Grandes poesias sobre Vida

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Deus é amor... E amor é liberdade. Liberdade de amar, viver o amor sem medo... De se sentir preso."
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Como acreditar numa religião se seus pastores não vivem o que pregam? Como crer em quem diz ser amor, mas transborda em ódio? E... Como ser irmão de fé com quem professa que bandido bom é bandido morto?... No calvário eram três cruzes... Só uma era inocente...
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O homem vive em guerra
contra seu único melhor amigo...
que só pode ser visto diante do espelho...
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O passado é um barco à vela à deriva...
Quem vive dele,
não chega a lugar nenhum...
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A teimosia de viver


Eu não sei se tenho
a teimosia de viver
ou se ela me tem.


Entre mim e ela,
juntam-se a fome
e a vontade de comer.


E assim vou
saboreando a vida.
✍@MiriamDaCosta

Leva-me, agora, por favor, Deus,
Por caminhos de sonhos e aventuras,
Que eu quero viver, sentir e sonhar,
E nunca mais parar de voar.
(Saul Beleza)

De amar...
de ser amado...
de viver...
de ser vivido...
de ontem...
de hoje...
de sempre...
de repente.
Se sente...
se lamente...
se contente.
De se amar, e se amado for.
(Saul Beleza)

*Estacionado no teu passo*

Até quando você vai viver na minha loucura?
A saudade grita baixinho dentro do peito,
os pensamentos pegam estrada sem mim,
e eu...
eu fico aqui.
Estacionado no teu passo.

Não consigo seguir em frente,
não posso recuar.
Só espero o vento assoprar e levar
o que ainda dói,
e deixar o que ainda ama.

Talvez um dia eu aprenda
a desligar o motor,
sair desse ponto
e caminhar com as minhas próprias pernas.
Mas hoje...
hoje a saudade ainda é o timoneiro.
(Saul Beleza)

Lembra do passado,
mas não mora nele.
Vive o presente,
porque é só nele que a gente se toca.
E tem esperança
de um lindo futuro.
Porque o que foi bonito nos ensinou,
o que temos agora nos sustenta,
e o que vem pela frente
pode ser ainda maior.

Saul Beleza

Porque o amor que dura pra sempre
não precisa de todo dia.
Ele não vive de mensagem, de toque, de presença.
Ele vive de ter acontecido de verdade.
Uma vez que duas almas se reconhecem,
não existe mais longe.
Existe só saudade.
E saudade é só o jeito que o amor tem
de provar que ainda tá lá,
batendo.
Tem gente que passa a vida inteira do lado
e nunca se toca.
E tem gente que se tocou uma vez só,
e nunca mais se largou por dentro.
Esse é o amor que perdurou.
Ele não acabou.
Ele só mudou de lugar.
Saiu do mundo e entrou na eternidade.
(Mario Valen/Saul Beleza)

⁠Os que não vivem de Verdades Fabricadas para arregimentar Inocentes, não precisam subir o Tom, nem se valer de Citações Bíblicas para impactar Fanáticos.


O Abraço da Serenidade


Porque a verdade, quando é vivida — e não fabricada —, fala baixo, mas ecoa na eternidade.


Vivemos tempos em que a força da voz e o volume do discurso parecem ter se tornado sinônimos de autoridade.


Mas a verdadeira autoridade — aquela que não exige gritaria nem dogma — nasce da integridade.


Quem não se assenta sobre “verdades fabricadas” — aquelas construídas para mobilizar plateias, conquistar devotos ou erguer trincheiras — não precisa de plateia, nem de holofotes, nem de frases decoradas prontas para ecoar.


Quando nosso discurso se sustenta sobre fatos claros, sobre o respeito mais que devido à dúvida e à complexidade, ele já traz consigo uma leveza silenciosa.


Não exige acréscimos para soar forte, porque sua força reside justamente em não manipular — em não buscar “inocentes” para transformar em massa, nem “fanáticos” para impressionar.


O impacto autêntico não é obtido elevando o tom ou acumulando citações célebres.


Ele se gera quando as ideias sussurram e reverberam, em vez de berrar.


E há algo de muito profundo nessa serenidade: o que se diz com calma e clareza não entra em guerra com a consciência; ele a convida a despertar.


Ele se abre para o outro, e não o fecha.


Normalmente, ele pergunta mais do que afirma.


