Grandes poesias sobre Vida

Cerca de 206682 poesias Grandes sobre Vida

Viver é nos desviarmos incessantemente. E nos desviamos de tal maneira que a confusão nos impede de saber do que estamos nos desviando.

⁠Mude sua concepção de si mesmo e você automaticamente mudará o mundo em que vive. Não tente mudar as pessoas; elas são apenas mensageiras dizendo quem você é. Reavalie-se e elas confirmarão a mudança.

“O homem que não domina as palavras é dominado por elas: vive num mundo de ilusões verbais, que toma por realidades. Quando consegue montar uma frase, imagina que provou um fato. A fala, em vez de ser uma janela para o mundo, substitui o mundo”.

O fato de vivermos no fundo de um poço de gravidade profundo, na superfície de um planeta coberto de gás, girando em torno de uma bola de fogo nuclear a 90 milhões de milhas de distância e acharmos isso normal é, obviamente, alguma indicação de quão distorcida nossa perspectiva tende a ser.

Douglas Adams
O salmão da dúvida (2002).

Há os que por conveniência fingem não saber a diferença entre "viver de aparência" e "viver na transparência".

"Um homem viveu, há dois milênios, no Oriente. E eu não posso olhar para uma ovelha, uma andorinha, um lírio, um campo de trigo, uma vinha, uma montanha, sem pensar nÊle. A beleza da natureza é o carinhoso sorriso de Cristo, mostrado através da matéria [...] A alegria, que era a pequena publicidade do pagão, é o gigantesco segredo do cristão."

Eu não estou neste mundo para viver correspondendo às expectativas de ninguém, nem acho que o mundo deva corresponder às minhas.

Porque só havia uma coisa em que eu precisava acreditar para poder viver, eu precisava saber que ele existira. Era só. Todo o restante eu podia suportar. Desde que ele tivesse existido.

Você só coloca um ponto final nele se for até o fim. Para matar um desejo é preciso viver, nem que depois você morra junto com ele.

A gente não escolhe o amor, ele acontece. Uns vivem intensamente. Outros, por ironia do destino, vão embora.

Todo homem está tentando viver à altura das expectativas do seu pai ou de compensar os erros do seu pai.

O egoísta costuma viver em torno do próprio umbigo, quando cai, tonto pelo próprio egoísmo, sempre há alguém diferente dele para confortá-lo.

Sofrimento faz parte, nem circo vive só de alegria, um dia o palhaço morre, o que fazer? Arranjar outro, mas levar o antigo como um ótimo mestre.

Quando somos jovens, temos momentos tão felizes que achamos que vivemos num lugar mágico, como é na nossa imaginação. Então crescemos e nosso coração se parte ao meio.

Tu queres existir, viver e entender, mas existes para viver e vives para entender. Portanto sabes que existes, sabes que vives, sabes que entendes.

As pessoas não se apaixonam muito hoje em dia. Elas preferem estudar, ganhar dinheiro e viver outras experiências. Faça uma enquete rápida e concluirá que quase ninguém crê no amor. Quando mais você sabe da vida, menos você se apaixona. A paixão nasce da ignorância: quanto menos sei sobre você, e mais eu quero saber, mais vulnerável eu fico. Só que atualmente ninguém mais quer saber de ninguém, além de si mesmo. Todos uns cínicos.

Só por hoje procurei viver exclusivamente este dia, sem tentar resolver de imediato o problema de toda minha vida.

Preso no passado, eu não conseguia viver o presente. Sem o presente, era impossível idealizar futuro algum.

Para viver um grande amor, primeiro é preciso sagrar-se cavalheiro e ser de sua dama por inteiro — seja lá como for.

Oportunidades perdidas, possibilidades goradas, sentimentos que nunca mais voltaremos a viver. Faz parte da vida. Mas dentro da nossa cabeça, pelo menos é aí que eu imagino que tudo aconteça, existe um quartinho onde armezanamos todas as recordações. E a fim de compreendermos os mecanismos do nosso próprio coração temos que ir sempre dando entrada a novas fichas, como aqui [na Biblioteca] fazemos. Volta e meia precisamos de limpar o pó às coisas, deixar entrar ar, mudar a águia das plantas. Por outras palavras, cada um vive para sempre fechado dentro da sua própria biblioteca.

Haruki Murakami
Kafka à Beira Mar