém precisa pensar igual para continuar sentado à mesma mesa.
Toda quinta-feira, a partir das dezesseis horas, o encontro acontece na Padaria Pão do Bairro, na Rua São Paulo, esquina com a Rua Treze de Maio. Quando chegam, os semblantes já revelam a alegria pela reunião. Durante algumas horas, as preocupações ficam do lado de fora, enquanto a mesa se transforma em ponto de encontro para falar da vida, da cidade, das lembranças e, inevitavelmente, do futebol.
Dois são santistas, um é palmeirense e dois são corintianos. O palmeirense é o provocador oficial do grupo e gosta de lembrar os muitos títulos conquistados pelo Palmeiras. Entretanto, quando o assunto chega ao Mundial, os outros quatro encontram uma oportunidade para devolver as provocações. O debate dura alguns minutos, mas termina sempre em risadas. Afinal, naquele grupo, ninguém quer ganhar a discussão; quer apenas garantir assunto para a próxima quinta-feira.
Há também o amigo português, que é alvo permanente das brincadeiras. Todos são descendentes ibéricos, mas ele é o único ibérico de nascimento. O palmeirense costuma perguntar: “Como é possível um português ser casado com uma pessoa que sempre foi a número um da classe e só tirava dez?” A pergunta provoca risadas, inclusive do próprio português, que leva a brincadeira para casa e conta tudo à esposa. Ela também ri. Assim, uma piada que começa na padaria acaba envolvendo a família inteira.
As conversas também percorrem o passado. Falam sobre São Carlos, sobre pessoas ilustres da cidade, sobre amigos, acontecimentos antigos e o futebol dos tempos de Pelé. Uma lembrança desperta outra, e, sem perceber, os cinco viajam no tempo. É uma peregrinação diferente: não exige mochila, botas ou quilômetros percorridos. Basta uma memória.
Na mesa, o cardápio é simples: uma garrafa de água com gás de um litro e cinco cafés, sendo um carioca, bem fraquinho. E existe uma regra não escrita: a água é coletiva, mas cada um cuida do próprio café. Afinal, a amizade é grande, mas ninguém pretende transformar uma reunião de amigos em um banquete!
Às 17h35, o telefone do português desperta. É hora de buscar as duas netinhas. Nesse momento, os quatro companheiros começam a rir, como quem diz: “Vai, português! É melhor ir logo, senão você vai apanhar da sua esposa!” Ele se despede e segue seu caminho, enquanto os demais ficam guardando histórias para a próxima quinta-feira.
É assim que termina mais um encontro. Ou talvez não termine. Algumas amizades continuam depois que a mesa fica vazia: permanecem nas lembranças, nas piadas, nas mensagens e na expectativa pelo próximo encontro. Ao longo de seus caminhos, o Peregrino Nino Carneiro aprendeu que caminhar não significa apenas colocar um pé diante do outro. Significa também encontrar pessoas, dividir experiências e deixar um pouco de si em cada encontro.
Por isso, o Café das Quintas 60+ deixa uma lição simples: amizade também precisa de espaço na agenda. Quem tem amigos não deveria esperar que o acaso os reúna. Pode escolher um dia, uma praça, uma padaria ou uma mesa qualquer e começar. Não importa a idade, a profissão, o time ou a maneira de pensar. O que importa é sentar-se, conversar e rir.
Porque, quando os anos passarem, talvez ninguém se lembre exatamente de quanto custou aquele café. Mas certamente se lembrará das histórias, das brincadeiras e das pessoas que estavam à mesa.
Para o Peregrino, existem caminhos que se percorrem com os pés e outros que se percorrem com o coração. O caminho da amizade é um deles. Não possui placas, quilometragem ou linha de chegada. É feito de respeito, companheirismo, lembranças e risadas.
E talvez seja justamente por isso que algumas das melhores caminhadas da vida aconteçam sem que ninguém precise sair do lugar.
Peregrino Nino Carneiro
Há amizades que a distância não impede, a idade não limita ou explica e a razão não alcança; simplesmente acontecem, como um inexplicável reconhecimento entre corações, talvez vindas de algum lugar onde o sentimento já existia antes mesmo do encontro.
Não possuo amigos, te conto fidalgo, te conto, são inimigos fingindo ser amigos, eu nunca apareci lá, acredite em mim! É um fantasma criado para me assombrar..
Fidalgo! Fidalgo! Acreditas em mim...
desse mundo que vivemos, dá para ter fé?
esperar por nada e ainda não se manter em pé
amigo meu, onde andou por esses passos?
sempre te vejo parado, pois não tem rastros
a bondade não deve ser troca de nenhum jogo
pois o azar sempre vai ser a opção do seu troco
esperar para que alguém possa te levantar
aqui nesse mar, ninguém vai te ouvir gritar
e sempre que eu te vejo
você ainda implora pela sua graça
acha que acontece?
olhe seu reflexo, idiota
você ainda está vivendo em desgraça
não tem mentiras, ilusões, expectativas
que façam esse fogo parar de queimar
de todas as outras vidas, tão vivas
ninguém teria motivo para se importar
os tempos se passam
em mundos desbravam
e você estar incluso ou não
desde o início, nem ligavam
é aqui onde vai ter seus últimos prantos
estar invisível é uma aventura em tanto
mas aqui nesse lugar, que medo pode causar?
desses olhos que te vêm dormir, dançar
não deve nada a eles, pois quem deve a ti é você
possa levantar para os outros?
para que te derrube mais fácil, e depois se remoer
quando estiver com vontade de chorar
feche os olhos e eu estarei lá
não, não se liberte, não lute mais
arranco teu boa noite e seu sorriso por mais
que eu suporte mais você
ter amigo não é querer
um luxo dado a pobre
de graça, ainda esnobe
odeio a forma de pensar
sua tentativa de me olhar
me fez querer me fechar
cruzar os olhos e cegar
mas se fosse por querer
teria o meu porquê
em tudo que vive em lama
é o ego que mais engana
vamos ser amigos só aqui
nessa vida, tudo vai vir
te odeio de paixão, amigo
com você, não preciso de inimigo.
Quem está na sua vida, é porque ainda precisa de você, seja por amizade, apoio, amor ou alguma outra razão.
Quem se afasta da sua vida, é porque, por algum motivo, não precisa mais de você da mesma forma, ou talvez tenha encontrado o seu caminho sem a sua presença.
Quem permanece ao seu lado, sem pedir nada em troca, sem interesse, sem necessidade, é porque realmente ama estar com você, independente das circunstâncias. Isso é uma escolha verdadeira, que vai além de qualquer obrigação ou necessidade.
A diferença de um amigo e um inimigo é muito pouca; é que o amigo está contigo até você prejudicar a amizade, e o inimigo está contigo até te prejudicar; mas no fundo, ambos têm o mesmo objetivo: estar contigo sem ser prejudicado.