Ele permite que a dúvida, em vez de ser inimiga, seja aliada — o terreno fértil em que nascem a liberdade e o pensamento próprio.


Em suma: a integridade do discurso não depende de espetáculo.


Depende de verdade — não da que se monta para impressionar, mas da que se vive para transformar.


A Serenidade sempre abraça os que não precisam gritar.

⁠Com tanta gente Machucada no mundo, até os Carinhos nos cobram mais Cuidados.


Vivemos tempos em que o afeto deixou de ser apenas gesto; virou responsabilidade.


Já não basta estender a mão — é preciso saber onde tocar, como tocar — e até quando tocar.


Porque a pele do outro, tão marcada pelas cicatrizes da jornada, reagiu aprendendo a se proteger antes de se abrir.


E, ainda assim, o mundo continua faminto de ternura.


Talvez por isso os carinhos sejam hoje tão raros e tão preciosos: eles precisam atravessar medos, memórias e desconfianças antes de chegar ao coração que ansiosamente os espera.


E, quando chegam, chegam devagar — quase pedindo licença — porque sabem que qualquer descuido pode reacender dores antigas.


Mas o cuidado não enfraquece o carinho; ele o aperfeiçoa.


É no gesto atento, na palavra que não invade, no silêncio que acolhe, que o afeto encontra seu caminho seguro.


Afinal, quem carrega feridas aprende a reconhecer quem toca para ferir e quem toca para curar.


E talvez seja nisso que a Humanidade ainda tenha Salvação: na coragem de oferecer Carinho mesmo quando ele exige mais cuidado… e na Humildade de recebê-lo mesmo quando ainda Dói.

⁠E se você não estiver nesse futuro pelo qual tanto se cobra e, em nome dele, se impede de viver o agora?


Talvez o amanhã tenha se tornado um credor impiedoso, cobrando juros altos demais sobre uma vida que só pode ser paga no presente.


Promete-se sentido depois, descanso depois, felicidade depois — e, enquanto isso, o hoje vai sendo adiado, silenciado, desperdiçado…


Vivemos como se a existência fosse um rascunho, um ensaio para um tempo que talvez nunca chegue.


Ora, negligenciamos tanto o percurso que alcançamos nossos objetivos, mas perdemos a empolgação por fragilizar-nos demais.


E quase sempre guardamos abraços, adiamos risos, engavetamos sonhos, tudo para honrar um futuro que não garante presença nem permanência.


Mas se — ao final — descobrirmos que ele nunca nos incluiu nos seus planos?


O agora não é um obstáculo a ser superado, mas o único território onde a vida de fato acontece.


Negá-lo é trocar o certo pelo hipotético, o palpável pela promessa.


Não se trata de abandonar o amanhã, de deixar de sonhar, mas de lembrar que nenhum futuro vale o preço de um presente não vivido.


Talvez a verdadeira imprudência não seja viver intensamente o hoje, mas hipotecar a própria vida em nome de um amanhã que pode jamais nos chamar pelo nome.


O melhor dia para viver é hoje, às vezes o amanhã tem a estranha mania de ser tarde demais.

⁠Quem sabe a dimensão do barulho de um diagnóstico é só quem o vive, os que fazem disso um espetáculo, só imaginam.


Os que atravessam o instante em que um diagnóstico cai sobre a própria vida, sabem: não é apenas uma palavra, é um estrondo que reverbera por dentro.


O barulho não vem do som, mas do silêncio que se instala depois — aquele em que o futuro precisa ser reaprendido, os planos se recolocam em caixas frágeis e o coração passa a ouvir demais.


Para quem vive, o diagnóstico não é manchete nem assunto de corredor.


É matéria de oração, de medo contido, de coragem silenciosa.


E é o peso de ter que continuar respirando enquanto a alma tenta entender o que mudou sem pedir permissão.


Já os que transformam isso em espetáculo ou comentário ligeiro escutam apenas o eco distante.


Imaginam o impacto, mas não conhecem o abalo.


Confundem curiosidade com empatia, opinião com presença e ruídos com cuidado.


Talvez por isso, diante do diagnóstico alheio, o gesto mais humano não seja perguntar, expor ou explicar — mas silenciar, respeitar e permanecer.


Porque há dores que não pedem palco, mas abrigo.


E há barulhos que só quem os escuta por dentro sabe o quanto ensurdecem.

Todos os testemunhos importam, mas nenhum é tão eloquente quanto viver segundo a vontade do nosso Pai Amado.


Pois, cada história carrega marcas de superação, aprendizados e cicatrizes que se transformaram em lições.


Há beleza nas palavras que relatam milagres, nas lágrimas que narram livramentos e nas vozes que proclamam gratidão.


Testemunhar é compartilhar a jornada da fé, é permitir que outros encontrem esperança nos caminhos que já atravessamos.


Ainda assim, há uma forma de testemunho que dispensa discursos longos e não depende de plateias atentas.


Viver segundo a vontade do nosso Pai Amado é o testemunho que fala no silêncio das atitudes, na coerência entre o que se crê e o que se pratica.


É quando a fé deixa de ser apenas palavra e passa a ser postura; quando a oração ultrapassa os lábios e encontra morada nas escolhas diárias.


Quem busca viver assim transforma pequenos gestos em pregações vivas, espalha cuidados sem alardes e oferece amor sem cobrar reconhecimento.


Porque o testemunho mais eloquente não é aquele que emociona por alguns instantes, mas o que inspira pelo exemplo constante.


É a vida que, mesmo diante das tempestades, insiste em confiar; que, mesmo ferida, escolhe perdoar; que, mesmo cansada, continua servindo.


No fim, talvez as pessoas esqueçam o que ouviram dizer sobre Deus, mas dificilmente esquecerão o que enxergaram de Deus em nossas Ações e Reações.⁠

⁠Se expor aos riscos vivendo é muito menos arriscado do que não se expor somente existindo.


Viver é aceitar os riscos como parte da caminhada.


É se expor ao erro, à queda, à dúvida e, ainda assim, seguir adiante.


Existir sem se arriscar pode até parecer seguro, mas cobra um preço silencioso: o da estagnação.


Quem apenas existe se protege das feridas, mas também se priva dos encontros, das descobertas e das transformações que só a vida em movimento oferece.


No fim, viver — com todos os seus riscos — é muito menos perigoso do que atravessar o tempo intacto, porém vazio, assistindo à própria vida passar sem nunca ter realmente vivido tudo que se tem para viver.

⁠É muito estranho parte do povo viver na — e da — internet ignorando que o ruído seja a maior moeda de troca da espetacularização que retroalimenta os algoritmos.


Como se o excesso de vozes, opiniões e julgamentos não fosse, na verdade, o combustível de uma engrenagem invisível que transforma qualquer acontecimento em palco e qualquer pessoa em personagem.


Nesse ambiente, o silêncio perdeu valor, a pausa virou fraqueza e a reflexão parece um luxo dispensável.


A pressa em reagir substituiu o cuidado em compreender.


E quanto mais barulho se faz, mais visibilidade se conquista — não necessariamente pela relevância, mas pela intensidade.


É um jogo onde vencer significa aparecer, ainda que à custa da verdade, da empatia ou da responsabilidade.


O curioso — e talvez o mais inquietante — é perceber que muitos participam dessa dinâmica acreditando estar fora dela.


Criticam o espetáculo enquanto alimentam seus bastidores.


Compartilham indignações que, no fundo, servem mais ao alcance do que à mudança.


Viver na internet, hoje, exige mais do que presença: exige consciência.


Porque nem todo espaço precisa ser ocupado, nem toda opinião precisa ser dita, nem todo acontecimento precisa ser transformado em vitrine.


Talvez o maior gesto de resistência, nesse cenário, seja aprender a diminuir o volume.


Escolher o que ecoar, o que silenciar e, principalmente, o que merece, de fato, ser sentido antes de ser exposto.


No fim, a pergunta que fica não é sobre o que estamos consumindo — mas sobre o que estamos ajudando a amplificar.

Apesar do livre-arbítrio, Deus nos permitiu viver rodeados de anjos e demônios só para facilitar a nossa escolha.

Talvez não como seres alados ou criaturas sombrias que habitam cantos invisíveis, mas como presenças sutis que se manifestam nas pequenas decisões do cotidiano.

Eles não sussurram necessariamente em nossos ouvidos — muitas vezes falam através das nossas próprias justificativas, dos impulsos que acolhemos sem questionar, das escolhas que fazemos quando ninguém está olhando.

Os “anjos” aparecem quando sentimos o incômodo da consciência, quando hesitamos antes de ferir alguém, quando escolhemos o caminho mais difícil por saber que é o mais justo.

Já os “demônios” se revelam nas racionalizações convenientes, na pressa em culpar o outro, na facilidade com que cedemos ao ego, ao orgulho, à indiferença.

O livre-arbítrio, então, talvez não seja apenas a liberdade de escolher, mas o peso inevitável de conviver com essas duas forças em permanente disputa em nós.

Não somos necessariamente vítimas delas — somos o campo onde elas se encontram.

E, no silêncio de cada decisão, somos também o juiz.

O curioso é que raramente percebemos o que escolhemos.

Preferimos acreditar que fomos levados pelas circunstâncias, pelo momento, pelo cansaço ou pela emoção.

Mas a verdade é mais desconfortável: quase sempre sabemos.

Sabemos quando poderíamos ter sido melhores…

Sabemos quando optamos pelo mais fácil em vez do mais certo.

Se Deus nos cercou de “anjos e demônios”, talvez não tenha sido para facilitar a escolha no sentido de torná-la óbvia, mas para torná-la inevitável.

Para que, em cada gesto, por menor que seja, sejamos obrigados a nos revelar.

No fim, não é sobre quem está ao nosso redor — é sobre quem permitimos que fale mais alto dentro de nós.

⁠Ninguém vive Só, mas ninguém sobrevive mais Sozinho do que quem vive querendo ser Amigo de
todo mundo.


Há uma diferença bastante silenciosa — e muitas vezes ignorada — entre estar cercado e estar acompanhado.


Quem tenta caber em todos os círculos acaba se diluindo em cada um deles.


Vai se moldando tanto ao gosto alheio que, no fim, já não sabe mais qual é o próprio sabor.


E assim, na ânsia de pertencer a todos, deixa de pertencer a si mesmo.


A necessidade de agradar indiscriminadamente costuma nascer de um medo antigo: o da rejeição.


Mas há um preço muito alto em trocar autenticidade por aceitação.


Relações construídas sobre concessões constantes não criam raízes, apenas vínculos frágeis que dependem de manutenção exaustiva.


E o mais curioso é que, mesmo rodeado de gente, esse esforço contínuo é raramente recompensado com profundidade.


Amizade de verdade não exige ubiquidade, exige verdade.


Não se trata de quantos cabem à mesa, mas de quem permanece quando a mesa já não oferece nada além de silêncio — ainda que agridoce.


Quem tenta ser amigo de todo mundo, no fundo, vive evitando o risco essencial de qualquer relação genuína: o de não ser aceito por alguns para ser verdadeiramente reconhecido por muito poucos.


Há uma solidão deveras peculiar em nunca poder ser inteiro.


E talvez a nossa Verdadeira Liberdade comece justamente quando aceitamos que não é preciso sermos tudo para todos — porque, ao fim, é isso que finalmente nos permite ser algo bem real para alguém.

⁠Amo Viver Intensamente cada um dos meus dias como se fosse o último, pois sei que um belo dia hei de acertar.


Esse Propósito pode até soar ousadia, mas ele não fala sobre esperar literalmente o fim.


Ele diz muito mais sobre valorizar o agora.


Afinal, ninguém conhece o amanhã.


O tempo é o único bem que recebemos sem garantias, e, ainda assim, é o que mais desperdiçamos acreditando que sempre haverá outra oportunidade.


Viver intensamente não significa viver desrespeitando os limites.


Significa amar sem economizar sentimentos, abraçar quem faz bem, perdoar quando o coração permitir, agradecer pelas pequenas conquistas e encontrar beleza até nos dias difíceis.


É entender que a intensidade está na presença, não na pressa.


Quando percebemos que cada amanhecer pode ser único, deixamos de adiar palavras importantes, sonhos possíveis e gestos de carinho.


Passamos a dar menos valor ao que nos afasta da paz e mais importância ao que realmente alimenta a nossa alma.


Se um dia este for realmente o último, que ele encontre em nós alguém que viveu com propósito, que espalhou bondade, que colecionou memórias em vez de arrependimentos e que fez da própria existência um testemunho de gratidão.


No fim das contas, viver intensamente é a forma mais charmosa e sincera de honrar o presente que é estar vivo.


E, enquanto esse último dia não chega, que cada novo amanhecer seja mais uma oportunidade de viver, amar, aprender e deixar um pouco de luz por onde quer que passemos.